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73º Mito - Desafios do Zodíaco: Os Dois Últimos

Epopeia do Fim (EDF)

73º Mito - Desafios do Zodíaco: Os Dois Últimos

Autor: Sora | QC: Amnésia

Uma forte luz brilhou e todos que ali estavam – Daisy, Brandt, Grey e Arthur e as Plêiades – olharam para ver do que se tratava. E dali, saíram ao mesmo tempo Elaine, Silver, Julie, Bluebell e Meade.

— Pessoal! – Daisy abriu um sorriso ao vê-los.

— Voltamos. – Silver acenou. Todos sorriram.

— Yo! Como foram os desafios de vocês?! – Grey perguntou.

— Prefiro não comentar... – Silver murmurou, se sentando no chão cansado de tanto pensar. Elaine e Bluebell se olharam e deram um sorriso.

— Resposta: Chato. – Julie disse.

— Dolorido... – Bluebell disse.

— Meio cansativo... – Elaine disse, ambas em sequência.

— Eu nem tive, uaaaah... – Meade disse, fazendo todos olharem para ele, enquanto o mesmo bocejava – O que? Minha personificação é preguiça. Quer mais explicação?

A personificação de Meade, a preguiça. Talvez seja por isso que ele não passou por nenhum desafio sequer. Provavelmente o próprio pecado capital entrou em ação e impediu isso de acontecer, tornando tudo mais simples e rápido.

“Isso combina com ele...”, Silver, Grey, Daisy e Elaine pensaram ao mesmo tempo, olhando para ele de forma engraçada.

— Mas sabe? Tem algumas coisas sobre nossas personificações que eu queria muito saber... – Falou Elaine, com uma expressão estranha.

— Sim... – Daisy murmurou, olhando para baixo – Mas não é hora para isso! – Levantou novamente a cabeça, chamando a atenção de todos.

Daisinha... – Písti, sua personificação, também ficou impressionada.

— Precisamos focar na nossa missão atual. – Ela completou, sorrindo.

— Sim, está certa. – Respondeu Meade. Todos a olharam e sorriram, Electra e Taigete também.

Písti inclusive...

“Obrigada, Daisinha... prometo que irei te contar tudo na hora certa.”

Písti deu um leve sorriso, que nem Daisy podia perceber em sua mente. Mas ainda faltavam desafio a serem concluídos...

 

***

 

[Desafio do Zodíaco de Leão]

 

Próximo portal, um dos últimos. Ali estavam Damon e sua personificação, igual a ele também, com cabelo e olhos de cor vermelho-sangue, sorrindo de forma sinistra. No dorso da mão direita dos dois, o símbolo da constelação de ‘Leão’ começou a brilhar em azul.

— Quem é você?! – O filho de Zeus perguntou.

Ele ainda não sabia que era sua personificação, mas já tinha uma vaga ideia de que se tratava. Suas aparências idênticas... e essa aura sinistra que emanava dele.

— Isso é bem fácil. Eu sou você. – Disse o garoto, fazendo Damon franzir a testa – Sua personificação. Sua ira...

— Minha personificação...?

— Me chame de Οργή!

A personificação de Damon, Οργή (que se pronuncia Orgí), a ira. Ele segurava em suas mãos a mesma espada de Damon, Ryūken, a Espada do Dragão. Porém, ela era totalmente tingida de uma cor vermelho-sangue, como seu cabelo e seus olhos.

— Entendo... então eu estava certo.

— Sim, estava. – Orgí respondeu ao murmúrio de Damon, sorrindo – Isso mesmo, sou eu quem tentou tomar o controle de seu corpo nas últimas batalhas. Está surpreso?

— Hmpf. Surpreso? Eu estou é contente... – Damon devolveu o sorriso, fazendo Orgí se contorcer de alegria e euforia – Finalmente poderei resolver as coisas com você cara a cara nesse desafio!

— Eu não ligo para esse tal de desafio!

— Hã?! – Orgí olhou para a Ryūken, a analisando.

— Vamos ver. – Ele levantou a espada, fazendo Damon se preparar – Onda de Choque!

Orgí usou a magia de Damon, que veio arrastando e destruindo tudo em sua direção. O filho de Zeus, porém, conseguiu desviar do forte golpe de sua personificação, que deu um sorriso.

— Muito bom. Conseguiu desviar.

— Bom, esse golpe é meu. Seria chato ser acertado por ele. – Damon respondeu, dando um sorriso torto.

— Você é um receptáculo formidável. Está na hora de tomar o controle total!

Orgí se preparou para atacar novamente, Damon desfez o seu sorriso por um momento e também sacou sua Ryūken. A pressão mudou. Agora o clima estava totalmente pesado e concentrado nesse local puramente vazio.

Parece que não tenho outra escolha a não ser te derrotar, não é...?! – Damon apontou sua espada na direção de Orgí.

Por que não tenta...?

Os dois seguiram se entreolhando por um tempo, até que foram para cima um do outro em uma velocidade impressionante. E as duas Ryūken’s colidiram, produzindo uma onda de choque incrível no local.

Os dois seguiram ali, por alguns segundos, disputando espaço enquanto forçavam suas espadas uma contra a outra. Faíscas radiantes eram soltas pela colisão enquanto os dois sorriam, cara a cara.

Você realmente é diferente dos outros nove! – Orgí exclamou e forçou o pé de apoio, pegando impulso para vencer a batalha por espaço e jogou Damon para trás.

Mal deu tempo para ele retomar sua posição, e a personificação foi para cima do garoto mais uma vez.

Tsc! – Sem apoio, Damon só pôde girar, surpreendendo Orgí, e brandir sua espada em um corte no ar – Onda de Choque!

A forte onda de choque fez a personificação se defender, produzindo uma grande cortina de fumaça que fez sua visão piorar.

Esse truque não vai funcionar! – Orgí, entretanto, antecipou o plano e cortou o ar, eliminando a cortina de fumaça e revelando a posição de Damon que vinha da esquerda.

Maldito!

Os dois novamente colidiram com suas espadas, provocando uma grande explosão magnética. Eles novamente começaram a disputar espaço, forçando um ao outro, produzindo faíscas no meio que estavam.

— Já desistiu de tomar o controle?! – Damon perguntou, enquanto seguia forçando Orgí com sua espada.

— Sim. Desisti. – Orgí fechou os olhos, respondendo.

— Que rápido...

Orgí então, desistiu da disputa e desviou do golpe de Damon, dando um salto para trás e tomando distância. Os dois pararam e se entreolharam. O garoto, a personificação autodenominada de Damon, a ira, novamente fechou seus olhos e suspirou.

— Ei. Deixe-me te contar uma coisa...

— O que é?

— Você não parece nem um pouco ser a personificação de Ira. – Ele disse com um semblante mais sério dessa vez, o que fez Damon semicerrar os olhos.

— O que quer dizer?

— Veja só. Não importa o que aconteça, você não se irrita, não fica nervoso ou furioso. Isso me deixa puto... – Orgí rangeu os dentes após falar.

— Desculpe se eu sou controlado nesse fator. Mas a Lilith me irrita bastante às vezes. – Damon sorriu ironicamente, fazendo Orgí estalar a língua.

— É isso que te mata. – Ele murmurou – Se você me aceitasse, você seria mais forte. Mas você prefere seguir fraco do jeito que é. Desse jeito vai acabar matando os outros e se matando.

— Isso não vai mudar a minha opinião.

— Estou vendo que não. Do mesmo jeito que você só vai poder sair daqui se me derrotar. Mas isso não vai acontecer...

De repente, uma enorme quantidade de poder maciço explodiu e começou a crescer em torno de Orgí. Isso fez uma forte ventania ser formada, fazendo Damon ficar acuado.

— Isso é... – Logo ele percebeu do que se tratava. Orgí reuniu seu reiki em volta de sua espada e a levantou, segurando-a apenas com a mão direita, apontada para cima, enquanto a mesma começou a brilhar.

Arte Secreta dos Deuses...!

— Mentira...! – Damon começou a envolver poder em sua volta também, em um ato de reação desesperada. Logo o reiki dos dois se fortificou – Arte Secreta dos Deuses!

Uma aura azul, de Damon. Uma aura vermelha, de Orgí. As duas se colidiram, provocando ondas de choque ainda mais fortes no local vazio.

— Está pronto para ceder, Damon?!

— Vai sonhando! – Os dois firmaram seus pés de apoio no solo e se prepararam. Damon segurava sua espada com as duas mãos, enquanto Orgí só o fazia com uma.

“Eu ainda não dominei essa magia completamente, por isso uso as duas mãos... ainda assim, ele...”, Damon pensou, impressionado com Orgí estar apenas com a mão direita preparando sua magia mais poderosa.

Eles seguraram e concentraram seu reiki em um só ponto da Ryūken, segurando até o último segundo. E então...

Eles cortaram o ar simultaneamente...

STELLAR BURST! – Os dois bradaram em coro, enquanto cortavam o ar, liberando a magia suprema.

A Explosão Estelar de Damon e Orgí se chocaram e iniciaram uma disputa assustadora. Rodamoinhos gigantes se formaram em volta dos dois. Se ali tivesse nuvens, com certeza elas ficariam negras e começariam a soltar raios e trovões fortíssimos. Se houvesse água, a pressão faria a maré se descontrolar, podendo até provocar algumas ondas gigantes.

E depois de alguns segundos de confronto, a concentração maciça de reiki colapsou e provocou uma explosão enorme, fazendo Damon e Orgí recuarem perante à gigantesca proporção que foi tomada.

Uma fumaça negra se envolveu pelo local. Mais alguns segundos se passaram e Damon apareceu, saindo do centro da coluna de fumaça tóxica produzida pela colisão das duas magias.

“Os ataques se inibiram?!” 

Quando Damon pensou, de repente, ele sentiu uma aura sinistra em suas costas. Orgí caiu rindo por trás de Damon e assim que ele virou, a personificação pegou sua espada e perfurou o peito do garoto com um golpe certeiro, sem chances de esquivar...

Damon arregalou os olhos e cuspiu sangue. Orgí deu um sorriso sinistro, enquanto olhava para o mesmo.

— O... que...?! – Damon perguntou, mal conseguindo falar.

— Hora de tomar o controle. Damon... – A personificação da ira abriu um sorriso amarelo e Damon tremulou. Sua força começou a se esvair lentamente com o golpe...

 

***

 

No templo das Plêiades, fora dos portais, Stellarium. Ali estavam os nove que terminaram ambos seus desafios; Daisy, Elaine, Grey, Silver, Meade, Julie, Bluebell, Brandt e Arthur.

Daisy, do nada, teve uma estranha sensação de tontura. Ela cambaleou e se segurou em uma estante de livros ao lado dela para não cair, pondo em seguida a mão no seu peito, respirando ofegante e de olhos arregalados.

— Ei, Daisy! O que houve?! – Perguntou Grey, ao olhar para ela assustado, assim como todos.

— Está se sentindo fraca? Quer deitar-se? – Perguntou Electra, colocando a mão sobre o ombro da garotinha.

— Eu não sei... Eu... – Daisy não sabia o que ocasionou essa recaída. Seus batimentos cardíacos estavam acelerados e ela tentava entender o que significava aquilo...

Foi quando a resposta veio em sua mente.

Alguma coisa aconteceu com um de seus amigos. – E veio em sua mente literalmente, já que Písti falou – Agora você pode senti-los. Assim como eu.

— O que quer dizer? – Daisy perguntou, olhando para cima com seus olhos azuis-claros, fazendo todos ficarem confusos.

— Daisy...? – Grey ergueu uma sobrancelha.

Sua personificação, a Fé pode sentir quando algo acontece com uma pessoa próxima ou importante a você. – Písti explicou – Assim como eu posso sentir qual é a personificação dessa pessoa e ver quem ela é, como a própria Fé personificada em seu corpo...

Essa era a especialidade da fé de Daisy. Ela podia sentir seus amigos, seus entes-queridos. Sua família...

Tudo que acontecer com eles, se de sua vontade, ela poderá sentir e descobrir o que está acontecendo com tal pessoa nesse momento, apesar de ainda não estar bem calibrado e domado. Era uma elevação do poder especial que Daisy já tinha antes, o que a fazia um prodígio do mais raro tipo.

Porém, ela ainda precisava de tempo para se habituar e evoluir esse acréscimo em seu dom, ou seja, antes ela podia sentir de perto, mas agora podia de longe.

Todavia, Daisy ainda teria que domar completamente isso. Portanto, nesse momento, ela sentia com pequenas pontadas e mudanças de compostura, sentindo-se enjoada, com tontura ou até mesmo o aceleramento cardíaco, como uma premonição.

Esse é um dos poderes principais das personificações. Cada uma tem sua característica, seja física ou mental...

— Então me diga qual é! – Daisy exclamou, ninguém entendia nada ainda. Písti ficou em silêncio... – Písti!

— Daisy, o que tá acontecendo...?! – Grey perguntou de novo, mais confuso ainda.

Písti sentiu que Daisy queria muito saber. Isso só de não usar o apelido carinhoso que ela a deu. Sabendo disso, ela suspirou fundo e respondeu.

É Orgí. A personificação da Ira. – Daisy arregalou os olhos.

— Ira...? – A garota murmurou. Todos seguiam atônitos, sem entender absolutamente nada, quando Electra e Taigete notaram do que se tratava.

— A personificação dela...! – Taigete finalmente desvendou. Todos olharam para ela.

— Hein? – Grey seguia sem entender...

Sim. – E Písti prosseguiu – Essa é a personificação de seu irmão, Damon...

Daisy ficou boquiaberta e abriu mais ainda os olhos. E a verdadeira resposta por trás disso era a que algo havia acontecido com ele...

 

***

 

 

[Desafio do Zodíaco de Gêmeos]

 

Último dos doze portais a serem apresentados, esse é o portal onde está a filha de Hades e Perséfone... Lilith, de frente com sua personificação que tinha cabelo volumoso e solto, em contraste com as formas twintails dela.

Sua personificação tinha cor de cabelo roxo bem escuro, com olhos de mesma cor. Ela sorria benevolente, o que deixava Lilith acuada, de certa forma.

— Olá, Lilith. Prazer em vê-la pela primeira vez nessa forma.

— Você é idêntica a mim... – Lilith murmurou.

— Pois é, não esperava por isso. – Sua ‘outra eu’ falou, a deixando pasma – Enfim, você deve estar querendo saber quem sou, certo?

— ... – Com certeza uma pergunta retórica, foi isso que Lilith pensou com seu silêncio...

— Sendo bem direta, eu sou sua personificação de Luxúria.

— Luxúria...?!

— Me chame de Λαγνεία. Esse nome fica mais simples de ser usado para comigo.

Λαγνεία (que se pronuncia Lagneía), a própria autodenominada luxúria de Lilith, deu um sorriso. A garota então, se lembrou de quando ouviu aquelas vozes estranhas falando com ela, mentalmente, além de também se lembrar da teoria de Damon...

Tudo começava a se encaixar agora.

— Mas luxúria não tem muito a ver com você, não é? Ou será que tem? – Lagneía se perguntou, sorrindo.

Luxúria, um dos Sete Pecados Capitais, o pecado dos prazeres carnais. Isso era bem mais a cara da deusa Afrodite, mas anulemos essa informação. E mesmo que ela seja considerada, serve para afirmar com veemência que Lilith não tinha muito a ver com isso mesmo...

— De todos os pecados, capitais ou não, a luxúria é um dos mais podersos...– Lagneía prosseguiu – Ela é tão poderosa que pode servir como porta de entrada para levar a outros pecados...

— ... – Lilith seguia em silêncio enquanto Lagneía falava.

— Mas, isso pode ser bom.

— Bom...? – Ela finalmente abriu a boca e um murmúrio leve saiu como pergunta.

— Use isso a seu favor. Seja a porta de entrada para receber e guiar aqueles que você ama. Assim como a luxúria faz... bem, de certa forma, hihi! – Lagneía deu um sorriso sincero e Lilith, então, viu que o dorso de sua mão começou a brilhar...

Ela olhou e notou o símbolo da constelação de ‘Gêmeos’ que brilhava em cor azul. Feito isso, a garota arregalou os olhos e então se lembrou do porque estava ali.

— E-Então, Lagneía. Qual será meu desafio? – Lilith indagou, com uma expressão séria.

— Seu desafio...? – As duas se entreolharam de forma tranquila, porém sérias. E então... – Não faço ideia.

Silêncio...

Lagneía deu uma risada solta e Lilith fez uma expressão de surpresa absurda.

— O QUE?! – Seu grito ecoou pelo local vazio e fez uns cinco ecos em seguida.

— Ei, não fique assim, relaxa. Por que não conversamos um pouco?

— Conversar...?

— Sim, conversar. Eu sei todos os seus segredos. – Lagneía deu um novo sorriso e Lilith abafou uma risada irônica.

— Ei, por que esse papo agora...? – Ela perguntou, com as bochechas um pouco coradas pela risada.

— De alguma forma, estamos ultra conectadas. Nada mais justo, não é? Hmm, é verdade. Vamos aproveitar isso para fazer seu desafio... – Lagneía colocou a mão sob o queixo e olhou para os lados, murmurando pensativa enquanto trocava o rumo de suas próprias falas.

“O que ela quis dizer com ‘ultra conectadas’?!”, Lilith estava quase tendo um ataque de nervos, mas soube se controlar.

— Ei, Lagneía. Afinal, o que tenho que fazer? Não posso demorar!

— O que foi? Temos todo o tempo do mundo!

— Mas, isso é-!

— Ei, Lilith? – Interrompendo a filha do Submundo, Lagneía a chamou, olhando para o símbolo de ‘Gêmeos’ no dorso de sua mão direita. Lilith quase que deixou sua raiva explodir, mas se controlou novamente.

— O que foi...?

— Você gosta dele, não é? – Lagneía perguntou sorrindo e isso corou a face de Lilith na hora.

— “D-Dele”?! Dele quem?! – Ela tentou disfarçar com um sorriso amargo e uma virada de olhar para a esquerda.

— Preciso realmente falar o nome? Hm, já sei, vou dar uma dica! Começa com a letr-!

— NÃO DIGA NADA! – Lilith interrompeu Lagneía, apontando para ela com um grito que fez um certo eco no local branco e vazio.

— Hahahahaha! Tinha que ver você agora! Ficou vermelhinha! – De fato, agora, Lilith corou mais ainda com a diversão de Lagneía.

— Grrr! N-Não ria! Droga, você parece até minha mãe! – Lilith cruzou os braços e olhou para o lado.

— Bem, podemos dizer que sim. Eu meio que me "inspiro" na senhorita Perséfone. – Lagneía respondeu, sempre sorrindo.

— Espera... – Lilith voltou ao tom de pele normal e olhou curiosa para Lagneía – Você conhece minha mãe?

— Bem, como explicar isso...? – A personificação murmurou para si mesma – Então, pode ser meio louco, mas eu estou dentro de você desde a época que você começou a desenvolver seus poderes de deusa. Tudo que você sabe e conhece a partir desse ponto, eu sei e conheço igualmente. 

— Você... – Lilith não conseguia processar essas informações jogadas ao ar para ela – Dentro de mim...? Esse tempo todo...?!

— Então, o que vai decidir?

— D-Decidir? Sobre o que?

Lilith inclinou a cabeça levemente para o lado, sem entender onde Lagneía queria chegar. E então, sua personificação deu um sorriso estranho, diferente dos anteriores, que a garota sentiu penetrando seu corpo como agulhas geladas.

— Hã? Quem é essa...?

Lilith reconheceu a voz que fez a pergunta, por trás dela. Ela olhou para trás. E arregalou os olhos assim que viu Damon andando até ela, com as mãos cruzadas por trás de sua cabeça.

— D-Damon...?! – Lilith estava assustada. Sem palavras – O que está fazendo aqui...?!

— Lilith?! Do que está falando? Eu estava andando por aí e do nada te encontrei aqui. – Damon respondeu, também surpreso, mas demonstrando estar indiferente – Uau, aquela garota sumiu!

Ele completou, agora sim demonstrando surpresa e Lilith olhou para trás. Lagneía não estava mais ali, fazendo-a arregalar os olhos novamente.

— Lagneía?! Ué, ela estava aqui agora mesmo...!

— Sim, eu disse! Fui só piscar e ela sumiu!

— Mas como ela pode ter desaparecido assim do nada? – Ela se perguntou, lembrando de algumas palavras que Lagneía disse anteriormente.

"Então, pode ser meio louco, mas eu estou dentro de você desde a época que você começou a desenvolver seus poderes de deusa. Tudo que você sabe e conhece a partir desse ponto, eu sei e conheço igualmente."

 — Ei, Damo-.

GOSH

Quando ia comentar com ele sobre isso, um som estranho fez Lilith parar e arregalar os olhos. Ao mesmo tempo que o som veio, sangue espirrou em sua bochecha direita, a fazendo ficar paralisada. Damon estava parado ainda na sua frente.

Porém, um líquido tão vermelho quanto os olhos da garota de twintails, escorreu lentamente pela sua boca.

— ...ué...

Damon murmurou e olhou para baixo, lentamente, vendo que seu peito tinha sido atravessado por uma arma. Lilith ficou sem reação. Seus olhos lacrimejavam automaticamente diante da cena, ela não acreditava no que via. Mas ainda iria piorar.

— D-Da-!

Lilith tentou exclamar algo, mas piscou e, quando viu, estava segurando a sua Arma Divina, a Foice do Inferno, Jigokuma. Ela não queria acreditar e olhou mais para cima, fitando a foice vermelha e preta atravessando o peito de Damon, que estava inerte.

Em choque, ela só pôde esboçar uma e única reação...

— AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!! – Um grito de desespero...


[Os dois últimos desafios se iniciam... de forma estranha.]

[Damon enfrente sua 'ira' por seu próprio controle. E Lilith vivencia, com sua 'luxúria', a pior cena que ela poderia vivenciar...]


Continua no 74º Mito - "Desafios do Zodíaco: Para Vencer a si Mesmo"

Por Sora | 06/04/18 às 11:29 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen