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46º Mito - A Fúria do Sol

Epopeia do Fim (EDF)

46º Mito - A Fúria do Sol

Autor: Sora

A guerra entre Dez Apóstolos e Imperadores da Escuridão seguia a todo vapor. A batalha de Meade, Silver e Brandt contra Dirk e Dante seguia sem muitas novidades e Damon continuava descansando pelo ataque sofrido pelo primeiro citado.

Lilith e Arthur estavam lutando contra Hazel. E Elaine... Miles fez ela perder as suas memórias misteriosamente, com sua magia Lost World. E isso fez Grey perder o controle. Sua raiva era como o próprio sol. Ele estava ainda ajoelhado com Elaine caída em seu colo.

Onde estou?

Quem é você?

Após Elaine proferir tais palavras, Grey entrou em desespero e fúria. Seu reiki explodia totalmente. Uma aura sinistra ficou envolta em seu corpo, como se quisesse... Matar.

 Miles sentiu o perigo e deu um leve recuo, ele começou a suar. Talvez a melhor opção era sair dali depressa, afinal ele não era o melhor dos Imperadores da Escuridão em combate. Seu poder era o poder da memória. Ele só podia fazer isso. Não havia nada demais, se o Kyokuin não encostasse no oponente. 

Talvez ele tenha subestimado demais Grey...

— Espere aqui. – Grey falou para Elaine, que não entendia o que via. O garoto se levantou e ficou de costas para Miles. Então, ele virou o rosto com um olhar de uma pessoa que buscava sangue. Sua sede era insaciável.

 Miles recuou mais ainda com o olhar o fuzilando. Foi quando Grey começou a andar em sua direção.

— Você não vai sair de onde está! – Miles bateu, em um ato de desespero e cautela misturados, o cajado no chão. Mas não funcionou. Seu Déjà Vu não afetou Grey que seguiu andando em sua direção com uma fúria flamejante em seus olhos – O que!?!

— Já acabou? Então agora é minha vez. – Ele foi para a frente de Miles em um piscar de olhos e o socou com toda sua força na barriga, o fazendo cuspir sangue – Você vai pagar por tudo que fez!

— Não tão rápido! – Miles sorriu com dificuldades pelo golpe sofrido e estendeu o cajado até Grey que esquivou rápido para a diagonal esquerda, o suficiente para evitar contato – O QU-!?!

Miles recebeu um soco super-forte no rosto antes mesmo de completar sua pergunta incrédula. Ele capotou exatamente três vezes e só parou quando se chocou em um dos troncos secos que sobraram nas ruínas, ali próximo. Elaine seguia observando, sem entender onde estava ou o que estava acontecendo, ainda com medo do olhar de Grey...

— O que foi? É só isso?! – Não era à toa, o olhar dele era cortante e assassino, o que fez Miles tremer na base.

— Ugh! – Miles fez força e tocou seu cajado na perna de Grey, que já estava de pé em sua frente, o olhando impiedosamente de cima para baixo.

— Você mal consegue se mover. – Disse Grey, sem clemência. Miles, contrariando as expectativas, sorriu.

— Quem disse que meu cajado só precisa tocar a cabeça do oponente...?! – Grey percebeu seu erro e tentou pular para trás o mais rápido possível, mas ele já havia caído, se vendo em um local totalmente escuro.

— O que?! Onde estou?! Outra magia de memória?!

— Ei, me diga. – Dizia a voz de Miles, que ecoava pelo local escuro – Qual o seu maior medo?

— Onde você está?! Apareça! 

— Você não me respondeu. Mas eu posso ver qual é. – Sua voz fazia ecos estridentes no local negro.

— Hã? – Grey buscava onde ele estava, mas ele não estava ali...

— Eu sei seu maior medo. Seu maior medo é perdê-la. 

— O que? Não sei do que está falando?

— Ah, não? Então deixe-me te dar uma pequena amostra... 

De repente, Grey se viu em um penhasco. Ele olhou para os dois lados e não viu ninguém. Ao olhar para frente, ele viu Elaine coberta de sangue, sendo segurada por Bluebell, na beira do penhasco.

Seus olhos tremeram ao ver aquilo.

— Hã?! ELAINE! – Ele tentou correr até Elaine, mas foi parado por uma parede invisível – ESPERE! ELAINE! NÃO FAÇA ISSO!

Ele socou, esmurrou e qualquer coisa que pudesse fazer. Mas não dava... Bluebell olhou para ele e sorriu maleficamente. Ela então jogou Elaine do precipício.

— NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!! – Tudo ficou escuro novamente e então Grey olhou para a esquerda. Ele se viu na Criméia. Era tudo muito rápido e intenso.

— A culpa é sua.  Isso só aconteceu graças a você!

Cenas da luta entre Elaine e Bluebell reviveram na mente de Grey. El foi atingido em cheio pela carta na manga de Miles.

— Não...

— Se você não tivesse deixado ela dar conta de Bluebell, isso não teria acontecido.

— Não. Isso não foi verdade! Elaine ganhou! Eu vi com meus próprios olhos. Eu acreditei nela...

— Então diga, o que você vê com seus próprios olhos agora! – Grey viu Bluebell espancando Elaine. Sem piedade, tremendo com a cena que presenciava.

— HÃ?! – Ao olhar para o lado, viu todos os outros derrotados no chão – POR QUE?! SAIA DE MINHA CABEÇA! SEU MALDITO!

Nenhuma resposta...

Podia não ser real, mas para Grey era muito real. Seus sentimentos por Elaine faziam isso se tornar mais doloroso e traumático do que parecia.

— Me desculpe, Elaine! Me desculpe...! – Voltando às ruínas, a cena se inverteu.  Agora era Miles que estava de pé na frente de Grey, de joelhos no chão com as mãos na cabeça, totalmente perdido...

Lost Nightmare. Mesmo a verdade pode ser reescrita com essa técnica em sua mente. Mas você só tem um medo na vida. Se tivesse mais, seria bastante efetivo. – Miles limpou o sangue que escorria pelos lábios e se virou – Bom, isso não importa, não é?

Ele começou a andar na direção de Elaine, que começou a tremer de medo pois, apesar de não lembrar, sentia o sinistro poder que Miles emanava, arregalando assim, o olho que lhe restara, o direito.

— Vamos fazer isso se tornar real...! – Ele chegou à frente da garota e levantou seu cajado – Agora...

— Não...!

— Hm!?! – Miles arregalou os olhos ao ouvir a voz de Grey. Ele virou e viu o filho de Apolo em pé, com os joelhos flexionados, provavelmente, com dificuldades. Ele suava, porém...

— Eu não vou ser derrotado com isso...!

— Isso é impossível! Você-!

— Você vai pagar...! – Grey começou a soltar mais poder em torno de si. Seus olhos brilhavam muito mais agora – Por ter brincado com a memória dos outros! 

— Espere! Eu-!

Antes que Miles pudesse completar, Grey pulou para atrás dele, que mal pôde ver... O punho direito de Grey estava totalmente carregado para um ataque mortal. Sua luva brilhava intensamente, e assim que apareceu por trás de Miles, brilhou ainda mais.

Arte Secreta dos Deuses.

— NÃO!!! – Miles arregalou mais os olhos, quando um brilho o fez tremer mais ainda.

EXPLOSÃO SOLAR!!!! – Era como o soco de Grey formasse um Sol ali, em suas costas. Miles foi sugado, sua pele começou a queimar.

— ESPERE! ESPEREEEE-!!!!

Então, o ‘Sol’ explodiu catastroficamente, produzindo uma onda de choque ultra radioativa com o calor à quilômetros de distância, e lançando Miles para cima. Todos taparam seus olhos, sem poder enxergar com a claridade de um segundo Sol na Terra.

A magia mais forte de Grey, uma magia mortal, sua Arte Secreta dos Deuses. Todos ficaram impressionados, até que a luz se foi de forma lenta. Tudo começou a voltar ao normal.

Miles apareceu caindo do alto, totalmente queimado, quase que carbonizado. Fumaça saía de seu corpo. Sua boca estava aberta. Seus olhos, quase sem luz e ele caiu no chão, como um saco de areia. Grey pousou, cambaleou e se ajoelhou, cansado.

— Arf... Arf...!

O preço de uma magia mortal que utiliza quase que 100% de seu reiki é o excessivo esgotamento físico e mental. Porém, valeu a pena...

Não valeu...?

— Ei, você! – Elaine se levantou e foi até ele correndo.

— Eu estou bem... – O olhar preocupado de Elaine doía em Grey. Ela perdeu suas memórias. Novamente, Elaine foi a mais prejudicada. Novamente, ele não pôde protege-la.

Novamente...

— Ei! – Chloe e Julie chegaram até o local rapidamente, logo após o impacto – O que foi aquela luz!?! E aquele... calor mortal...?!

— Analise: Parece que eles conseguiram derrotar um deles. – As duas viram Miles caído, quase morto no chão. Chloe colocou suas mãos sobre a boca, incrédula.

— Grey... você...

— Por que...?! – Grey murmurou, tremendo.

— Hã...?

— Por que isso só acontece com ela?!

— O que houve? – Julie perguntou, sem entender. Foi quando Grey se virou, com um olhar furioso que fez as duas ficarem assustadas e disse:

— A ELAINE PERDEU AS MEMÓRIAS! – Chloe ficou chocada. Julie também fez uma rara expressão impressionada.

— O que?!

— Por que sempre ela? Por que?! 

Enquanto Grey socava o chão, lamentando, Chloe e Julie pareciam controladas. Elaine, nada entendia. Ela parecia ficar escondida atrás de Grey enquanto olhava para Julie e Chloe com medo.

As duas olharam para Elaine e viram que de fato tinha algo errado. Chloe, porém, deu um sorriso confiante.

— Se acalme – Ela pôs a mão no ombro de Grey – Vamos até Damon. Eu sei como podemos recuperar a memória dela. – E então, ele parou de socar o chão e a olhou.

— Isso é verdade?!

— Minha mãe disse uma vez, que elas podem recuperar a memória de qualquer pessoa...!

— Elas...?!

— Julie, você consegue?!

— Resposta: Eu vou tentar avisar Damon por aqui. – E então, Julie fechou os olhos verdes e se concentrou.

Por incrível que pareça, a batalha de Silver, Meade e Brandt contra Dirk e Dante ainda não havia começado! E Damon seguia sentado...

Mas agora, a reação de todos era a mesma. Ambos olhavam para o local da recente explosão de luz solar, aflitos e assustados. Era possível ainda ver resquícios da magia de Grey no ar, como uma parca fumaça branca flutuando...

— Damon... – A voz de Julie ecoou na mente de Damon, que voltou a si.

— Hã?! Julie?! 

— Resposta: Estou me comunicando com você por telepatia.

— Caramba, hein! É uma surpresa atrás da outra... Ei, você sabe o que foi isso agora pouco?!

— Resposta: Foi a Arte Secreta dos Deuses de Grey.

— Grey...?!

— Relatório: Me escute. Daisy está perto de onde você está.

— Daisy?! Ela não está com vocês?! – Ele ficou nervoso ao escutar aquilo, achando que ela estava com algum deles.

— Resposta: Não. Ela está em frente à uma porta gigante perto daí. E parece que uma mulher abriu ela...

— Sério?! Ok, estou a caminho! – Damon se levantou rapidamente, como se não estivesse mais com nada – Pessoal!

— O que? – Os três olharam para ele juntos, assim como Dirk e Dante.

— Eu vou atrás de Daisy! Depois eu explico! – Damon tomou impulsão e foi rapidamente na direção que Julie havia dado.

— Hã...?! – Meade, Silver e Brandt ficaram sem entender nada...

— Ele se foi... – Dirk disse, desapontado com aquilo. Dante apenas ficou em silêncio – Mas ele melhorou tão rápido assim...?! – Dante seguiu quieto...

“Tenho que ser rápido!” , pensou Damon. As coisas estavam muito bagunçadas para tudo isso.

— Já falei pra ele. Ele está indo até ela. – Disse julie, abrindo os olhos novamente.

— Obrigada, Julie. Vamos para lá também!

— Então... – Grey chamou a atenção das duas, que olharam – Quem são "elas"?

— Ah, são as Musas! 

As Musas.

Entidades a qual são atribuídas a capacidade de criação artística e cientifica. São as nove filhas da Titânide, Mnemósine e Zeus. O templo das Musas é o Museion, que se localiza na Ilha da Criação – onde Daisy misteriosamente foi parar. É também chamado de Câmara das Musas.

As nove Musas eram:

Calíope: A bela voz, representava a eloquência. Capacidade de falar e expressar-se com desenvoltura

Cilo: A proclamadora, representava a história.

Erato: A amável, representava a poesia lírica.

Euterpe: A doadora de prazeres, representava a música.

Melpômene: A poetisa, representava a tragédia.

Polímnia: A de muitos hinos, representava a sacra (música cerimonial).

Tália: A que faz brotar flores, representava a comédia.

Terpsícore: A rodopiante, representava a dança.

Urânia: A celestial, representava a astronomia.

 

— Musas...? – Elaine perguntou, curiosa enquanto nada entendia.

— Sim! São nove no total, mas, pelo que me lembro, Cilo é a responsável por recuperar a memória perdida das pessoas. – Chloe respondeu, colocando a mão sob o queixo.

— Memória... – Elaine colocou sua mão esquerda sobre a cabeça. Grey então deu um leve tapinha e suas costas.

— Não se preocupe, Elaine. Vamos te tirar dessa, prometo!

E então, Grey, Chloe, Julie e Elaine se prepararam para se juntar aos outros...

 

***

 

— Q-Quem é você?! – Daisy perguntou, encantada e hesitante ao mesmo tempo frente à bela mulher de cabelo esmeralda.

— Meu nome é Calíope. Bem-vinda ao Museion... – Seu encantador sorriso e sua mão estendida, convidavam Daisy para entrar. A garotinha não confiou e deu um passo para trás.

— Calíope?! Você é dos Imperadores da Escuridão também...? – A garotinha, depois de muito tempo, voltava a se mostrar indefesa.

— Não, eu sou uma das Nove Musas. – Calíope deu um sorriso calmo. Daisy então, pensou com aquela afirmação.

— Nove... Musas? Ah! 

...

— Os que ainda não são aliados a elas, pelo que parece, são as Plêiades e as Musas.

...

— A irmãzona falou algo sobre vocês não serem aliadas às Fúrias! – Daisy disse feliz, após lembrar as palavras de Atena no Olimpo, um dia antes da missão.

— E ela estava certa. Nós estamos aqui para ajudar vocês, que buscam as Irmãs do Destino...!

— A nós?!

— Sim, sabemos o propósito de estarem aqui. As Irmãs não irão interferir enquanto nos acharem e estiverem no Museion. Vamos, entre. Não se acanhe. – Calíope moveu sua mão para dentro da sala, a convidando para entrar.

— Hmm. Então, com licença! – Daisy entrou e a enorme porta se fechou com ela e Calíope lá dentro...

Julie percebeu enquanto ia até os outros. Ela se concentrou para alcançar Damon novamente com sua telepatia, afinal isso requeria constante concentração.

Em movimento, isso ficava complicado, mas Julie ultrapassava barreiras...

— Damon... – Julie novamente fez telepatia com sucesso. Damon estava à toda velocidade em direção ao local onde Daisy estava.

— Julie?! O que houve agora?!

— Relatório: Daisy entrou. – Como Damon não sabia do que se tratava, ele ficou preocupado...

— Está bem! Enquanto isso vá ajudar os outros!

— Informação: Temos uma outra coisa para falar. – Julie falou um pouco mais baixo. A telepatia não estava 100% funcional, devido a ela estar em constante movimento.

— E o que é?!

Damon arregalou os olhos quando Julie falou algo inaudível. Logo em seguida ele manteve sua calma enquanto ia correndo até Daisy. Porém, uma gota de suor escorreu por seu rosto.

— Então temos que ir logo. Qualquer coisa fale comigo por telepatia!

— Resposta: Vai ser difícil mas vou tentar. Você está indo para mais longe de onde posso alcançar. E é difícil manter a concentração em movimento. – Julie explicou.

— Não tem problema... Ugh! – Damon parou ao sentir uma dor no braço esquerdo. Era uma dor estranha e não era do impacto de Dirk. Era...

Uma dor interna!

— Pergunta: O que houve? – Perguntou Julie, preocupada. Era raro ela demonstrar algum sentimento decifrável.

— Não é nada. Deixe Daisy comigo! Vá até os outros e dê suporte o mais rápido possível!

— Está bem. – Julie então, parou de se comunicar com Damon, que seguia parado, com a mão no braço esquerdo.

— Preciso me apressar...! – Ele então seguiu em frente, ignorando a dor.

Mais lá para trás, Lilith e Arthur seguiam batalhando contra Hazel.

— Vocês estão me atrasando! – Disse uma Hazel nervosa e irritada, batendo seu chicote no chão.

— Oh, me desculpe...!

Lilith tentou acertar Hazel que pulou para trás. Arthur apareceu e tentou ataca-la, mas foi parado por um tiro rápido, que o fez rebater com a foice. Ele cambaleou e Hazel tentou acerta-lo, porém, Silver entrou na frente e a parou. Ela foi para trás também.

Foi tudo assim mesmo, muito rápido.

— Você está bem?! – Silver se virou para Arthur, que olhou de volta com um olhar cortante.

— Eu não precisava de sua intromissão. 

— Vamos, não precisa ser tão orgulhoso assim... – Meade e Brandt chegaram logo em seguida, ambos os dois parando à frente de Arthur e Lilith.

Hazel se levantou, ainda olhando para frente.

— Por que vieram?! Eu dava conta deles eu mesma! – Dante e Dirk apareceram do lado de Hazel rapidamente e ao mesmo tempo que os outros.

— Não é culpa nossa, eles vieram para cá! – Disse Dirk, com uma expressão cansada.

— Hm?! Ah, não diga que é aquele velho plano de "acabar com todos de uma vez" não?! – Hazel deu um sorriso ao se perguntar.

— Você acertou na mosca... – Meade também sorriu, porém de forma cansada, ao responder.

— Esperem. Eu não sinto o Miles. Será que ele foi derrotado? – Dirk se perguntou, olhando para trás.

— Sim...! – A voz masculina chamou a atenção de todos que olharam na hora. Grey, Julie e Chloe, com Elaine, apareceram no coração do campo de batalha – E ele deve estar bem malpassado. – Ele disse, com uma expressão irônica e irritada ao mesmo tempo.

— Haha! É um merdinha mesmo! – Hazel sorriu ironicamente.

— Ele confiava muito em suas habilidades de mexer com a memória dos outros. – Disse Dante, olhando para os nove que ali estavam.

Isso mesmo, eram nove contra apenas três!

— É, realmente...! – Grey estalou seus dedos e andou até a frente de todos.

— Por que o Grey está tão... – Meade se perguntou.

— É uma história complicada. Lilith e Arthur, protejam a Elaine. – Chloe disse. Arthur franziu a testa, enquanto Lilith não entendeu nada.

— A Elaine?! – Lilith olhou para ela, que estava acuada.

— Sim. Ela perdeu suas memórias. – Todos ficaram abismados com a informação e arregalaram os olhos – exceto Grey, Arthur, Chloe e Julie.

— O que?! – Lilith esbravejou. Elaine estava toda acuada, com medo. – Elaine...

— Tsc! – Grey estalou a língua em fúria e cerrou ainda mais seus punhos, os forçando demais.

— Bom, pelo menos ele conseguiu alguma coisa, mesmo que seja inútil! Hahaha! – Hazel riu em desdém, até porque ela não dava a mínima.

Esses eram os Imperadores das Escuridão. Esses tipos de pessoas.

— Inútil...?! Eu vou te mostrar o que é inútil! – Grey preparou para atacar, mas...

— Desculpe, mas passamos desta vez. – Dante apontou sua balestra pra Grey rapidamente – Elemento Ar: Vendaval do Céu.

Como dito, a pequena flecha explodiu ao ar, no meio da trajetória e formou um vendaval fortíssimo que impossibilitou Grey e os outros de se mexerem. Era tão forte que até mesmo eles eram arrastados lentamente para trás.

 — Vamos deixar para a próxima. 

— ESPEREM!

— Até mais! Certifiquem-se de estarem preparados para morrer!

Os três – Hazel, Dirk e Dante – então partiram dali, sem olhar para trás. E fizeram o correto. Eram oito contra três. Não importa o quanto os imperadores fossem monstros, contra oito dos Dez Apóstolos e uma vez, não teriam chances.

Todos guardaram suas Armas Divinas e relaxaram a tensão após o momento nas Ruínas do Esquecimento.

— Eles se foram. Perdemos uma boa chance... – Silver lamentou.

— Tsc! Merda! – Grey virou se rosto.

— Ei. Elaine, você realmente... – Elaine fez uma expressão leve ao olhar para Lilith.

— Desculpe, mas eu te conheço...? – Lilith sentiu um calafrio assustador pelo seu corpo. Todos ali sentiram.

— Como podem ter feito isso com você...?!

— Chloe.  – Grey virou e foi até a filha de Atena – Você disse que essas tais Musas podem recuperar as memórias de qualquer um. Onde elas estão?!

— Resposta: Não se preocupe. – Julie respondeu por sua irmã, indo em frente dos outros – Já encontramos elas. Afinal...

Damon estava em frente à grande porta do Museion. Ele olhava para ela, assustado, enquanto segurava seu braço esquerdo que continuava a doer.

— ...Damon e Daisy já estão com elas.


[As Nove Musas foram alcançadas por Damon e Daisy!!]

[A batalha nas Ruínas do Esquecimento termina com a fúria de Grey!! Agora a missão é recuperar as memórias de Elaine!!]


Por Sora | 23/02/18 às 14:37 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen