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74º Mito - Desafios do Zodíaco: Para Vencer a Si Mesmo

Epopeia do Fim (EDF)

74º Mito - Desafios do Zodíaco: Para Vencer a Si Mesmo

Autor: Sora | QC: Amnésia

No local onde estava ocorrendo o Desafio do Zodíaco da constelação de ‘Gêmeos’, Lilith estava com Lagneía, que desapareceu de repente, logo após Damon aparecer, também de repente. E agora...

— POR QUE?! POR QUE?!! EU NÃO FIZ ISSO!!! – Ela gritava desesperada, sem entender porque sua foice estava cravada no peito de Damon, que sangrava mais e mais...

— Li...lith...! – Damon colocou a mão na lâmina afiada que o atravessava, fazendo força e ao mesmo tempo, provocando um corte que fez sangue escorrer na palma para baixo.

— NÃO! NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!! – Damon cuspiu bastante sangue após isso. Lilith apenas tremia e não sabia o que fazer, sem conseguir se mexer, totalmente atordoada...

— Assassina...

Ao ouvir uma abafada e sussurrada voz pela esquerda, em suas costas, ela parou de novo. Ela seguiu a direção e olhou para o lado, vendo a deusa Atena, com um olhar cortante em sua direção.

— Senhora... Atena...?! – As lágrimas não paravam de cair dos olhos dela, que estava já em estado de trauma...

— Assassina. – Outra voz disse a mesma coisa, ela de novo a seguiu e olhou para o lado. E desta vez viu sua mãe, Perséfone.

— Mãe...?! Não...! Não é o que você-...! 

— Assassina...

Dessa vez, a terceira voz com a mesma palavra, Lilith sentiu um calafrio intenso correr por sua espinha quando a escutou. Ela olhou tremendo, para trás e viu agora a irmã mais nova de Damon, Daisy... chorando.

— Daisy...?! – Lilith tremulou – Não... eu não quero isso...!

— Eu já sabia. – A quarta e primeira voz ao mesmo tempo, Damon disse e Lilith olhou para ele. De seus olhos, lágrimas de sangue escorriam – Seu demônio!

Essas palavras foram proferidas por uma voz totalmente deformada, mas que ainda assim era a mesma de Damon. Lilith sentiu uma dor aguda no peito. Uma dor sufocante. Uma dor imparável. Uma dor mortal...

— Damon... por que...?! Eu... eu...!

Seu demônio...

— GAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!!!

Essa era a realidade... Nela, Lilith estava de joelhos na frente de Lagneía, gritando com as mãos no peito, olhos arregalados, enquanto se curvava em posição fetal, com sua testa quase tocando o chão branco, seus twintails vermelhos repousados sobre o mesmo. Lagneía apenas a observava, com uma expressão séria e preocupada.

— Seja forte, Lilith. Se você não vencer isso, você vai falhar não só no desafio... – Ela murmurou, olhando de cima.

Em estado de choque total, extremo, Lilith seguia gritando como se suas cordas vocais fossem ser destruídas a qualquer instante...

 

***

 

Daisy ainda estava com os demais na sala das Plêiades no Stellarium, e seguia tentando entender o que Písti havia falado para ela. Mas uma coisa era certa, algo tinha acontecido com seu irmão no seu Desafio do Zodíaco.

Foi quando a filha mais nova de Zeus sentiu mais uma pontada estranha e voltou a ficar tonta, fazendo força para se segurar na estante de livros que estava de seu lado esquerdo, um pouco distante, mas que ela alcançou, tamanha a cambaleada seguida da tontura.

— Ei! – Agora Silver ficou preocupado, junto com Elaine, que se uniram e ficaram em volta dela. Grey já estava pifando pelo cérebro e mal se mexia...

— O que...?! De novo...

Agora é Lagneía, da Luxúria. Provavelmente sua amiga Lilith. – Písti indagou antes mesmo de Daisy perguntar.

— Até a Lili...?! Ei. – Ela olhou para Electra, a Plêiade primordial de cabelo dourado – Vocês não podem ver o que está acontecendo lá dentro?!

Como resposta ela balançou negativamente a cabeça, com um olhar preocupado.

— Me desculpe. Não podemos observar e nem interferir nos desafios assim que eles forem iniciados. Só podemos esperar...

— Daisy... O que está acontecendo?! – Silver, ao seu lado, a perguntou.

— Meu irmão... e a Lili. Aconteceu alguma coisa com eles... – Ela respondeu, fazendo todos ficarem atônitos. Grey seguia pifado...

— Como você sabe?! 

— Pístiinha está falando para mim... ela pode sentir... assim como eu... – A garota falava com certa dificuldade pelas suas repentinas tonturas e quedas.

— “Pístiinha”?!

— É mesmo, eu não disse... Ela é minha personificação da Fé. Nós podemos nos comunicar. – Daisy deu um sorriso forçado, apontando para sua testa, indicando que essa comunicação era pela mente.

— Sério?! Então eu também posso?! Ei, Aplístia! Responda! – Grey ‘repentinamente’ foi consertado de sua pane cerebral e gritou, olhando para cima, como se fosse para sua própria cabeça. Todos olharam para ele com expressões engraçadas.

“Ele acordou...”, pensou Meade, com um olhar cínico.

— Acho que você não pode fazer isso ainda, Grey.

A voz chamou a atenção de todos, seguida de uma luz forte que brilhou novamente, ao lado de todos, e depois sumiu. Quem saiu agora de seu portal era uma das filhas gêmeas da deusa Atena, Chloe, que tinha acabado com seu desafio, a antepenúltima a sair dos portais. Ela estava sorrindo ao sair do mesmo.

— Irmã. – Julie a olhou.

— Chloezinha...! – Daisy viu e ficou feliz com aquilo.

— Você também conseguiu. – Meade indagou, surpreso com a saída repentina da mesma.

— Parece que vocês também, afinal entramos todos juntos... – Chloe respondeu, cruzando os braços, ao andar até os dez.

— Então me diga! Sobre esse assunto aí de personificação e tal! – Grey quase entrou nos olhos violetas de Chloe, curioso e nervoso.

— A-Acho melhor uma especialista nisso falar com vocês...

— Especialista...?! – Meade murmurou, sem entender.

Chloe sorriu em resposta e fechou seus olhos. Uma aura calma e sublime se envolveu nela e todos sentiram a mudança repentina, tanto na aura, como no reiki da garota...

— Isso é... – Taigete sussurrou para si mesma com seus olhos verdes brilhando e ninguém além de Electra pôde escutar. Até mesmo as cinco outras Plêiades, que estavam ocupadas, pararam o que faziam e olharam para Chloe.

A filha de Atena abriu os olhos novamente após alguns segundos, e houve uma mudança. Seu olho esquerdo, originalmente de cor violeta, como o direito, ficou com uma forte cor alaranjada.

— Oh, a cor do olho dela mudou! – Taigete disse, agora em voz alta, impressionada.

— Ei, essa mudança na cor do olho esquerdo é... – Meade e os outros lembraram ao ver esse fenômeno heterocrômico novamente.

Afinal, aconteceu com Keith, com Damon, com Brandt e com Hazel. A mudança na cor ocular esquerda, cores diferentes nos dois olhos, anomalia chamada de heterocromia. E isso estar precedido por uma mudança repentina na aura, no reiki e nas atitudes.

Era a teoria que Damon formulou, e que agora estava totalmente desvendada de forma correta.

— Olá. – O tom de voz dela deu uma leve diferenciada, mas ainda era a mesma voz, apenas um pouco mais grave que a original... – Eu sou a personificação da harmonia de Chloe, Armonía – Sua personificação Armonía tomou o controle das ações de Chloe. E nisso, foi revelado que na verdade, as duas trocavam de lugar.

Enquanto a personificação vinha para o corpo físico, o receptáculo vai para o mental. Essa era a causa e a circunstância da perda de controle de Brandt e o que aconteceu com Hazel e Keith... resumindo, eles ainda estavam lá dentro.

Todos olharam impressionados. Essa era a resposta para tudo que aconteceu até aqui com relação a isso, a misteriosa mudança de comportamento e controle daqueles afetados pelo mesmo.

Ainda, o mais impressionante é o fato de Chloe dominar isso mutuamente com Armonía, sem que alguém ‘pegue à força’...

Armonía... – Disse Písti, sorrindo ao vê-la.

— Você é a personificação da fé. Agora se chama Písti, se não me engano. É bom te rever. – Armonía a cumprimentou, fazendo todos arregalarem os olhos e perguntarem quase a mesma coisa.

“Rever...?!”

Tecnicamente você não está me vendo, Armonía. – Dentro da mente de Daisy, Písti conversava com Armonía naturalmente... 

— Ela está falando com você Daisy? – Grey parece não ter entendido (novamente) e perguntou.

— Não. É com a Pístiinha...

— Atendi ao chamado de Chloe para tomar controle das ações de seu corpo. – A personificação no corpo da filha de Atena se virou para os demais – Posso falar com vocês livremente agora.

— Então era isso mesmo...! – Concluiu Elaine.

— Você queria saber o porquê de não poder falar com a sua personificação, não é? – Armonía se direcionou a Grey, sorrindo.

— S-Sim...!

— Serei direta e clara. Apenas os mais elevados intelectualmente podem se comunicar com elas normalmente.

— Então... eu...?!

— Você ainda não está desenvolvido o suficiente. O receptáculo de Písti é um exemplo, elas apenas podem se falar pelo poder da mente. Já Chloe, por ser mais avançada, pode me invocar e me dar poder para falar com vocês, assim como alguns que tentaram tomar o controle à força...

A explicação de Armonía acabou com todas as possíveis e singelas dúvidas de todos em relação a isso. E eles puderam suspirar por resolverem esse mistério que estava encucado em suas cabeças...

E isso está acontecendo novamente. – Písti indagou.

— Por que? O que você está sentindo? – Armonía, no corpo de Chloe, perguntou.

Orgí. – Respondeu Písti, rapidamente – Parece que ele quer tomar o controle de seu receptáculo. E está conseguindo...

— Ele quer tomar controle do meu irmão?! – Daisy perguntou, mais preocupada ainda.

E se isso acontecer, pode ser perigoso para todos nós... – Sua personificação completou...

— Não é possível...!

— O que foi, Daisy?! – Grey novamente perguntou, já que não podia escutar Písti, além de Daisy e Armonía.

— Pístiinha disse que eles estão com dificuldades. Eles irão perder se continuarem assim. – Armonía respondeu pela garotinha, que estava nervosa pensando na situação do irmão.

— Pergunta: O que acontecerá se Damon perder o controle para sua personificação? – Julie finalmente se virou e perguntou.

— Chloe me disse, creio que você seja a irmã dela, Julie, não é? – Armonía olhou para ela, vendo que eram idênticas da cabeça aos pés.

— Resposta: Sou eu mesma.

— Que nostálgico. Muito... – Armonía murmurou, fazendo Julie e também Chloe, em sua mente, ficarem sem entender – Chloe sempre teve a habilidade de falar comigo durante os seus sonhos. Agora, após esse desafio, ela pode me invocar para me comunicar exteriormente. Com a Daisy também. E vocês conseguiram os contratos e alguns até criaram laços, assim domando suas personificações.

— ...

— Mas o Orgí, a personificação do Damon, é um pouco diferente. – Armonía deu uma leve risada – Bom, ele sempre foi bem fechadão e sério, mas com o tempo mudou e ficou essa pessoa problemática de hoje.

Todos se olharam, sem entender absolutamente nada. Afinal, ambas falavam como se já se conhecessem, e todos, inclusive Daisy e Elaine prestavam bastante atenção nesses detalhes.

— Mas não se preocupem. – Armonía prosseguiu – Ele só quer se divertir.

— Se divertir, hein... – Brandt murmurou, lembrando que com sua personificação, Alazoneía, foi quase que a mesma coisa. Grey também compartilhava do mesmo sentimento, lembrando de Aplístia.

— Irmão... Lili...! – Daisy apertou suas mãos, como uma prece e fechou seus olhos, desejando o bem dos dois.

 

***

 

Lilith ainda estava de joelhos, ainda em choque pela cena dolorosa e amarga que presenciou. Lagneía estava em sua frente, com uma expressão preocupada, a olhando de cima...

— Lute contra isso, Lilith. Não perca para seus pesadelos!

A garota que nesse momento estava com a Jigokuma em suas mãos, fechou e forçou seus olhos. Quando os abriu novamente, não havia mais ninguém na sua frente, o que a fez ficar mais controlada, todavia, ainda tremulando e lacrimejando.

— O que? Onde estou?! Damon?! Daisy?! – Os chamados ecoaram no deserto lugar, todo branco. Ninguém respondeu – Lagneía...?! Onde ela está...?!

Lilith parou e tentou se acalmar, raciocinar logicamente. Ela olhou para os lados e após conseguir parar de tremer, se levantou, fitando o local vazio e branco... sua própria mente.

— Isso era uma ilusão. O desafio... entendi! O meu desafio!

A filha de Hades e Perséfone abriu as mãos, secou suas lágrimas dos olhos e se concentrou. Ela olhou a cena mais uma vez. Damon com a Jigokuma, a Foice do Inferno, atravessada em seu peito.

“Eu não vou perder para mim mesma! Eu tenho que vencer!”

— Isso mesmo, Lilith.

Uma luz branca e intensa apareceu na frente de Lilith, que abriu os olhos surpresa, como um impulso. E então, após alguns segundos com a luz em sua frente, uma silhueta de um garoto que ela conhecia muito bem apareceu, sorrindo.

— Obrigado, Lilith. 

— Damon...?!

Por um momento, a voz acalmou seu coração e ela pôde finalmente retomar suas emoções de vez. E, como areia, a imagem de Damon se desfez aos poucos e se esvaiu. Lilith caiu de joelhos, cansada mentalmente e fisicamente.

— Muito bom! Seu desafio foi concluído! Parabéns! – Comemorou Lagneía, agora na sua frente, estendendo sua mão para ela.

— Lagneía...?

— Seus piores pesadelos, você venceu todos eles. Esse era o propósito do desafio. Seu medo agora, não existe mais. – Sua personificação, a própria luxúria disse, voltando a sorrir.

Um desafio em si, rápido, porém, que durou mais do que meros minutos para Lilith. Aquilo para sua cabeça, para ela própria, foi como uma eternidade infinita.

— Meu medo... – Lilith pegou na mão estendida de Lagneía e se levantou.

— Mas, não iremos voltar agora. – Lagneía deu um novo sorriso.

— Hã?! Por que?

— Porque temos algo para fazer ainda...

 

***

 

Todos os Desafios do Zodíaco foram completos com sucesso. Agora, só restava um e apenas um, o último desafio...

Orgí estava com a sua Espada do Dragão, Ryūken, de cor totalmente vermelho-sangue, enfiada no peito de Damon. Sangue escorria até pingar em goteiras no chão, assim como da boca dele. A personificação dava um leve sorriso.

— Hora de tomar o controle.

“Isso dói! Mas se fosse fora do portal eu já estaria morto!”, pensou Damon.

 Logo após isso, da espada de Orgí começaram a sair uma espécie de linhas grossas e negras que começaram a tomar o corpo de Damon, como se fossem raízes se instalando no mesmo.

— O que...?!

— Está acabado. – Damon começou a perder força gradativamente com esse efeito – Não fique irritado, eu apenas quero me divertir. Faz tempo que isso não acontece, sabe?

— Tsc! Pare de cantar vitória antes da batalha terminar...!

— Hm?!

Damon, em um movimento usando toda a sua força que restava, pegou sua Ryūken e também perfurou o peito de Orgí, provocando o efeito reverso que o mesmo causava nele.

— O que você está fazendo, hein?!

— Se você vai me controlar pela sua espada... então a minha vai impedi-la...!

— Impossível! Isso é...!

— Desculpe. Você diz que isso é impossível? Tem tantas coisas nesse mundo que são consideradas impossíveis. Veja por exemplo a gente; Deuses existem. Górgonas, Sirenes... Como você explica isso tudo?! – Damon perguntou, sorrindo.

— O que...?!

— Mas pelo que você disse, você já foi vivo no passado, não é?! Deve ter vistos coisas fantásticas, talvez do jeito que você fala, bastante dolorosas e difíceis também! – Orgí cerrou seu olhar ao escutar essas palavras – Não se preocupe, não precisa contar sobre isso agora, conta numa outra hora...!

— S-Seu maldito...!

— Então, não diga que isso é impossível, você sabe que não é! Afinal, minha vontade te faz ficar vivo dentro de mim! Então eu vou te domar, Orgí!

— GH! Moleque idiota...!

— E esse foi o... – Damon fez Orgí remover sua espada de seu peito, fazendo o mesmo com ele -  Poder do discurso!!

Após isso, Damon o chutou para longe e também pulou para trás, recuando. Ele ficou ofegante após perder um pouco de sua força, mas logo a ferida se curou automaticamente em seu peito, assim como no de Orgí.

Uma luz se formou um pouco mais distante dali, e dela, saíram Lilith e Lagneía.

— Onde estamos?! – Lilith olhou para os lados e não viu nada até que ela conseguiu ver Damon mais à frente – Damon?! E essa é a personificação dele...?!

— Veja. – Lagneía apenas respondeu com isso, ficando ao lado dela.

— Acabou! – Damon pegou a Espada do Dragão e foi para a frente de Orgí, rapidamente, sem que o mesmo percebesse, parecendo estar atordoado.

— Ugh!

— Corte dos Mil Pássaros!!

Damon o atacou impiedosamente, e sua personificação caiu para trás, sendo atingido sem chances de defesa. E para garantir, o filho de Zeus deu mais um último golpe e Orgí caiu de vez no chão, soltando sua espada vermelha, que deslizou para longe de seu alcance.

— Tsc!

— Eu disse que acabou, Orgí. – Damon ficou acima de Orgí, com sua espada apontada para o mesmo.

De longe, Lilith e Lagneía viram tudo. E a primeira estava pasma com a cena...

— Damon... Ele ganhou?!

— Parece que sim. Mas não vá agora, espere mais um pouco. – Lagneía respondeu e recomendou. Orgí deu uma risada de canto após estalar a sua língua de raiva pela derrota.

— De todos os receptáculos que já tive, você é o melhor! – Ele sorriu, aparentando estar satisfeito com a situação atual, enquanto Damon ainda o olhava por cima – Tá bem, eu perdi...

— É...

— Mas não ache que ainda desisti de tomar posse de seu corpo.

— Tente novamente fazer isso para você ver! – Damon respondeu de forma engraçada.

— Não se preocupe. Eu farei isso de novo, mas vou dar um tempo.

E após isso, ele saiu de cima de Orgí, que se sentou no chão, na frente dele. A espada do mesmo se desfez como partículas de reiki e, só então, Damon guardou a sua. E ele ficou surpreso depois disso, ao ver...

— Toque. – Disse Orgí, com seu punho direito cerrado, estendido na direção de Damon.

— Hã?!

— Seu falatório chato me fez lembrar de algumas coisas que não posso esquecer... apenas isso. – Ele disse.

— ... – E Damon seguiu hesitante quanto a isso.

— Não me faça repetir! – Damon hesitou por um momento mas decidiu fazer o que Orgí pediu. Eles tocaram os punhos – Agora, temos um contrato. Você me fez despertar de um longo sono. Agora, ficarei ao seu lado, poderemos nos comunicar e eu poderei te ajudar.  

— Sério isso...?!

— Eu te darei mais poder quando você precisar. É só você chamar pelo o meu nome e pedir.

— Entendi.

— Você tem que dizer, “meu senhor, Orgí, por favorzinho, me empreste seu podeeer”, assim. – Ele imitou uma voz feminina, de forma cômica.

— TÁ ME ZOANDO, NÉ?!

— Ahaha, você ficou com raiva agora. Gosto assim! – Ele sorriu.

— Falando nisso, Orgí é um nome que você inventou, né? Ele lembra ‘ira’ mesmo. Então, qual o seu verdadeiro nome, afinal? Se é que você tem um...

Orgí ficou em silêncio após essa pergunta. Damon percebeu que havia algo ali e apenas olhou, curioso. Foi quando Orgí suspirou e se levantou, olhando de frente para ele.

— Com isso o desafio está completo. Vamos voltar.

— Ei!

— O que foi? Já acabamos aqui, não há mais o que fazer. – Ele respondeu, um pouco impaciente.

— Esperem! – Damon e Orgí se viraram na direção que veio a voz feminina, um pouco distante. Lagneía e Lilith se aproximaram dos dois.

— Lilith!

— Você... – As duas chegaram até os dois e se olharam.

— Faz um tempo, Orgí...

— É. Realmente... – Orgí respondeu, um pouco envergonhado, enquanto virou para o lado. Lagneía deu um sorriso.

“Esses dois se conhecem...?”, Damon olhou para eles, duvidoso.

— Damon...! – Porém, ele parou de pensar e olhou para Lilith, que se remoía com suas mãos – M-Me desculpe...!

Ela murmurou baixinho.

— Não escutei...

— Não, não é nada. – Ela seguia se remoendo – Olha... quando terminamos essa missão, eu quero te contar uma coisa...

— Ué, conta agora, não tem problema. – Ele falou, colocando a mão na cintura.

— Não. Só quando acabarmos... – Lilith deu um sorriso. Ao ver a cena e entender aquilo, Lagneía também sorriu.

— Está bem então... – Ele suspirou e cruzou os braços, olhando para o lado enquanto respondeu.

— Bem, pessoal. Vamos voltar. – Disse Lagneía, mas...

— Espera aí, ele não me respondeu à pergunta que fiz! – Damon, irritado, apontou para Orgí, que estalou sua língua, mais irritado ainda.

— Ah, sobre isso...

— Ei... Lagneía. – Ele deu uma pequena pausa antes de chamar o nome dela – Tem certeza? Pode ser um caminho sem volta...

— Uma hora ou outra eles irão saber. Eu sinto isso.

— Do que vocês estão falando? – Lilith perguntou, sem entender nada. Lagneía suspirou e ficou com um semblante sério.

— Sobre isso, é simples...


***


De volta ao Stellarium.

— E então, o que houve agora?! – Grey perguntou, mais uma vez...

— Pístiinha...?

Não consigo senti-los. – Písti respondeu à Daisy, que ainda estava nervosa.

— Será que eles estão bem? – Armonía se perguntou.

— Não se preocupem!

A resposta veio do além, na hora que uma luz intensa apareceu, fazendo todos olharem para ela. Daisy sorriu. Todos ficaram tranquilos e também deram um leve sorriso pois, enfim, dela saíram Damon e Lilith.

— Estamos de volta! – Damon levantou o braço direito, sorrindo, Lilith estava ao seu lado. Electra suspirou e Taigete deu um sorriso.

Os dois que faltavam. Os doze Desafios do Zodíaco estavam encerrados!


[Damon e Lilith passam pelos últimos desafios!!]

[Controlando sua 'ira' e 'luxúria' os contratos finais foram firmados!! Agora, os doze Desafios do Zodíaco foram completados com perfeito êxito!!]


Continua no 75º Mito - "Desafios do Zodíaco: Convergência"

Por Sora | 09/04/18 às 11:39 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen