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64º Mito - Desbotado: Parte 1

Epopeia do Fim (EDF)

64º Mito - Desbotado: Parte 1

Autor: Sora | QC: Amnésia

— Wooooooooooooow!!! Isso é que é batalha! Isso é que é diversão!!!

Láquesis acumulava amontoados de lágrimas no canto de seus olhos verdes enquanto observava.

— Eu esperei tanto tempo para poder ver isso de novo! É uma emoção inexplicável! – Comemorava de forma emocionada a Moira, com a batalha entre Daisy e Hazel.

Que ela mesma preparou, diga-se de passagem.

— As Fúrias foram mortas. A passagem para cá está livre agora. – Retrucou sua irmã, Átropos, com um olhar semicerrado que não era possível de se contemplar perfeitamente graças ao capuz negro que o cobria.

— Eles ainda precisam da aprovação das Plêiades. E ainda tem o Grande Abismo. Nossa, que incrível! Eu estou excitada com tantos acontecimentos que isso está proporcionando!

— Passar pelas Plêiades não será fácil, mesmo para eles. Mas também não é impossível. Afinal, eles mataram as Fúrias... – Átropos seguia encucada pelo fato de eles terem matado as Fúrias.

— Eu sabia que estava certa em deixá-los caminhar pelo próprio destino! Eu estavaaaaa!!!!

— Láquesis, você só decidiu isso faz alguns minutos... e ninguém do outro lado pôde ver.

— E já está dando resultado, não consegue enxergar não!?!

Láquesis mudou de ideia após novamente os Dez Apóstolos contrariarem seus destinos premeditados pela Moira, derrotando os Hecatônquiros e matando as Fúrias. Sem uma explicação, a única possibilidade que ela viu foi que eles estavam vencendo o destino que era lhes dado.

E então, a Moira ficou curiosa e fascinada com isso, decidindo deixar eles irem por contra própria, caminhando pelo próprio destino. Mesmo assim ela fazia algumas alterações lá e cá, mas ainda assim parecia funcionar cada vez menos. Algo bem estranho...

— Se controle, Láquesis. – Resmungou Átropos, ficando furiosa como de costume.

— Eu não consigo! Eu tento. Mas não dá! É inexplicavelmente mirabolante! O fato de que o destino deles é algo único que nem mesmo eu possa interferir mais! É A PRIMEIRA VEZ QUE VEJO ISSO!!

— Cloto. Favor, fale algo. – Átropos se virou para Cloto, que tecia os Fios do Destino na Roda da Fortuna, como de costume...

— Eu estou igual a Láquesis nesse momento. 

— Hã?!

— Apesar de eu não demonstrar tanto quanto ela, faz realmente muito tempo que não temos essa sensação. Desde a Grande Guerra tudo tem sido tão monótono... – Por um momento, Cloto pendeu sua delicada mão direita sobre um dos fios e parou – E esse é apenas o aperitivo do que está por vir...

— Você realmente sabe de algo, não é, irmã?! Por que não nos conta loooogoooo?! – Láquesis suplicava para Cloto contar o que sabia.

— Você já sabe que eles estão conseguindo contornar o destino. Precisa mais de algo?

— Hmmmm. Você com certeza sabe mais do que isso!

Cloto apenas trocou olhares com Láquesis, que hesitou, afinal, o olhar de sua irmã sempre era algo inexplicavelmente assustador e imponente. Átropos apenas observava tudo sem falar mais nada.

— Ah... – Suspirou Cloto – Se você acha isso, tudo bem. Mas não é mais interessante, para você, acompanhar o final disso? Vai perder...

— YAAAAH!!! É VERDADE!!!

Láquesis voltou seus olhares para a batalha, antes que Cloto terminasse seu múrmurio. Na verdade, não era bem isso nesse exato momento.

 

***

 

Novamente, os Hecatônquiros, os gigantes já mortos. A prisão recém-destruída. E agora, só era possível ver um globo enorme de fumaça negra misturado as plataformas que subiram do solo com o Mega Terremoto de Hazel.

E essa fumaça é o resultado do choque de um gigantesco meteoro – também parte da magia de Hazel – que entrava já na atmosfera terrestre e descia em alta velocidade, com a poderosa Arte Secreta dos Deuses de Daisy, o Big Bang.

Com o fim da magia de Hazel, que provavelmente foi destruída pela magia mais forte de Daisy, as plataformas terrestres voltaram ao chão, se encaixando perfeitamente, parecendo um quebra-cabeça montado à mão. Não era possível ver nada lá em cima. Nenhuma das duas...

— Onde estão elas...?!

— Resposta: Ali. – Julie apontou e rapidamente viu Hazel caindo, agora toda lesionada...

Por que Hazel está caindo lá de cima, você me pergunta? Porque ela acabou tendo que subir para controlar o gigantesco meteoro. Sim, assim que Daisy subiu para usar sua magia, Hazel fez o mesmo de onde estava simultaneamente. E, com o impacto fortíssimo do Big Bang que provocou ciclones e trovões, ela também sofreu danos graves.

— Daisy?! Daisy! Onde ela está?! – Damon se perguntou, enquanto olhava como todos para cima.

Hazel caía de olhos fechados, de cabeça para baixo. Realmente o impacto foi poderoso, o resultado disso foi que o corpo da mesma estava todo ferido, algo que não havia acontecido desde o começo da batalha entre as duas.

“Hahaha. Inacreditável. Uma garotinha dessas conseguiu me ferir tanto... Parece que eu acabei por aqui. Não posso mais acabar com os outros onze. Então...”

Essa não era a Hazel que falava.

“Sim. Acabou. Você perdeu, não é...?”

Essa era a Hazel que falava.

E então, lá de baixo, Damon colocou a mão por cima dos olhos e viu o que mais ninguém tinha visto. E com isso, ele deu um sorriso que ninguém entendeu, até olharem juntos para onde ele mirava.

— Te achei...!

Hazel abriu os olhos, assustada, quando sentiu algo estranho, olhando para cima se encurvando um pouco. Também ferida e também em queda livre, Daisy vinha em sua direção.

“Não é possível!” 

— ACABE COM ELA, DAISYYYYYYY! – Damon gritou, estendendo seu punho direito cerrado para o alto, enquanto todos observavam atônitos.

— HAAAAAAAAAAAH!

Sem poder fazer mais nada, Daisy deu o golpe final em Hazel com sua Espada Celestial, Tentaiken, de cima para baixo, abrindo uma enorme ferida em seu corpo. E ainda por cima, a garotinha teve a inteligência de colocar impulso na lâmina e jogar Hazel para baixo com mais força e velocidade, a fazendo cair no chão com uma força tão grande que provavelmente a deixaria incapacitada de prosseguir.

Todos olharam impressionados.

Hazel, a garota mais forte e perigosa dos Imperadores da Escuridão caiu derrotada, no chão. Não acreditava no que tinha acontecido, ser derrotada por uma criança... Era pior que a derrota sofrida por Bluebell na Criméia para Elaine.

Humilhação...

Daisy foi caindo, agora, sem mais força alguma para evitar uma queda dolorosa. Entretanto, Damon correu e pulou para pega-la, com sucesso. O tempo certo calculado fez ele dar um grande pulo e a segurar, deslizando em seguida com ela no colo e parando triunfalmente no chão. A Espada Celestial já tinha voltado ao estado normal, voltando a ser a Espada do Céu, Soraken.

— Como... eu, fui...? – Daisy abriu levemente seu olho direito, enquanto o esquerdo seguia fechado graças ao corte em seu supercílio. Ela falava com dificuldade devido aos ferimentos e ao extremo cansaço.

— Foi ótima! Realmente... – Damon sorriu, seguido por sua irmãzinha.

— Que bom... eu realmente queria... te surpreender com aquilo...

— É, você conseguiu. Nunca imaginei que você teria o raio do velhote. Aquilo foi incrível!

Todos seguiam boquiabertos e com os olhos arregalados, exceto como sempre por Arthur, Brandt e Julie, que ainda assim estavam surpresos e por um momento demonstravam isso.

Daisy venceu Hazel completamente!

Na frente de todos!

— Eu estou... exausta. Acho que vou... tirar um cochilo... para recuperar as forças.... – Daisy fechou seus olhos, sorrindo em paz.

— Antes disso. Grey, por favor. – Damon levou Daisy até Grey, que se desprendeu do choque.

— Uaah, tá bom!

 Ele usou a Luz da Cura nela sem ao menos pestanejar. Mas, isso não recuperava reiki, apenas curava as feridas. Daisy teria que recuperar a energia dormindo, do mesmo jeito que quando batalhou contra Damon.

Mesmo assim era importante. Suas feridas eram terríveis àquela altura.

“Daisy realmente é um monstro...”, Chloe pensava, ainda abismada. “Era isso que o Damon queria. Agora, a outra coisa...”, ela fez uma expressão mais séria e Julie a olhou.

— Essa é a penúltima vez que posso usar a Luz da Cura. Então...

— Sim. Agora teremos que tomar bastante cuidado pela frente...

— Obrigada, Greyzinho... – Daisy agradeceu com um leve sussurro, ainda ofegante e cansada, com um fraco e forçado sorriso.

— De nada. Mas, cara, isso foi cansativo...

Todos se aproximaram e se reuniram em volta de Grey, Damon e Daisy que estava sendo curada. A destruição podia ser vista por tudo ali. Agora o local estava irreconhecível.

Os Hecatônquiros tiveram suas almas extraídas por Lilith com seu Portal das Almas, tombando e destruindo assim a Prisão dos Condenados, libertando os prisioneiros para fugirem. As três poderosas e assustadoras Fúrias; Alecto, Megera e Tisífone morreram.

— Vamos ter que evitar lutar ao máximo até chegarmos nas Plêiades. Lilith e Silver não vão conseguir usar seu poder normalmente por um tempinho. Além disso, todos nós estamos exaustos. – Analisou Meade, olhando para todos. Silver já conseguia ficar de pé, enquanto Elaine carregava Lilith em seu ombro.

— Mas a Bellzinha está aqui também! – E foi ela mesmo que respondeu Meade, mostrando a garota de cabelo rosa.

— Ah... esqueci dela... – Meade murmurou, de forma irônica.

— COMO É QUE É?!

— Mas será que ela virá conosco de verdade...? – O garoto de cabelo verde se perguntou, colocando a mão sob o queixo.

— Falando nisso, ela disse que ia pedir ajuda em troca da ajuda dela. O que será que era?

Hazel estava caída no chão, no centro do pequeno buraco que sua queda provocou. Muito provavelmente, devido à queda fatal, teve diversos ossos quebrados e órgãos internos danificados, além de sua grande ferida na barriga provocada pelo último ataque de Daisy.

Dizer que ela estava à beira da morte não seria nenhum absurdo. Ela olhava para o céu azul da manhã que acabara de nascer completamenye. Porém, o céu começou a ficar nublado de repente. Chuva viria por aí, após tantas batalhas insanas...

Bluebell se aproximou do buraco, quase cratera, em que estava Hazel. Ela desceu um pouco e chegou até o lado dela, que seguia caída olhando para o céu com olhos fracos... com seus olhos puramente vermelhos.

— Pode rir, Bluebell...

Disse Hazel, sorrindo como uma criança. Sim, essa, a Hazel de sempre, aquela que Bluebell de fato conhecia. E isso a fez ter uma sensação de calma e alívio no peito ao mesmo tempo. Seus olhos agora, eram só vermelhos... nada de heterocromia.

— Eu perdi para uma criança... Apesar de ela ser assustadoramente forte... – Continuava Hazel, ainda sorrindo.

— Não há nada engraçado nisso. – Bluebell retrucou – Nós duas nos odiamos desde que nos conhecemos. Mas eu te considero uma grande amiga mesmo assim. Bem, talvez seja pelo motivo de que agora eu realmente entendo o significado de “amiga”...

— Bluebell... – Hazel a olhou. Ela não conseguia se mover.

— Eu vou salvar Keith! – Bluebell exclamou, fazendo Hazel arregalar seus olhos e prender uma risada. Mas, até mesmo sorrir era doloroso para ela nesse momento – Com a ajuda deles, nós podemos salva-lo! 

— Então por isso você se aliou a eles... Não para nos confrontar, mas sim nos salvar. Que conversão forte essa... – Hazel falou em um tom engraçado, dando leves risadinhas inaudíveis.

— Ei!

— Eu pensei que gostava desse Keith atual, sabe...? Pensei que conseguiria mais poder com ele assim. Mas acabei perdendo para mim mesma...

Hazel, com muitas dificuldades, levantou sua mão direita e a abriu, em direção ao céu enquanto a gigantesca nuvem de fumaça negra ia se dissipando e revelando os raios solares que atravessavam as nuvens que se aglomeravam.

— Nos odiamos, mas nos damos bem, não é...? – Ela perguntou, rindo baixo e Bluebell deu um sorriso em resposya.

— Sim. Fizemos muitas coisas erradas. Precisamos contribuir de alguma maneira para, pelo menos, amenizar isso, não é...?

As duas ficaram em silêncio. Hazel ainda não conseguia olhar para Bluebell. Ela mudou. Não, ela voltou a ser antiga Bluebell. E Hazel também podia fazer isso! E fez isso...

Se redimir pelos erros não é nenhum fardo, é uma escolha sincera. É o que Bluebell pensou e o que Hazel pensava agora, ao mesmo tempo.

— Mas, e os outros...? Miles, Leon e Iris ficaram para trás. Apenas sobraram Dante e Dirk...

— Não se preocupe com isso.

Uma voz veio distante, fazendo as duas olharem, além de todos os outros onze que estavam um pouco distantes dali. Leon e Iris, carregando Miles desacordado, apareceram diante das duas.

— Pergunta: Aqueles não são...?

— Os dois do começo. – Chloe a respondeu antes de sua irmã terminar a pergunta.

— E também o cara que bloqueou as memórias da Elaine... – Grey disse, com certo repúdio dentro de si.

Isso mesmo. No começo da Ilha da Criação, perto do Templo de Láquesis, houveram duas grandes batalhas.

Brandt enfrentou e derrotou Leon. Julie e Chloe enfrentaram e derrotaram Iris. Damon e os outros deixaram os dois nos Corcéis do Tempo em um local seguro para ninguém os encontrar e eles acabaram recobrando a consciência e vieram até aqui ainda assim.

Segundo, Ruínas do Esquecimento, onde houveram mais três batalhas. Naquela ocasião, Dirk e Dante apareceram pela primeira vez, confrontando Meade, Silver e Brandt. Hazel enfrentou Lilith e Arthur na sequência, batalhas que terminaram sem vencedores.

E Miles enfrentou Grey e Elaine. Ele conseguiu usar sua magia, Lost World, e bloqueou as memórias da filha de Ártemis que ficou temporariamente assim até ser curada por Cilo e recuperá-las totalmente. E Grey, tomado pela fúria, derrotou Miles com sua Arte Secreta dos Deuses.

— Leon, Iris! Miles também...! – Bluebell ficou surpresa ao vê-los depois de um bom tempo.

— Pensei que tinham sido derrotados... – Hazel também falou, enquanto os três se aproximavam.

— E fomos. Mas ele nos curou. – Leon respondeu, olhando para Grey que seguia curando Daisy, que já não tinha mais suas feridas.

— Ouvimos tuuuuudo que vocês falaram! – Iris correu até as duas e desceu a pequena cratera, sorrindo.

— Bom, eu-...

— Bluezinhaaaaa. – Iris a interrompeu, quase que entrando nos olhos da garota – Confiamos em você. Para salvar nosso amigo.

— Iris...

— Ela falou sério dessa vez. Percebeu que agora ela não esticou uma palavra? – Leon também desceu, junto com Miles carregado.

— Leoooon! – A garota de cabelo de cor creme com duas pequenas tranças em frente as orelhas, fez bico. Bluebell então deu um sorriso.

— Sim! Eu juro que irei salva-lo! – Os três olharam confiantes para Bluebell. Uma luz parcamente amarela começou a encobrir os cinco ali na cratera, e os fez olhar para trás.

— Ainda tenho um pouco sobrando. Não vai curar totalmente, mas é o suficiente para os dois mais feridos. – Grey estava usando o resto que podia da Luz da Cura para Hazel e Miles, os dois mais feridos.

— Então... – E junto dele, o resto dos Dez Apóstolos se aproximou dos cinco. Daisy estava sendo carregada pelo seu irmão, em suas costas – Esse era seu pedido?

— Sim. 

— Bem... já que ele também é uma pedra no nosso caminho, nada mais justo que cooperarmos... – Ele respondeu, fechando seus olhos.

— Sério?!

— Damon não mentiria sobre isso. Pode confiar nele! – Elaine respondeu sua amiga... sim sua amiga, Bluebell.

— Muito obrigada! Do fundo do meu coração eu agradeço por nos dar essa chance!! – Bluebell se curvou em reverência, agradecendo de verdade a eles, que ficaram sem reação.

— N-Não precisa disso tudo. Se salvarmos ele, ele não vai fazer o que quer e nossa missão estará concluída. Afinal, esse é nosso objetivo aqui. E bom... – Damon coçou a cabeça, procurando palavras para falar.

— O que?

— Como eu disse antes, aquela parada de alguém estar controlando a gente. O Keith. E também a Hazel. Isso muda os parâmetros... – No final Damon murmurou, com uma expressão mais séria.

— Ainda tem isso... – Lilith refugou, olhando para baixo, pensativa.

— Maaaas, sinto que as respostas irão chegar em breve!!

— Hein? Como?!

— Sei lá. Talvez seja intuição minha! Hehe! – Damon deu um sorriso, fazendo Bluebell e o resto dos Imperadores ficarem sem reação – Então, o que vocês vão fazer?

— Vá com eles e deixe a Hazel com a gente. – Leon foi rápido em falar, e Bluebell apenas o olhou.

— Acho que deu para melhorar a situação de vocês um pouco – Disse Grey, desfazendo a Luz da Cura. Agora ele só poderia usar mais uma vez, como o mesmo disse antes.

Mas foi o suficiente para melhorar as condições de Miles e Hazel, gravemente feridos. No mínimo, as queimaduras graves de Miles sumiram e as lesões internas de Hazel também. Se mover ainda seria complicado, mas Leon e Iris estavam com eles, ou seja, ambos dariam um jeito com certeza.

— Leon, Iris. Cuidem deles até retornarmos!

— Pode deixar com a gente. Vai na boa!

— Siiim! – Os dois responderam em sequência e Bluebell assentiu com um novo sorriso.

— Você... pirralha.

— Hã...? – Hazel chamou por Daisy, enquanto conseguia se sentar no chão e as duas se entreolharam. Sem graça, a garota de cabelo vermelho claro e escuro olhou para o lado, desviando o olhar.

— Você venceu... mas na próxima eu vencerei...!

Daisy parou por um momento, mas depois respondeu com um sorriso convicto.

— Aceito o desafio...! – E isso fez Hazel suspirar também com um sorriso para o lado.

— Estamos prontos? – Perguntou Chloe.

— Passagem para as Plêiades, aberta! Teremos que procurar por elas agora. Elas devem estar por algum lugar depois daqui, então vamos nessa! – Damon apontou para frente.

— Siim! – Todos levantaram os braços, dizendo em coro.

— Hazel, Leon, Iris. E também, Miles... – Bluebell olhou para cada um – Eu prometo que vou conseguir. Me esperem!

— Siiiim! E então voltaremos toooodos juntos!

— Não esquece de dar umas porradinhas no Dirk e no Dante para mim... – Disse Leon, com um sorriso sarcástico.

— Sim! – Bluebell respondeu e se virou para prosseguir junto com os Dez Apóstolos.

— Boa sorte, Bluebell... – Leon murmurou, ao mesmo tempo que Miles vagamente abriu seus olhos – Espero que possamos voltar a ser como antigamente. Como uma família...

E então, os doze seguiram em frente.


[Os sentimentos deles se conectam e os libertam!!]

[A batalha nos Hecatônquiros finalmente alcança sua conclusão!! Agora os Dez Apóstolos, juntos de Bluebell, avançam para o próximo objetivo!!]


Continua no 65º Mito - "Desbotado: Parte 2"

Por Sora | 28/03/18 às 12:39 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen