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45º Mito - Jogo das Memórias

Epopeia do Fim (EDF)

45º Mito - Jogo das Memórias

Autor: Sora

Enquanto isso, Brandt, Meade e Silver estavam contra Dante e o garoto de cabelo roxo que atacou Damon, que estava se recuperando do golpe desferido por ele, agachado no chão...

— Quatro contra dois. Nada mal! – O garoto das correntes finalmente falou. Seu tom era de um adolescente travesso.

— Na verdade são três... – Damon respondeu, ainda se recuperando. 

— Hã? – Todos reagiram juntos, Dirk, Silver e Meade.

— Vou descansar um pouco aqui.  – Ele então se sentou completamente no chão.

— HEIN?! – E os mesmo três disseram em coro novamente.

— Se você não sabe, aquele ataque doeu...! Conto com vocês contra esses dois...! – Damon fez parecer tão fácil, que até Dante e o garoto ficaram sem reação. Ele segurou sua risada.

— Não saia falando assim!

— Ei, Dante, esses caras são os Dez Apóstolos mesmo? – O garoto perguntou, murmurando ao ouvido de Dante.

— Sim, Dirk. – Dante revelou o nome do garoto, Dirk.

— Não temos escolha. Aquilo realmente foi forte. Vamos deixá-lo descansando por enquanto.

— Perfeito. Mas onde está o Arthur?

...

Arthur estava com Julie e Chloe próximos a área das batalhas. Mais exatamente próximo a área onde Lilith estava contra Hazel. Ele olhava, como sempre com um ar mais tenebroso, para as duas.

— Vocês realmente não se separam. – Disse Arthur. Raramente ele falava assim.

— É o que chamamos de destino. – Chloe deu um sorriso. Arthur fechou os olhos e deu de ombros.

— Alerta: Todos estão lutando. – Com uma voz sempre ante emotiva, Julie chamou a atenção dos dois.

— Você sabe dizer quem e onde?

— Resposta: Posso tentar.

Julie fechou os olhos e se concentrou. Ela, assim como sua irmã, teve um intenso treinamento nessa parte de alta sensibilidade. Chloe era excepcional nisso, inclusive a pequena Daisy que era muito além de sua idade. Mas Julie elevou isso a outro nível.

Superando sua irmã, mas não nesse sentido. Chloe era boa em sentir as pessoas e seus interiores – reiki. Julie era boa em sentir o meio e a localização delas.

Era como se ela saísse de seu corpo em uma projeção astral. Ela podia sentir, onde todos estavam, quantos estavam ali e o que estavam fazendo.

Ela literalmente os enxergava. E então, com sua concentração no ápice, sem abrir os olhos, ela deu as coordenadas:

— Relatório: Parece que Meade, Silver e Brandt estão contra aquele da corrente e o da balestra, Dante. Grey e Elaine estão com uma pessoa desconhecida com um cajado. Ele deve ser parte dos Imperadores também.

— Tem mais um deles aqui!?! – Chloe perguntou, impressionada.

— Sim.

— E aquela garota?! Hazel, não é?!

— Resposta: Lilith parece estar lutando contra ela, sozinha. – Julie terminou rapidamente de dar a localidade de todos após dizer o que faziam.

— Arthur, vai ajudar a Lilith. Eu e Julie iremos até Grey e Elaine. – Chloe falou para ele.

— Hmpf. – Arthur apenas virou de costas e Chloe deu um sorriso. Esse, afinal, era o jeito orgulhoso de ser dele.

— Ok. Vamos, Julie!

— Esperem. – Julie estava pensativa – Dúvida: Está faltando uma pessoa...

— Uma pessoa? Quem?! – Chloe pensou também. Arthur seguiu em silêncio – Damon, Silver, Lilith... – Ela começou a contar as pessoas que Julie falou no dedo. Até que as duas, ao mesmo tempo, lembraram.

— Uah! Daisy!

— Daisy. – As duas disseram juntas. Chloe, com um tom surpreso e alto. Julie, com um tom baixo e sem emoções.

— Onde ela está?!

— Dúvida: Não estou conseguindo encontrar. Pedido: Vamos até Elaine e Grey. Talvez eu consiga uma resposta.

— Ok, vamos lá!

 As duas foram para onde Elaine e Grey estavam. Arthur foi ajudar Lilith, que lutava contra Hazel, assim como planejado.

 As duas trocavam golpes. O Muchikyū de Hazel era perigoso, pois podia se dobrar e atacar outras áreas nos pontos cegos de Lilith. Além do melhor alcance, comparando com a Jigokuma de Lilith.

— Droga! – Lilith girou a foice e bateu ela no chão. Pilares de fogo subiram, Hazel esquivou-se.  

— Pare de tentar esses truques baratos! – Disse Hazel, parando fora do alcance dos pilares de fogo. Lilith então sorriu.

“Agora!” 

 Hazel olhou para o lado em uma questão de milésimos de segundo e paralisou seu corpo instantaneamente como um robô.

 “O QUE?! Como ela...?!”

— Realmente são quase invisíveis...

Hazel evitou as Linhas do Inferno de Lilith apenas com uma olhada de canto! A filha de Hades e Perséfone ficou assustada. Como ela conseguiu? Não dá para sentir as linhas, muito menos vê-las direito. Nessa velocidade que Hazel estava, então... Impossível!

Hazel apenas sorriu, maleficamente mais uma vez. Ela sacudiu seu chicote e o lançou para cima, o segurando com firmeza.

— Valsa Terrestre!

O chicote se duplicou... Triplicou... Quadruplicou! E começou a girar em posições aleatórias, sem padrões, partindo todos os Fios do Inferno que Lilith havia preparado.

“I-Impossível”, Lilith pensou, chocada. Tão fácil assim... Hazel era realmente assustadora.

— Você é pior do que eu pensava... – Hazel pulou para atrás de Lilith sem ela se dar conta de tão rápido que foi. Lilith já estava com os olhos tremendo.

“Eu vou ter que usar aquilo! Não tem jeito!!” 

 Lilith tentou um giro rápido, mas a velocidade de Hazel foi maior. Ela chutou a filha de Hades para longe, fazendo-a capotar umas três vezes e parar caída ao chão.

Hazel então veio se aproximando de Lilith caída de pouco em pouco. Ela tentou se levantar, mas...

— Vamos acabar logo com isso! Valsa-!

Hazel sentiu um reiki opressivo até demais vindo em sua direção e desviou no reflexo. Mesmo agindo de forma velocíssima, Hazel foi levemente ferida em sua cintura. Ela ficou um pouco impressionada com aquilo e olhou para o local de onde veio o ataque.

Lilith, nada aliviada, levantou seu olhar e viu um garoto com cabelo loiro chegar com sua grande foice negra, maior até que a de Lilith.

— A-Arthur?!

Arthur, o – dito por todos e até por Damon – membro mais forte dos Dez Apóstolos. Ele parou à frente de sua companheira e olhou para Hazel. Seu olhar...

Não demonstrava absolutamente nada em relação a Hazel. Nem, ao menos, ódio.

Esse era Arthur.

Ele não sentia ódio de seres mais fracos que ele.

Apenas misericórdia.

Esse era seu orgulho.

— Um atrás de outro... Parem de atrapalhar a batalha, seus merdas! Estou ficando irritada!! 

— Suas preferências de batalha não me importam nem um pouco. – A resposta de Arthur fez Hazel erguer uma sobrancelha.

— Eu vou matar todos vocês! Seus merdas! – Ela deu um sorriso forçado e tremido, demonstrando a perca total de sua paciência.

— Não precisava vir, sinceramente... – Disse Lilith se levantando.

— Se eu quisesse deixaria você morrer mesmo, mas as ordens são para todos voltarem com vida.

— Ah, é?! – Lilith deu um sorriso forçado – Quer dizer que você obedece ao Damon, é?!

Lilith era doida mesmo. Ela provocou Arthur, o mais forte e orgulhoso dos dez. Mas Arthur deu de ombros. Talvez pelo seu excessivo orgulho. Talvez...

— Não obedeço a ninguém. No mínimo, Damon é uma das poucas pessoas que respeito. E você com certeza não faz parte disso.

— Oh, é mesmo?! Que pena. Então, como eu entro para essa lista?!

— Apenas... não fique no meu caminho. – Arthur balançou rapidamente a Konrama.

— Eu digo o mesmo! – Lilith fez o mesmo com a Jigokuma.

Hazel abriu os dois braços.

— Me divirtam um pouco...! Lixos!

...

Enquanto isso, a batalha de Grey e Elaine seguia contra mais um garoto dos Imperadores da Escuridão, Miles.

— Que chato, que chato! – Os ataques de Grey podiam ser rápidos, mas Miles desviava de todos os socos com extrema facilidade. Ele era bem ágil.

— Droga! Ele é rápido!

— Isso era esperado. – O mesmo para Elaine. Nenhum dos dois conseguiu sequer tocar em Miles até agora, passados uns cinco minutos de batalha.

Mas, por outro lado, Miles também não os atacava.

— Agora vamos ver se ele escapa! – Grey deu um pulo, concentrando todo se reiki em um ponto do punho direito, para o ataque – Punhos do Sol!

Grey socou na direção de Miles, provocando uma forte explosão solar. A coroa solar formada pelo ataque fulminante fez fogo se espalhar pelos troncos secos das ruínas e queimarem até virarem cinzas. Grey foi para trás, arrastando o pé no chão e enfim parando.

Porém...

— Tsc, tsc. Não é assim. Desse jeito nunca vão me alcançar! – Miles havia desviado mais uma vez, mesmo o ataque aumentando de alcance.

— Como ele...?! – Elaine arregalou o olho direito e Grey não acreditava.

O golpe de Grey foi no ponto certo para não deixar brechas graças ao alcance da consequente explosão, adquirindo ainda de bônus a coroa solar que é formada.

E mesmo assim, Miles conseguiu evitar.

— Bom. Então, é minha vez agora. Kyokuin. – Esse era o nome do cajado de Miles, consequentemente sua arma.

Kyokuin, do japonês, a união das palavras ‘Kyoku’ (Memória) e ‘Shokuin’ (Cajado). O Cajado da Memória.

Grey e Elaine ficaram alertas. Miles girou bateu o seu Cajado da Memória, Kyokuin, no chão. Como um efeito repentino, os dois começaram a ficar tontos. As visões deles ficaram turvas e a cabeça dos dois parecia a beira do colapso.

— O que é isso?! – Elaine tentou manter-se de pé – Gre-! – Ela abafou sua voz e refugou na hora que se viu no Panteão do Sol e da Lua! – O que?! Onde estou?! – Elaine logo reconheceu onde estava. Mas isso era impossível, ela estava agora nas ruínas...

— Filha? – A voz que Elaine mais reconhecia a chamou. Ela tremeu e olhou para trás, vendo sua mãe, a Deusa da Lua.

Ártemis veio andando até ela, saindo de sua moradia e com um sempre sorriso no rosto. Mas Elaine parecia abalada ao vê-la.

— M-Mãe? O que está havendo?! – Ela hesitava ao falar.

— Hm? Como assim? Você está em casa. Por acaso está passando mal? – Aquilo era real. Tão real que fez Elaine quase desmaiar.

— N-Não... não é isso... 

— O que aconteceu? Elaine?! – Ártemis buscou o olhar perdido de sua filha, que levou um susto.

— Ah! Não é nada! Só vou tomar um pouco de ar, depois eu volto...!

— Está bem então... – A deusa respondeu, preocupada.

Elaine foi correndo até a floresta perto do Panteão. Ela escutava o som da natureza. A garota fechou os olhos e respirou fundo, colocou a mão em seu tapa olho.

— Por que...? Eu estava na Ilha da Criação ainda agora... – Murmurou para si mesma, tentando alinhar a ordem dos fatores e se acalmar. Foi quando...

— Ei, Elaine. – Elaine tomou um novo susto ao olhar para trás e ver um garoto de cabelo amarelo-escuro.

— G-Grey...? – Grey vinha andando com seus dedos cruzados por trás deu sua cabeça.

— O que houve? Você parece pálida.

— Eu? Hahaha. Por que será hein? – Elaine forçou mais um sorriso, após isso, percebendo algo que a fez abrir mais os olhos.

“Mas o que está havendo?! Parece até que isso já aconteceu comigo...!”

— Você veio caçar ou o que? – Grey perguntou, chutando uma pequena folha no gramado.

— Não, só vim tomar um pouco de ar fresco... 

— Ah, sim. Por um momento pensei que você ia dormir até mais tarde. – Grey disse, com um sorriso. Elaine paralisou novamente quando ele falou essa frase.

“Dormir até mais tarde?!”

Um turbilhão de informações preencheu as memórias de Elaine. Ela deu um leve sorriso com isso.

— Bom, que seja. Eu vou em casa tomar um pouco de água. Até mais! – Grey foi andando até em casa.

— Entendi... – Elaine fechou os olhos e se concentrou. Ela pôs a mão no tapa olho novamente... 

Isso não é real.

Não é real.

Não é real! 

Foi quando tudo ficou completamente escuro. E então, como vidro, a visão que Elaine tinha, foi se partindo de pouco em pouco até quebrar completamente. Ela acordou de seu transe e viu Grey e Miles lutando. 

— Hm?! – Miles, após desviar de mais um soco de Grey, olhou pra Elaine que se levantou – Você fugiu do meu Déjà Vu bem rápido. Parabéns!

— Eu sabia que aquilo não era real, porque eu me lembrei daquele dia. – E então, ela apontou seu dedo indicador para... – Naquele dia eu ainda não usava o tapa olho! – Grey deu um sorriso. Ele acreditou em Elaine e ela conseguiu fugir.

— Hm... Calculei errado o momento. – Miles também deu um leve sorriso – Um erro a ser levado em conta. Mas, isso não vai se repetir.

— O que não vai se repetir...

— ?! – Grey veio por baixo com grande velocidade e deu um gancho fortíssimo em Miles que voou pelos ares, de surpresa.

— ...é sua técnica maldita!

Miles, porém, deu um mortal para trás e pousou de pés no chão. Seu queixo ficou vermelho com o forte golpe de Grey. Um gancho dessa potência deveria fazer a pessoa perder os sentidos e desmaiar na hora, mas ele seguiu acordado. Isso mostra o quanto os Imperadores da Escuridão são monstros, mesmo humanos normais.

Estão fora de seu próprio limite.

— Isso doeu... – Miles passou a mão sobre seu queixo machucado, ainda sorrindo.

— Realmente...!

Grey não parou. Ele deu um impulso rápido vindo pela frente e deu outro soco, mas Miles esquivou de novo. Então, Elaine veio e tentou atacar por trás, surpreendendo Miles que arregalou seus olhos.

“Te pegamos!”, os dois pensaram em coro.

— Black Out!

Elaine aproximou a Hatsuki do braço de Miles. Um toque em seu corpo e ele apagaria. Porém, o garoto sorriu de orelha a orelha, como um maníaco, fazendo Elaine e Grey ficarem hesitantes...

— Estava esperando!

— Hã?!

Grey nada podia fazer. Ele não podia se recuperar do soco e tentar parar Miles, que em um movimento super-veloz, desviou da lâmina roxa e tocou seu cajado na cabeça de Elaine na mesma velocidade.

Grey arregalou os olhos, pensando em todas as possibilidades de ataques de Miles. Não dava para esquivar. Não dava para impedir. Nem para contra-atacar.

Mas, de todas as infinitas possibilidades que passaram pela cabeça dos dois, uma iria surpreender Grey e fazer Elaine tremer...

Miles abriu sua boca com graça e apenas disse:

— Lost World.

TUM TUM

O coração de Elaine teve uma espécie de arritmia e bateu mais rápido e ficou mais intenso. Seu olho direito começou a perder a luz gradativamente...

— ELAINE! – Grey pisou no chão e socou Miles que parou mais para trás. Elaine caiu no chão, desacordada. E o garoto seguia sorrindo, mesmo após o golpe.

— EI! ELAINE! RESPONDA! – Elaine então acordou, bem rápido, fazendo Grey suspirar aliviado – Que bom! Você está bem?!

— Hã...? – A voz dela falhava e era como um sussurro... O sorriso de Miles se prolongou.

— É tarde... 

— O que?! – Grey não entendeu nada. Ou melhor, ele se forçava a não entender. E a não acredita...

— Onde estou...? – Elaine parecia sonolenta e olhou de um lado para o outro.

— Elai-?!

— Quem... é você? – Grey arregalou os olhos com a pergunta dela. Miles prendeu-se para não soltar uma gargalhada.

— O... que...?! – O filho de Apolo tremia seus olhos, desolado. Miles então, ao ver a cena, não conseguiu mais se segurar.

— HAHAHAHAHAHA! Eu acabei com ela! Suas memórias foram destruídas!

Grey ficou sem palavras ao ouvir aquilo. Ele só pôde arregalar ainda mais os olhos, enquanto Elaine, com as memórias perdidas, olhava com medo para ele.

— Err, você... está bem...? – Elaine parecia uma criança que conhecia uma pessoa pela primeira vez. Grey não respondeu.

— Sabe? O nome desse lugar combina comigo. Ruínas do Esquecimento... não soa nada mal mesmo.

— Eu... 

— Hm?!

— EU VOU MATAR VOCÊ!

Uma onda de energia solar se alastrou em volta de Grey. Seu reiki entrou em ebulição e chegava até a sair fumaça de seu corpo. Seus olhos brilhavam intensamente em fúria total.

Miles sentiu o perigo iminente e recuou lentamente com passos curtos. Ele que antes gargalhava da situação imposta em Elaine, agora suava de temor.

Ela ficou no chão e foi para trás como Grey pediu para a mesma fazer. E então, o garoto de cabelo amarelo escuro, tomado pela fúria, começou a ir até Miles...

— Se prepare para morrer...! SEU FILHO DA PUTA!!! – Enquanto Grey explodia em fúria nas ruínas, Julie e Chloe seguiam em sua direção.

— E então, Julie?!

— Encontrei. Daisy está... em frente à uma porta gigante. – Julie disse após uma breve pausa, de olhos fechados.

— Porta gigante?!

— Resposta: Sim. E não é longe daq-.

As duas sentiram a enorme pressão que emanava em alguns metros e tremeram de medo, ao mesmo tempo que pararam de prosseguir. Era como a Queda de Gravidade de Bluebell. A cabeça de Chloe começou a latejar só de sentir o enorme reiki.

Não só elas duas que tinham boa sensibilidade com reikis, mas todos nas ruínas sentiram a enorme pressão e ficaram assustados.

— P-Pergunta: O-O que é isso?

— Esse reiki... é o Grey!

— Irmã...

— Algo aconteceu, temos que nos apressar! – As duas deixaram a paralisia de lado e voltaram a acelerar até Grey.

...

Perto dali, Daisy estava em pé em frente à uma grande porta, olhando um pouco boquiaberta e de olhinhos arregalados. Nela estava o desenho de nove mulheres. O engraçado é que Daisy parecia não saber nem onde estava e nem como chegou ali!

— O-Onde eu estou...? Será que aqui é... – Ela tocou na porta com sua mão direita e a sua mínima força fez ela se abrir – Hã?! 

Ela se assustou com a fragilidade da porta ou a força que conscientemente colocou, mas na verdade, não foi a garotinha quem abriu ela...

Assim que se abria, um ar gélido saía do local, como uma fumaça um pouco azulada, encantando Daisy.

— Você conseguiu chegar aqui...

Uma bela voz feminina fez Daisy olhar e quase que ser atraída para ela. Mas ela se contentou e recuou. A mulher, maior que Daisy e que Damon até, saiu da porta, andando normalmente.

Seu cabelo era grande e sedoso, de cor esmeralda que parecia brilhar com os parcos reflexos solares dali. Os olhos de Daisy brilharam e ela quase chegou a ficar boquiaberta diante de uma beleza que só tinha visto em Afrodite.

— Q-Quem é você? – A mulher de cabelo esmeralda deu um sorriso com sua pergunta.

— Meu nome é Calíope. Bem-vinda ao Museion... Pequena Daisy. – Seu encantador sorriso e sua mão estendida, convidavam Daisy para entrar...


[A fúria de Grey se acende e mulher misteriosa aparece!!]

[Elaine perde as memórias e deixa o filho de Apolo totalmente furioso!! Enquanto isso, Daisy é convidada por Calíope, e ela é...]


Continua no capítulo 46: "A Fúria do Sol"

Por Sora | 21/02/18 às 18:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen