CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
69º Mito - Desafios do Zodíaco: Captura e Roleta

Epopeia do Fim (EDF)

69º Mito - Desafios do Zodíaco: Captura e Roleta

Autor: Sora | QC: Amnésia

Passados 5 minutos do início do jogo de captura. Grey estava a exatos 85m de sua base, pegando cobertura em uma haste gigante de metal. A nevasca atrapalhava bastante a locomoção e a visão, o fazendo tomar precauções que jamais teria imaginado tomar em um confronto, afinal, ele adora e presa por confrontos mano-a-mano.

Ele olhou para os lados e não viu ninguém. Por enquanto...

Tá, uma base de reconexão de magia parece estar perto. – Ele analisou o perímetro. Parecia não ter nenhum obstáculo em sua frente, além da forte nevasca.

Grey então levantou e começou a correr em direção à base de reconexão de magia que ele havia detectado ali perto. Ele foi em frente e entrou na pequena base do local, quando viu um pequeno prisma amarelo brilhando enquanto flutuava ao ar.

Deve ser isso aqui. É bem futurista... – Grey chegou mais próximo ao prisma e sentiu o reiki quente que emanava dele – Incrível...

De repente, Grey escutou uma forte explosão. Ele se virou e saiu da pequena base para ver o que tinha sido aquilo. A fumaça subia e ele podia ver bem onde era...

“Minha base!”

10 minutos se passaram do início do desafio. Faltavam mais dez. Grey precisava tomar alguma medida. Mas retornar à sua base seria inútil. Aplístia podia ter pego um caminho que corta o que Grey faria. Ou até mesmo, ele podia ser derrotado por Aplístia e perder o jogo.

Mesmo que fossem idênticos dos pés à cabeça, Grey não sabia sobre os poderes de seu adversário, sua personificação, no mínimo podia arriscar dizer que eram os mesmos que o dele. Após pensamentos rápidos, ele decidiu ir até a base de Aplístia o mais rápido possível, pegar sua bandeira e chegar primeiro que ele em sua base. Era a única forma de vencer nesse momento.

Grey saiu da pequena base de reconexão de magia e foi com toda sua velocidade na direção da base de Aplístia. As bases eram opostas, por isso ele sabia que a direção da base dele ficava na mesma linha de seguimento que a sua. Portanto, ele só precisava seguir em frente com toda sua velocidade.

Estou vendo...!!

Dois minutos de corrida e Grey foi premiado com a vista da base de Aplístia. Tinha alguma armadilha? Não, não era hora de pensar nisso agora. Ele precisava pegar a bandeira e dar o fora dali.

Mas Aplístia estava adiantado. Ele com certeza chegaria primeiro do que Grey em sua base e venceria o jogo. O filho de Apolo anulou tais pensamentos inúteis, adentrou a base do oponente dando um salto reto e pegou sua bandeira, sem frear, girando e pegando impulso na parede de trás para se jogar para frente voltar a correr com toda sua velocidade no retorno, tudo feito no planejamento e também com um pouco de improviso.

Passaram-se exatamente 4,5 minutos desde que Grey encontrou a base de reconexão e Aplístia invadiu sua base. Portanto, Aplístia devia estar próximo. E Grey sabia muito bem onde ele estava...

Com um sorriso de canto, ele foi até o local predestinado. E agora só tinha uma e única opção...

Você vai estar na base de reconexão. E assim que estiver recuperando seu reiki... – Grey viu Aplístia, com a bandeira em sua mão, saindo da base de reconexão, quando sua personificação percebeu e olhou para o lado, vendo ele vindo em altíssima velocidade, e – EU VOU TE DERROTAR E VENCER ESSE JOGO!

Grey não demorou e nem avisou. O filho de Apolo surpreendeu Aplístia com uma forte investida de direita com o punho direito. Sua personificação defendeu o golpe com a esquerda, protegendo a bandeira e foi para trás.

Oh... parece que o jogo chegou ao seu clímax bem rápido. – Murmurou Aplístia, com um sorriso no rosto. Ele e Grey estavam frente a frente, ambos com as bandeiras um do outro.

Você não vai passar daqui, Aplístia!

Veremos!

Aplístia fincou a bandeira no chão ao seu lado, seguido por Grey. Os dois pegaram suas armas...

A Arma Divina de Grey, Taiyukuro, as Luvas do Sol. E como ele esperava, Aplístia pegou a mesma arma! Era como se fosse a cópia perfeita da Taiyukuro de Grey, que arregalou os olhos, mas logo se acalmou.

Até minha arma você copiou...

Vamos ver como você se sai! – Aplístia deu de ombros à surpresa dele e se preparou.

Eu não vou lutar com você, Aplístia.

Como...?! – Grey deu um sorriso. Então ele apontou para a base de reconexão. Aplístia arregalou os olhos.

Eu só vou te deixar parado enquanto eu retorno para minha base!

“Esse maldito...!”

Grey socou o chão com toda sua força e reiki acumulados em um único ponto do punho direito, provocando uma onda de choque gigantesca com o impacto. Seu reiki se concentrou e foi transmitido pelo chão e pelo ar, dando uma pane no prisma de reconexão, liberando raios amarelos, como tempestades solares.

E isso, fez Aplístia ficar sem poder se mexer por dois minutos.

Maldito...! Ele pensou em tudo!

Grey pulou para as costas de Aplístia e usou toda sua velocidade para correr.

Restam 5 minutos.

Antes ele demorou mais do que o planejado para chegar onde estava por causa da cautela. Ele não corria como agora, ele ia se esgueirando pelos locais, tomando o máximo de cuidado possível. E então, em uma reviravolta gigantesca, ele conseguiu tomar a dianteira da situação.

Demais... estou empolgado! Essa sensação...! – Aplístia sorria enquanto murmurava para si mesmo. Ele então reuniu seu reiki em um só ponto e conseguiu sair da paralisia de forma grotesca – QUE SAUDADES DESSA SENSAÇÃO!!

Essa era a verdadeira ganância. Aplístia conseguiu escapar da paralisia e agora precisava correr contra o tempo.

Restam 3 minutos.

Só mais um pouco! Eu vou ganhar!

Eu que vou!

Os dois chegavam próximos de suas bases simultaneamente. E então...

Tudo ficou branco de repente. Os dois não conseguiam enxergar mais nada.

.................................

Grey abriu seus olhos com um impulso de volta ao local onde estava antes do jogo começar. O local todo branco, sem ninguém, sem nada. Ele olhou para sua mão, o símbolo de ‘Escorpião’ seguia brilhando no dorso dela. Mas a bandeira não estava mais lá.

O que aconteceu...?!

Você passou! – Grey olhou para Aplístia, que chegava até ele, com o dorso da mão direita com o símbolo brilhando igualmente – Quem diria que você iria deixar de lado uma batalha contra mim para seguir em frente e vencer...

Mas isso não é normal?

Sim, não estou dizendo que não é, mas é diferente do que eu faria. Por isso você me venceu! – Aplístia soltou a pequena bandeira que ainda estava em sua mão e ela se desfez ao ar como pedaços de partículas de reiki. – Apesar de ter sido bem rápido, seu desafio está completo. Agora firmamos nosso contrato!

Contrato?!

Sim. Eu sou sua ganância. Sempre estive junto de você, mas só agora que fui despertado, graças a esse desafio!

...

E agora, posso até te ajudar nas lutas emprestando meu poder a você. Olha que maravilha!

Eu ainda estou meio perdido...

Eu sei que você deve ter várias perguntas. Mas fique tranquilo. Na hora certa as respostas irão chegar! – Aplístia sorriu, confiante. Grey também com aquilo, mesmo que tivesse bastantes perguntas para fazer.

Somos bem parecidos, não só em aparência, não é?

Sim, somos! E é por isso que irei te ajudar. Mas ainda não acabou, não é?!

Sim, ainda tem muita coisa!

Então, está na hora. – De repente, o símbolo na mão dos dois começou a brilhar mais intensamente, quase que os engolindo. E os dois prepararam seus punhos – Vamos nos encontrar de novo desta forma, Grey! – Aplístia pegou impulso e avançou para cima de Grey, que fez o mesmo.

Com certeza!

E então, a luz se alastrou, envolvendo os dois, que trocaram um soco, que se colidiu em seus dois punhos direitos cerrados, sorrindo. Foi quando tudo desapareceu...


***


[Desafio do Zodíaco de Áries]

Desafio de Grey, encerrado. Agora, prosseguimos para o portal onde Brandt estava, no caso, seu subconsciente. No dorso de sua mão esquerda, o símbolo da constelação de ‘Áries’ brilhava. Assim como na mão esquerda de seu outro ‘eu’, sua personificação.

Quem é você? – Brandt semicerrou os olhos, notando o ar agressivo da outra pessoa.

Você já deve me conhecer, sabe...? – Sua personificação tinha o mesmo cabelo e aparência que ele. A cor era preta e seus olhos refletiam o vermelho-sangue que ele tinha em sua vontade...

Foi aí que Brandt se lembrou de quando perdera o controle duas vezes seguidas. A primeira, durante o treinamento após a derrota para Bluebell no Mar Egeu, com Meade e Arthur.

E a segunda, na batalha contra Leon, onde ele ficou tão insano que quase o matou e depois foi parado por Elaine com o Black Out.

Oh... Então você foi o responsável? – Brandt deu um sorriso sarcástico com aquela pequena revelação.

Então, respondendo sua pergunta: eu sou sua personificação, eu sou sua arrogância. Eu não tenho um nome, mas pode me chamar de... sim, pode me chamar de Αλαζονεία.

Brandt apenas observou ao sorriso sinistro que o autointitulado Αλαζονεία (Se fala: Alazoneía) dava para ele. E isso apenas fazia seu sangue e seu reiki ferverem...

Então, a teoria de Damon estava correta... – Brandt foi quem deu o sorriso sinistro agora – Então, eu queria te pegar na porrada agorinha mesmo, mas tenho uma missão, infelizmente.

Oh?! – Alazoneía sorriu, erguendo uma sobrancelha com o que ele falou.

Qual é o tal do desafio?

Desafio...? Desafio... – Alazoneía parecia não saber do que Brandt estava falando.

Não acredito...

Então, que tal uma batalha? – Depois de ouvir as palavras de Alazoneía, Brandt deu um sorriso, como se fosse aquilo que ele queria.

Ah, o melhor desafio...! – E era o que ele queria mesmo. Era possível sentir seu reiki em ebulição e sua aura assassina se revelando com isso.

Mas, não será uma simples batalha. – Alazoneía prosseguiu, chamando novamente a atenção de Brandt – Será uma ‘batalha de roleta’.

Que...?!


BATALHA DE ROLETA:

Regra #1 – Os participantes terão uma roleta cada que irá girar aleatoriamente a cada 2,5 minutos, determinando ‘conquistas’ para influenciarem na batalha, para benefício ou para malefício.

Regra #2 – Tanto estilo livre, quanto armas podem ser usados de forma livre.

Regra #3 – Não é permitido morte nesse jogo.

Regra #4 – O tempo de duração da batalha é de 25 minutos.

Regra #5 – Seguindo todas as regras acima, o jogo acabará quando um dos dois participantes cair no chão de costas.


Bem mais divertido, não acha?! – Alazoneía dava um sorriso sinistro enquanto abria seus braços. Brandt apenas o olhou.

O tempo de duração da batalha era de 25 minutos, enquanto a roleta gira a cada 2,5; ou seja, serão um total de 10 giros para cada um dos dois até o final do tempo. E, não é possível saber se será um trunfo ou algo que pode prejudicar na batalha, muito menos o conteúdo que elas possuem, já que não foi dito.

Porém, Brandt deu um sorriso, animado.

Está bem. Vamos acabar com isso logo... – Brandt sacou sua Arma Divina, o Machado do Holocausto, Enjōno.

— Muito bem... – Alazoneía fez o mesmo, pegando o mesmo machado de Brandt, que se impressionou... sorrindo mais ainda – Então, que a contagem comece!

No ar, o tempo em uma espécie de holograma apareceu. 25:00.

E então, duas pequenas roletas aos lados. A da direita era a de Brandt e estava de cor vermelha. A da esquerda era a de Alazoneía e tinha a cor preta. Quando o segundo estalou os dedos, as duas roletas giraram simultaneamente.

— Assim que as roletas pararem e o primeiro ‘prêmio’ aparecer, a batalha se inicia e o tempo começa a correr... então, se prepare!

Após as palavras de Alazoneía, Brandt colocou seu olhar na direção das duas roletas girando, não conseguindo entender o que significava os símbolos que ali estavam. E então, as roletas pararam e uma luz envolveu os dois.

A roleta de Alazoneía parou na conquista Barrier, que como prêmio criou uma pequena barreira de reiki em sua volta, o que o defendia dos ataques.

A roleta de Brandt parou na conquista Dual Gravity. Isso fazia com que a gravidade duplicasse, o que o deixava mais pesado e lento.

— Hmmm, não foi tão legal quanto eu esperava... – Alazoneía olhou para suas mãos, cobertas por uma energia branca. Essa era a barreira de sua conquista. – Mas, vamos começar!

Enquanto isso, Brandt sentia o peso de seu corpo o puxar um pouco para baixo, o pior início era esse. E então, a contagem de 25 minutos começou a decrescer.

Alazoneía, sem rodeios, atacou. Brandt estava mais pesado e lento, portanto, não poderia desviar com velocidade, ele só podia defender até os 2 minutos e meio passarem e a roleta girar de novo. E tinha que se manter de pé, pois cair de costas significava a derrota dele.

Alazoneía apenas o chutou com força, enquanto Brandt defendeu o golpe e foi arrastado para trás. Faltam 1 minuto e 30 segundos.

— Boa defesa. Mas não vou perder tempo! – Alazoneía foi para cima de novo, mas em resposta, Brant sorriu – Hã?!

Chamas de Ares! – Brandt usou, com dificuldade, sua magia e prendeu Alazoneía no círculo de fogo.

“Preciso manter ele distante até o tempo passar”, Brandt olhou para o relógio. 23:10. A roleta iria girar de novo no minuto 22:30.

— Não adianta! – Alazoneía, passou das chamas, graças à sua barreira. Brandt tinha pego distância com esse pequeno tempo que arrumou – Vou acabar com isso antes que a roleta gire de novo!

— Não, não vai. – O filho de Ares sorriu. Ele então, usou mais uma vez as Chamas de Ares, porém, ao redor dele.

— O que...?! – Alazoneía olhou para o tempo. 22:30. A roleta girou novamente, conforme o estipulado – Perdi tempo demais...!

Após girar bastante, as roletas pararam ao mesmo tempo. O prêmio de Alazoneía foi o Lightness, isso o fez perder a barreira, porém...

— Mais um bom... me sinto bem leve! – Sua velocidade e leveza aumentou. Era o contrário do Dual Gravity, porém, uma explosão foi escutada pela personificação, que olhou na direção de onde Brandt estava.

Sua roleta parou na conquista Overpower. Brandt estava literalmente pegando fogo!

— Esse maldito...

— Agora eu só preciso te derrubar, não é? – Seu sorriso era mais maligno do que nunca... – Então, vamos acelerar isso!!

Após falar, Brandt foi com toda sua velocidade para atacar e Alazoneía desviou de um golpe com o Enjōno que provocou uma explosão catastrófica na sua direita. O poder de Brandt havia aumentado consideravelmente.

— Que poder... esse é o Overpower então! – Alazoneía sorriu igual ele.

— Para onde está olhando?! – E então, seu sorriso se desfez, quando Brandt apareceu por trás dele.

Sem chances para desviar, mesmo com a velocidade aumentada, mesmo assim, em uma jogada rápida, ele se abaixou estilo Matrix e evitou o golpe certeiro de Brandt, que já preparou o segundo golpe para baixo. Esse sim, sem chances.

— Acabou.

— Hehe!

Alazoneía também atacou com seu machado e evitou o segundo ataque certeiro de Brandt, que recuou. Mas logo depois ele voltou para atacar com tudo, mas...

20:00.

As duas roletas giraram pela terceira vez. E a roleta de Alazoneía parou na conquista No Damage. Como o próprio nome já diz, ele não podia sofrer danos!

O ataque de Brandt foi no último segundo do Overpower ativo, quando a explosão ofuscou a conquista da roleta de Brandt: No Vision.

— Parece que o jogo virou de novo... Brandt!

Agora ele não enxergava nada! Enquanto Alazoneía estava invulnerável, Brandt ficaria sem sua visão pelos próximos 2 minutos e meio. Mesmo assim, o filho de Ares continuava sorrindo.

— Agora... eu que vou colocar um fim nisso!

Alazoneía começou a explorar a falta de visão e a invulnerabilidade para atacar Brandt, que quase não conseguiu se defender perfeitamente. Mas Alazoneía não o derrotou na hora, ele apenas o feriu com os ataques rápidos.

19:00.

— O que foi?! Não consegue contra-atacar?!

Alazoneía seguiu atacando freneticamente enquanto Brandt recebia os ataques sem sequer conseguir defender. Mas não parecia que ele não conseguia defender. Parecia que ele... aceitava os golpes.

— Isso acaba agora!

Alazoneía chutou Brandt para cima com toda a sua força, o fazendo voar bem alto e então, com um impulso mais forte ainda, chegou até mais acima dele e preparou o ataque para derruba-lo e vencer o desafio.

17:40.

Alazoneía, com um forte soco na barriga de Brandt, o fez cair em alta velocidade em direção ao chão.

17:30. Novo giro da roleta.

Mas era inútil. Brandt iria colidir com o chão e sua derrota seria computada antes da roleta parar de girar pela quarta vez. Isso era o que Alazoneía pensava, sorrindo.

Porém, seu sorriso se desmantelou completamente quando ele viu Brandt... sorrindo mais ainda. A roleta girou pela quarta vez no desafio.

Com um giro rápido, Brandt atacou com força o chão com seu machado, provocando uma enorme explosão de fogo que se fundiu e virou uma densa e enorme cortina de fumaça negra.

“Era isso que ele queria até agora?!”

Alazoneía parou no chão após isso, um pouco distante de onde Brandt havia caído. A sua roleta parou e sua conquista de agora foi o Empty Hands. Ou seja, ele perdia os movimentos e o uso de suas duas mãos, consequentemente, seu machado acabou caindo no chão e ele arregalou os olhos.

Foi quando sentiu uma aura sinistra por trás dele e quando olhou, viu Brandt com os olhos brilhando intensamente. A conquista dele: Owl Eye.

Como uma coruja que tem uma supervisão altamente aguçada na escuridão, Brandt conseguiu ver através da densa nuvem negra de fumaça feita por ele mesmo.

“Ele arriscou imaginando que conseguiria esse prêmio...? Impossível, não tem como ele saber quais são as conquistas”

Alazoneía deu um sorriso amargo.

Arriscar tudo pela vitória.

“Não é isso que você fez...? Brandt!”

Graças a conquista que o fez perder a visão anterior, agora sua visão estava muito mais apurada que o normal do Owl Eye. E então, sem poder desviar ou defender e sem suas duas mãos, Alazoneía viu sua derrota chegando.

Brandt apenas o chutou com força, Alazoneía caiu no chão, batendo suas costas no solo totalmente surpreendido e um alarme apitou, parando o tempo que ia caindo.

17:23.

Brandt venceu.

.......................................

— Aaah, eu perdi. Você é bom, garoto. – Disse Alazoneía, se levantando após ficar alguns segundos deitado no chão que o mesmo havia caído – Coloquei um tempo limite de 25 minutos pensando que seria mais demorado. Mas me equivoquei...

— Então, o desafio terminou?

— Sim, sim, terminou. Então, firmamos nosso contrato. – Alazoneía largou seu machado, que desapareceu como se fosse mágica.

— Contrato?

— Sim, eu despertei graças a você. Se bem que quase tomei controle de sua sanidade uma vez, ou seja, diferente dos outros eu despertei um pouco mais cedo, já que somos bem compatíveis. – Alazoneía sorriu convincente enquanto explicava.

Outros...? – Brandt murmurou e semicerrou os olhos, enquanto o outro deu uma risada presa.

— Não se preocupe. Agora você tem o controle de sua arrogância. Pode usar de meus poderes o quanto precisar.

— Interessante. No fim somos bem parecidos mesmo.

— Só não dê mole. Senão irei te possuir novamente. – Os dois ficaram se olhando por um tempo.

— Mas, ainda não sei nada sobre você. – Brandt indagou – O que são vocês afinal?

— Foi mal, mas ainda não é hora para vocês saberem essa resposta. – Brandt franziu a tesa com a resposta de Alazoneía, sempre sorrindo confiante – Você está em uma missão, não é?

— ...

— Isso enche o saco. – Alazoneía disse, ao mesmo tempo que a luz do símbolo na mão dos dois começou a se alastrar, assim como com Grey – Até mais, meu outro ‘eu’...

Brandt apenas fechou os olhos e assentiu em silêncio. Essas últimas palavras com certeza significavam alguma coisa, e ele iria lembrar disso quando a hora chegasse.

E então, tudo ali desapareceu...


['Contratos' estabelecidos!!]

[Grey e Brandt finalizam seus desafios com sucesso!! Agora eles tem ao seu lado a 'ganância' e a 'arrogância']

Por Sora | 01/04/18 às 15:57 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen