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65º Mito - Desbotado: Parte 2

Epopeia do Fim (EDF)

65º Mito - Desbotado: Parte 2

Autor: Sora | QC: Amnésia

— Acabou... QUE TRISTEZA!! – Láquesis exclamou, totalmente desanimada após o fim da grande batalha entre Daisy e Hazel...

— Vou ter que concordar. Foi uma luta bastante intrigante. – Sua irmã Átropos concluiu, ao mesmo tempo que cortava um Fio do Destino que se desintegrou como pó. Era o fim de mais uma vida...

— Intrigante?! – Láquesis perguntou com tom de nojo – Isso foi sensacional! Nunca fiquei tão excitada assim antes! E se já fiquei faz bastante tempo...!

— Agora eles terão as Plêiades. Estão quase chegando aqui...

— Minha irmã, Cloto já disse, não?! Passar por elas não será fácil.

— Veremos... – Átropos olhou para Láquesis com olhos semicerrados, e a mesma devolveu, com seu olhar irônico de sempre.

Enquanto isso, inerte à conversa que as suas duas irmãs tinham, Cloto olhava atentamente para a Roda da Fortuna e também para os demais Fios do Destino, tecidos e os que ainda seriam também.

Ela passou sua mão direita graciosamente sobre um desses tênues e infinitos fios.

— Ah, Zeus... – Murmurou a Moira – Essa era chegará ao fim em breve... graças a ti.

Cloto sorria, mas, seu semblante de repente mudou para um mais sério, olhando para cima com seus olhos de cor esmeralda...

Já no próprio Monte Olimpo, Atena estava boquiaberta com o desfecho da extraordinária batalha de Daisy contra Hazel.

— Daisy ficou muito forte... mas não acredito que você deu seu raio para ela! – Zeus não disse nada em resposta. Atena tentou continuar com o tema, porém, com um assunto diferente – Agora eles podem chegar nas Plêiades. E parece que não vão demorar!

— Daisy é pura e digna de receber meu raio. – Zeus respondeu, voltando ao assunto anterior – E nada mais.

— Se você diz, meu pai... – Atena falou com um tom de inveja.

— Então, irmã. Como estão seus bebezinhos?!

Do nada, o Mensageiro dos Deuses, Hermes, apareceu saltitando e jogando sua moeda para cima e para baixo, o que fez uma veia de Atena pular em sua testa. E logo agora...

— Hermes... – Em sua voz saiu um leve tom de raiva e nojo.

— Olá, pai! Soube que Ares esteve aqui! – Dizia o Mensageiro dos Deuses, cantarolando em volta do Rei dos Deuses, como se o quisesse irritar. Esse era o Hermes de sempre mesmo...

— E só queria problemas, como sempre.

Zeus deu de ombros, como sempre. Seu filho Hermes vivia para irritar os demais deuses, principalmente Atena, mas ele sabia que se fizesse isso com Zeus, ele iria mata-lo na hora, nem que isso burlasse sua própria regra de não-agressão entre os deuses.

— Sério?! Minha intuição diz que ele queria mais que isso...!

— Desde quando você tem intuição?

Atena colocou sua espada de bronze sobre o pescoço do Mensageiro dos Deuses em um movimento veloz, o que o fez recuar. Seu reiki borbulhava em irritação...

— Ei, ei, o que é isso?! Se acalme, se acalmeee!! – Hermes falou rápido e nervoso, suando horrores – Paizinho, me salveee!

— Atena!

Zeus deu um grito que estrondou o Olimpo inteiro. Atena olhou, assustada e guardou sua espada na hora. Hermes passou a mão em seu pescoço, aliviado por ter sido poupado, pois certamente Atena queria...

— Me desculpe pai... – A deusa se desculpou, sua voz estava trêmula.

— Você não se toca né, irmã!

— Hermes. Você também. – Assim como Atena, Hermes ficou assustado com o chamado de Zeus, que o olhou com uma pressão absurda.

— Desculpe, pai! Só quero saber como estão as coisas, só isso! – Disse o deus, balançando as mãos em sinal de paz. Atena estalou a língua e voltou a se sentar em frente à Piscina da Vidência.

— Eles mataram as Fúrias. – Ela respondeu com um murmúrio, mas o deus ouviu. Hermes ficou impressionado e arregalou seus olhos castanhos.

— Fúrias...? AQUELAS FÚRIAS?!

— Sim, Hermes. Sim... – Atena já estava sem paciência. Só a presença de Hermes já a fazia ficar dessa forma. Ela realmente o odiava mais que tudo.

— Que coisa absurda! Talvez minha opinião sobre eles estivesse um pouco errada...!

— Um pouco... – Novamente murmurou a deusa em tom de deboche.

— Olha só quem está aqui! – Uma voz feminina, graciosa e sedutora chamou a atenção dos três deuses que olharam ao mesmo tempo para a entrada da sala.

— Haha, olha só quem apareceu aqui...! – Hermes disse, cerrando seus olhos, com um sorriso torto.

Quem estava vindo na direção dos dois era uma bela deusa de cabelo liso e grande de cor branco, alvo como a neve. Ela era Íris, a Deusa do Arco-íris.

— O que está fazendo aqui, renegada?!

— Não é de seu interesse, deus errôneo. Não tenho nada a tratar contigo, um deus medíocre. – Ela respondeu, sempre com um sorriso angelical, porém com um tom de voz mais grave.

— Medíocre, é...?! Olha só quem fala, aquela que nem é filha do Rei dos Deuses e se diz uma deusa olímpica.

Agora foi a vez de Hermes ficar nervoso, olhando de forma assassina para Íris, que apenas dava risada disso tudo. Atena prendeu uma risada ao ver Hermes dessa maneira, algo que ela gostava pois ele sempre a fazia ficar desse jeito.

— Terei que dizer de novo...?!

Zeus bateu seu pé no chão e agora, o Olimpo de fato tremulou. Fortíssimos trovões abalaram a Cidade de Olímpia. Hermes então parou e Íris fechou seus olhos, se curvando ao Rei dos Deuses.

— Me perdoe, senhor Zeus. Vim ter uma pequena audiência com sua filha e deusa Atena e apenas isso... – Disse a deusa, como uma reza.

— Hmpf, acho que vou comer alguma coisa, estou com uma fome. Até mais! – Hermes saiu em seguida da sala rapidamente, olhando com nojo para Íris que nem o olhou.

— Desculpe pai. Eu não consigo me conter perto dele. Ele faz de tudo para me provocar. – Atena se desculpou pela irritação anterior a dele, a dela mesma.

— E ele consegue.

— Não é por que eu queira. Mas então, Íris, o que deseja agora?

— Senhora Atena, pode me dar um minuto de seu tempo?

Atena olhou para Zeus que deu de ombros como quase sempre. Ela então assentiu positivamente e se levantou, se dirigindo à deusa que estava a sua frente.

— Está bem. Vamos conversar.

As duas saíram da sala e ficaram do lado de fora. Íris andou até a frente de Atena, com as mãos na frente de seu corpo, sorrindo como sempre. Atena fechou a grande porta e voltou sua atenção para Íris.

— Então, o que deseja?

— Senhora Atena, peço que me torne sua serva fiel. Sua mensageira particular.

— Íris...?

Atena não entendia bem, mas se esforçou para não abrir um sorriso de desenvoltura agora. Íris, além de ser conhecida como Deusa do Arco-íris, também é conhecida como a Mensageira dos Deuses.

Apesar de que Hermes tenha a absoluta dominância nessa área e é o verdadeiro Mensageiro dos Deuses, ainda assim, as habilidades de Íris podiam ser facilmente equiparadas com a do deus. Por isso os dois se odeiam tanto.

— Você odeia ele, assim como eu. Não se sente desconfortável em depender dele para agregar informações vitais para a diplomacia olímpica?!

Como Deusa da Sabedoria, as questões diplomáticas, ainda que poucas, porém vitais, eram tudo responsabilidade de Atena. E graças a isso, a deusa precisava das informações do mensageiro, seu odiado irmão mais novo, Hermes.

— Eu posso te ajudar! Não só com esses assuntos, mas em qualquer coisa, se tornando sua mensageira particular!

Era algo que caiu literalmente dos céus para Atena naquele exato momento. Ter Íris trabalhando como sua parceira e mensageira particular era maravilhoso, de certa forma.

— Por que isso, de repente?

— Por que...? Eu apenas quero te ajudar e ajudar os que estão ao meu redor também.

“Entendi. Ela já sabe”, a deusa pensou com calma.

Sim, Íris sabia que os Dez Apóstolos estavam a poucos passos das Plêiades. E Íris, que não era filha de Zeus, mesmo assim era uma deusa. Isso porque ela é justamente filha de uma das Plêiades, Electra...

— Seu pedido caiu dos céus, pequena Íris. Com certeza eu aceito de muito bom grado sua oferta.

— Muitíssimo obrigada, senhora Atena! Finalmente poderei ser útil novamente...!

Desde que as Plêiades foram expulsas do Olimpo, Electra deixou Íris exatamente aos cuidados de Atena e, com muita persuasão, ela conseguiu fazer com que a pequena deusa ficasse no Olimpo, desde que sobre sua total responsabilidade. Atena era como uma segunda mãe para Íris, isso sem dúvida alguma.

— Vamos trabalhar juntas novamente, como sempre, Íris. Espero muito de sua ajuda.

— Sim, senhora Atena! – Íris respondeu com um branco e largo sorriso.

E, ali perto, encostado em uma pilastra de braços cruzados, estava uma pessoa com uma armadura de bronze, que escutava tudo e dava um sorriso amargo e perigoso...

 

***

 

Os doze estavam andando pela Ilha da Criação, em direção a suposta localização das Plêiades. Era uma área menos florestal que as demais que passaram, como um novo pequeno Átrio do Destino, com diversas esculturas e decorações de pedra e mármore.

Eles agora precisavam achar onde elas estavam e bingo, a passagem para as Irmãs do Destino estariam no papo. Eles chegaram tão longe, agora não poderiam fracassar.

— Daisy, como você está? – A pequena garota estava nas costas de Damon, de olhos fechados. Ela levemente abriu os olhos com o chamado de seu irmão.

— Eu estou bem, não se preocupe. 

— E vocês dois? – E ele agora virou para Lilith e Silver, que andavam junto dos outros, agora já podendo até mesmo caminharem por conta própria.

— Acho que já recuperei 60% da minha energia! – Disse Lilith, levantando seu punho cerrado com um sorriso.

— Eu também. – E Silver completou.

— Entendi. Isso é bom!

— Será que falta muito para chegarmos? - Perguntou Meade.

— Resposta: Estamos perto. – Respondeu Julie, observando atentamente ao redor, junto de Chloe, sua irmã.

— Estão vendo algo?

— Resposta: Estou sentindo um poder calmo e benévolo.

Isso mesmo, filha. – A voz já conhecida pelos Apóstolos ressoou na mente de todos. Depois de bastante tempo, Atena novamente voltava a falar com os onze... agora doze.

— Faz um tempinho, não é, irmã? – Damon olhou para cima e respondeu, sorrindo de forma torta.

Estive observando vocês na batalha dos Hecatônquiros. Vocês foram muito bem. Daisy também foi esplêndida. Vosso pai ficou bastante orgulhoso!

— Sério? Que bom...! – Daisy voltou a dormir na hora que comemorou. “Que instantânea”, pensou seu irmão.

— Então, o que houve agora?!

Sobre o que minha filha disse. Esse poder calmo e benévolo emanado é o das Plêiades. Sigam em frente e vocês encontrarão com elas. 

— Seguir em frente...?!

— Bom, vamos continuar então, né?

— Sim...

Os doze seguiram em frente como a deusa mandou e não viram nada demais. Eles continuaram seguindo e continuaram sem achar nada. E seguiram... Seguiram... Seguiram... Seguiram... Segui-.

— ESTAMOS INDO EM FRENTE HÁ TEMPO E NÃO ESTAMOS ACHANDO NADA!!!! – Gritou Damon, a plenos pulmões, acordando até mesmo Daisy em suas costas.

— Irmão...!

— Calma, Damon! Deve haver algo que não percebemos. – Chloe começou a pensar, olhando para os lados.

— Hmm. – Todos começaram a pensar em conjunto. Então...

— Pode ser um enigma – Chloe murmurou, enquanto pensava.

Bluebell olhou para os dois lados freneticamente e viu uma coisa estranha flutuando no ar. Parecia uma anomalia, como se fossem ondas finíssimas de água dançando no ar.

— Que tal isso aqui?! – Bluebell parou do lado da anomalia e a apresentou para os onze.

— Olha só isso... – Disse Damon, impressionado – Digo, que merda é essa?! – Disse Damon, irritado.

— E agora?

— Explicação: Minha mãe disse que as Plêiades estabelecem desafios para ganharmos o direito de ir até as Irmãs do Destino.

— Então, seria esse o primeiro...? – Lilith lentamente levou sua mão direita até a anomalia e de repente ela sumiu ao toque dela. – Hein...?!

— PARABÉNS, SUA IMBECIL!! AGORA NÃO SABEMOS O QUE FAZER!! – Damon gritou totalmente irritado com ela, que retrucou.

— E EU LÁ IA SABER, DROGA?!

— Não saia colocando a mão desse jeito em coisas que você não sabe o que é! Seus pais não te ensinaram isso não?! Você precisa ter cautela, e-.

Interrompendo Damon tragicamente, ele pisou em uma lacuna no chão que afundou uns dois palmos. Todos olharam, piscando os olhos e o garoto não sabia o que era aquilo...

— Você dizia...? – Lilith debochou, mas estava nervosa para o que iria vir.

E então uma nova parede se levantou do solo na esquerda de todos. E no centro dela, havia uma gema verde. Todos se aproximaram e observaram aquilo.

— Uma gema...?!

— Será que precisamos ti-? UAAAAAAAH!!!! – Antes de Lilith terminar de perguntar, Julie tirou a gema da abertura como se não fosse nada – JULIE, POR QUE?!

— Afirmação: Apenas julguei que seria mais plausível fazer isso logo.

— Tá, mas e agora...? O que tem que fazer...?! – Damon coçou sua cabeça, sem entender o objetivo desse desafio.

— Olha só, tem uma cor no topo da porta! – Elaine apontou, fazendo todos olharem ao mesmo tempo. A cor que estava ali era a de uma faixa pequena vermelha.

— Vermelho? Então...

— O outro está ali! – Bluebell pegou seu martelo e bateu no chão, fazendo uma onda de choque ir quebrando o solo até a outra parede. Todos observaram sem reação, com expressões cômicas.

E então, uma nova porta foi revelada, com uma faixa de cor verde no topo e uma gema azul no centro da mesma.

— Como você descobriu isso...?

— Intuição feminina? – Bluebell coçou o nariz, sorrindo.

— Nem você sabe?!

— Bom, agora temos as gemas azul e verde. Falta a vermelha. – Silver retirou a gema azul da porta

— Está aqui em baixo!

— QUE!?!

O golpe de Bluebell, além de revelar a segunda porta com a segunda gema, abriu também um buraco certeiro exatamente onde estava a terceira porta com a cor azul no topo e uma gema amarela.

— É amarela a gema! Falta uma porta! – Gritou Meade, ao pegar a gema amarela., junto com Brandt e Arthur, que estavam lá embaixo com ele.

— E-Está bem né... essa porta final (se for) não deve estar perto, portanto será difícil de achar. – Damon disse com um sorriso trêmulo.

— Ah, a última tá aqui, ó.

— P**RA!!!!

Chloe apontava para uma pequena cachoeira. A porta estava logo embaixo da queda d’água cristalina do local, finalmente com a faixa de cor amarela no topo e a gema vermelha.

— Olha a boca, Damon! O pessoal do outro lado não vai curtir!

— Por que vocês conseguem fazer as coisas ficarem tão simples assim?!

— Hehehe, imagine só os retornos dizendo que esse desafio poderia ser “melhor explorado”. – Lilith deu uma risada maligna, com um olhar maligno de ironia.

— QUE TIPO DE HISTÓRIA É ESSA?!

As quatro gemas – azul, amarela, verde e vermelha – estavam reunidas, assim como suas portas já estavam descobertas. E ao mesmo tempo, cada um foi para frente de sua respectiva porta.

— No três, pessoal! Um! Dois! Três!

No fim da contagem de Chloe, as quatro gemas foram colocadas em suas respectivas portas simultaneamente e começaram a brilhar intensamente. E então, lasers saíram das gemas e se colidiram, indicando uma passagem no ar. A tal da passagem foi iluminada pelas gemas e formou uma outra porta maior ainda, que até então estava invisível, com a luz...!

— Incrível...! – Murmurou Lilith, olhando para cima.

Não só uma porta, mas um templo gigantesco se formou com as quatro gemas. Na entrada da porta, havia um símbolo do aglomerado das Plêiades, as sete estrelas mais brilhantes da constelação de Touro.

— O grupo das estrelas, Plêiades. É aqui mesmo...!

— Sete Estrelas do Céu Azul... A lenda é real.

Todos observaram atentamente, impressionados, até que a porta se abriu levemente, liberando um ar frio e denso, mais denso até que o do Museion, quando eles encontraram as Nove Musas e seu templo.

E então, uma silhueta de uma bela mulher saiu da porta, sorrindo.

— Parabéns! – Sua voz era encantadora como a de uma divindade suprema – Vocês conseguiram achar o caminho até nós!

Seu cabelo liso de uma fina cor dourada ia até sua cintura. Sua vestimenta era um longo vestido negro que entrava em contraste com seu tom alvo de pele, mas que sutilmente chamava a atenção de todos. Seus olhos tinham uma cor azul-escuro, como o cosmos...

— Meu nome é Electra. Eu sou uma das Sete Estrelas do Céu Azul.

— Uma das Plêiades...! – Damon murmurou, impressionado, assim como todos os outros que fitavam.

— Muito bem-vindos ao Templo das Plêiades: Stellarium


[O proximo objetivo é alcançado: as Plêiades!!]

[Com um enigma facilmente vencido pelos Apóstolos, as Sete Estrelas do Céu Azul são alcançadas!! Um passo para as Irmãs do Destino!!]

Por Sora | 30/03/18 às 11:30 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen