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43º Mito - Coalizão Negra

Epopeia do Fim (EDF)

43º Mito - Coalizão Negra

Autor: Sora

A Ilha da Criação presenciou o nascer do Sol. Os Dez Apóstolos continuaram em frente, na direção dos Hecatônquiros, seu objetivo atual para alcançar as Plêiades e, consequentemente, as Irmãs do Destino.

Mas ainda faltava bastante coisa até lá, muitos desafios e perigos. E um deles havia, enfim, chegado. Após passar pelos Corcéis do Tempo e também por ciclopes e outras criaturas, os onze chegaram até o início da metade do caminho.

Era uma floresta densa que mais a frente dava a vista de um enorme pântano, maior que o último que os onze passaram, com alguns pedaços de terra firme espalhados em locais aleatórios.

— Outro pântano... – Damon murmurou, pegando uma pequena pedra em mãos.

— Sim. Mas esse é bem maior. – Disse Chloe, olhando aos redores.

Damon, depois de algumas tacadas para cima, segurou firme e jogou a pedra no misterioso líquido laranja. Ela queimou como se estivesse na lava de um poderoso vulcão. A pequena fumaça negra subia, para alertar que não seria nada legal cair naquele pântano.

Era um caminho árduo e difícil até chegar ao outro lado. O líquido pantanoso borbulhava, realmente parecia um vulcão, prestes a entrar em erupção. Damon olhou para os dez.

— E então. O que acham?

— Bem perigoso. Melhor irmos um de cada vez, com cautela. – Respondeu Chloe, novamente, analisando os pedaços de terra que se espalhavam pelo líquido laranja – E pela cor, esse é o pântano que nossa mãe alertou.

— Nome: Pântano das Lágrimas Perdidas... que nome melancólico. – Julie completou, após uma breve pausa.

— É mesmo...? – Chloe olhou para Julie, com uma expressão engraçada. Sua irmã não entendeu o trocadilho oculto e apenas olhou para ela, sem dizer nada.

— Então temos que avançar até o outro lado, não é?

— Bom, parece a única escolha para seguir em frente.

— Só não caiam, por favor. Não quero ficar traumatizado. – Damon suspirou. Lilith então tomou a frente de todos, confiante.

— Quem você acha que eu sou?! Eu nunca iria cair ness-! – Ao pular para um dos solos que estavam no caminho do pântano, Lilith escorregou – KYAAAH!

Porém, Damon foi bem rápido e segurou em sua mão, impedindo o desastre. Ela tremia. Ele suava.

— Você dizia? – O filho de Zeus a puxou para cima de volta, que corou de vergonha.

— NHNNHH. FIQUE QUIETO! NÃO FALE NADA! NÃO FALE MAIS NADA! – Ela então, com mais cuidado, pulou perfeitamente para o outro solo – Viu só?! Aquilo foi só um escorregão bobo! – Damon e os outros ficaram tensos de repente e começaram a tremer os olhos ao olhar para atrás dela. Lilith não entendeu o porquê da reação deles – O que foi?!

Damon e Daisy apontaram para sua direção, tremendo comicamente. Atrás. Atrás dela. A terra tremeu de repente e Lilith se virou, vendo dois gigantes com uma bola de espinhos gigante – manguais – em mãos. Depois de alguns segundos, os gigantes bufaram na cara dela, que...

— UAAAAAAAH! – Ela de um pulo para trás e quase caiu novamente no pântano – DE NOVO NÃÃÃÃÃÃO!

 Damon a segurou novamente, no reflexo e Daisy invocou a Soraken rapidamente, pulando e atacando um gigante para trás, que caiu no pântano e foi totalmente desintegrado.

— Olhe só. Sorte que te salvei duas vezes!

— NNNNHHHH, FIQUE QUIETOOOOOO!

Lilith na hora, soltou a mão de Damon, pegou a Jigokuma, pulou e tentou decepar o outro gigante. Mas não conseguiu, pois havia uma espécie de armadura nele. E também um firme e resistente capacete de aço.

— O que?!

— A melhor maneira vai ser empurra-los para o pântano, assim como Daisy fez! – Damon então, sacou a Ryūken e a brandiu com força. A Onda de Choque empurrou o outro gigante para o pântano facilmente – Viu?

— Claro que vi! Agora vamos continuar! – Assim que Lilith despejava suas lamentações por ter falhado três vezes consecutivamente, mais alguns soldados legionários apareceram.

— Vamos avançar de uma vez! – Ambos começaram a pular rapidamente pelos terrenos firmes.

Eles foram empurrando os soldados que apareciam em sua frente no pântano, desintegrando a todos e abrindo passagem. O processo foi se repetindo, até que eles conseguiram chegar ao outro lado.

Após isso, uma criatura, parecida com um legionário, porém diferente em aspecto, apareceu.

— O que é isso? 

— Não é um legionário?

— Hm... – Damon pôs a mão no queixou e inclinou a cabeça para o lado direito – Parece meio diferente.

A criatura, de repente, pegou uma trombeta e tanto Damon, quanto Chloe e Julie, logo perceberam do que se tratava, arregalando seus olhos.

— Droga!

— O qu-?! Uaaah!

Ele avançou contra a criatura com um impulso tão forte que fez uma ventania deixar Lilith e os demais recuados. Mas era tarde. A criatura tocou a trombeta. Damon tentou corta-la no meio, mas ela conseguiu esquivar por pouco, para o lado.

— Tsc!

— O que foi isso?!

De repente, um tremor de terra abalou o local. Foi quando um ciclope apareceu, escalando o penhasco e subiu até a superfície. Damon recuou, assim como os outros e a criatura guardou a trombeta, subindo no ciclope. Ele enganchou uma espécie de picareta na superfície de cima do olho do ciclope, sem furar o mesmo. Então ele tomou controle da criatura.

— Ele é um lorde selvagem. – Chloe alertou, se preparando.

— Lorde selvagem?!

— Minha mãe me disse uma vez sobre eles. Não são especialistas em combate, então chamam ciclopes para controla-los. – Ela sacou a sua arma, Sakiyari e prosseguiu – Resumindo, agora é que fica mais complicado, afinal, os lordes selvagens são inteligentes nesse quesito!

O ciclope rugiu alto e se preparou para atacar com sua clava.

— Vamos acabar com isso logo! – Os onze desviaram do ciclope e pegaram novamente suas Armas Divinas, quando outros cinco lordes selvagens apareceram!

— Mais!?!

 Os cinco, ao mesmo tempo, tocaram as trombetas. Dito e feito, cinco ciclopes apareceram ao mesmo tempo! Eles fizeram o mesmo que o primeiro lorde selvagem fez, subiram no ciclope e tomaram o controle das criaturas.

— Por que mais apareceram!?! – Daisy arregalou os olhos, assustada dessa vez.

— Droga! Se separem em grupos de dois e fiquem com um ciclope! Eu cuido desse! 

Dois contra um ciclope. Um ciclope que estava sendo controlado. Era a junção da inteligência dos lordes selvagens e da ferocidade da gigante criatura.

Julie e Chloe, juntas como sempre, encurralaram um dos cinco ciclopes. O espaço era estreito e a situação não era a das melhores. Elas tentaram ser rápidas, mas o ciclope esquivava rapidamente. Sua clava quase acertou Chloe que esquivou e pulou. Ela mirou o lorde selvagem e tentou tirá-lo de cima da criatura. Chloe errou e em seguida, sua irmã Julie atirou com seu arco. Ela acertou a cabeça do lorde selvagem que voou e caiu penhasco abaixo. 

Headshot!

— Elaine! Use aquela técnica! – Gritou Damon, após cortar uma parte do braço do lorde selvagem em cima do ciclope que ele enfrentava sozinho.

— Mas se eu usar, vocês podem se perder a cair do penhasco!

Grey defendeu o ataque forte do ciclope com as Taiyukuro. Ele acelerou o processo de cura instantânea para se manter firme e acertou um soco que fez o porrete subir junto com o braço do ciclope que se desequilibrou.

— É como Elaine disse! Temos que derrotá-los, nós mesmos! Punho de Espinhos!

Grey enfiou os espinhos brilhantes de suas luvas no grande olho do ciclope, que grunhiu. O lorde selvagem tentou ataca-lo, mas Elaine o parou com a Hatsuki. A pequena criatura pereceu ali com um ataque da garota e, em seguida, Grey deu um soco que fez o ciclope voar até cair do penhasco, com o lorde selvagem.

— Então, vamos acabar com isso...! – Damon trucidou o ciclope, preparando sua espada, que brilhou intensamente em azul – Faz tempo que não uso essa técnica...! Corte dos Mil Pássaros!

O ciclope foi totalmente e mortalmente ferido com os rápidos e poderosos ataques de Damon. Ele caiu de joelhos e o garoto apenas deu um chute em sua cabeça para fazer ele ter o mesmo destino do ciclope que Grey e Elaine enfrentaram.

— Ok, então... – Ele se virou, mas não havia mais ciclopes, ficando bastante irritado – POR QUE VOCÊS FAZEM TUDO SER TÃO FÁCIL?!?! – Gritou de forma engraçada. O autor não teve mais ideias nesse momento e o Damon ficou indignado com isso (como sempre fica) xD

— Não podemos nos atrasar. Os Imperadores da Escuridão estão na nossa frente, esqueceu? – Meade relembrou, guardando sua arma, assim como os outros.

— Então vamos em frente...! – Damon, sorrindo desconcertado, também guardou sua espada...

 

***

 

Pessoas de capuzes negros seguiam em frente, em direção aos Hecatônquiros. Ambos iam em alta velocidade, passando pelas imediações da densa floresta ao redor deles. Foi quando, em alguns minutos, os cinco pararam em frente à grande entrada.

— Aqui é os Hecatônquiros... A Prisão dos Condenados. – Disse a garota que estava com os cinco. Era possível ver seu cabelo vermelho caindo além do capuz.

— As Fúrias são responsáveis pela punição dos condenados pelos Deuses do Olimpo. De fato, um lugar perturbador. Há cheiro de tortura e morte para todo o lado. – Disse o garoto que estava à frente dos cinco. Ele então, pegou seu grande mangual e destruiu a entrada com um só golpe – Estamos entrando.

E, assim que pisaram na prisão, eles apenas sentiram Megera, uma das Fúrias, que parou os quatro, apontando suas afiadas garras ao pescoço deles. Ambos ficaram parados, mas sem nervosismo algum. Eles estavam calmos e o garoto do mangual seguia sorrindo.

— O que desejam aqui, intrusos?!

O garoto aumentou seu sorriso, quando Megera atacou e os cinco se esquivaram rapidamente. Ela olhou para o alto e liberou bastante ácido para acertá-los. Ele então se moveu muito rapidamente para as coisas de Megera.

— Hm?! – O garoto tentou acertá-la com o mangual, mas foi parado por Alecto e Tisífone que apareceram como um truque de mágica ali.

— Hehe. Nada mal. – O garoto girou e derrubou Tisífone. Ele deu um salto de volta para os outros quatro que pousaram no chão, com tranquilidade.

— Saiam daqui intrusos. Será o último aviso. – Alecto, com sua voz assustadora, porém ainda calma, alertou.

— Bem, bem. Isso foi muito instrutivo. Vocês são realmente fortes. – Alecto franziu a testa com as palavras do garoto – Mas não viemos aqui para lutar.

— O que...? – As Fúrias pareciam não acreditar.

— Realmente, somos um dos intrusos aqui. Mas não temos nada com vocês. Queremos apenas saber o caminho para as Irmãs do Destino. Me disseram que era aqui que iríamos conseguir.

O garoto tirou seu capuz. Seu cabelo era verde escuro com pontas cuneiformes e bagunçadas. Seu olho direito tinha cor castanho escuro e o da direita, uma cor de laranja escuro. Seu sorriso era insano.

Ele era o líder dos Imperadores da Escuridão – Keith.

Alecto ficou em silêncio e, em seguida, levantou o braço esquerdo. Megera e Tisífone ficaram mais calmas com aquele sinal.

— E então... O que querem afinal?

— Queremos uma "aliança". – Keith foi direto, sem deixar de sorrir. As três franziram a testa em dúvida.

— Aliança?! Com qual propósito?!

— Viemos apenas para ter uma audiência com as Irmãs do Destino, nada mais.

— E daí?

— E daí que há outro grupo aqui. Eles não gostam de nós, e nós não gostamos deles. Com certeza eles vieram com o propósito de nos impedir. E para derrotar ambos vocês e as Irmãs. – Keith explicou, referindo-se aos Dez Apóstolos.

Eles estavam um passo, não, uns cinco passos à frente. Alecto sabia do que ele falava. A audiência que tiveram com as Irmãs do Destino não foi à toa.

— E como você sabe disso...? – Alecto perguntou, cerrando o olhar cortante e tenebroso que tinha.

— É uma longa história. Mas eles estão vindo em bom número, em torno de dez pessoas. Se pegassem vocês desprevenidas, provavelmente seria o fim... – Alecto apenas concordou silenciosamente. Keith estava certo. Talvez...

— Então...?

— Então, estamos propondo uma aliança. Unam-se a nós, e derrotem os Dez Apóstolos! Feito isso, chegaremos às Irmãs do Destino, e tomaremos conta do destino de todos!

Alecto, Megera e Tisífone arregalaram seus olhos após suas palavras. Fazia tempo, mas muito tempo mesmo que as três não ficavam surpresas desse jeito. Alecto prendeu para não rir, tremendo os ombros.

“Era tão sem noção que dava vontade de rir”, era isso que Alecto pensava.

— Isso é suspeito, Alecto. Não devemos...

— Deixe ele falar. – Alecto interrompeu Tisifone – Estou um pouco interessada na oferta. – Ela completou, agora sorrindo.

— Oh... – Keith sorriu mais ainda – E então? Querem tempo para pensar? Não tem problema.

— Sim. Estamos dentro. – Alecto respondeu instantaneamente. Megera e Tisífone apenas assentiram silenciosamente.

— Muito bom. Vocês. – Keith falou para os quatro, mais sério – Vão até eles. 

— Sim. – Ambos falaram em coro e então voltaram rapidamente, aos comandos de Keith.

— O que houve? Por que mandou eles voltarem?

— Se eles passarem dos quatro, vocês entram em cena. Eu seguirei até as Irmãs do Destino. Me mostre o caminho.

— Claro que sim. Mas... se vocês tomarem controle do destino... – Ela pausou por um momento – Queremos a destruição do Olimpo. – Keith sorriu mais ainda com as palavras de Alecto. Tudo ficava mais interessante ainda com essa oferta.

— É exatamente isso que almejamos. – Keith e Alecto se aproximaram um do outro, ele andando e ela flutuando.

— Então, temos um trato. Keith, dos Imperadores da Escuridão. – Eles apertaram as mãos.

— Sim. Senhorita Alecto.

“Não poderia ser mais fácil”, Keith pensou, sorrindo de forma maligna após conseguir persuadir as Fúrias...

“Ele não é nem semideus, nem um Elemental... é só um humano”, também pensou Alecto, sorrindo. “Vocês vão ser nossos meros peões descartáveis...”

Uma aliança terrível foi formada ali, naquele exato momento. E ainda que um estivesse tentando sair por cima do outro, o que eles almejam é a simples e igual...

Destruição...


[A pior aliança foi formada!! A união mais obscura da Ilha da Criação nasceu!!]

[Tudo pelo destino, Keith e as Fúrias se unem para impedir os Dez Apóstolos!! O nascer do Sol trará quais consequências para os filhos dos deuses...?!]


Continua no capítulo 44: "Colisão"

Por Sora | 16/02/18 às 13:19 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen