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66º Mito - Destino Rachado

Epopeia do Fim (EDF)

66º Mito - Destino Rachado

Autor: Sora | QC: Amnésia

— Afinal, eles acabaram com esse enigma de forma bem simples...

Láquesis seguia observando o progresso de seus amados Dez Apóstolos, que agora eram onze... na verdade eram doze atualmente. Eles passaram facilmente do desafio para encontrar a porta principal do Stellarium, o templo das Plêiades. E foi bem fácil mesmo...

— Sabe, eu até me sinto como o Damon agora...

— Por que não controlou o desafio então para deixar mais difícil? – Perguntou a de capuz negro que cortava incontáveis Fios do Destino, Átropos.

— Para que?! Para eles burlarem o destino de novo?! Não, isso não daria certo nessas circunstancias!

— Bem... – Átropos ficou sem palavras e cortou mais um fio. Mais uma vida era perdida...

— Clotooooo! O que você acha que vai acontecer agora? !

— Como assim? – A menor, a líder Cloto, seguiu com suas atenções aos Fios do Destino ao perguntar.

— Ué, não dá mais para saber de fato qual vai ser o destino deles, não é?! Queria saber sua opinião sobre o que irá acontecer agora com as Plêiades!!

Cloto ficou em silêncio por um momento e depois deu um leve sorriso de canto para sua irmã eufórica e curiosa.

— Eles vão descobrir certas coisas interessantes...

— Hein? – Nem Láquesis e nem Átropos entenderam o significado disso.

— Apenas observem... – Disse Cloto, se virando com um sorriso que fez as duas paralisarem...

— Cloto... você...

“E agora. Eles vão descobrir aquilo que os defasa a algum tempo. Que divertido. Obrigada por isso, Láquesis. Sou grata a você...”

Cloto sorriu novamente e voltou a tecer os Fios do Destino na Roda da Fortuna...

 

***

 

— Então vocês também estão acostumados com esse nome...!

— Que...?

À frente dos Dez Apóstolos – mais Daisy e Bluebell – estava a linda mulher de vestido negro, pele alva, cabelo dourado e olhos azuis-escuros, Electra, uma das Plêiades, as Sete Estrelas do Céu Azul, como também são conhecidas.

— Não é nada. É que muitos nos chamam apenas de Plêiades mesmo. – Electra parecia mais gentil do que eles imaginavam. Ela deu uma leve risada enquanto respondia. 

— Mas vocês também têm esse outro codinome. Sete Estrelas do Céu Azul. 

— Podem nos chamar do que vocês preferirem. Mas, vamos logo ao que interessa...

— Direto ao ponto, assim que gosto...! – Damon deu um sorriso de escárnio com as palavras da Plêiade.

— Se vocês estão aqui, é porque querem a passagem para as Moiras. Sendo que alguns conseguiram burlar as regras e passaram sem estar aqui...

— Keith... – Bluebell murmurou, já sabendo do que se tratava, assim como os outros.

Keith passou direto, por um caminho secreto que apenas as Fúrias conheciam. E que foi destruído com a queda da Prisão dos Condenados e dos Hecatônquiros, consequentemente com a morte das três.

Mas, ainda assim, Electra e as Plêiades perceberam isso, e nada podiam fazer.

— Aaaaah, foram aquelas Fúrias. Mas já demos um jeito nelas!

— Vocês derrotaram as Erínias?! Incrível... – Disse Electra, impressionada e curiosa... – Nada mais justo que vocês estarem aqui! Vamos entrar?

Ela moveu sua mão graciosamente, os convidando para adentrar o templo delas, Stellarium.

“Mais uma vez um templo...”

— Ok.

Eles seguiram Electra e entraram, ficando totalmente impressionados ao entrar. Parecia que estavam no futuro. A decoração mostrava diversas imagens do cosmos e o teto era espelhado no próprio.

Diversos aglomerados, constelações, nebulosas, galáxias... Universos.

— Incrível...!

— É muito bonito mesmo!

Eles só podiam ficar boquiabertos com a imensidão daquilo tudo e a beleza em si.

— Então, o que farão? Querem que as coisas sejam rápidas ou lentas? – Electra novamente foi ao ponto diretamente, fazendo todos olharem de forma engraçada para ela.

— Como assim...?

— Querem fazer o desafio agora, ou preferem esperar mais? – A Plêiade perguntou novamente.

— Outro desafio...?! Bem, isso não depende só de mim. Todos participam desse desafio?!

— Sim. Como tem exatamente doze pessoas aqui não é necessário que uma só passe por vários desafios. O número é certo e se completa.

— Entendi... é o que eu queria dizer. – Disse Damon, confuso.

— Não se preocupem, tudo será devidamente explicado. Enquanto decidem, vou apresentar vocês as outras seis. Elas estão ali, me sigam por favor.

Sem outra opção, eles a seguiram. Electra entrou em uma sala e as outras seis estavam ali.

 — Temos convidados, pessoal! – As seis escutaram Electra e olharam para ela ao mesmo tempo.

As seis estavam na sala. E essas eram as outras seis Plêiades.

Maia era um ser com poderes Primordiais, assim como Electra, e tinha cabelo preto e grande que caía até as costas e estava em pé olhando uma estante de livros.

Taigete, a mais nova, era uma Silvânide, um ser Elemental da Floresta e da Terra. Tinha cabelo curto, até o pescoço, de cor verde com uma flor presa nele. Ela estava sentada com as mãos abraçando suas pernas abertas.

Alcione também era um ser com poderes Primordiais e tinha cabelo vinho e encaracolado, até a cintura, assim como Celeno, que tinha cabelo marrom. A primeira estava sentada em uma poltrona do lado de Taigete e a segunda estava de pé, um pouco mais distante.

Mérope e Asterope eram Oceânides. A primeira tinha cabelo de cor azul claro e a outra de cabelo azul escuro, ambos grandes e brilhantes por serem Elementais da Água. Elas estavam lado a lado, quase que grudadas, perto de Maia e Taigete.

— Electra! – Taigete levantou e foi até ela, correndo de braços abertos – Quem são esses?!

— Nossos novos convidados. 

— Oh! Eles vão passar pelos desafios?!

— Sim. Se eu não me engano vocês são os Dez Apóstolos não são? – Electra confirmou, com um sorriso, Taigete atrás dela.

— Como você sabe?

— As Moiras falaram sobre vocês. Disseram que vocês viriam até aqui.

— Então elas já sabem mesmo, hein... – Damon deu um sorriso de escárnio novamente.

— Elas controlam o destino de todos. Elas podem ver o que você está fazendo agora mesmo! O mais intrigante é que elas não decidiram impedir ou matar vocês, mas fazer o que né?! – Taigete parecia uma criancinha ainda, era até do tamanho de Daisy, que ainda estava nas costas de Damon.

— Ah, a propósito meu nome é Taigete! Eu sou uma Silvânide!

— Uma Silvânide...? – Chloe perguntou, surpresa.

— Uma Elemental faz parte das Sete Estrelas do Céu Azul. Estou impressionado.

Elementais. Seres que possuem ligação vital com a natureza. As Silvânides têm ligação vital com a própria terra e foram criadas pela Primordial Gaia, com exceção de Taigete, mas ainda assim, ela é uma.

Não existem tantos seres Elementais na era atual, eles eram mais abundantes na era dos Primordiais. Hoje existem pouquíssimas Elementais no planeta. Por exemplo, estimasse que, na atual era, existem apenas, no máximo, três Silvânides ao todo. Taigete é uma delas.

— Olhem só! Aquela é Maia, Alcione, Mérope, Asterope e Celeno. – Falou apontando para cada uma – Maia e Alcione são seres Primordiais, como eu e as Moiras. Mérope e Asterope são Ocêanides e Celeno é uma Harpia!

— Até Oceânides...

— Uma Harpia, duas Oceânides, uma Silvânide e três seres Primordiais? Afinal, como vocês são todas irmãs, hein?!

— Hahaha! Isso é algo que nem nós sabemos direito! – Taigete respondeu, com um sorriso.

— QUE?!

Como as Silvânides, as Oceânides são seres Elementais que possuem ligação vital com a água, tendo sido criadas pelo Primordial Pontos. Mérope e Astérope são as últimas Oceânides que restaram no planeta, junto de Anfitrite, e assim como Taigete, são Oceânides que não foram criadas pelo próprio Primordial.

— Por que está se apresentando pela gente?! – Maia socou a cabeça de Taigete que ficou chorosa.

— Maiazinha, por que fez isso?!

— Então... – Disse Damon, com um sorriso amargo – Nos decidimos e vamos fazer o desafio agora...

— Certeza? – Maia perguntou, olhando para ele. Ela tinha um ar mais sombrio e sério do que Electra e Taigete.

— Todos concordaram. E Daisy já pode lutar normalmente.

— Por falar nisso, que desafios são esses? – Meade questionou o que ninguém havia feito antes.

— Ah.

As outras cinco se levantaram e foram até Electra, ao mesmo tempo. As sete então, sem nenhuma cerimônia especial, deram as mãos, reuniram seus reikis e as estenderam a mão direita para frente.

— O que significa isso do nada...? – Lilith murmurou, com uma expressão engraçada.

De repente, um tremor começou e abalou o Stellarium. Foi quando doze grandes espécies de portais apareceram saindo do chão, lentamente.

Cada um portava um símbolo na parte superior. Damon e os outros ficaram impressionados, boquiabertos, de olhos arregalados. Os portais pararam e ficaram atrás das sete.

— O que...?!

— Eles são os Desafios do Zodíaco! – Electra abriu seus olhos e deu um sorriso...

Tudo muito rápido e direto ao ponto! Estava para começar os grandes desafios das Plêiades!


Continua no 67º Mito - "Prólogo das Estrelas" e 68º Mito - "Zodíaco"

Por Sora | 30/03/18 às 11:33 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen