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70º Mito - Desafios do Zodíaco: Personificações

Epopeia do Fim (EDF)

70º Mito - Desafios do Zodíaco: Personificações

Autor: Sora | QC: Amnésia

[Desafio do Zodíaco de Aquário]

Terceiro portal. Agora era Arthur quem estava de frente com a sua personificação, exatamente igual a ele, com cabelo volumoso e de cor castanho-escuro, com uma pequena franja que cobre metade de seus olhos de cor lilás.

Os dois se encaravam sem expressão no olhar. Sempre acima dos outros e de um do outro. E então, o que estava à frente de Arthur, disse sem rodeios.

Eu sou seu orgulho. – Arthur apenas escutou em silêncio – Me chame de Υπερηφάνεια.

Υπερηφάνεια (se fala: Yperifáneia. Vamos abreviar para Yperi), o orgulho de Arthur. Essa era sua personificação. No dorso da mão direita dos dois, o símbolo da constelação de ‘Aquário’ brilhava em azul.

Então, o que preciso fazer? – Arthur também foi direto ao ponto, assim como o seu ‘outro eu’.

Nada.

Hm?! – Arthur semicerrou os olhos. Seria tudo isso, tão fácil dessa forma?

— “Se você me aceitar completamente eu ficarei do seu lado e te darei poder para qualquer ocasião que precisar”. Seria isso que eu falaria se fosse o caso. – Yperi indagou, fazendo Arthur semicerrar mais seus olhos – Você já tem o orgulho suficiente para passar por esse desafio. Não se preocupe com essa coisa de controlar seu corpo, eu não faria isso.

Yperi era lúcido e convicto em suas afirmações, com uma calma de dar inveja, diferente de Greed e Arrogance, que resolveram as coisas no braço. Ou isso seria uma consequência de seu próprio orgulho...? Talvez essa seja a explicação mais plausível...

Eu sei disso. Seria estranho o próprio orgulho não cumprir sua palavra. – Arthur respondeu, com a mesma calma de seu ‘outro eu’ – Afinal esse Orgulho impede você de não a cumprir. Seria um duro golpe para você mesmo, não é?

Os dois conversavam com tanta calma e tranquilidade, sem alguma hostilidade, como se já fossem amigos de longa data, se conhecessem a muito tempo...

Que bom que você entende. – Yperi não sorria, mesmo assim. Mas dava para sentir que ele estava contente, no mínimo.

Por seu orgulho, não existia as palavras felicidade ou alívio em seu vocabulário. Assim como no de Arthur. De fato, os dois se completavam de uma forma absurda. Arthur era o orgulho e o orgulho era Arthur. Ambos são a personificação de orgulhos...

Não me interesso com essas coisas pífias como desafios. Essa parte não tem emoção alguma.

De fato.

Ah, como eles estão enganados... Mas bem, orgulho, né?

Os símbolos da constelação de ‘Aquário’ no dorso da mão dos dois começou a brilhar com mais força e intensidade. E se alastrou até o local todo, engolindo os dois.

Então, boa sorte. Novo mestre do Orgulho... – Disse Yperi, quando tudo desapareceu pela luz, junto com Arthur...


***


[Desafio do Zodíaco de Peixes]

Quarto portal, dessa vez era o de Daisy. Relembremos um pouco o primeiro contato das duas para um desenvolvimento mais fácil.

Olá, Daisy. Finalmente nos encontramos.

De frente para Daisy, que estava acuada, uma garota também totalmente igual a ela. Seu cabelo grande e volumoso com franjas que também cobriam parcialmente seus olhos de cor dourada, tinha cor branca, contrastando com a cor de vinho-escuro de Daisy.

Você é igual a mim...

Sim. Não acreditei que seríamos tão idênticas assim. – O tom da garota na frente de Daisy era menos ‘infantil’. Porém, ela seguia sorrindo como uma criança.

Q-Quem é você...?

Hm. Podemos dizer que eu, nesse momento, sou você. Mas, o certo a se dizer, é que sou sua personificação.

Minha... personificação? – Daisy perguntou, ainda hesitante.

Isso mesmo, Daisy. Eu sou sua Fé.

A personificação de Daisy, a autointitulada . Assim que ela disse isso, um símbolo se formou e brilho no dorso da mão dominante – direita – das duas. O brilho foi forte, de uma cor azul.

Daisy e a garota autoproclamada ‘Fé’ de Daisy, olharam para o formato e a luz que emanava do dorso da mão direita das duas. Elas tinham o símbolo da constelação de ‘Peixes’.

Pode me chamar de Πίστη.

Πίστη... – Daisy murmurou.

A garota se sentiu mais calma com a informação de Πίστη (se fala: Písti), mas ainda tinha dúvidas, muitas e muitas dúvidas. E isso ainda a fazia hesitar, frente à sua ‘outra eu’, sua personificação Písti, a Fé.

Então. O que eu preciso fazer? Qual o meu desafio?! – Ela perguntou, nervosa. Písti colocou o dedo indicador na bochecha e fez uma expressão infantil, olhando para o lado.

— Hmmmm. Primeiro, deixe-me te fazer uma pergunta. – Ela respondeu. Daisy seguia olhando vidrada para ela.

Q-Qual...?

Quer ser minha amiga?! – Písti sorriu como uma criança ao fazer a pergunta.

Hã...? – Daisy paralisou e não entendeu absolutamente nada, abrindo um pouquinho sua boca.

Hahahaha! Tinha que ver sua carinha! – Písti riu com a reação dela – Você é muito fofinhaaaa!

E com isso, Daisy esqueceu todos os problemas e as dúvidas e corou como um tomate, o mais vermelho que existisse naquela época.

Ah! M-M-M-Mas, e-eu! Ah...! – Daisy gaguejava de nervoso e vergonha.

Písti era igualzinha a ela em aparência e tamanho. O que mudava era a cor do cabelo, a dos olhos e acabou. Talvez ela fosse até mais velha, o que explicaria essa compostura e atitude de “irmãzona”, diferente de Daisy.

É que... foi uma pergunta repentina demais... e eu não sabia o que dizer, digo... eu não esperava por isso...! – Daisy se contraía toda, tentando entrar em um casco que não existia e se esconder para a eternidade.

Eu sei que foi repentino, mas precisamos disso! – Disse Písti, ainda sorrindo, mas voltando ao habitual da mesma – Se você criar um laço comigo, eu poderei te guiar e ajudar. Poderemos nos comunicar sem precisar desse portal também.

Laço...?!

Eu sempre estive com você, a partir de seu nascimento. Porém, estava adormecida e agora, fui despertada graças às filhas da Pleionezinha.

Pleionezinha...? Quem é essa?

Ahahaha, agora não dá para explicar! – Písti tentou reverter o que tinha falado demais, balançando suas mãos e sorrindo de forma desconcertada.

Espera, você não é humana? Ou uma deusa, ou semideusa?! – Daisy inclinou a cabeça para o lado.

Hmmm. Difícil responder essa sua outra perguntinha agora, Daisinha. – Písti abriu um sorriso – Mas, só se você prometer guardar segredo por enquanto.

É tão ruim assim...?

Não, não! Nadica! Eu acho...

Agora você tá me deixando com o pé atrás!

Não! Calma, Daisinha! Bom, como podemos dizer...? – Písti olhou para cima e andou em círculos com a mão sob o queixo, pensando – Bom, na verdade é uma coisa beeeem, mas nem tanto, talvez um pouco pesada, então não quero contar agora.

Hnf...! – Daisy fez bico, como uma verdadeira criancinha de três anos.

Não fique assim. Prometo que um dia irei contar, hihi! – Písti deu um sorrisinho, fazendo Daisy a olhar com mais dúvida ainda – Mas...

Hm?

Eu vou pelo menos responder essa pergunta. Sim, eu já fui humana! – O sorriso de Písti penetrou a mente de Daisy, junto com sua resposta – Assim como todos nós...

O que...?!

Então, é só isso por enquanto! Respondi sua pergunta, agora é sua vez!

Hein...? – Daisy seguia tentando processar as informações que entravam em sua cabeça. Ela tinha apenas 11 anos, era meio complicado...

Não lembra? Eu te perguntei: quer ser minha amiga? – Písti usou a mesma entonação que usou quando fez a pergunta pela primeira vez, como se estivesse imitando.

Uah! É verdade...! – Daisy abaixou o seu olhar, pensando... aquilo que Písti falou, que ela já foi humana, eles também já foram, algo bem pesado...

Isso tudo ainda chacoalhava a cabeça da filha mais nova de Zeus.

Ahahaha! Não se preocupe! Você quem decide o que é melhor para-!

Vamos! – Daisy pegou nas mãos de Písti, a interrompendo e a fazendo até mesmo ficar de olhos arregalados e boca aberta, decidida – Vamos ser amigas!

Písti deu um sorriso.

Tem certeza...?

Bom, ainda tenho muitas perguntas para você e você tem muita coisa para me contar ainda! Mas eu gostei de você! Sinto que vamos ser grandes amigas! – Daisy deu um sorriso.

Sim...! Então, você passou! – O símbolo na mão das duas começou a brilhar mais ainda – Agora, vamos voltar!

Espera, mas esse era o desafio?!

Exato! Agora, temos um contrato! Melhor que isso, temos um laço! – Exclamou Písti, enquanto a luz começou a se alastrar pelo local – Somos mais do que aliadas. Somos amigas!

Sim!

Ficarei do seu lado sempre, mesmo que figuradamente. E te apoiarei com o que for preciso!

Sim, Pístiinha! – Písti deu um sorriso.

“Esse é o primeiro apelido carinhoso que eu recebo com esse nome... obrigada, Daisinha. Prometo que quando a hora chegar...”

E então, as duas foram envoltas pela luz e sumiram do espaço todo branco, sem nada...

De repente, Daisy abriu os olhos. Ela estava em um local mais escuro agora. E, ao olhara para suas mãos, não viu mais as de Písti, a qual ela segurava tão firmemente, ali.

Parabéns, você passou. – Ao ouvir a voz adulta e graciosa, Daisy olhou para o lado. Ali estavam Electra e Taigete, lado a lado.

As outras Plêiades – Maia, Alcione, Celeno, Mérope e Astérope – estavam espalhadas pelo salão do Stellarium, o templo das estrelas, fazendo diversas coisas.

Eu... voltei mesmo. – Daisy disse, ainda olhando para suas mãos vazias. Teria sido isso apenas um sonho? Ou fazia parte apenas do desafio?

Então, então! O que houve lá dentro?! – Taigete, a pequena Silvânide, perguntou com um brilho nos seus olhos cor de jade.

Bem... eu encontrei uma garota igual a mim, com cabelo branco que dizia ser minha personificação da Fé. E então, ela pediu para nos tornarmos amigas. – As duas Plêiades ficaram em silêncio. Electra deu um leve suspiro.

Hã...?! Só isso...?! – Taigete ficou desapontada.

S-Sim! Ela disse que se tivéssemos um laço poderíamos nos comunicar melhor. E ela também disse que vai me guiar e ajudar, mas até agora nada aconteceu... – Daisy também ficou desapontada.

Entendi. Mas Electrazinha, o que é isso de personificações?!

Bem, eu não esperava que eles fossem se auto intitular assim. – Disse Electra, pensativa – Mas eu não sei explicar muito bem. Apenas sei que estão dentro do consciente deles, e mais nada.

Você já sabia?! – Daisy arregalou seus olhos para a Plêiade de cabelo dourado.

Esse é o verdadeiro propósito desses desafios. – Electra voltou a responder – Será útil para vocês daqui para frente. Apesar de que ainda não sei sobre o mistério que há sobre isso tudo...

Será que eu realmente passei...? – Perguntou Daisy, preocupada.

Está tudo bem, Daisinha.

A filha de Zeus abriu mais seus olhos azuis-claros, chegando a arregalar eles. E então, ela olhou de um lado para outro, deixando Electra e Taigete sem entender nada.

Pístiinha, é você?! – Daisy falou alto, a procurando. Com certeza, essa era a voz dela...

Pístiinha...?! – Taigete se perguntou com um murmúrio, também olhando para os lados.

Sim. Agora podemos conversar. Dessa forma... Respondeu Písti, que estava olhando tudo que estava à frente de Daisy... pela visão dela mesma!

O que houve? – Perguntou Electra,

Deu certo! Ela está falando comigo! – Disse Daisy, animada e feliz.

Ela...? A sua personificação?!

Sim! O nome dela é Písti! Pístiinha, essas são Electra e Taigete!

Parece que eu já as conheço de certa forma. Mas creio que elas não possam me escutar, apenas você.

Ah... ela disse que vocês não podem escutar ela. Só eu...

Então ela está em sua mente?! – Perguntou Taigete, com brilho nos olhos, se aproximando de Daisy, que recuou.

Certamente. – Písti respondeu – Agora eu fui despertada e me encontro dentro da mente de Daisy. Assim, podemos nos comunicar e também poderei ajudar ela em dificuldades futuras. Bem, vocês não podem me escutar, me esqueci... Ela murmurou, como se falasse tudo para o vento.

Mesmo assim, é incrível, Daisy! Parabéns! – Taigete ergueu o polegar, piscando o olho.

Obrigada! A você também, Pístiinha! Mas queria que você viesse comigo...

Infelizmente, não é possível. É necessária uma grande fonte de reiki para poder me materializar. Mas, com treinamento, você pode conseguir fazer com que eu fique na posse de seu corpo, quando quiser.

Sério?! Então, irei treinar mais para deixar você passear um pouquinho com meu corpo! E você deve se acostumar bem rapidinho, já que somos parecidas!

Sim, vai ser muito divertido!

E então, no meio da conversa das duas que fazia Electra e Taigete se entreolharem, mais luzes apareceram em seu lado esquerdo. E as três olharam, dali, saírem três pessoas.

Grey, Brandt e Arthur, todos ao mesmo tempo.

Bem-vindos de volta. – Disse Electra, os saudando, junto com Taigete, que brilhava seus olhos mais impressionada ainda.

Pessoal! Vocês conseguiram! – Daisy exclamou, feliz e animada.

Claro que sim!! – Grey cerrou seu punho com um sorriso.

É. Foi bem estranho, eu enfrentei eu mesmo. Com você também, Daisy? – Perguntou Brandt, olhando para a pequena garota.

Sim, por aí, hehehe! – Daisy deu um sorriso.

Com você também, Brandt?! E com o Arthur?!

A mesma coisa. – Arthur respondeu à pergunta de Grey, de olhos fechados e braços cruzados.

Personificações. – Relembrou Grey, franzindo a testa – Bom, no fim não soube nada sobre elas...

Verdade. – Brandt respondeu, se lembrando do final de sua conversa com a sua antes de retornar.

Escutando as lamentações dos dois, Daisy lembrou das palavras de Písti dentro do portal e se segurou para não dizer nada.

Mas só se você prometer guardar segredo por enquanto. Sim, eu já fui humana”

Tudo bem, Daisinha? – Perguntou Písti, notando o estado pensativo da garota.

Sim... estou bem! – Daisy murmurou baixinho, com as dúvidas começando a vir em sua cabeça de novo.

Hm...

— Bom! Agora faltam os outros oito! – Grey disse, olhando para trás.

Tem razão. Como será que eles estão, me pergunto...

“Sei que tenho muitas perguntas sobre tudo isso. Mas agora, eu preciso torcer por eles! E pelo meu irmão!”, Daisy pensou, voltando a ficar convicta


***


[Desafio do Zodíaco de Sagitário]

No quinto portal...

— Entendo...! – Disse uma garota, de joelhos – Πόνος. A Dor...!

A garota de cabelo rosa com dois coques grandes laterais e olhos de mesma cor, Bluebell estava suando, usando todas as suas forças para permanecer de joelhos perante à dor aguda que sentia pelo seu corpo todo.

Alías, Πόνος se pronuncia como Pónos.

Você tem que superar, Bluebell. Só assim você poderá passar.

E, à sua frente, uma garota com a mão direita em sua direção. Ela, assim como Bluebell, tinha cabelo grande com dois coques laterais, de uma cor ciano. Seus olhos eram de cor púrpura e brilhavam enquanto o símbolo da constelação de ‘Sagitário’ brilhava no dorso de sua mão esticada.

Essa era a personificação de Bluebell, Pónos, a Dor.

Eu... sei...!

Expliquemos. O jogo do desafio de Bluebell e Pónos é uma simulação de propagação de dor.

Mas afinal, o que diabos é isso?

Simplesmente falando, Pónos estava transmitindo seu reiki via ondas eletromagnéticas para Bluebell, que estava as recebendo. O reiki concentrado de Pónos entra no sistema nervoso e ativa os estímulos locais que são integrados à fortes impulsos na central de nervos periféricos, causando a dor.

Esse era, resumidamente, o desafio de Pónos para Bluebell. Não havia regras específicas ou complexas, era um desafio que ela teria que vencer essa dor própria causada por ela mesma.

Se você não conseguir, jamais poderá salvar Keith. – Disse Pónos, de forma cortante.

Bluebell parou e relembrou de quando foi salva por Keith e o conheceu, assim como seus outros amigos. De como aquela época era muito boa e agradável. E de como ele mudou e também, mudou a todos...

Não...! – Bluebell disse, fazendo mais esforço – Eu vou salva-lo! É o único jeito!

Ela começou a se levantar lentamente, enquanto Pónos seguia a olhando.

A dor, a personificação de Bluebell, seu desafio para conseguir se redimir e salvar seu melhor amigo, aquele que a salvou, Keith.

Pónos poucas vezes tomou o controle da sanidade dela como aconteceu com Keith e Hazel, na batalha contra Elaine. Mas, assim como Leon, Iris, Dirk, Dante e Miles, eles foram induzidos a segui-lo por aquela personificação que o controla. Esse é o motivo...

Eu não vou perder...! – Murmurou Bluebell, cada vez mais se erguendo.

Sim, isso mesmo, Bluebell. Aceite a dor de seus pecados e se redime deles.

Eu vou salvar Keith! Custe o que custar!

Bluebell quebrou a corrente da dor provocada por Pónos e pulou em cima dela com velocidade. Elas caíram no chão, Bluebell acima dela.

Pónos não demonstrava expressões e apenas olhava fixamente para a garota de cabelo rosa, que estava livre da propagação de dor.

Eu venci! – Disse Bluebell, com uma expressão séria.

Sim, você venceu... – Bluebell ficou em silêncio, com uma expressão de incerteza. As duas seguiram caídas ao chão, se entreolhando – Você consegue. Eu estou com você.

Pónos...

Como prêmio, eu vou te falar a personificação do Keith. – Bluebell arregalou os olhos. – Isso deve ajudar. E, para falar a verdade, também quero parar ela, que tem causado isso tudo. Então, vamos nos ajudar...

S-Sim...!

Uma gota de suor escorreu pelo rosto de Bluebell que olhou para Pónos, abaixo de seu corpo, sem alguma expressão no rosto, suspirar e...

Então, me ouça. A personificação de seu amigo Keith é...


***


[Desafio do Zodíaco de Virgem]

CORTE DRAMÁTICO

Agora, seguindo para o próximo portal, o quinto. Chloe estava de frente com a sua personificação, igual a ela, da cabeça aos pés, tinha cabelo e olhos de cor laranja vibrante.

Armonía...

Nos encontramos de novo, Chloe.

As duas sorriam. Essa era a personificação de Chloe, Αρμονία, a Harmonia. Por isso, quando Damon falou sobre sua teoria, Chloe apenas não disse nada e ficou na sua, até com um leve sorriso de canto, porque a mesma já sabia sobre isso.

Você é meu desafio?

Parece que sim. – Αρμονία (que se pronuncia bem parecido com o português: Armonía) tinha um tom de voz doce e um jeito benévolo e calmo de falar, o que acalentava Chloe.

Mas, por que? Eu sempre falo com você em meus sonhos...

Verdade. De todos os dez, você é a mais apta a se comunicar com sua própria personificação em um estado de concentração total. E o momento do sonho é a melhor passagem para isso. Espera, agora são onze, né...? – Armonía olhou para seus próprios dedos, contando sem entender, de forma engraçada.

Ou seja, Chloe foi a primeira de todos ali a conseguir se comunicar “diretamente” com sua própria personificação, através do sonho.

Keith e Hazel foram dominados, Brandt e Damon já quase foram, além do próprio Damon, Lilith e até Daisy e Elaine, escutarem vozes que até então eles desconheciam vindas de suas mentes.

Essas eram as personificações despertando e começando a ganhar uma conexão com seus receptáculos atuais; Dez Apóstolos e Imperadores da Escuridão.

Então, o que eu tenho que fazer?

Apenas me liberte de vez!

Te... libertar de vez?! – Chloe inclinou a cabeça para o lado, com dúvida.

— Você está bem avançada, mas ainda precisa fazer-me despertar completamente. – Explicou Armonía, fechando seus olhos e levantando o indicador direito. Ela gosta bastante de agir dessa forma como se fosse intelecta.

— Despertar completamente... – Chloe murmurou, olhando para o lado perifericamente.

Se fizer isso, eu poderei te ajudar em qualquer coisa que você precisar. Além disso, poderemos nos comunicar sem problemas pela sua mente, não sendo apenas nos sonhos!

Entendi... os outros também tem isso, não é?

Sim, seus amigos, até mesmo inimigos. As personificações estão espalhadas por aí. Mas não sei quantas ao todo...

E eles também podem...?

Claro que esse desafio das Plêiades ajudou vocês a conhecerem a nós, na verdade esse era o objetivo delas esse tempo todo.

Isso é sério? Elas nem nos contaram. Imagina como o Damon vai ficar maluco quando souber disso... – Chloe imaginou a fúria de seu companheiro após terminarem esses desafios e fez uma expressão engraçada.

Entretanto, se treinassem e firmassem o contrato ou, em outra colocação, o laço, poderiam dominar isso.

Então...?

Nem todas são complacentes e calculistas como eu. Ou até mesmo outras, como a de sua amiga Daisy e a de seu amigo Arthur. Mas, acho que vocês estão mais que no caminho correto para isso!

Vocês... tem uma história...?

Armonía a olhou com uma expressão surpresa, mas voltou a sorrir logo em seguida da pergunta. Chloe percebeu isso e ficou curiosa. Foi uma pergunta bem repentina, acho que nem a própria Chloe planejou perguntar isso...

Sim, temos. Mas, não contarei agora. – Armonía respondeu sorrindo, mas com um tom mais sério dessa vez.

Hã?! Mas-!

O tempo urge, Chloe. Vocês têm uma missão para terminar, não é mesmo?

... – Chloe abaixou a cabeça em silêncio e Armonía sorriu mais uma vez.

Não se preocupe. Se concentre no que precisa agora. E ganhe!

Sim...!

Então, vamos lá, Chloe! Minha nova parceira! – O brilho do símbolo no dorso da mão das duas começou a se alastrar.

E tudo, inclusive as duas, sumiu, repetindo o processo dos demais portais...


[Desafios idênticos...]

[Fé, Harmonia, Orgulho e Dor se cruzam e definem seus desafios de forma rápida!!]


Continua no 71º Mito - "Desafios do Zodíaco: Melancolia e Gula"

Por Sora | 01/04/18 às 16:06 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen