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57º Mito - Prisão dos Condenados

Epopeia do Fim (EDF)

57º Mito - Prisão dos Condenados

Autor: Sora | QC: Amnésia

— Finalmente eles resolveram ir. – Disse o Rei dos Deuses, Zeus, ao alongar suas barbas brancas.

— O que Damon fez foi irresponsável. Ele está pondo a vida dele em risco. Tudo bem que isso fazia parte de seu plano para saírem com a vitória, mas ainda assim, foi irresponsável... – Atena refugou e murmurou para si – E se elas não...

— Elas não o mataram ainda. – Ouvindo sua filha e respondendo ao mesmo tempo, Zeus deu seu veredito.

— Meu pai, como sabe disso? Não podemos observar os Hecatônquiros por aqui.

Haviam, de fato, poucos locais que a Piscina da Vidência não alcançava. Além do Museion e do Templo dos Destinos, os Hecatônquiros eram um deles por motivos e causas desconhecidas.

— Se eu conheço as Fúrias, sei que o feitio delas não é matar por matar. Elas castigam os opositores antes de qualquer coisa, esse é o divertimento delas...

— Então, elas estão torturando ele...?

— É provável que sim.

Era um jeito de ver, as Fúrias adoravam a tortura antes da matança. Na verdade, elas só puniam os mortais e não matavam, esse era o dever delas. Ou seja, Damon provavelmente estava vivo.

— I-Isso é...

— Não se preocupe. Se eu conheço o Damon, ele já deve ter tramado algo.

— Espero que sim... – Zeus não parecia tão preocupado a esse ponto, já Atena estava uma pilha. Ela quem mandou eles para essa missão. É o normal a se ficar – Eu vou dar uma saída. – Atena se levantou após se acalmar um pouco.

— Não quer saber o que vai acontecer?

— Claro que quero. É bem rápido. Nós não poderemos ver o que vai acontecer se eles entrarem nos Hecatônquiros mesmo.

— Verdade, bem-dito.

— Então, com sua licença. – Atena se curvou em reverência, pedindo a licença do Rei dos Deuses e se dirigiu até o lado de fora.

Quando saiu ela deu de cara com Ártemis, que andava até a porta da sala onde estava.

— Irmã...! – Apesar de já esperar que isso acontecesse em algum momento, Atena se surpreendeu um pouco.

— Atena, deixe-me falar com vosso pai. – A Deusa da Lua foi bem direta.

— Mas o quê...?

Atena levou seu olhar para o lado de Ártemis quando percebeu alguém a mais ali. E ela viu Bluebell do lado da Deusa da Lua, com uma expressão fechada. A garota viu que a deusa a olhou e desviou o olhar para o lado.

— Era isso que você queria... não é?

— Ela vai ser de grande ajuda. – Ártemis a olhou sorrindo enquanto não respondeu entre ‘sim’ ou ‘não’. Mesmo assim, ficou bem claro que a resposta era ‘sim’. Bluebell olhou lateralmente para Atena – E bem, eu consegui encontrar, com bastante persistência, uma razão para isso tudo.

— Uma razão...?

— Por que não conta para ela também, Bellzinha? – Ártemis deu um sorriso fechado.

— Q-Que?! – Bluebell não acreditou no que Ártemis disse e olhou envergonhada para Atena, que inclinou levemente a cabeça para o lado, a fazendo ficar corada. Bluebell então engoliu seco e pigarreou – B-Bom... – Murmurou – Irei contar...

 

***

 

Duas pessoas, um garoto de curto cabelo escuro com olhos da mesma cor e uma garota de cabelo também curto com duas trancinhas cobrindo suas orelhas, de cor creme, e olhos de cor azul céu...

Leon e Iris estavam indo para perto dos Hecatônquiros, procurando pelos Dez Apóstolos. Após alguns inconvenientes no caminho que os atrasaram, eles chegaram até próximo ao local.

— É aqui o lugar que Keith faloooou? – Iris, já consciente, perguntou enquanto avançava em velocidade.

— Sim... – Leon respondeu.

— Mas Leooon. Agora que recobramos nossa consciência, o que vamos fazeeer?

— Eu não sei. Tudo isso está muito estranho. – Ele olhava para frente, pensativo, enquanto seguia avançando pelas árvores da floresta – É como se Keith conseguisse subconscientemente controlar nossas emoções e obrigarmos a ficar ao lado dele.

— Siiiim! Eu também senti isso! Como se eu estivesse presa pela aura estranha deleee!

— E após nossas derrotas, voltamos ao normal. Certamente tem algo estranho aqui. – Após pararem em um local com bastantes árvores, Leon olhou para o lado – Se abaixe...!

Ele pegou no ombro de Iris e os dois se esconderam na copa de uma das árvores mais robustas ali. Tisífone flutuava sobre a entrada dos gigantes que formavam as prisões labirintais dos Hecatônquiros  

— Essa é uma das Fúrias?!

— Provavelmente. – Leon olhou para os lados novamente. Não havia mais ninguém ali – Vamos esperar aqui. Tenho o pressentimento de que algo grande vai acontecer, enquanto isso esperemos.

— Isso é chaaaato. – Iris fez bico.

— Mas é necessário.

“O que será que eu perdi nesses dois dias?”, Leon se perguntou.

Ele e Iris haviam sido derrotados por Brandt, Julie e Chloe no primeiro dia que chegaram à Ilha da Criação e ficaram desacordados até o anoitecer. Ao acordar, Leon pegou Iris e os dois partiram até o caminho que eles estavam fazendo.

Ambos os dois passaram por todos os lugares que os Dez Apóstolos passaram, incluindo o Pântano das Lágrimas Perdidas e as Ruínas do Esquecimento.

Provavelmente a derrota mexeu com os dois e os fez “voltar ao normal”, como ele mesmo disse.

“Afinal, por que tudo isso começou mesmo...?”

Desde quando estavam assim? Desde quando tinham objetivos tão destrutivos em mente? Desde quando Keith havia se tornado isso?

Essas perguntas mergulhavam pela mente de Leon. Afinal, não tinha outra alternativa? A mente de ambos estavam uma confusão total.

Quem... Quem começou tudo isso?

Concordamos com isso tudo pois Keith nos salvou, a todos nós. Ele criou uma família, antes dos Imperadores nascerem. Seguimos ele até qualquer lugar. Mas de alguma fora, eu sabia que isso não estava certo.

Sabia, sabia, sabia, sabia. Ele nos controlou com aquela coisa e aquilo também fez com que algo despertasse dentro de nós. E algo parecido aconteceu com aquele garoto, o Brandt. Algo estranho...

Algo...

Alguém...

Aquele não é o nosso Keith...!

 

***

 

Damon seguia correndo pelos Hecatônquiros, a Prisão dos Condenados, procurando a Ryūken, sua Arma Divina. Ele ia furtivamente para não deixar ser visto por ninguém, ou um possível guarda, ou as próprias ‘donas da casa’...

Com certeza sua espada estava com uma das Fúrias ele tinha convicção disso. Já se passaram dez minutos desde quando ele tomou a poção, resumindo, precisava se apressar. Mas algo estava estranho...

— Hm...

Damon, atrás de uma pilastra grande, observou o que estava pelo caminho a sua frente. Nada além de passagens livres.

Nenhum guarda, nenhuma criatura que se passasse de guarda, nenhuma criatura que estivesse sendo controlada como guarda. Absolutamente nada.

— Isso aqui está bem calmo para uma prisão. – Ele prosseguiu até a próxima pilastra que dava perto de uma porta, ainda sorrateiro – Falando nisso, não vi nenhum outro prisioneiro até aqui.

Com certeza alguém já tentou desbravar a Ilha da Criação e foi em busca das Irmãs do Destino. De todos esses anos imemoráveis, alguém já tentou. Pelo menos alguém...

E as Fúrias não iriam perder essa nem por um decreto. Provavelmente teriam vários mortais aqui, na Prisão dos Condenados, era o esperado, mas Damon não via ninguém.

Até agora...

O garoto abriu a porta e viu, de cara, inúmeras celas que se estendiam pelo corredor. Em cada cela, no máximo três pessoas, totalmente machucadas e maltratadas. Damon ficou abismado com a visão, ele acabou de falar que não viu quase ninguém e se depara com isso não faz nem um minuto depois...

Esse era o prazer das Fúrias. Torturar até a morte inevitável. Os prisioneiros ali não tinham uma segunda chance. Quem entrasse nos Hecatônquiros, a Prisão dos Condenados, jamais sairia de lá com vida.

Os prisioneiros olharam para Damon assim que a porta se abriu, com medo de que fosse uma das Fúrias. Eles não tinham mais nenhum fogo de vida nos olhos. Nenhuma esperança. Nada. Naqueles olhos que estavam na direção de Damon, só havia desespero e desejo pela morte rápida.

— Você... você não é uma Fúria...! – A voz do homem na primeira cela era trêmula, resultado de dias, meses, até possíveis anos de tortura – Você veio nos salvar...!

— Eu... – Damon não soube o que falar, engolindo seco, um aperto de matar em seu peito.

Qual seria sua resposta? Doía só de olhar, só de imaginar. Esses seres humanos sem uma segunda chance, à deriva da morte iminente, eles tinham famílias, esposas, filhos e filhas. E pensar que, nunca mais as veria. Nunca mais...

Mas ele não tinha garantia que eles iriam sobreviver mesmo após serem libertos. Damon pensou, pensou, pensou, pensou a ponto de perder quase dois minutos só colocando sua cabeça para trabalhar nisso.

Àquela altura não importava mais, ele precisava fazer algo. Mas se fizesse, as Fúrias teriam atitudes mais cruéis e só de imaginar isso, ele hesitava em sua decisão final. Afinal, sozinho, nesse estado e sem sua Arma Divina, não poderia dar conta das três. Talvez nem com ela...

— Só esperem mais um pouco...

Essas foram as únicas palavras de Damon, um murmúrio que aparentemente apenas ele mesmo ouviu. Ele sabia o fardo que tinha tomado para si. O outro fardo.

Sua missão não era essa, mas ele não aceitava ver o que estava diante de seus olhos. Ele então, reuniu a coragem e a força e foi andando para tentar chegar ao outro extremo do corredor. Mais prisioneiros clamavam por ajuda, agradeciam aos deuses por uma pessoa ter vindo para salvá-los.

Damon apenas seguiu em frente, sem proferir uma palavra sequer, com passos rápidos. Derrotar as Fúrias, além de tirar um problema gigante do caminho e abrir a passagem para as Plêiades, iria libertá-los. Eram três coelhos em uma cajadada só. Valia a pena arriscar. Não valia...?

Mas primeiro, concentração e foco. Ele precisava achar a Ryūken e fugir dali. E, ainda por cima, sem ser notado pelas Fúrias. Mas isso parecia estar prestes a ficar mais complicado ainda.

Damon abriu a porta e andou mais um pouco até outro pilar de pedra nas sombras, deixando a sala dos prisioneiros para trás e retomando a concentração para o que precisava fazer agora.

Ele olhou para o que parecia ser um mini templo na virada da pequena ‘esquina’ daquele labirinto infernal. Com certeza era de uma das Fúrias, logo, a sua espada podia estar ali. Como também não podia.

Uma delas – das Fúrias – podia estar ali.

Como também não podia...

Ao analisar as poucas opções que tinha, Damon sentiu um perigo em suas costas. Em cima. Um ataque fulminante que veio como um tiro, quase partiu o chão ao meio.

— Quem está aí? – A Fúria Alecto, que estava com a palma de sua mão apontada para onde havia atirado, perguntou. Ela não viu ninguém.

“Que bom, ela ainda não sabe que sou eu.”, Damon suspirou. Ele pensou em se esconder, pois já sabia que o pior cenário – talvez nem o pior ainda – apareceu.

— Não me faça falar outra vez. Se entregue ou morra.

“Tenho que pensar. Se ela está aqui fora, então o templo está inabitado. Mas, e se aquele for o templo de outra Fúria? As coisas só iriam ficar mais complicadas.”

Os pensamentos de Damon se tornaram um grande turbilhão de perguntas e respostas, chances e probabilidades.

— Você não me dá outra escolha.

Alecto levantou a mão novamente, reuniu um poder negro que se tornou uma pequena esfera e atirou. Damon olhou rapidamente e se esquivou no reflexo do ataque. A luz que começava a emanar do Sol que nascia, iluminou Damon exatamente na hora que ele parou na esquiva...

— Ah... – Ele suspirou com pesar e Alecto ergueu a voz, surpresa.

— Você?! Mas você estava preso! Como conseguiu sair?!

— Hehe. Você não acreditaria se eu contasse. – Damon resolveu aproveitar a situação criada por Hazel e escondeu que ela o soltou. Era a melhor forma de conseguir escapar dali.

— Então, pode morrer sem contar. – A Fúria semicerrou o olhar e falou mudando o tom de voz.

— Hein?

“Como assim, Alecto?! Não era isso que você tinha que falar!”

Como o plano de Damon foi por água abaixo, ele se obrigou a se pôr em situação de risco novamente. Seu blefe não funcionou, até que as Fúrias eram inteligentes nesse ponto.

Alecto abriu as duas mãos e as fechou em uma forma de círculo. Um grande poder abalou os Hecatônquiros. Megera, Tisífone e Hazel sentiram ao mesmo tempo. Uma esfera negra gigante se formou entre as mãos dela, aumentando a área de alcance.

— O que...?!

— Maldição de Nêmesis! – A esfera negra ficou ainda maior, fazendo Alecto erguer as mãos para cima, como certo personagem de anime – Morra!

Diferente do certo personagem de anime, ela não lançou a gigantesca esfera negra que estava formada. E sim, diversos ‘tiros’ menores começaram a sair da grande esfera, formando uma ‘chuva negra’ para cima de Damon.

— Merda! – O filho de Zeus foi correndo para se esquivar delas, enquanto as esferas destruíam tudo que tocavam... ou melhor.

Se desintegravam.

— Ahahahaha! Não adianta fugir, pirralho!

Damon estalou a língua. Ele subiu em uma pilastra e foi para o topo de uma das prisões, que ainda tinha uma pequena cobertura.

— Todo o cuidado foi em vão, merda. – Ele murmurou enquanto se escondia.

Ele olhou para os dois lados e viu uma espada fina, parecida com uma lança fincada ao chão. Damon pensou um pouco. Restavam apenas dez minutos do efeito da poção...

— Qualquer coisa serve! – Ele pegou a espada com um salto, ainda escondido, enquanto Alecto seguia o procurando atirando para todos os lados com a Maldição de Nemesis.

— Onde você está?! – A Fúria virou para o “prédio” onde Damon estava e atirou nele em seguida. O garoto esperou até o último minuto e pulou para o ar.

A Fúria viu. Damon então, girou em pleno ar, se posicionando na direção de Alecto e brandiu a pequena espada/lança que havia pego, fazendo ela arregalar os olhos em surpresa.

— Onda de Choque!

O golpe se chocou com uma esfera negra de Alecto, a maior. Elas colidiram até que a Onda de Choque de Damon se foi rapidamente. Ele notou antes e se encurvou no ar para evitar que a esfera negra acertasse ele. Damon pousou no chão e sentiu o braço esquerdo. Mesmo com o ataque não tendo desfeito a esfera, ele a danificou e a diminuiu.

— Seu maldito!

O efeito da poção começava a sumir...

“Não é tão forte como com a Ryūken.”

Damon pensou ao se esconder em um pilar, com sua mão na ferida do braço esquerdo que começava a latejar novamente de pouco em pouco.

“Tenho só mais dois ataques...”

Ele olhou para o lado, analisando o local se assustou ao ver que Megera estava quase dentro de seus olhos, sorrindo maleficamente. Uma explosão instantânea, que não deu nem chance de Damon reagir, fez com que Alecto olhasse para o lado. Ele caiu com força no chão, Megera estava à sua frente.

— Quem te deu permissão para fugir, pirralho?!

— E precisa disso...? - Damon respondeu com outra pergunta sorrindo, enquanto tentava se levantar, ficando de joelhos.

“Droga, agora são duas. Do jeito que está é questão de tempo até a outra chegar.”

— Vamos pôr ele em seu lugar. – Disse Alecto, fazendo uma nova esfera negra em sua mão.

— De acordo. – Megera estalou os dedos/garras de suas mãos e sorriu.

Agora, eram duas contra um. E elas atacaram Damon ao mesmo tempo com as esferas negras e os tentáculos de Megera. O garoto se esquivou como pôde e pulou.

— Onda de Choque!

Ele atacou para o chão, com o plano de fugir dali e ganhar tempo. A cortina de fumaça subiu e quando ele começou a fugir foi parado por um laser dourado que o acertou na barriga com força máxima. Ele caiu no chão e a espada improvisada quebrou.

Sangue saiu de sua nova ferida profunda e nem mesmo a poção deu jeito de amenizar aquilo em sua fase de efeito terminal. Damon ficou de joelhos e cuspiu mais sangue no chão.

— Desta vez vamos matá-lo direto. – Tisífone apareceu com sua águia dourada, Daimon.

As chances acabaram de chegar a zero.

— Ah, tome... – Tisífone jogou a Ryūken do lado de Damon, como um presente antes de morrer... – Isso vai deixar as coisas mais divertidas. Mas você não pode usar toda sua força nesse estado, não é?

Damon pegou a espada com sua mão direita e reuniu todas as suas forças para se levantar.

— Combinação Punitiva!

Diferente da última vez, Damon não conseguiu defender toda a sequência de golpes superfortes e velozes de Megera. A maioria deles acertou Damon e um deles foi diretamente na ferida em seu peito, que fez uma dor incrível e mais sangue sair.

— GAH!

— Voe! – Megera terminou com um soco em sua barriga, na ferida recém-formada por Tisífone, que o fez voar até cair.

“Droga! Eu estava tão perto. Mesmo com a Ryūken eu não posso lutar. Não nesse estado...!”

Megera se aproximou lentamente e pegou Damon por seu cabelo, o levantando ao ar. Ele não podia fazer mais nada...

— Você vai pagar pelo que fez agora...!

Mesmo assim, Damon sorriu.

O plano arriscado dele não deu certo. Encurralado pelas três Fúrias, fraco, totalmente ferido. A morte estava abraçando Damon. Mesmo assim, ele não parou de sorrir...

E fechou os olhos. Foi tudo muito rápido. Nada aconteceu por uns dez segundos, o que fez Damon voltar a abrir levemente os olhos. E quando ele viu...

O único que lhe restava, o braço direito de Megera que segurava Damon pelo cabelo, tombou ao chão, jorrando sangue, soltando ele, que caiu. A Fúria tremulava os olhos totalmente arregalados, enquanto suas duas irmãs estavam boquiabertas.

— O qu-!?!

— Megera!

Damon caiu de costas, sem poder se mexer, de braços abertos ainda segurando a Ryūken. Ele moveu lentamente seu olhar para cima e viu uma pessoa se aproximar. Era uma garota... e ele a conhecia.

— Por que...?! – Alecto não acreditava no que via. Muito menos Tisífone ou Megera.

— Foi mal. Mas... – Damon arregalou seus olhos quando viu quem era exatamente – Vocês não vão mais encostar um dedo nele!

Lilith estava com sua Foice do Inferno, Jigokuma sobre o ombro, encarando as Fúrias, com um sorriso convicto no rosto.


[Na hora do desespero, ela chega para salvá-lo!!]

[Em um novo combate mortal contra as Fúrias em seus domínios, Damon se vê sem saída. Porém, para evitar sua partida precoce, Lilith chega e se opõe às Fúrias!!]


Continua no 58º Mito: "Caminho Bloqueado"

Por Sora | 16/03/18 às 14:32 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen