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71º Mito - Desafios do Zodíaco: Melancolia e Gula

Epopeia do Fim (EDF)

71º Mito - Desafios do Zodíaco: Melancolia e Gula

Autor: Sora | QC: Amnésia

[Desafio do Zodíaco de Libra]

 

Sexto portal. Esse era o da irmã-gêmea de Chloe, Julie, que estava de frente sua personificação. Ela tinha o símbolo da constelação de ‘Libra’ no dorso da mão direita.

Os desafios são decorrentes do momento do nascimento de cada um enquanto a Terra passava por sua respectiva constelação, em outras palavras, seus signos. E Chloe e Julie são irmãs gêmeas, então por que estariam em portais e constelações diferentes? Por causa de uma simples obra rara do destino.

Chloe nasceu exatamente às 23h57 da noite do dia 30/10, portanto é do signo de Virgem. E Julie, nasceu depois, exatamente às 00h01 do dia 31/10, na virada, portanto, sendo do signo de Libra.

— Julie. – Sua aparente personificação, assim como Julie, não tinha expressões fortes – Apresentação: Eu sou sua personificação, a Melancolia. Me chame de Μελαγχολία

Assim como Armonía, a pronuncia de Μελαγχολία era como no português: Melancholía.

Seu jeito e tom de falar eram os mesmos, totalmente iguais. Talvez agora esteja explicado, essa era a personificação de Julie, a melancolia.

— Pergunta: Então, o que preciso fazer?

— Resposta: Vamos ter uma disputa de tiro ao alvo.

— Dúvida: Só isso?

— Explicação: O desafio terá algumas regras a serem seguidas para que a disputa ocorra. – E assim como foi com Grey, informações entraram na cabeça de Julie em uma velocidade absurda.

 

TIRO AO ALVO:

Regra #1 – Os desafiantes poderão apenas usar a arma de arco e flecha para a disputa.

Regra #2 – O uso de magia está anulado, desde que para acertar os alvos em questão.

Regra #3 – O local que será formado por magia será definido por sorteio.

Regra #4 – Os alvos aparecerão em locais aleatórios, podendo ser em terra ou em ar.

Regra #5 – Haverá três alvos com cores diferentes: Azul (5pts), Verde (10pts) e Vermelho (20pts).

Regra #6 – Seguindo todas as regras anteriores, quem acumular mais pontos dentro de 30 minutos de partida será o vencedor.

 

— Pergunta: As regras estão de acordo? – Melancholía perguntou após todas as seis regras do desafio, adentrarem a cabeça da filha de Atena.

— Resposta: Vamos começar.

— Confirmação: De acordo. Então, vamos sortear o local da disputa.

Assim que Melancholía disse, diversas cartas iluminadas em azul subiram e começaram a girar em volta das duas em forma de espiral. Julie olhou para elas, que eram ao todo, vinte cartas iluminadas.

— Pedido: Por favor, escolha um número mentalmente dentro dos próximos dez segundos. Eu farei o mesmo.

E assim, Julie o fez. Dez segundos se passaram, ainda com as cartas girando em torno das duas. Foi quando, o número 14 foi o escolhido, a soma dos números 7, escolhidos por ambas as duas. E então, as cartas pararam de girar e uma delas, a de número 14, brilhou mais intensamente.

— Confirmação: Carta número 14. Local da disputa sendo moldado com magia do próprio portal. Iniciar...

Todo o espaço branco do subconsciente de Julie começou a ser preenchido por uma forte luz azul e começou a mudar. De um espaço vazio, sem nada, se tornou uma área coberta por casas, parecida com Atenas!

— Confirmação: Local moldado completamente. Pergunta: Está pronta para começar?

— Resposta: É claro que estou. – Julie e Melancholía pegaram seus arcos, Tenyumi, os Arcos Celestiais.

Melancholía simplesmente copiou o arco de Julie e o moldou ali mesmo para ser usado por ela. A garota olhou para aquilo sem muita impressão. E então, as duas se prepararam.

— Então... que o desafio comece.

O cronometro disparou após as palavras de Melancholía. 30 minutos era o tempo total do desafio de Julie contra ela. Ela precisava vencer o desafio do tiro ao alvo para passar. E agora, a corrida começou.

Já de começo, três alvos azuis apareceram por entre as casas e as duas partiram para o começo. Julie foi rápida e com um giro conseguiu acertar dois ao mesmo tempo. Melancholía pegou o que sobrou com seu tiro.

Mal deu tempo de esboçar uma comemoração, dezenas de alvos apareceram em frente as duas, em locais aleatórios. Eram vários alvos azuis, um pouco de alvos verdes, e pouquíssimos alvos vermelhos, que contavam mais pontos.

As duas então, começaram a atirar freneticamente, acertando todos os alvos que estavam ao ar e, depois, partiram para os alvos mais difíceis, nas vielas pequenas das casas até mesmo atrás delas.

Foi então, que o jogo começou a mudar, passados cinco minutos. Julie sentiu algo estranho vindo de cima e ficou em alerta.

Agora, os alvos começaram a atirar lasers azuis e a atacar as duas, que começaram a desviar. Um jogo de tiro ao alvo, agora, virou algo mais do que isso. Daqui para frente elas precisariam planejar suas ações e tomar cuidado.

— Dúvida: Ela fez isso de propósito? Não, não acho que ela mentiria assim... – A garota de cabelos alvos murmurou consigo mesma enquanto avançava – Conclusão: Então, isso fazia parte das regras...

Julie notou que se tornava um jogo de cautela e paciência, mais do que um simples tiro aos alvos. Ela só poderia acertar os alvos após os lasers serem atirados, além de precisar tomar o maior cuidado possível.

— Então...

Julie correu para frente e um alvo de cor vermelha à frente dela apareceu, no ar. O laser começou a ser preparado para atirar.

Ela foi rápida e, com uma evasiva instantânea, desviou do poderoso laser de cor vermelha que havia sido disparada de frente e atirou para acertá-lo e ganhar mais 20 pontos.

— Análise: Os alvos têm um sensor com raio de 25m. Tudo dentro dessa área irá ativar os lasers. Ou seja... – Julie olhou para a esquerda, onde um alvo azul preparava o laser.

Assim como da direita, um outro azul também. Dois lasers simultâneos de condições e locais diferentes que a encurralavam, mas isso não era nada demais. Julie esperou até o último momento e pulou, desviando dos dois, girando ao ar, ficando de cabeça para baixo. Ela então se moveu para os dois lados, com um giro, acertou os dois e faturou outros 20 pontos.

— Precisarei de muita cautela. – Julie confirmou, levando em consideração que qualquer laser poderia atirar, até os fora de seu ponto de visão.

E após dar um outro mortal e parar de pés no chão, ela seguiu em frente.

.................................

Passados 15 minutos do início da disputa.

O placar contava 145 pontos para Julie, contra 140 para Melancholía, a disputa estava acirrada e parelha até o momento.

Mais e mais alvos das três cores iam aparecendo e disparando os lasers continuamente, o que dificultava as ações de Julie. Nesse exato momento ela estava escondida atrás da copa de uma árvore.

— Reclamação: Isso está... ficando cansativo... – Julie falava ofegante, enquanto estava sentada, retomando o fôlego perdido.

Sim, o local onde ela se encontrava atualmente era uma pequena floresta nos arredores da cidade.

Ela estava ainda tentando respirar calmamente, quando três alvos apareceram ao mesmo tempo, dois verdes e um vermelho. E ela estava dentro do raio de 25m, ou seja...

— Droga.

Julie rapidamente se levantou e deu um pulo para frente, girando seu corpo para trás após os três tiros dos lasers que acertaram o mesmo local, abrindo um buraco na copa da árvore

Julie deu três tiros rápidos assim que foi girando para trás, que acertaram os três alvos que desapareceram. Mais 20 pontos, agora no total, 165.

— Arf... arf... – Julie ficou de joelhos, recuperando novamente o fôlego extra perdido – Afirmação...: Que merda... de jogo...

.................................

Restava 10 minutos para o fim do jogo. O placara agora mostrava 235 para Julie, contra 240 para Melancholía, sempre parelhas e muito próximas uma da outra.

Mas a situação ainda era apertada. O nível ia ficando maior a cada segundo que passava e mais, muito mais alvos iam aparecendo e atirando, deixando Julie sem saídas.

Entretanto, nesse momento ela estava concentrada. 5 pontos atrás de sua personificação, além de não saber onde ela está e como está, ela não podia fraquejar. Deveria decidir isso aqui e agora! É por isso que ela estava...

— Localização confirmada. Achei... – Disse Julie, olhando para uma pequena montanha à frente da floresta onde ela estava.

A filha de Atena estava em cima, no topo de uma árvore gigantesca, por isso tinha uma visão privilegiada dos arredores do local. E lá, os alvos demoravam mais para aparecer, o que dava tempo para ela tomar fôlego e usar sua ótima observação para procurar algo ou alguém...

— Convicção: Eu vou vencer esse maldito jogo. – Um alvo azul apareceu do lado esquerdo, mas Julie nem deixou ele atirar e o acertou com um disparo veloz, sem mesmo levantar seu arco, que estava repousado na diagonal.

Mais 10 pontos, nesse momento, 245 a 240. Julie então, deu um pulo e começou a seguir na direção da montanha, onde ela estava observando.

.................................

Restam 5 minutos para o fim da partida. O placar mostra 270 para Julie, contra 270 para Melancholía, no momento um empate.

Acima da pequena montanha, dentro de uma pequena caverna de cristais, Melancholía estava andando pela caverna brilhante, enquanto olhava os arredores, sempre inexpressiva.

A estalactites brilhantes pareciam mais um tipo de gelo altamente refinado, o que deixava aquele local mais bonito ainda de se prestigiar. Foi quando dois alvos, um verde e um azul apareceram. Melancholía rapidamente destruiu os dois, faturando mais 15 pontos.

Foi quando ela sentiu algo vindo em sua direção, e com um giro atirou sem pensar de volta. As duas flechas colidiram e Melancholía abriu mais os olhos, impressionada. A explosão de luz e fumaça fez ela recuar e tampar os olhos.

— Confirmação: Eu sabia que iria defender. – Melancholía reconheceu a voz e olhou para frente. Com a luz se esvaindo e a fumaça se dissipando, ela enxergou Julie andando em sua direção, com o arco repousado na horizontal de seu braço esquerdo – Olá de novo.

— Olá. – Melancholía respondeu.

Agora restavam 3 minutos. Placar era de 285 para Melancholía e... 285 para Julie também!

Assim como a sua personificação acertou dois alvos seguidamente, Julie fez o mesmo e, depois, atirou mais uma flecha, essa na direção de Melancholía.

— Pergunta: Vamos acabar com isso de uma vez? – Assim que Julie perguntou, VINTE alvos apareceram em volta das duas. Todos vermelhos!

“Quando os dois participantes estão no mesmo local, o número de alvos que era divido para os dois, se une.”

Melancholía analisou a situação que Julie desenvolveu ao analisar o placar e os acontecimentos durante passados 27 minutos de jogo.

Agora 28. Restam 2 minutos para o fim do desafio.

— Pergunta: Então, Melancholía... vamos arrebentar? – Melancholía tentou antecipar os lasers, um total de vinte lasers vindo de alvos vermelhos, os mais fortes. Eles se reuniram.

Julie levantou seu arco e apontou para cima, onde nenhum laser estava. E Melancholía notou do que se tratava, ao ver a flecha enorme como um parafuso que a mesma preparava para lançar.

— Rule Breaker.

A flecha em forma de parafuso saiu do arco e explodiu, liberando a fortíssima onda eletromagnética, anulando os lasers e deixando os alvos expostos.

Resta 1 minuto.

Melancholía demorou uma fração de segundo para agir e Julie foi mais rápida. Ela pulou girando de cabeça para baixo, com um belo giro mortal e começou a atirar em todos os alvos.

Melancholía começou a atirar também após isso. Mais e mais alvos iam aparecendo, mas não podiam atirar lasers graças ao Rule Breaker de Julie. As duas foram atirando sem parar, de forma incrível e veloz, até que tudo ficou branco e sumiu sem que elas menos esperassem.

.................................

Julie abriu os olhos e se viu novamente no espaço vazio, sem nada, totalmente branco. E, ao olhar para frente, viu o placar final quase que em seu rosto.

Tempo Zerado: Vitória de Julie por um placar de 325 pontos contra 310 de Melancholía.

Ela havia conseguido, venceu seu desafio contra sua personificação e passou. Aliviada, deu um suspiro leve e guardou a Tenyumi em seu porta-arco.

— Saudações: Meus parabéns. – Disse Melancholía, andando até Julie – Você me venceu.

— Obrigada. – E ela simplesmente respondeu, se virando para sua personificação.

— Muito bem. Agora vamos voltar.

— Sim.

— Hm? Dúvida: Você não tem perguntas para fazer? – Perguntou Melancholía, curiosa com a repentina atitude de Julie.

O símbolo da constelação de ‘Libra’ começou a brilhar mais intensamente no dorso da mão das duas, tomando todo o local.

— Resposta: Tenho, mas sinto que você não responderia agora. Então... – Melancholía deu um leve sorriso de canto após a resposta de Julie.

— Então, está bem. Até em breve, Julie.

A luz se alastrou, engolindo as duas e o local todo, se repetindo como os demais portais.

 

***

 

[Desafio do Zodíaco de Touro]

 

Próximo portal, o sexto, agora estamos juntos de Elaine, de frente para uma garota igual a ela, com cabelo de cor lilás e tapa-olho no lado inverso ao dela.

— Olá, olááááááá! – A garota a frente de Elaine sorria como uma criança. A filha de Ártemis estava acuada com o que via e hesitava.

— Por que...?

— Hmmmm?

— Você é igual a mim. Só que... com o tapa-olho... – Elaine apontou com o indicador direito para seu olho direito.

O tapa-olho que sua ‘outra eu’ usava era exatamente na vista contrária da de Elaine que era na esquerda, e ela na direita.

— Ahahaha! Eu que fiquei pasma por nossas aparências serem tão iguaaaaaais! – A garota sorriu mais – Mas entããããão, eu sou sua personificação de Gula, táááá?!

A garota, a autoproclamada personificação da Gula de Elaine, apontou para si mesma e sorriu. Elaine não entendeu muito bem o significado daquilo e fez uma expressão torta.

— Minha personificação de Gula...? 

— Siiiim. Bem, eu não tenho nome atualmente, então pode me chamar de Γλουτένη!

“Atualmente...?”, Elaine se perguntou, sem entender o que aquilo significava.

O dorso da mão esquerda das duas começou a brilhar e revelou o símbolo da constelação de ‘Touro’. E por sinal, Γλουτένη têm como pronuncia a palavra Glouténi.

— Então... qual é o meu desafio? – Elaine perguntou, ainda olhando para o símbolo em sua mão.

— Que tal começarmos com isso aquiiiii?!

Enquanto ela estava distraída olhando para o símbolo, Glouténi em um rápido movimento se esgueirou pela esquerda, se levantou e arrancou o tapa-olho de Elaine de sua vista esquerda com velocidade, o pegando para si.

— E-Ei!

Elaine se virou, desesperada, voltando sua atenção para sua personificação. A remoção do tapa-olho revelou uma enorme e profunda cicatriz em seu olho esquerdo, no qual ela não abriu, estava fechado.

— Você perguntou qual seria seu desafio, e eu respondiiii! Você tem que pegá-lo de voltaaaa, hihihi!

Glouténi começou a correr com o tapa-olho de Elaine em sua mão, rindo feito uma pequena criança arteira e brincalhona e dando pulinhos de felicidade.

— E-Espere! Volte aqui! – Sem outras opções, Elaine começou a correr atrás de Glouténi.

.........................

Elaine ainda estava correndo atrás de Glouténi, que tinha pegado seu tapa olho. Haviam se passado em torno de uns 10 minutos desde que essa perseguição sem precedentes começou.

O local era um espaço totalmente branco, sem nada, sem ninguém, apenas as duas, que parecia até ser infinito. Elaine usava toda sua velocidade, mas Glouténi também era muito rápida, mais rápida até que a própria filha de Ártemis. Isso deixa as coisas mais complicadas.

— O que foooooi?! Está muito lentaaaa! Nyahahaha!

— Aaah! Não é... possível...! – Elaine reclamou, se cansando mais e mais enquanto corria sem parar – Essa garota... realmente é... minha personificação?!

Elaine então parou de correr, já ofegante. Glouténi continuou sua fuga, mas ao ver que a garota de cabelo azul parou, também fez uma pausa e se virou.

— Eiiii! Desistiuuuuu?! – Elaine parou e suspirou, olhando para baixo. Glouténi não entendeu nada – Boooom, então não posso fazer nadaaa! – Glouténi se virou para continuar sua fuga.

— Ei, Glouténi! – O chamado de Elaine fez a personificação parar e voltar novamente sua atenção.

— O que fooooooi?! Hm?!

Elaine pegou rapidamente a Hatsuki, fazendo com que Glouténi arregalasse seu olho esquerdo. Ela então, fincou rapidamente a lâmina roxa em formato de ‘z’ no chão.

— Eclipse!

A escuridão se alastrou rapidamente e cobriu todo o local vazio, infinito e branco. Elas não podiam se ver mais, nem de perto, nem de longe.

Mesmo assim, Glouténi não deixou de sorrir. Ela apenas olhou para os lados, sem enxergar nada.

— Não adiantaaaaa! Eu conheço sua tééécnica, não vai funcionaaaaar! – Exclamou sorrindo confiante.

— Será que não?! – Só que a filha de Ártemis foi mais rápida e apareceu por trás de Glouténi.

Quando ela olhou, viu que uma coisa estranha, que a fez ficar atônita. Era uma luz forte e de cor dourada, em forma totalmente brilhante que deixou Glouténi paralisada.

“Mas o que...?!”

Ela não teve tempo de reação ao ver aquilo, mas ainda assim tentou desviar para o lado, com a expressão totalmente diferente da de poucos segundos atrás.

— Eu posso ver...! – Disse Elaine, antecipando o movimento de Glouténi e fechando a passagem.

— Nyaaah!

Elaine não fez nada, mesmo com o leve grito de Glouténi, denunciando sua perda total de chances de escapar. Ela simplesmente pegou seu tapa-olho de volta e a escuridão foi dissipada, mostrando as duas novamente...

— Nyah...?! – Glouténi abriu seu olho com hesitação. O mesmo estava fechado, enquanto ela estava trêmula como um bebezinho indefeso.

— Eu ganhei! – Elaine, já com o seu tapa-olho recuperado e reposto em sua vista esquerda destruída, disse sorrindo, enquanto guardava a Lâmina da Lua, Hatsuki.

Glouténi agora estava boquiaberta, com o seu grande olho de cor cinza arregalado.

— O-O que foi isso?! Eu não tinha conhecimento disso! – Pela primeira vez, sem esticar palavras entonadas, ela estava realmente surpresa.

— Por que você nunca viu eu usar, não é? – Elaine disse, ainda sorrindo.

— Você já sabia...?

— Meio que matei a charada quando você falou que conhecia o Eclipse, haha!

Ou seja, partindo desse ponto, Elaine descobriu que as personificações só conheciam as magias de seus receptáculos apenas se eles usaram uma vez ou mais. Por exemplo, se fosse uma magia nova, elas não teriam conhecimento prévio disso.

Assim como Glouténi conhecia a magia usada por Elaine mais cedo, de antemão, pois ela já havia usado em outra ocasião, mesmo que Glouténi ainda não estivesse despertada.

Mesmo assim, ela estava lá.

— Hahahaha! Você me pegoooou! – Disse Glouténi, voltando a sorrir – Você venceeeu, seu desafio está completoooo!

— Isso! – Elaine comemorou, fazendo sua personificação sorrir mais – Mas, Glouténi é um nome muito extenso, não é?!

— Heeein? Você achaaa?!

— Sim, acho! Então eu posso encurtar um pouco isso... Hmmmm. – Elaine pensou por um tempinho – Glouny! Perfeito!

— Glouny...? – Glouny, ou Glouténi, ficou vermelha.

— Sim, é mais fácil! E também é bonitinho! Vou te chamar de Glouny!

— S-Se você não se importaaar...! – A garota deu um sorriso sem graça.

— Ei, ei, Glouny. Você é uma humana? – Glouténi ficou em silêncio por um tempo após a pergunta dela, e então, os símbolos começaram a brilhar – Hm?

— Siiiim!

— Hã?

— Eu já fui uma humana! – Glouténi disse, com um sorriso triste, de olho fechado, com as mãos atrás das costas.

Elaine, portanto, notou que tinha algo a mais naquilo.

— Já... foi...?

Glouténi apenas deu mais um sorriso. Dessa vez um sorriso calmo e gentil, que fez Elaine sentir um calafrio percorrer sua espinha.

— Acho que quando voltarmos eu vou dormir mais um pouquinhooo! Mas agora temos um laçooo!

— Um laço...?

— Agora, para sempre, estarei do seu laaaado! Para te ajudaaar! – Glouténi abriu mais um sorriso e Elaine, após escutar, fez o mesmo.

— Obrigada, Glouny! Fico feliz em ter mais uma amiga do meu lado!

“Amiga...”

Glouténi sorriu mais. Enquanto a luz do símbolo de ‘Touro’ na mão das duas se alastrou e as envolveu, assim como todo o local, fazendo os mesmos sumirem de uma vez...


[Mais dois desafios completos!!]

[O Tiro ao Alvo é vencido por Julie contra sua 'melancolia' e Elaine mais uma vez faz uma amiga, sua própria personificação, 'gula'!!]


Continua no 72º Mito - "Desafios do Zodíaco: Adivinhação"

Por Sora | 02/04/18 às 13:06 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen