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56º Mito - Para o Resgate

Epopeia do Fim (EDF)

56º Mito - Para o Resgate

Autor: Sora | QC: Amnésia

Nos Hecatônquiros, Damon estava preso pelos pés e pelas mãos, por correntes de aço, ficando pendurado ao ar em uma espécie de palafita. Megera estava na sua frente, aparentemente o espancando...

— E então... Você vai pedir desculpas ou não?!

Damon sorriu e cuspiu sangue no rosto de Megera, que o socou no rosto e depois na barriga com uma força violenta, o fazendo cuspir sangue no chão desta vez.

As feridas de Damon ainda não estavam totalmente cicatrizadas, principalmente a do braço e a do peito que a própria Megera fez com seus tentáculos. As cicatrizes iriam permanecer ali para sempre, com certeza.

— Então, vamos aumentar a dor em você, pirralho...!

— Megera. Já chega. – Megera recuou ao escutar a ordem de Alecto. Sua irmã olhou por um tempo e apenas falou – Vamos.

— Melhor não estar dormindo quando eu voltar...!

As duas saíram do local sem pestanejar e o silêncio da noite deitou-se sobre Damon que manteve os olhos fechados.

“Isso está ficando cansativo...”

— Idiotas... – Ele abriu os olhos, com um sorriso de escárnio no rosto...

 

***

 

— Daisy...! Daisy...!

Uma voz feminina chamou por Daisy, como um fraco sussurro aos ouvidos enquanto a balançava com sutileza pelo ombro direito. A garotinha seguia adormecida.

— Vamos, Daisy...! Acorda...!

Com alguma insistência, Lilith chamou mais uma vez. Daisy então, abriu seus olhos lentamente enquanto reconhecia o local onde estava e despertava.

Para não acordar os outros, ela teve que chamá-la por quase dez vezes, sussurrando ao pé do ouvido da pequena garota. E com Daisy despertando, ela pôde dar um leve suspiro.

— Li...li... – Daisy balbuciou lentamente, ainda sonolenta, enquanto abria mais os olhos e se sentava.

— Que bom que me ouviu. Vamos, vem comigo...! – Lilith pegou na mão de Daisy e a levantou rapidamente.

— Pra... onde...? – Daisy esfregava seus olhos após um longo tempo dormindo. E então, Lilith respondeu:

— Vamos resgatar seu irmão.

— Hã...?!

Mesmo sendo apenas um sussurro para não acordar os outros que ela pensava estarem realmente dormindo, Daisy finalmente abriu melhor seus olhos, ficando surpresa.

Ela então se lembrou. Enquanto dormia, seu irmão estava nas mãos das Fúrias. A cena que viu antes de ser desacordada por Arthur percorreu sua mente, provocando uma dor extrema em seu peito. Mas ela aguentou. Ela precisava aguentar.

Melhor do que Lilith. Melhor do que todos ali. Daisy sabia o que Damon buscava. Ele não podia mentir para ela, se mentisse, ela descobriria. E aquilo não era uma mentira...

Alguns minutos depois, Lilith e Daisy começaram a ir em direção aos Hecatônquiros, deixando o resto do pessoal para trás, dormindo. De repente, o céu começou a tomar uma coloração mais alaranjada. Estava tendo início um lento amanhecer.

— Daisy, me ouça. Vamos apenas resgatá-lo e fugir. Não iremos lutar. Ouviu? – Lilith alertou, enquanto corria pela floresta em que estavam – Não temos chances contra as Fúrias sozinhas, inclusive se os Imperadores da Escuridão intervirem.

— Entendido!

No meio do caminho que as duas traçavam até a Prisão dos Condenados, minotauros e soldados legionários apareceram para atrapalhar o progresso das duas. Em fúria, Lilith estalou sua língua.

— Saiam da frente!

Lilith pegou a Jigokuma e com um ataque furioso decepou todos os minotauros de uma só vez. Daisy com sua Soraken também matou alguns legionários. Elas seguiam avançando enquanto matavam mais e mais criaturas que apareciam em sua frente.

Lilith viu um acumulo de minotauros e soldados em sua retaguarda. Isso a fez tomar a rápida decisão: Girar, parar e então...

— Fiquem aí...

Lilith girou e bateu com a parte de baixo da foice no chão. Pilares de fogo subiram atravessando o solo e cozinharam os monstros de uma forma nunca vista antes. Até mesmo Daisy se impressionou com aquilo. A magia dela...

“Ficou mais forte?!”, Daisy se perguntou, boquiaberta.

— Rápido, Daisy!

— Lili! – Quando elas se prepararam para seguir em frente, um minotauro apareceu, pegou na perna de Daisy e a bateu com força no chão – Gah!

— Daisy! – Lilith pulou na direção dele rapidamente para atacar – Seu maldito!

Ela cortou o braço do minotauro que segurava a perna da garota sem piedade. O monstro grunhiu e as duas seguiram em frente, sem matá-lo.

— Obrigada, Lili...

— Vamos acelerar o passo. Precisamos chegar antes do amanhecer!

— Sim!

Do acampamento que fizeram, Arthur abriu os olhos com um impulso. Em cima do tronco de uma árvore, ele havia pegado no sono, mas ainda estava alerta para qualquer coisa que acontecesse. Foi quando ele sentiu a explosão de agora.

O garoto levantou e olhou para o mini acampamento que tinham feito. Faltavam duas pessoas ali. E ele já sabia quem eram...

..........................

Nos Hecatônquiros, as Fúrias estavam reunidas com Keith, próximos a uma passagem secreta que só as três conheciam. Essa passagem levava até o Palácio dos Destinos sem a necessidade de passar pelas Plêiades, um baita corta caminho.

— Muito bem, dessa vez irei prosseguir sem paralisações. Cuidem bem da passagem. – Keith disse, com seu maquiavélico sorriso de sempre.

— Não precisa nem dizer. Em breve, o destino de todo o mundo será nosso. – Respondeu Alecto, também com um sorriso no rosto. Keith apenas assentiu de olhos fechados.

— Vocês estão se divertindo? – A voz feminina perguntou enquanto se aproximava.

Keith, Alecto, Megera e Tisífone olharam para a esquerda e viram Hazel, Dante e Dirk se aproximarem andando após retornarem das Ruínas do Esquecimento.

— Impossível. – Keith respondeu, se lembrando de algo após isso – Ah, quero pedir uma coisa antes de ir. Dante e Dirk, vocês vão comigo. Hazel fica aqui com as Fúrias fechando a passagem.

— Tem certeza? – Hazel perguntou, sorrindo.

— Sim, vocês ficarão responsáveis pela guarda da prisão. Enquanto nós três avançamos, vocês ganham tempo até chegarmos e também irão impedir a passagem dos Dez Apóstolos para as Plêiades. Por favor tomem conta dela, Fúrias. – Keith sorria maliciosamente enquanto falava. Seu olhar era cortante como uma navalha. Tinha algo diferente aí...

— Não se preocupe. Pode ir sem pressa.

“Vamos ver se vocês são boas o bastante, degeneradas...”, ele pensou consigo mesmo, sorrindo por dentro e por fora.

— Muito bem. Nos despedimos aqui.

— Por enquanto, não é? – Alecto rebateu confiante, sorrindo. Keith se virou e parou até dar uma leve risada.

— Pois é... Vamos lá Dirk, Dante.

— Ok! – Dirk respondeu, levantando o braço, bastante animado. Dante apenas assentiu de olhos fechados.

Os três então partiram para onde o caminho mostrava, o caminho secreto que nem os deuses conheciam, criado pelas próprias Fúrias. O alvo eram as Irmãs do Destino.

Hazel e as três Fúrias acompanharam a ida dos três até seu próximo e último objetivo, até eles sumirem de suas vistas...

— Ok, vamos trabalhar bem. Provavelmente aqueles dez vão vir atrás do seu líder. Fiquem espertas!

Hazel pulou para uma pequena viela na gigantesca prisão abaixo e começou a andar após dar as ordens para Alecto, Megera e Tisífone. As três que trataram aquilo como uma ordem mesmo, franziram a testa e ergueram as sobrancelhas.

Ninguém dava ordens a elas, a não ser elas mesmas.

— E onde você vai? – Alecto perguntou, com um tom rústico.

— Dar uma volta, conhecer o local. É bom saber de ponta a ponta sobre a área que vamos batalhar, não é? Deixo a defesa com vocês. Qualquer coisa, me chamem...!

— Hmpf. – Alecto bufou. Megera franziu a testa e semicerrou os olhos.

“Humana insolente... juro que vou te matar em breve.”, pensou a Fúria que possuía os quatro gigantes tentáculos nas costas.

Enquanto Hazel dava uma volta e as Fúrias a observavam, Keith com Dirk e Dante seguiam caminhando pelo caminho apresentado pelas três.

— Mas, Keith, você é muito precavido, não é? – Dirk perguntou, ainda animado. Keith apenas deu de ombros e seguiu andando, mas resolveu responder.

— Sobre o que, Dirk?

— Você não engana ninguém, cara! Bem... só elas, né?! – Dirk falou sarcasticamente, dando uma risadinha no final

— Então vocês descobriram, hein...? Eu não estava errado em manter vocês como meus aliados... Belo observador.

— Claro que sim, estava na cara! Mas quem diria que você conseguiria usar logo as Fúrias assim, na palma de sua mão. Você... mudou mesmo, né?

A expressão divertida de Dirk, de repente mudou para um semblante mais sério e preocupado com sua última pergunta. Dante apenas olhou de canto para Keith, que riu.

— Eu só quero destruir... O que acontece com os outros não serve de nada para mim. – Ele respondeu, novamente, com aquele olhar assustador – Eventualmente, eles virão atrás delas e lutarão. E com certeza, elas vão perder...

— ...

— E então... – Keith alargou seu sorriso, ao proferir pela metade a frase...

......................

— Ah, eu adormeci...

Damon recobrou a consciência ao despertar e abrir lentamente os olhos ainda nos Hecatônquiros. Ele tentou se mexer, mas seguia aprisionado pelas correntes de aço, nas mãos e nos pés.

— Que chatice. Pensei tanto em um plano para sairmos vitoriosos... – Ele fechou seus olhos e após isso suspirou – Mas ainda tem bastante coisa pra acontecer, não é? Ainda não acabou... esse jogo...

Damon estava quase adormecendo de novo, falando consigo mesmo, ou até com outra pessoa desconhecida, quando ele abriu novamente seus olhos com dois frissons idênticos. Quando ele se olhou, caiu de onde estava e parou de pé no chão.

Livre.

— Hã?!

Damon, aparentemente surpreso, olhou para mãos e pés e certificou-se que estava solto. Mas, quem o soltou, ele se perguntava. E a resposta veio logo em seguida.

— Não entenda mal. – A voz feminina e intimidadora faz Damon olhar para o lado com velocidade. A garota de cabelo metade vermelho forte, metade escuro, Hazel, estava ali, sentada na grande janela do local onde Damon estava aprisionado!

— Você é-!

— Já disse para não entender mal. – Hazel disse, o interrompendo – Não vim para te salvar nem nada. Isso é apenas um dos passos à serem concluídos.

Os olhos de Damon brilhavam de tão arregalados que estavam. Hazel era uma inimiga e estava em aliança com as Fúrias, junta dos demais Imperadores da Escuridão. Então, por qual motivo ela libertaria o líder de seus inimigos?

E também...

— Passos?

— A partir daqui não é de seu interesse. Aproveite a estadia. Te libertei agora, mas é só questão de tempo até todos vocês morrerem de uma vez.

Hazel terminou de falar com um sorriso fortíssimo, que fez o garoto gelar. Seus olhos vermelhos refletiam na escuridão do local, o da esquerda chegando a ser mais claro que o da esquerda... Ela pulou da janela em seguida e desapareceu da vista de Damon, que foi até a janela e procurou por ela, que não estava mais ali.

— Algo me diz para não se preocupar com detalhes demais agora...

Damon olhou pela janela a fora, vendo a gigantesca prisão em forma de labirinto. Vielas e caminhos se interligavam e se espalhavam por diversos locais aleatórios, seja um do lado outro, um em cima do outro, ou vice-versa.

Eram os Hecatônquiros, os monstros gigantes de cem mãos e cinquenta cabeças ao todo!

— Primeiro preciso achar minha espada. Tenho que dar um jeito de não me encontrar com nenhuma das três. Sem uma arma seria perigoso. Além disso, eu estou um pouco ferido, isso pode limitar meus movimentos.

Damon analisou toda a sua situação atual. Levando em conta os ferimentos que tinha, não seria nada tão complicado assim, o problema eram os dois buracos em seu corpo. Um no braço esquerdo e um no peito esquerdo, ambos abertos pelos tentáculos afiados de Megera.

Ele analisou a situação das profundas feridas. Aparentemente dava para se mover sem muito esforço.

— É verdade! Minha irmã Atena me deu dois frascos daquela poção que usei antes da missão das Górgonas! Será que tá aqui ainda...? Achei!

Por sorte ele carregava consigo em sua bermuda um frasco com a poção que Atena deu a ele na missão da Criméia, que ele não usou. Após procurar ele conseguiu encontrar, estava ali mesmo, intacto.

Damon tomou o liquido do frasco e se sentiu parcialmente revigorado. O efeito da poção inibiu o escapamento de sangue e as dores agudas dos ferimentos. Dava para ficar assim por, no máximo, trinta minutos.

Ele teria que ser rápido para encontra a Ryūken e dar o fora dali, lutar não seria opção. Talvez alguém podia estar vindo para ajudar, mas as chances eram inferiores a 30%.

Todo esse plano de Damon foi em prol disso, ele contava que, pelo menos Chloe ou Daisy que tinham uma percepção fora do normal descobrissem. Mas ele não podia se agarrar nessa esperança.

Ele acreditava cegamente em seus amigos e companheiros, mas precisava manter os pés no chão e analisar todas as possibilidades. Na pior das hipóteses, ele teria que encontrar sua espada em um lugar gigantesco em apenas trinta minutos.

— Bom, eu não sou de pensar muito então...

Damon pulou da janela para onde Hazel tinha pulado. Ele caiu sobre os ares e parou ao chão em uma manobra acrobática para ajeitar o corpo e não sofrer danos na queda.

A poção veio a calhar e não fazia Damon sentir dores com suas feridas mais profundas. Dava para aguentar...

— Não há o que fazer. – Ele se levantou e olhou a sua volta. Haviam diferentes e enormes prisões seguindo pelos caminhos a frente. Tudo era envolto e decorado exclusivamente com isso – Então, vamos começar a busca!

Damon começou a correr...

 

***

 

Daisy e Lilith seguiam a caminho dos Hecatônquiros. Elas haviam passado por inúmeras batalhas contra minotauros e legionários. Por sorte não haviam encontrado nenhum ciclope ou centauro, o que dificultaria mais ainda seu caminho.

O céu já estava clareando mais ainda. Devia ser por volta de 5h ou 6h da manhã. Mesmo assim, as duas avançavam a toda velocidade.

— Devemos estar perto! Não falta muito!

— Sim!

— Então, vam-!

— Onde acham que vão? – Lilith e Daisy pararam bruscamente quando viram Arthur na frente das duas com seu olhar vermelho e imponente.

— Arthurzinho...?!

— Arthur...

Arthur fez as duas recuarem, tamanha sua presença poderosa. Realmente, ele era o mais forte dos Dez Apóstolos. Mas Lilith se segurou e tomou coragem.

— Estamos indo resgatar Damon!

— Você é idiota por acaso? Vocês duas não são páreas para as três. – Disse com os braços cruzados, olhar cortante.

— Não iremos lutar com elas! Só vamos resgatar o Damon!

— Você é muito irresponsável, Lilith.

Lilith parou de falar após o tom cortante dele. Era raro Arthur se dirigir a alguém pelo nome. Ele era orgulhoso demais para isso, mas talvez seja por esse motivo que Lilith ficou em silêncio.

Mesmo que ela tentasse passar à força, ela seria derrotada em minutos ou até mesmo segundos. O mesmo para Daisy, por mais excepcional que a garota fosse. Lilith cerrou seu punho e o apertou com força enquanto fechava os olhos forçadamente.

— Damon pediu para ninguém interferir. Ele não quis arriscar a vida de nenhum de nós, de vocês, principalmente.

— Mas...!

— Você além de estar se arriscando, está arriscando a irmã mais nova dele sem motivo.

Lilith só escutou e depois ficou cabisbaixa. As palavras de Arthur eram secas e cortantes a cada vez que ele falava, e ia piorando, o que fazia Lilith desistir de todos os argumentos que ela poderia ter. Daisy apenas observava, também com um olhar cabisbaixo.

E então, Arthur escutou leves gotas colidirem com o solo...

— Desculpe...

Foi Lilith quem falou.

—Eu só...

Sua voz mal podia ser escutada.

— Eu só queria ser mais forte para proteger aquele que eu amo...!

Lágrimas caíam de seus olhos enquanto ela se forçava a de pé. Arthur não mudou a expressão de seu olhar cortante e isso fez o clima pesar ainda mais.

— Lili... – Daisy apenas observava o sofrimento de Lilith, que ainda parecia maior que o seu.

Uma amiga e uma irmã.

Normalmente a irmã sofreria mais, mas parece que Daisy já pôs tudo para fora naquele momento do dia anterior. E Lilith estava segurando isso tudo dentro de si até o momento atual.

E agora ela colocara tudo de uma vez para fora...

— Eu sei disso. Por isso, você não vai sozinha.

— Hã...? – Arthur não mudou seu tom, mas fez Lilith e Daisy o olharem com olhos arregalados. As lágrimas seguiam caindo como cachoeiras pelos olhos vermelho-rubi de Lilith...

— Aaaah! Pessoal!

Todos apareceram ali de uma vez. Grey, Elaine, Julie, Chloe, Brandt, Meade, Silver.

Arthur.

Lilith e Daisy.

Os Dez Apóstolos estavam prontos para resgatar a peça que faltava. A peça mais importante. O pilar de tudo isso, que os levaria certamente à vitória. Por que? A resposta é simples.

— Vocês...

— Isso foi tudo plano do Arthur, sabe? Ficamos escondidos e escutamos tudo! – Grey falou, dando um sorriso.

— Ninguém é mais importante do que ninguém aqui... – Elaine se aproximou de Lilith, que ainda chorava boquiaberta, e a abraçou – Apenas juntos podemos vencer qualquer coisa, não é...?

— Elaine... – Lilith murmurou lentamente.

Se faltar alguém, não conseguiremos concluir essa missão. Na verdade, nenhuma... – Chloe foi quem falou agora – Todas as peças são necessárias para chegarmos ao nosso destino.

— Damon me deu a liderança do grupo. Então, como líder eu digo: nossa missão atual é resgatar Damon das Fúrias. – Arthur ordenou a todos que sorriram confiantes e em coro gritaram.

— SIM!

— Pessoal... – Lilith deu uma risada e esfregou suas lágrimas, as secando. Daisy parou ao seu lado e as duas se entreolharam, sorrindo – Fazendo eu desperdiçar lágrimas atoa, vocês são malvados...

A filha de Hades e Perséfone olhou para frente, sorrindo. Sua confiança poderia ser sentida de longe. E foi sentida...

Damon, correndo pelos Hecatônquiros, sentiu uma energia estranhamente positiva e olhou para o lado. Ele não pensou muito e continuou seguindo em frente. Talvez deveria ser sua imaginação, por isso não podia perder tempo.

— Ouçam. Não será tolerado falhas.

— Vamos completar essa missão e ir até as Irmãs do Destino custe o que custar, todos juntos! – Silver exclamou.

— Sim! Vamos!

Eles começaram a ir para os Hecatônquiros. Os dez. E agora, a hora estava chegando. Lilith colocou a mão em seu peito, sorrindo de felicidade e ao mesmo tempo confiança renovada.

“Espere por nós Damon. Eu estou-. Não, nós estamos indo te salvar!”

Hazel estava no topo de uma torre na Prisão dos Condenados, balançando suas duas pernas. Ela ainda podia ver a lua minguante que ia desaparecendo conforme o céu clareava com o nascer do Sol.

— Parece que vai finalmente começar, Keith... o domínio de sua ‘destruição’ que fez todos nós chegarmos até aqui, comandados por você... Esse destino será nosso...!

Ela deu um sorriso.

Um sorriso tirano...


[Movidos pelos sentimentos... A ordem de resgate se inicia!!]

[Com motivos misteriosos e sombrios, Hazel liberta Damon que parte para sua liberdade!! Os Dez Apóstolos iniciam sua jogada para resgatar seu companheiro!!]


Continua no 57º Mito: "Prisão dos Condenados"

Por Sora | 14/03/18 às 12:04 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen