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41º Mito - O Caminho para as Irmãs II

Epopeia do Fim (EDF)

41º Mito - O Caminho para as Irmãs II

Autor: Sora

Um ciclope levantou sua enorme clava e grunhiu declarando guerra. Soldados legionários vinham de toda parte acompanhados por minotauros e cães infernais. Quanto mais morriam, mais apareciam. E os onze sabiam que não seria produtivo seguir lutando e matando.

— Eles não acabam! – Exclamou Damon enquanto matava alguns soldados legionários com uma Onda de Choque forte.

— Faz quase uma hora que estamos aqui, estamos apenas perdendo tempo! – Reclamou Grey, socando dois minotauros.

— Deixem comigo então! – Elaine tomou a frente e fincou a Hatsuki no chão – Eclipse!

A magia de Elaine, a mesma usada contra as Górgonas e contra Bluebell na Criméia, fez tudo ficar na escuridão. As criaturas ficaram perdidas. Bom, não só elas...

— Não enxergamos nada! – Silver reclamou, totalmente sem orientação no breu.

— E agora!?!

— Fujam pra qualquer lugar! Nos encontramos no caminho! Apenas despistem esses chatos! – Gritou Damon para todos.

— Vem Daisy.

Lilith rapidamente pegou a mão de Daisy. Ela era expert em se guiar na escuridão, então Damon sabia que ela estaria segura. Os onze então se separaram rapidamente. Cada um foi para um lado.

Ambos avançavam freneticamente, despistando os monstros e matando outros para abrir passagem. Damon foi indo sem parar e sem olhar para trás. E então, ele pegou sua espada.

— Que droga! – Damon deu um golpe contra o chão, que produziu uma onda fortíssima, levantando quase tudo à frente.

E então, ele finalmente pôde enxergar, fora da linha de alcance da escuridão. Para falar a verdade, foi Elaine que desfez o Eclipse.

— Acabou...? Hã?! – Damon olhou para frente e viu um templo. Ele estava no centro, bem à frente dele, com o pântano aos arredores. – Outro templo?!

— Damon...? – Ao ouvir a voz feminina o chamar, com um tanto de hesitação, ele olhou para trás.

— Fomos para o mesmo lado, então. Foi você quem desfez o Eclipse?

— Sim, fui eu sim. – Elaine, que estava ali, agora ao seu lado, respondeu – Julguei que todos já haviam escapado rapidamente então fiz isso para melhorar a situação de todos.

— Entendi, e fez bem. Pra onde será que eles foram...?

— Podemos falar disso depois. – Ela cutucou Damon que olhou para trás e viu soldados legionários e minotauros, vindo em direção aos dois.

— Você está certa. Bom, se pensarmos bem, eles devem ficar tranquilos. Então, vamos ver o que tem aqui dentro.

— Sim! – Eles então entraram no templo, para evitarem as criaturas e explorarem.

 Do outro lado, em um pequeno canal do pântano que seguia em frente, estavam Grey, Chloe e Julie.

— Não importa como, vocês não se separam mesmo!

Eles estavam ainda correndo das criaturas que continuaram a seguir eles, mesmo tendo se separado. Elas, porém, não eram tão rápidas. Se continuassem seguindo em frente iriam despistá-las facilmente, talvez.

— Já ouviu algo chamado "destino"?

— Sim. E estamos atrás disso agora! – Chloe deu uma risada com a resposta de Grey. Eles seguiram correndo, fugindo das lentas criaturas que os seguiam.

Já em outro local ali próximo, Lilith e Daisy estavam livres das criaturas. Elas estavam em uma área com bastantes árvores, nas imediações do pântano. Era bem escuro, mas Lilith estava ali. Qualquer problema ela poderia resolver.

— Parece que conseguimos...

— Como nos encontraremos com os outros?! – Daisy perguntou. Lilith pensou, olhando para os lados, fitando o local em que estava.

— Não sei. Por enquanto vamos andando daqui. – E as duas seguiram em frente. Já em outra parte do pântano, Brandt estava junto com Meade, Silver e Arthur.

— Bom. Isso é um problema... – Silver olhou para os lados – Agora estamos separados.

— Podemos compensar pela última missão que não participamos. 

O que Meade disse, fez todos os quatro remeterem à missão da Criméia, onde eles foram os únicos dos Dez Apóstolos que não participaram por motivos pessoais. De certa forma, ele quis fazer uma alusão simples, não iria afetar em nada o momento atual.

— Sim, sim. Mas e se chegarmos aos Hecatônquiros sem encontrar com os outros antes? Damon disse para não entrarmos lá sozinhos.

— Bom, isso nós podemos decidir na hora. Por enquanto vamos seguir em frente. Mas acho que não chegaremos sozinhos assim, do nada.

— Verdade... – Silver pensou bem após as palavras de Meade. De fato, o roteiro não deixa.

— Não vai ser tão fácil assim...

Arthur observou algumas harpias e um cérbero adulto de uma cor meio de jade bem claro. Ele rosnou para os quatro enquanto as harpias – cerca de 7 – gritaram.

— Merda, e eu pensando que tínhamos despistado essas criaturas! – Silver e os outros pegaram suas Armas Divinas rapidamente e se prepararam – Só temos que acabar com todos né?!

— Sim. Será um prazer...!

Voltando à Damon e Elaine estavam no templo, escondidos das criaturas que estavam do lado de fora. Damon começou a fitar as paredes enquanto escondido e percebeu que haviam alguns desenhos estranhos. Eram como desenhos rupestres.

— O que deve ser isso?! – Perguntou Elaine, também vendo os desenhos. Damon olhou para ela em silêncio e Elaine devolveu o olhar.

— Vai saber... – Damon voltou a olhara para as paredes – Acho que não somos os únicos que viemos aqui com o objetivo de chegar às Irmãs...

Damon passou a mão sobre uma parede. Sem querer, mas sem querer mesmo, ele pressionou um pequeno bloco estranho que recuou e abriu uma passagem subterrânea. Ele e Elaine observaram, boquiabertos. A cara que Damon fez foi de surpresa, de uma forma cômica.

— Eu juro que foi sem querer... – Eu avisei. Elaine colocou a mão sobre sua boca, segurando uma risada.

— Vamos descer então!

Os dois não rodearam e desceram pela pequena escada de pedra ali feita. Havia uma tocha do lado, logo na entrada. Damon pegou e a acendeu com outra tocha presa à parede mais em frente, já na descida. Ele começou a andar apontando a tocha para frente, abrindo o caminho com a iluminação amarelada.

— Tem mais desenhos aqui embaixo... – Disse a filha de Ártemis, enquanto Damon iluminava outras paredes.

— De quem será que foi esse templo...? – Damon perguntou em murmúrio, para si mesmo.

— Olhe isso, Damon!

Elaine olhou um desenho na parede de três mulheres. Ela apontou e chamou Damon que ficou ao seu lado e também analisou a pintura. As mulheres... pareciam estar flutuando.

— Ei, isso é...! – Damon logo percebeu. Essas eram as Irmãs do Destino! – Melhor sairmos daqui. Pode ser uma armadilha!

— O que houve?!

— Esse templo deve ser delas... – Elaine pensou por uns três segundos e entendeu o que Damon queria passar.

— As Irmãs?!

— Sim. Precisamos daqui. Pode ter algo... perigoso.

Damon e Elaine não demoraram mais e seguiram em frente. Os dois andaram por uns dois minutos quando encontraram uma pequena porta caída. Ela dava passagem para lado de fora, uma espécie de contorno daquele templo.

— Esse é o outro lado desse templo?!

— Pelo menos deixamos as criaturas para trás. Vamos em frente.

Elaine assentiu com a cabeça. Os dois seguiram em frente. Um minuto depois, eles ouviram um barulho estranho e pararam de andar. Eles se prepararam para uma possível batalha, mas em seguida, eles relaxaram novamente.

— Hã?! – Damon forçou sua vista e viu as três pessoas que estavam ali.

— Até que enfim conseguimos...! – Falou uma garota de cabelo roxo, Chloe, ofegante.

— Isso não foi nada. Uff!

— MAS VOCÊ TAMBÉM TÁ MORTINHO!

— Por que estão cansados?

— GYUPOSH! – Chloe deu um salto, assustada após Damon aparecer ao seu lado tão de repente.

— “Gyuposh”?

— D-Damon?! NÃO ASSUSTE OS OUTROS ASSIM!! 

— Não precisa gritar! – Damon fechou um olho e tampou os ouvidos. Afinal, todas as garotas eram assim?

— Contestação: Isso foi bem rápido. – Disse Julie, roubando a cena.

— É mesmo. – Concordou Grey, cruzando os braços – Então não deve ser difícil achar os outros. O que aconteceu com vocês?

— Entramos em um templo estranho e vimos uma pintura aparentemente das Irmãs do Destino. – Os três ficaram surpresos com o que Elaine disse.

— Sério?! E como elas são?!

— Deixa eu lembrar... – Damon tentou relembrar dos momentos em que observava atentamente as pinturas. Ele então, teve uma ideia de lembrança – Pelo que me lembro uma era pequena e as outras duas eram do mesmo tamanho. Só que uma delas usava capuz... acho que só isso. Não olhamos por muito tempo.

— Bem a sua cara, mesmo. – Uma voz feminina conhecida falou, um pouco de longe. Ao olharem para o lado, eles viram Lilith vindo na direção deles com Daisy.

— Hipótese: Isto está mais fácil do que imaginei. – Julie repetiu a frase.

— Só pode ser brincadeira mesmo. – Damon completou, com uma cara desacreditada – Por que todos estão se reunindo com tanta facilidade?

— Acho que todos querem saber o porquê. – Elaine falou tudo... até os leitores...

— Você não devia estar feliz com isso...? 

— Olá, irmão! – Lilith e Daisy se juntaram aos cinco.

— Olá, irmãzinha. Agora só faltam Silver, Meade, Brandt e Arthur. Muito bem, vamos procurá-los. Depois prosseguimos para os Hecatônquiros. – Os sete seguiram em frente em busca dos quatro restantes.

...

Nos Corcéis do Tempo, bem lá para trás, Leon, que havia sido curado por Grey, despertou. Ele levantou ainda com algumas dores da batalha insana e assustadora contra Brandt.

— Onde estou...?

Ele olhou em sua volta. De repente tocou seu corpo. Não havia feridas. Ele ficou impressionado e ao mesmo tempo se perguntou o que havia acontecido. Ele olhou para o lado, só via escuridão. O local onde Damon colocou eles, era bem escuro para que ninguém os visse ali, caso aparecesse. Ele então forçou a vista e viu Iris dormindo bem ao seu lado.

— Iris... – Ele foi até ela e colocou o ouvido em seu peito. – Ainda está viva. Só está dormindo. – Leon suspirou, mais aliviado.

“Mas o que, de fato, aconteceu?”, ele se questionou. Leon olhou para a brilhante lua cheia, que estava perdendo a forma total. Em breve passaria para a fase de quarto-minguante. Ele se levantou e colocou Iris em suas costas.

— Muito bem... – Leon então, seguiu em frente, em direção à Keith e os outros.

 “Preciso encontrá-los, e saber o que realmente aconteceu”

Seu objetivo agora era os Dez Apóstolos...

 

***

 

Milhares de fios eram tecidos e arrumados em fileiras simétricas. Fios densos, finos, grossos, dourados, prateados... eram incontáveis. Eles eram manuseados com cuidado e muita cautela. Qualquer pressão, qualquer movimento brusco poderia mudar o destino da pessoa a qual o fio pertencia.

Quem manuseava os fios era uma bonita garota, de estatura baixa e de cabelo curto de cor ruiva. Ela tinha uma espécie de faixa verde clara, pintada pelos olhos. A garota vestia o que se parecia com um quimono japonês rosado, com uma grande faixa branca o segurando na altura da barriga. As tensões de seus movimentos eram friamente calculadas. Ela virava, redobrava e virava novamente, dançava sobre os fios, como um ciclo interminável.

De repente, uma outra pessoa apareceu naquela sala. Era uma mulher, sob um fino capuz negro. Ela era um pouco mais alta que a primeira, mesmo com o capuz cobrindo parcialmente seu rosto, era possível ver seus longos cabelos de cora também ruiva, caindo sobre os ombros.

Ela se aproximou da bonita jovem que manuseava os inúmeros fios, flutuando.

— Minha irmã. Elas chegaram. – A jovem não parou seus movimentos com o chamado da outra.

— Ah, sim. Diga que estou ocupada e irei demorar um pouco. – Respondeu com uma voz suave e serena.

— Você sabe que elas não são pacientes, Cloto. – Disse a mulher encapuzada, agora chamando a garota por seu verdadeiro nome...

Sim, amigos. Essa jovem garota que aparenta ter uns 13 ou 14 anos de idade, é nada mais, nada menos, Cloto, uma das Irmãs do Destino. Então...

— Não seja apressada igual elas, Átropos. Elas pediram por uma audiência conosco. Então elas devem ter a condolência de aguardar a nós, os anfitriões, com paciência. – Disse Cloto para sua irmã, ainda de costas para a mesma.

A mulher com uma estatura mais alta, de capuz negro, era sua irmã Átropos.

 — Muito bem então. Só vim para lhe informar. – Átropos respondeu. Seu tom de voz era mais ríspido, porém calculado.

— Não se preocupe. Láquesis deve estar recebendo elas, creio eu? – Cloto não desprendia a atenção dos fios, e mesmo assim seguia conversando com Átropos.

— Sim, sim. Ela já está vindo.

— Não só estou vindo, como já cheguei. – Átropos olhou para trás e viu...

Uma mulher de seu tamnho, uma espécie de vestido sem manga nos braços, da mesma cor que o quimono de Cloto. Seu cabelo era um tanto que peculiar. Pareciam duas ondas, uma para esquerda e outra para direita, também de cor ruiva. Isso fazia ele parecer curto, mas não era, era só volumoso. E ela, assim como Cloto e Átropos – não dava para ver graças ao capuz – ela tinha uma faixa pintada pelos olhos em verde claro.

Ela era Láquesis, irmã de Cloto e Átropos, a última das Irmãs do Destino!

— Onde elas estão, Láquesis? – Átropos perguntou, com um tom pincelado em irritação.

— Estão ali. Posso manda-las entrar? – Láquesis falava com um tom mais solto. Ela também sorria levemente.

— Hm... Tudo bem. Vamos ver o que elas desejam. – Disse a garota, ainda manuseando os Fios do Destino.

Láquesis então foi até a gigante porta e as abriu sem pestanejar. Ao mesmo tempo, três mulheres entraram, também flutuando rente ao chão, na sala de Cloto...

— Então, não precisamos nos apresentar. – Cloto foi direta, antes que alguém falasse – O que desejam discutir conosco, as Irmãs do Destino... Fúrias?


[A grande audiência no Templo dos Destinos!! Irmãs do Destino e Fúrias aparecem!!]

[Após avançarem por mais um desafio, os Dez Apóstolos seguem em frente rumo ao seu objetivo. Enquanto isso, o que o destino guarda para eles é...]


Continua no capítulo 42: "Reunião do Destino"

Por Sora | 12/02/18 às 14:54 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen