CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
54º Mito - A Face do Desespero

Epopeia do Fim (EDF)

54º Mito - A Face do Desespero

Autor: Sora | QC: Amnésia

— Por que...? – em frente a Piscina da Vidência, Atena tremulava enquanto não entendia o que acontecia na Ilha da Criação.

Ela estava ali, junto de seu pai, o Rei dos Deuses, Zeus. A cena que os dois acompanhavam ao vivo...

As Fúrias acabaram de aparecer exatamente na frente dos Dez Apóstolos!

— Isso deve ter sido obra delas... – Zeus respondeu com um semblante sério.

— Meu senhor... Por que logo agora?

— Assim que chegassem aos Hecatônquiros eles iriam enfrentá-las.

— Mas com certeza não seria dessa forma! Eles iriam pensar em algo, bolar um plano para atacar. Eles estariam preparados! Mas agora...

Assim como Atena disse, enquanto eles soubessem o momento e o local onde encontrariam certamente com elas, poderiam pensar em algo e assim aumentar suas chances de vitória.

Mas Láquesis antecipou o processo e armou um “efeito surpresa” para eles. Ninguém esperava. As Fúrias saíram de seus domínios para executar um ataque que os onze sequer aguardavam.

Uma emboscada fatal.

— Se acalme, Atena. Ficar assim não ajuda em nada... – a deusa murmurou para si mesma, respirando fundo.

Atena manteve seu controle emocional e ficou em silêncio. A situação não era tão desesperadora, eles agora tinham o Genkai.

Mas, e daí? O local não era favorável. Mesmo que seja onze contra três, as Fúrias são seres primordiais, por mais que isso fosse refutado por alguns.

Elas nasceram do sangue derramado pela castração de Urano, o próprio céu, aquelas que punem os mortais. Essas são as Fúrias.

“Eu sabia. Sabia que não deveríamos mandá-los para essa missão!”, pensava Atena, afinal, não são só as

Fúrias. Se eles vencerem as três, ainda terão as Irmãs do Destino, que, de certo ponto, são invencíveis.

“Isso é suicídio...!”

Mas agora já havia sido feito, não dava para voltar no tempo e desfazer isso tudo até aqui.

Agora eles só podem rezar e torcer...

 

***

 

As três Fúrias – Alecto, Megera e Tisífone – estavam frente a frente com os Dez Apóstolos. Ninguém se movia, um movimento mal calculado ou afobado resultaria em morte na certa.

Foi quando uma pressão incrível se alastrou pelo local. Alecto deu um sorriso estagnador e, de repente, parou na frente de Damon, em um movimento tão rápido que ninguém conseguiu acompanhar, exceto o próprio Damon...

— Damon...! – Lilith queria gritar, mas qualquer ruído também podia ser mortal, ela se forçou a engolir aquelas palavras.

A reação de Damon foi inesperada por Alecto que ergueu a sobrancelha impressionada. Damon podia sentir o cheiro de sangue que a Fúria exalava.

“Se acalme. Não ataque desesperadamente”, Damon, tentava manter a calma. “Se eu atacar com minha espada, ela pode arrancar meu braço apenas defendendo. Não só o braço, como qualquer outro membro...”

O garoto de cabelo escuro colocava sua cabeça para trabalhar freneticamente naquele momento. Ele está a menos de um metro de Alecto, uma das Fúrias. Não pode fazer um movimento sem calcular as consequências, as possibilidades são finitas, porém de um número expressivo.

E 99,8% delas leva à morte.

— O que foi? Não fique parado aí. Faça alguma coisa, senão vai morrer...

A Fúria falou ainda sorrindo, sua voz duplicada era assustadora e chegava a arrepiar a todos. Damon apenas seguia encarando Alecto, até que fez um golpe de vista imperceptível pra Julie.

Ela sabia sobre o que ele queria dizer e assentiu lentamente, sem que as três percebessem.

— Hmpf. Não seja apressada...! – assim que ele respondeu abrindo um leve sorriso, Julie pulou e atirou no chão rapidamente com seu arco, entre Alecto e Damon, fazendo uma cortina de fumaça se levantar. A

Fúria pulou para trás.

— O que...?!

— AGORA! – com o grito de Damon, todos começaram a correr para fugir das três, uma medida desesperada até. Com a cortina de fumaça de pé, eles podiam ter alguma chance de escapar das três, mas

Damon sabia...

Com certa agilidade e coordenação, Megera e Tisífone pularam e evitaram a passagem de Damon, que ficou cercado pelas três, enquanto os demais iam em frente.

— Você não vai fugir! – exclamou Alecto, sorrindo. Damon olhou para as três e analisou suas posições.

Mas, ao invés dele reclamar, o que saiu de seus lábios foi um sorriso.

“Isso...”

— Irmão! – todos pararam ao grito de Daisy, que viu Damon ser encurralado sozinho.

Meade pegou seus Fios da Redenção, Shōkito, rapidamente e preparou seu ataque para tentar tirar Damon do meio das três Fúrias. Sem que elas percebessem com tamanha velocidade de seu saque, ele os moveu rapidamente.

— Dança da Samambaia! – os fios voaram e se entrelaçaram sobre as três Fúrias.

— Hmpf! Que piada! – porém, sem muitas forças, elas se livraram deles com facilidade.

— Isso é ruim... – Meade murmurou, estalando a língua.

— Pessoal, comigo! – gritou Lilith, girando rapidamente a sua Foice do Inferno, Jigokuma – Chamas Polivalentes! – os pilares de fogo subiram na exata posição das três Fúrias. E, ao mesmo tempo, todos atacaram junto com ela com suas magias.

— Chuva Torrencial!

— Luz da Morte.

— Punhos do Sol!

O misto de ataques mágicos de Silver, Julie e Grey, fundidos com o de Lilith, provocaram uma explosão gigantesca dando brecha para Damon correr do meio das três. Ele arregalou os olhos, impressionado com a persistência de todos.

— Pessoal...

— Venha, Damon! – Lilith gritou abrindo a mão esquerda para ele. Damon seguia incrédulo com aquilo, mas depois deu um sorriso.

“Cacete. O que eu tô pensando?!”

Porém, no exato momento que Damon começou a correr até seus companheiros, as magias foram totalmente anuladas como vento. E as três Fúrias seguiam no encalce dele, o encurralando.

— Não adianta! Não irá nos derrotar com isso! – sorriu Alecto, que tomou novamente a frente de Damon, dessa vez com suas irmãs ao seu lado.

— Impossível! – Grey exclamou, tenso após mesmo as quatro magias poderosas em conjunto mal machucarem as três.

— Essa não...! – Lilith ficou sem reação diante da falha na tentativa de derrubar as três com suas fortes magias.

Damon seguia cercado e sem caminho para passar. Pelo jeito elas queriam apenas ele naquele momento...

Ele olhou para as três novamente e deu um suspiro.

— Sigam em frente sem mim! – as palavras de Damon fizeram todos paralisarem, sem entenderem.

— ?! – Da Câmara de Tecer, Láquesis reagiu enquanto observava. – Mas o que...?!

— ... – Enquanto Láquesis notou algo errado, Cloto deu um leve sorriso, também observando com suas irmãs.

— Damon...?! O que você...?!

— Arthur, conto com você. Tire todos daqui e os leve a um lugar seguro.

— Você está maluco?! Nós não vamos fazer isso! – Lilith tentou refutar, mas...

— ISSO É UMA ORDEM!

Pela primeira vez, Damon dava uma ordem desta forma. E isso fez Lilith e os demais se assustarem, até mesmo sua irmãzinha Daisy. Seu grito fez eco pela Ilha da Criação e deixou até mesmo as Fúrias quietas com aquela reação repentina.

— Damon...

Daisy sabia das intenções de seu irmão enquanto quieta, desde quando ele olhou para Julie. Ela então, após reunir todas as informações e chegar a uma resposta, arregalou os olhos e apertou suas mãos contra seu peito.

Era isso que ele queria.

Aquele sorriso só podia significar isso...

— Que corajoso...! Realmente acha que pode contar nós três, sozinho?! – Alecto virou a cabeça para ele, sorrindo mais ainda. Ela estava mais motivada agora do que nunca.

Mas Damon não sorria mais após aquilo.

— Sei lá. Só vamos saber agora. – ele devolveu seu olhar cortante, fazendo até mesmo Alecto, Megera e

Tisífone engolirem em seco por um momento.

— Irmão! Por favor, não faça isso! – Daisy finalmente tirou forças para gritar após minutos quieta.

Lágrimas se aglomeravam no canto de seus olhos azuis-claros.

Damon deu um sorriso ao olhar para ela, fazendo aquele aglomerado de lágrimas descer abaixo...

— Arthur. Lidere eles. Conto com você. – após dizer, pausadamente, Arthur ficou quieto por um momento.

— Tem certeza?

Ele não recebia ordens de ninguém. Mas Damon era uma das pouquíssimas pessoas a qual ele respeitava.

E isso foi um peso a mais para concordar com o pedido de seu amigo, que em resposta, apenas fez o ‘v’.

O sinal da vitória...

E isso fez todos ali ficarem mais do que sem palavras, boquiabertos e incrédulos com o que Damon queria. Tudo ali estava...

Perdido.

— ...

— Arthur! Você não vai deixar ele sozinho. Vai...?! – Lilith perguntou tremendo. Daisy seguia chorando.

Arthur ficou em silêncio por um momento, todos olhavam para ele. Menos Damon, que já estava de costas, preparado para as Fúrias.

— Vamos sair daqui. – ele apenas disse essas palavras, da forma mais seca possível.

— Arth-! – Meade e Grey, ouvindo o comando do atual líder imposto por Damon, Arthur, pegaram Lilith e Daisy pelo braço – Meade, me solte!

— Vamos fazer o que Damon falou. – Meade sussurrou ao ouvido de Lilith – Elas não vão matá-lo, pelo menos não agora, e Damon com certeza sabe disso. E também sabe que não podemos derrotá-las aqui. – T ]odos começaram a correr. Rapidamente, fugindo, como Damon ordenou.

— IRMÃÃÃÃÃÃÃO!!! – Daisy, puxada por Silver, gritava desesperada, aos prantos.

— Aguente, Daisy! Seu irmão vai ficar bem!

O desespero tomou conta dos Dez Apóstolos. Assim como foi na Floresta Negra e no Mar Egeu, o desespero...

Elaine e Chloe prendiam para não chorar, enquanto Grey e Silver aguentavam esse fardo com todas as suas forças. Julie apenas corria, sabendo que não podia fazer nada enquanto racionalmente pensava em algum plano para revirar esse jogo. Sem sucesso... realmente fazer isso era a melhor chance para vencer depois.

— Meade!

— Por ora vamos sair daqui. Vamos acreditar em Damon! – Meade disse, com um olhar cerrado. Lilith sabia que ele também estava sentindo aquilo...

— Isso é errado! Não podemos deixar ele sozinho!

Meade não falou mais nada, eles seguiram em frente. Lilith deu uma última olhada para trás enquanto eles iam perdendo os quatro de vista. Ela viu as costas de Damon. E uma dor aguda surgiu em seu coração, fazendo uma lágrima cair de seu olho esquerdo.

— Damon...!

O filho de Zeus não se virou. Ele apenas permaneceu de costas, encarando as Fúrias que o cercavam por todos os lados.

— Muito bem...! Agora posso lutar sem preocupações...!

Enquanto isso, da Piscina da Vidência, Atena ficou ainda descontrolada ao ver o que estava acontecendo.

— POR QUE DAMON FICOU SOZINHO?! PAI!

— Você ouviu. Foi uma escolha dele. – Zeus respondeu, dando de ombros, atento à situação com seus olhos brancos – Não podemos fazer nada em relação a isso.

— Esse garoto sempre se achando! Ele não pode contra as três! Não sozinho!

— Olhe, minha filha. Veja a convicção em seu olhar. Ele não está se achando.

— Mesmo assim...

— Apenas observe. – Zeus reverberou suas palavras e fez a deusa ficar em silêncio – Ele não pode ganhar. Mas ninguém falou sobre perder facilmente.

Atena, mais controlada, olhou pra Zeus e voltou suas atenções para a Piscina da Vidência. Mais exatamente, na batalha suicida de Damon contra Alecto, Megera e Tisífone.

— Aaaah, faz tempo que não luto a sério... quando foi a última vez? Foi contra a Daisy? – Damon rodou seu braço esquerdo com a mão apoiada ao ombro enquanto murmurava consigo mesmo.

Ele estava diferente. Concentrado, sério, parecendo até estar mais maturo. Ele então, pegou a Espada do Dragão, Ryūken, já a colocando no modo ativo, com o cabo dracônico aparecendo em chamando bastante a atenção das três. Seu olhar estava... morto.

— Ei, ei, pare de se achar moleq-!

Damon rapidamente arrancou o braço esquerdo de Megera, antes que ela terminasse de falar, com um movimento incrível de sua espada. Alecto e Tisífone, assim como Atena e Láquesis – de onde estavam observando – arregalaram os olhos, impressionadas.

É verdade, Damon não tem uma batalha a sério desde seu último treino contra Daisy. Agora ele pode mostrar sua evolução.

O braço de Megera voou, soltando uma chuva de sangue para o chão. Ela apenas, com os olhos arregalados, olhou lentamente. A Fúria não pôde nem ver Damon atacar. Foi uma velocidade absurda.

Teria ele quebrado a barreira do som com esse ataque?!

— O QU-!?!

Em seguida, antes que ela pudesse exclamar algo, Damon fincou a Ryūken no chão, se apoiou em seu cabo com as duas mãos, girou e chutou Megera na barriga com uma força violenta que a fez cuspir sangue e voar para trás com uma força absurda. Suas duas irmãs estavam pasmas com a situação.

— Megera!

Sem dar espaços para uma reação, Damon apareceu na frente de Alecto em alta velocidade, fazendo a

Fúria se assustar. Então, ele atacou com um golpe muito veloz da direita, mas a Fúria esquivou e Tisífone pulou por trás dele para contra-atacar.

Damon percebeu, fazendo as duas Fúrias arregalarem os olhos. Ele mirou o solo abaixo dos três e preparou a Ryūken.

— Onda de Choque! – Damon desferiu o golpe para o chão com toda sua força. Com o grande impacto, ele foi lançado para cima junto das duas Fúrias ao seu lado.

Ele usou sua incrível velocidade para sumir da visão das duas que o procuraram enquanto ainda ao ar

— Tisífone! – tarde demais para isso, Alecto.

Quando Tisífone percebeu, Damon cruzou os ares, apareceu em suas costas e, com um golpe impiedoso em diagonal de cima para baixo, abriu uma ferida enorme e profunda com a espada nas costas da Fúria, que gritou de dor.

Após isso, ela caiu no chão como um cometa e abriu uma cratera com o forte impacto da queda, com sangue em suas costas. Sangue escuro... Damon caiu de joelhos, também abrindo um buraco menor no solo.

Alecto e Megera, sem o braço esquerdo, atacaram em conjunto após ele pousar no chão e ir se levantando lentamente.

— SEU MOLEQUE! – gritou Megera, Damon respirou fundo. Ele posicionou sua espada para as duas e ela começou a emanar um forte brilho azul.

— O que!?!

— Corte dos Mil Pássaros! – sem falar muito, ele atacou indo para as duas.

Alecto e Megera sofreram a série de três golpes rápidos e consecutivos da Ryūken e não puderam se defender, já que estavam indo para cima dele com uma forte impulsão.

As duas voltaram para trás em reação, com algumas feridas no corpo. Damon parou e respirou fundo novamente, controlando sua adrenalina e seus batimentos cardíacos a um nível extremo, o deixando à vontade para aquela batalha.

Por mais incrível que parecia, o filho de Zeus dominava as três Fúrias.

— Damon... incrível! – Atena balbuciava, de tão pasma com tudo que via.

— Você nos surpreendeu, garoto. – Alecto se ergue novamente, junto de Megera, que tinham cortes por seus corpos, mas pequenos – Mas... não é o suficiente!

O reiki negro de Alecto começou a borbulhar intensivamente assim que a mesma abriu um sinistro sorriso. Damon sentiu a mudança repentina da Fúria que passava de um sorriso agressivo, para um sorriso mais violento.

E o resultado foi... Alecto ficou mais rápida. Damon quase não conseguia acompanhar essa repentina mudança de velocidade, e ela começou a atacá-lo repentinamente com suas garras. A Fúria atacava e atacava, Damon defendia da forma que podia com sua espada.

Megera e Tisífone se ergueram e também decidiram atacar em grupo com Alecto. As três atacavam sem parar enquanto Damon defendia, sem espaços para um contragolpe, o que fazia o mesmo ir recuando sem opções.

— Você vai pagar pelo que fez! – Megera achou uma abertura provocada pelos maçantes e consecutivos ataques e chutou o rosto de Damon que voou para trás.

Ele mal abriu os olhos e viu Tisífone, voando pendurada nas grandes patas de uma águia dourada, acima dele.

— Finalmente resolveram se mostrar... – Damon voltou a sorrir, despertando algo dentro de si ao murmurar essas palavras. Assim que deu um mortal para trás e parou de pé novamente, limpou o sangue que escorria no canto de sua boca.

— Vá, Daimon.

— Hã?! – após o comando da Fúria, a águia atacou Damon com uma rápida evasiva. Ele esquivou-se – Por que a águia tem o mesmo nome que eu?!

— O que...?

— Ah, acho que vocês não sabiam, mas meu nome é Damon.

— E o dela é Daimon.

— Vai se ferrar! Só por causa de um ‘i’?! – dsse era o Damon de sempre... só um detalhe sem importância conseguia desconcentrá-lo.

— Damon... – disse Alecto, pensativa após ouvir seu nome, tentando se lembrar de algo, até que... – Você por acaso é o mais novo filho de Zeus?

Megera e Tisífone também ficaram surpresas e olharam para Damon mais atentamente, enquanto o mesmo se levantava.

— Na verdade, Daisy é a mais nova. Mas, não importa. – ele respondeu se preparando novamente – Eu me desconcentrei na hora errada. Vamos voltar a isso... – o mesmo murmurou para si, enquanto voltava ao semblante mais sério.

— Hahaha! Filho de Zeus ou não, irá morrer do mesmo jeito!! – Alecto abriu suas garras e alargou um sorriso violento.

— Vamos ver se vou mesmo... – murmurou em resposta, ao preparar a Ryūken mais uma vez.

Tisífone atacou novamente com a sua águia. Damon mais uma vez desviou da evasiva rápida do animal dourado. Ela seguiu atacando e ele seguiu desviando conforme as evasivas.

— O que foi? Não consegue sair da defensiva?!

— Nada disso. – ele sorriu ao responder – Eu que não quero sair dela. – Alecto estalou a língua quando Damon parou no meio de uma meia esquiva e se posicionou agachado – Que tal isso?!

Ele tentou cortar a águia no meio com sua espada, mas...

Tisífone apenas riu em desdém assim que ele fez o movimento do corte com a Ryūken. Quando a espada tocou no corpo da águia, uma pequena explosão dourada fez Damon ir para trás.

— O que...?!

— Você não tem permissão para tocá-la. Apenas eu posso fazer isso... – Tisífone disse enquanto Daimon pousava sobre seu braço após “explodir”.

— Isso complica as coisas... – ele murmurou, se levantando novamente após ir para trás.

— Daimon. Mate-o. – Tisífone ordenou e a águia dourada avançou sem pestanejar. Damon ficou de pé, jogou sua espada para trás e concentrou seu reiki.

— Onda de Choque!

A onda de choque repeliu a águia, desta vez sem explodir. Damon aproveitou a fumaça levantada e foi dar o golpe fatal em Tisífone aparecendo em sua frente com um forte impulso no chão, porém Megera usou um de seus grossos tentáculos e perfurou seu braço esquerdo no momento do ataque

— Damon! – gritou Atena da Piscina da Vidência. Zeus ainda observava quieto.

— UGH!

Ele, em um movimento de defesa, cortou parte da ponta do tentáculo dela com sua espada que parou no solo, de pé. Ele viu o sangue escorrer pelo seu braço esquerdo, a ferida era grande e profunda e a parte que perfurou ainda estava encravada.

Ele estalou a língua com a dor latejante enquanto removia a parte pontuda do tentáculo da Fúria, que olhava para o mesmo, agora um pouco cortado. Assim que ele tirou, sentiu a dor aumentar, com o sangue escorrendo com mais frequência. Ele pôs a mão no buraco para tentar para o fluxo, mas tremia com a dor forte.

“Droga...! Fui descuidado...!”, pensava Damon freneticamente, tentando vencer a fortíssima dor que se alastrava pelo braço esquerdo, agora, inutilizável.

— Da pra parar de lutar sozinha?! – Megera reclamou com Tisífone, enquanto passava a mão na parte de um de seus quatro tentáculos cortado.

— Desculpe, irmã. Eu me empolgo às vezes.

“Droga. Se eu conseguisse no um contra um eu poderia derrotá-las.”

Damon apertou seu braço ferido com mais força, provocando mais dor, mas que fez o sangue parar um pouco de escorrer. A situação passou a ficar mais complicada ainda agora.

— Deixe eu te dizer uma coisa. – Alecto foi para frente dele, como da última vez e o encarou – Nem no um contra um você pode derrotar uma de nós. – sua voz era sombria e dava calafrios em Damon que arregalou os olhos desta vez.

Alecto chutou Damon na barriga com tamanha força que sangue saiu de sua boca. Ele voou e parou no chão com força, fazendo suas costas arderem.

Antes de se levantar, Megera deu um novo ataque de cima para baixo que perfurou o chão com uma força absurda.

— Não...! – Atena murmurou, com os olhos arregalados.

— Veja bem, Atena. – Zeus disse, despertando a inquietação em sua filha.

Atena olhou mais atentamente. Não havia ninguém no chão... Megera se assustou com isso e Damon veio por cima da Fúria, com sua espada preparada na direita.

— Hã!?!

— Corte dos-!

Antes que executasse o golpe, Tisífone jogou sua águia em Damon que reagiu olhando para o lado e se lançando um pouco para trás na queda. Ela fez um leve corte em seu peito com a evasiva, rasgando sua roupa branca. Alecto aproveitou o e momento acenou para Megera com a cabeça.

— Muito bem...! – ela sorriu violentamente. Megera se virou e pegou impulso, indo para cima de Damon à toda velocidade. – TOME ISSO! PUNITIVE COMBINATION!

Ela começou a atacar com suas mãos e garras freneticamente e Damon começou a defender. A velocidade dos ataques de Megera aumentava, o garoto estava todo machucado a essa altura. Até que ele não conseguia mais defender...

— Gh!

— RAAAAA!

Megera desferiu o último ataque com uma força sobre-humana e Damon sentiu seu corpo ficar fraco com o impacto. Ele caiu no chão provocando uma grande explosão que abriu uma outra cratera maior ainda.

Damon parou no chão, cambaleando e Tisífone veio por trás, sem dar tempo para ele reagir. Ele nem teve tempo de olhar, a águia formou uma esfera concentrada de energia dourada em sua retaguarda

— Oblitere tudo: Canhão Genocida!

A luz dourada foi em direção a Damon em questão de segundos. Ele não teve tempo de esquivar, e recebeu o ataque por trás em seu ponto cego, causando uma explosão gigantesca de luz e fogo.

A luz alcançou o lugar onde os outros estavam fugindo, seguido por uma onda de choque que provocou uma ventania insana. E olha que ambos já estavam bastante longes dali...

— O que foi isso!?! – Lilith se perguntou. Todos olhavam assustados, até que Daisy se soltou de Grey.

— Irmão! – ela começou a correr de volta para onde Damon estava enfrentando as Fúrias, desesperada.

— Espere, Daisy! – ele foi atrás dela.

— Droga! Vamos voltar! – depois o resto começou a voltar também, sem opções naquele momento complicadíssimo.


[Damon encurralado pelas Fúrias!! O desespero apenas cresce!!]

[Após controlar a batalha contra os três monstros, Damon se mostra em um beco sem saída!! Impulsivamente, deixando suas emoções levarem, Daisy corre para salvar seu irmão!!]


Continua no 55º Mito: "Derrota"

Por Sora | 09/03/18 às 12:35 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen