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36º Mito - Duas Batalhas

Epopeia do Fim (EDF)

36º Mito - Duas Batalhas

Autor: Sora

Damon e os outros também se prepararam para a batalha, ambos ficaram em posição. Treze versus dois, uma desvantagem e tanto, mas não parecia abalar Leon e Iris, que mais pareciam se divertir com isso.

Foi quando de repente, um tremor estranho abalou a pequena parte da Ilha da Criação.

— O que é isso?! – Chloe se perguntou, ao se agachar no chão. Se fosse um terremoto, esse era o primeiro procedimento de segurança a se fazer.

— UAAAAHHHH! – Enquanto isso, Iris perdeu o equilíbrio de onde estava e caiu de cara no chão, de forma cômica. Já Leon caiu de pé, ao lado dela.

— Eles passaram...!

Damon percebeu o significado das últimas palavras de Leon e arregalou seus olhos. Ele estalou a língua e se pôs a gritar para seus companheiros:

— Vamos rápido! Não podemos deixar eles chegarem primeiro!

— Damon...

“Eles estão aqui a mais tempo! Se continuar assim, chegarão às Irmãs do Destino primeiro!”, Damon pensava freneticamente.

— Vamos!

— Sim!

Todos se viraram para correr até o templo à frente e em seguida os Corcéis do Tempo. Mas então, Leon pulou na frente deles e atacou rapidamente.

Uma luz brilhou e uma explosão ocorreu simultaneamente, produzindo uma forte cortina de fumaça negra. Todos ficaram ilesos ao ataque, pois conseguiram recuar a tempo.

— Ei! Estão bem!?!

— S-Sim...! – Damon respirou aliviado ao saber que seus amigos estavam bem após o ataque.

 Ao se levantarem novamente eles viram: Leon estava com duas adagas grandes e cinzas em suas mãos.

— Vocês não irão passar daqui. – Disse o garoto, já sem seu capuz.

O impacto removeu ele e sua face foi revelada. Ele aparentava ser da idade dos Dez Apóstolos, com cabelo curto e liso, totalmente preto, assim como seus olhos. Pareciam a escuridão em si só, profundamente.

— Droga...

— Vão em frente. 

— Hã?!

Damon só conseguiu ver uma sombra passar por sua frente. Era Brandt, que atacou Leon com o seu Enjōno, o Machado do Holocausto, de frente. Leon deu uma cambalhota para trás, se esquivando. Brandt parou em frente aos dez que estavam ali.

— Eu cuido dele. – Disse o garoto de cabelo vermelho escuro.

— Brandt...

— Damon! – Damon olhou para Lilith, que o chamou – Aquela Iris fugiu!

— Ela deve estar indo aos Corcéis do Tempo! Vamos segui-la!

— Negação: Ela foi em outra direção. – Julie afirmou, analisando a rota que Iris tomou – Avaliação: Mas fica perto dos Corcéis do Tempo...

— Vamos segui-la. Venham comigo, Julie e Chloe! – Meade as chamou.

— Eu vou com vocês. – Silver também se apresentou. Damon, vendo isso tudo, suspirou brevemente e começou a comandar seus companheiros.

— Ok. Arthur, também vá com eles. Nos encontraremos nos Corcéis do Tempo. Daisy, Lilith, Grey e Elaine vão comigo. Brandt...

— Eu sei. Deixe comigo. – Brandt olhou friamente para Leon, que devolveu o olhar, sorrindo.

— Muito bem. Vamos lá! – Então, os dois grupos se separaram como Damon previu.

O grupo de Damon seguiu para os Corcéis do Tempo, enquanto o de Meade foi atrás de Iris, rapidamente. E a batalha de Brandt e Leon, que se encaravam frente à frente, estava para começar...

 

***

 

No Monte Olimpo, Zeus estava sentado em seu trono dourado. O Pai dos Céus estava observando na Piscina da Vidência, com Atena, a chegada dos Dez Apóstolos na Ilha da Criação. Enquanto a deusa demonstrava certa preocupação, Zeus, como sempre, não demonstrava expressões. Pelo menos, que fossem possível de ler ou se decifrar.

Os dois observaram os dez a caminho dos Corcéis do Tempo e o momento em que eles foram parados por dois membros dos Imperadores da Escuridão.

— Olhe só. Agora eles terão um desafio e tanto. – O Rei dos Deuses comentou, com um tom de ironia.

— Eles estão bastante fortes agora. Fortes o suficiente para lutarem em um contra um com eles. – Atena respondeu confiante de sua colocação.

— Assim como a filha de Ártemis fez com aquela garota que está sob nossa custódia. – Zeus passou a mão sob sua barba – Hmm. Qual o nome dela mesmo...?

— Bluebell, pai.

— Sim, isso mesmo.

Os dois pararam na hora que a explosão que fez Iris fugir e Brandt ficar para enfrentar Leon aconteceu. Além do mais, também puderam observar os comandos de Damon, agindo como um verdadeiro líder. Zeus se aquietou sobre seu trono e se curvou um pouco para ver a primeira luta que iria acontecer no sacro solo das Irmãs do Destino.

— Olhe bem, vai começar. Dessa vez é o filho de Ares que vai lutar. – Zeus ficou um pouco animado ao ver que era justamente Brandt que iria participar da luta. Em sua mente ele conseguia ver a insana destruição que seria causada pela batalha. E ele não estava errado...

— Tomara que ele fique bem... 

— Se ele for igual a Ares, tenho certeza que vai se sair bem. 

E então, como mágica, o tempo parou exatamente após o deus concluir seu comentário. Tudo ficou congelado instantaneamente e apenas Zeus e Atena se moviam normalmente. A deusa sentiu a pressão absurda e começou a tremer de insegurança. Zeus estava normal, seguia sem demonstrar uma expressão sequer.

Era realmente como se tudo estivesse congelado. Tanto a sala, quanto o céu lá fora ficaram de uma cor azul-gelo. Pássaros e outros animais não se moviam. Os humanos da cidade também estavam paralisados.

— Você realmente não muda, Zeus. – Uma voz poderosa, tão quão a de Zeus, estremeceu o local.

Ao olhar para o lado Atena viu um velho de barba média e cabelo grisalho que possuía praticamente a mesma altura que ela. Mas, por que ela sentia essa pressão absurda vindo dele? Um homem velho, desconhecido. A pressão que ele tinha chegava a ser maior que a do próprio Zeus!

 Ele se aproximou aos dois. Atena tentou se levantar para recuar, mas não conseguiu. Suas pernas, seu corpo, nem mesmo seu cérebro a obedecia. Ela só pôde ficar curvada do jeito que estava e observar o homem se aproximar, com passos que pareciam fazê-lo flutuar rente ao chão.

— O que deseja aqui? – Zeus, mantendo a postura de sempre, perguntou.

— Oras, vim apenas ter uma breve audiência. Ou estarias muito atarefado nesse momento?

O modo de fala do senhor era requintado. Ele continuava andando levemente, se aproximando mais ainda de Zeus e Atena, que seguia tremendo sem reação. Ela mal conseguia respirar. Seus olhos estavam arregalados e o suor caía sobre seu rosto.

— Sua perspicácia é sempre a mesma, não importa quanto o tempo passe... – Zeus passava a mão em sua barba, como um gesto característico.

— Bom, isso não é algo a se impressionar. – O senhor parou em frente à Zeus, a pressão ficando mais esmagadora ainda. Era como se...

“Esses dois, mentalmente... estão colidindo...!”, Atena mal conseguia pensar, mas ela notou que seus poderosos reiki’s colidiam um com o outro, provocando um a fina onda quase que invisível de pressão.

— Então diga de uma vez. O que deseja?

— Serei direto, Zeus. – O senhor abriu um de seus pequenos olhos azuis – O tempo é cruel. Desde que a Era Prateada foi estabelecida por você após vencer a Titanomaquia, os Deuses Olímpicos dominam o cosmos.

Atena não conseguiu deixar de pensar que era uma conversa bem suspeita, mas ela mal conseguia pensar para ter afirmações concretas. O tempo seguia congelado.

— O domínio do cosmos foi decidido entre os deuses e os Titãs. Nós ganhamos. Temos o direito de governar. – Zeus bradou, convincente de si mesmo.

 — Seu "governo" é o que está errado, de certa forma. – Zeus franziu a testa após as palavras do homem, que não perdia a empatia no olhar. O deus levantou uma sobrancelha, duvidoso.

— Do que está falando?

— Zeus, Zeus... apenas tome isso como um aviso. Lembre-se das previsões. Lembre-se da maldição que vem desde o nascimento de seu avô-.

— Basta. – Zeus o interrompeu, sem gritar, porém, com uma voz estrondosa – Não quero lembretes ou conselhos. Se é isso que tem em mente ao vir aqui, é melhor ir embora.

— Você se arrependerá de suas palavras, Zeus. Sua autoconfiança ainda irá te destruir. E isso pode acontecer em breve... – O homem disse, com um tom superior, sem medo do deus – Bem... só o tempo irá dizer...

O homem então, misteriosamente desapareceu, como um passe de mágica. E, congruentemente, o tempo voltou ao normal. As cores voltaram a ficar vivas e Atena finalmente pôde voltar a respirar normalmente, ofegando como se tivesse corrido uma maratona. Zeus voltou a ficar sem expressões decifráveis e a deusa voltou ao seu lado.

— Quem era aquele homem, pai...? – Atena mal conseguia falar, mesmo com a pressão gigantesca indo embora. Mas ela ainda conseguia sentir...

— Não há necessidade de saber isso agora. – Ele apontou para a Piscina da Vidência – Olhe, parece que a batalha vai começar.

Atena olhou para ele com um olhar de incerteza sabendo que ele escondia algo e voltou a se sentar ao seu lado para observar o progresso dos Dez Apóstolos...

Ela já estava mais calma e controlada. Mas de certa forma, seu pai estava correto; aquilo podia ficar para depois. O que importava agora era o desafio pelo qual os filhos dos deuses passavam.

 

***

 

Na Ilha da Criação, Brandt e Leon seguiam frente a frente. O grupo de Meade continuava perseguindo Iris e o grupo de Damon avançava em direção aos Corcéis do Tempo. O tremor havia parado faz alguns minutos, o que significava que algo havia acontecido.

— Droga, ela sumiu mesmo... – Reclamou Meade, com uma expressão cansada e de irritação.

Esse é o grupo que perseguia a garota Iris.

— Suposição: Ainda é cedo para desistir. Afirmação: Ela está próxima. – Concluiu Julie, de olhos fechados.

— É estranho você falar esses “começos” duas vezes seguidas, isso é um saco. – Meade novamente reclamou, mais irritado ainda – E como você sabe?!

— Em seu treinamento com nossa mãe, Julie aprimorou seus sentidos e sua inteligência. Ela pode notar, inimigos e amigos, a um raio de 10km. – Chloe explicou, deixando Meade surpreso. Julie seguia concentrada, com os olhos fechados, enquanto ambos avançavam.

— Oh, bem legal. Isso vai se mostrar bem útil.

— Mas não quer dizer que já alcançamos ela... – Meade retrucou a animação repentina de Silver, sempre com uma expressão preguiçosa. Ambos olhavam para os lados. Arthur seguia em silêncio.

— Afirmação: Mas estamos chegando perto. Esquerda.

Os cinco se viraram na hora e seguiram a perseguição após Julie dar o comando. Depois de virarem, alguns segundos depois, Julie parou, fazendo os outros quatro também pararem. Ela abriu seus olhos verdes.

— O que houve?

— Avaliação: Ela está por aqui.

Ela se concentrou e fechou os olhos novamente. A área onde eles estavam era um pouco mais distante do pequeno templo, no meio da densa floresta. Julie seguiu concentrada. Ao abrir os olhos bruscamente ela olhou para o lado direito. Todos reagiram.

— Perigo: Ataque da direita. – Disse ela, rapidamente, sem expressões.

— Cuidado! – Chloe tomou a parte da “expressão” que sua irmã não tem e gritou.

Os cinco se esquivaram para diferentes posições simultaneamente, enquanto uma esfera de cores peculiares passou entre eles e se chocou com o solo, provocando uma pequena explosão e soltando poeira e terra para cima e para os lados.

— O que foi isso?!

— Suposição: Provavelmente uma esfera de energia igual a de mais cedo. Foi disparada de alguma arma. – Julie afirmou, ao analisar a situação e o ataque.

— Fiquem atentos! – Chloe alertou. Ela sentia o reiki de Iris, um pouco fraco. Depois de alguns segundos, mais esferas de energia foram disparadas em sequência. Os cinco se esquivaram novamente, uma por uma.

— Essa brincadeira de esconde-esconde já está enchendo o saco. – Arthur finalmente falou algo, com raiva e ameaçou sacar sua Arma Divina, mas Julie já tinha a sua em mãos.

— Vamos ser práticos.

Julie preparou o seu bonito arco e disparou várias flechas simultâneas que derrubaram várias árvores de uma só vez, fazendo Iris então aparecer na copa de uma das árvores, de pé

Os cinco olharam para a garota que ainda estava com seu capuz negro.

— Aaaah! Vocês estragaram a diversããão! – Iris fez bico.

— Sua diversão não importa. Vamos te deter aqui e agora! – Silver sacou sua lâmina, a Haumi.

— Oh... – Iris deu um sorriso, aceitando o desafio. Enquanto isso, um pouco distante dali, perto do templo:

— Parece que o tremor parou. Então eles conseguiram... – Leon sussurrou para si mesmo. Brandt seguia olhando para ele, com o Enjōno em mãos – Ah, desculpe. Estava pensando alto – Brandt seguia sem falar uma palavra – O que foi? Está tão feliz que não consegue falar nada? – Leon perguntou, sorrindo.

— Feliz? Eu estou é puto da vida.- Ele seguia com seu olhar cortante e sem papas na língua. Leon deu uma risada.

— Permita-me perguntar o porquê?

— Ah, sim. Há vários motivos para isso. Primeiro, no Mar Egeu. – Brandt levantou três dedos, os três últimos – Sua amiguinha nos humilhou de forma imperdoável. – Abaixou o primeiro, o mindinho – Segundo, eu não pude ir na última missão e isso culminou na perda de visão de um olho de Elaine, nossa companheira. E por último... – Abaixou o segundo, o anelar, restando o do meio... – Você me irrita.

Brandt olhou de uma forma mais assustadora ainda para Leon enquanto dava de forma beeem sucinta o dedo do meio para ele, que seguiu sorrindo, sem se abalar.

— Eu te irrito, é?! Então acho que estamos quites. Vamos parar com a enrolação... – Leon de repente ficou sério e se concentrou – Minha arma, tome meus poderes...

De repente, as duas adagas de Leon cresceram um pouco e ficaram mais afiadas ainda, fazendo Brandt ficar curioso. O filho de Ares, porém, seguiu com seu olhar frio e cortante.

— Essas são as Dankushū. Conforme eu deposito mais poder nelas, elas crescem e ficam mais fortes. – Explicou Leon.

Sua Arma Divina, Hakushū, do japonês, a união dos sufixos ‘Danjiki’ (Adagas) e ‘Fukushū (Vingança); as Adagas da Vingança.

— Ah é? Então também vou te apresentar a minha. É o Enjōno. Forjada pelo Deus dos Ferreiros, Hefesto e entregue a mim por Ares, o Deus da Guerra.

— Entendo. As famosas Armas Divinas não são brincadeira. Então, deixe-me testemunhar sua força com meus próprios olhos.

— Sim... espero que você e minha arma se deem bem. – Brandt se preparou, dessa vez sorrindo.

Mal havia se passado três horas da chegada dos Dez Apóstolos à Ilha da Criação e os problemas já apareceram. Além da provável ativação dos Corcéis do Tempo, dois membros dos Imperadores da Escuridão – Leon e Iris – apareceram diante dos filhos dos deuses. Meade, Julie, Chloe, Silver e Arthur foram atrás de Iris, que fugiu após um estranho tremor da ilha e uma explosão provocada por Leon, que foi desafiado por Brandt...

Brandt pegou seu Enjōno, o Machado do Holocausto e partiu para cima de Leon. O filho de Ares atacou com grande velocidade, mas Leon se esquivou da primeira investida para trás. Ele parou e tentou revidar, mas suas Dankushū se chocaram com o machado de Brandt, soltando faíscas ao ar e provocando uma onda de vento.

— Você é rápido. Mas esse machado deve restringir bastante sua velocidade, não é mesmo?! 

Brandt não respondeu e se livrou da colisão e da disputa de força. Ele andou para trás e deu um salto. Leon foi ao seu encontro e os dois se chocaram de novo. Ao caírem de lados opostos, Leon notou que sua roupa negra havia rasgado um pouco. Brandt também.

A luta estava emparelhada até o momento. Sem medir palavras, Brandt novamente atacou Leon que não teve outra escolha a não ser aumentar mais ainda o tamanho e o poder das Adagas da Vingança. 

— Tome mais de meus poderes...!

As lâminas ficaram maiores e quase atingiram Brandt em um ataque fulminante. O mesmo se esquivou abaixando as costas e a cabeça. Ao se levantar, foi acertado por um chute forte na barriga de Leon, e foi jogado para trás. Mas, como se não tivesse sentido nada, Brandt apontou seu machado enorme para Leon e disse:

— Chamas de Ares. – Um círculo de fogo enorme se formou envolta de Leon que parou e observou.

“Esse fogo é real?!”, se perguntou Leon. Ele começou a suar e notou que não era ilusão ou algo parecido. O calor foi aumentando gradativamente enquanto as chamas ficavam maiores e mais perigosas em torno de Leon.

— O que foi? Por que está suando tanto? – Brandt perguntou com tom irônico, enquanto ia andando lentamente até Leon.

— Hehe. Por que será, hein?! – Leon devolveu a ironia com sua resposta sarcástica.

— Vamos acabar logo com isso... – Brandt parou de andar e movimentou o machado para o centro das chamas.

— Encruzilhada de Lava!

O círculo de fogo feito por Brandt sumiu diante dos jatos de lava que surgiram do chão em diversas diagonais. Era absurdo. Brandt não se surpreendeu e foi para trás, com cautela, enquanto as encruzilhadas mortais iam se expandindo gradativamente.

— Lava...?

O calor era tão insuportável quanto as Chamas de Ares. A paisagem mudou drasticamente, fazendo o céu ficar com uma tonalidade mais avermelhada. Tudo isso apenas com uma magia de Leon. Certamente, lava ganhava de fogo. Acabava de se tornar uma batalha de estratégia para Brandt.

— Vamos começar a festa...! – Disse Leon, preparando as suas adagas.

Mais adiante, o grupo de Damon notou o clarão avermelhado e parou de seguir em frente por um momento. Ambos olharam para trás, surpresos.

— Isso é...

— Brandtinho? – Daisy perguntou.

— Não. Não é o Brandt. É o oponente dele... – Seu irmão respondeu.

— Isso é insano!

Ambos Damon, Daisy, Lilith, Elaine e Grey estavam a caminho dos Corcéis do Tempo. Eles já estavam no templo que dava passagem aos cavalos gigantes, o Templo de Láquesis.

— Vamos confiar neles. Precisamos seguir em frente o mais rápido possível! – Disse Damon. 

— Sim! – Os cinco continuaram em frente pelo Templo de Láquesis até os Corcéis do Tempo.

“Se separar já nesse início. O pior começo possível!”

Brandt e Leon trocavam mais golpes com suas armas. A Encruzilhada de Lava seguia ativa. De certa forma parecia as Chamas Polivalentes de Lilith, porém, eram muito mais fortes, quentes e perigosas. Totalmente avassalador. Esse é o poder dos Imperadores da Escuridão!

Mas os Dez Apóstolos estavam preparados para isso, Brandt que o diga. Os dois seguiram lutando de igual para igual. Ambos já estavam bem feridos pela intensa luta, até que tomaram distância um do outro e pararam, ofegantes.

— Você é mais durão que eu pensava.

— Não diga coisas desnecessárias... – Os dois recuperaram o fôlego após algum tempo. Leon retomou a postura e sorriu.

— Me desculpe. Pegue mais poder...! – Leon transferiu mais poder para suas Adagas da Vingança. – Mais...! Pegue mais...!

Leon parecia incomodado e seguiu forçando seu reiki para ser fundido com suas adagas, que cresceram em níveis totalmente desproporcionais, ficando maiores até que o machado de Brandt.

— Oh...

Brandt abriu um sorriso de canto. Ele estava impressionado, mas não demonstrava isso. Tudo pegava fogo ao seu redor. A encruzilhada cessou, graças a concentração de Leon para aumentar o poder e o tamanho de suas armas.

— Todos os membros dos Dez Apóstolos são filhos de deuses. – Brandt ficou mais sério – Mas, de todos, você é o que tem a aura mais assustadora. Como se fosse... A encarnação das próprias guerras.

— E daí? – Brandt parecia não ligar para o que Leon falava. Mas ele continuou:

— Eu demorei bastante para perceber. Esse rosto marcado em seu machado enorme. Seus poderes incríveis, sua aura, seu reiki em ebulição... Você é filho de Ares, o Deus da Guerra, estou enganado? 

— O que? Sabiam tanto sobre nós e nossas armas e não sabia disso? Então... você quer um prêmio por descobrir esse fato? 

— Um prêmio, hein...? Seria bem legal. Mas meu prêmio será... – Leon brandiu as adagas. Brandt se preparou também – A minha vitória sobre você! 

— Pode vir...! – Brandt falou baixo, com um sorriso mais... assustador no rosto. 


[As batalha contra os Imperadores da Escuridão ressurge!!]

[Com poderes idênticos de fogo e lava, Brandt e Leon colidem!! O assustador sorriso do garoto denuncia o começo de um confronto explosivo!!]


Continua no capítulo 37: "Fogo e Lava"

Por Sora | 31/01/18 às 13:30 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen