CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
77º Mito - Desafios do Zodíaco: Coroação

Epopeia do Fim (EDF)

77º Mito - Desafios do Zodíaco: Coroação

Autor: Sora | QC: Amnésia

Submundo, no momento que os Desafios do Zodíaco aconteciam, com diferença de alguns minutos atrás...

— Chegueeeei! – Uma voz feminina ecoou pelo hall principal do reino de Hades. Mas só fez eco mesmo. Ninguém respondeu de primeira. – Ué... será que o pai e a mãe não estão?

A garota que acabava de chegar no local tinha cabelo grande e liso, que caía até metade das costas, de cor vermelho mais escuro. Era bem semelhante ao cabelo de Lilith, porém solto e mais forte e escuro que o da mesma.

A estatura da garota era a de uma jovem de aproximadamente 20 anos. Ela usava apenas um pano preto em volta de seus seios volumosos, deixando seu corpo até a cintura, com curvas bem definidas à amostra.

E, na parte debaixo, mais um pedaço grande de pano escuro, amarrado à cintura, que era recortado em duas partes verticais, para dar mobilidade à suas pernas.

— Oh, você voltou. – Uma outra voz feminina chamou a atenção da garota que se virou e deu um sorriso – Melinoe.

Perséfone, a Rainha do Submundo e Deusa das Flores, apareceu e deu um sorriso recepcionando a garota.

— Estou de volta, mãe! – Ela respondeu.

Essa garota com seios fartos e que mostrava quase o corpo todo de propósito era Melinoe, a primeira filha de Hades e Perséfone, e, consequentemente, irmã mais velha de Lilith!

— Você não deixa dessas manias de ficar mostrando seu corpinho, não é? – Assim que se viram, ela andou até Perséfone que deu um sorriso, fechando os olhos.

— Para com isso! É chato ficar com um amontoado de pano, apenas isso! Me sinto mais free assim...!

Vendo por esse lado, Melinoe era bem extrovertida, um pouco o oposto de sua irmã mais nova, Lilith.

— Então, como foi sua missão?

— Ah, foi bem... digamos... aceitável? – Ela falou, sorrindo forçadamente.

— Você odiou. – Perséfone respondeu por ela.

— ODIEI PRA CAR**HO! QUE MERDA DE MISSÃO É ESCOLTAR UM NOBRE DE CRETA ATÉ ESPARTA?! E O FILHO DA P*TA AINDA ERA VELHO! POR QUE ACHA QUE DEMOREI TANTO?! Pronto, desabafei. – Melinoe suspirou após seu longo desabafo...

— Bem, pelo menos você cumpriu com seu dever.

— Falando nisso, cadê a Li? Está brincando com os amigos dela?! – Melinoe deu uma risada sarcástica.

— Ela está em uma missão agora. Com os amigos dela. – Perséfone não deixava de sorrir.

— É mesmo? E que missão é essa?!

— Eles foram até a Ilha da Criação atrás das Moiras.

Silêncio...

— O QUEEEEEEEEEE???????!!!!!!!

— Não grite assim...

— TÁ ME ZOANDO?! POR QUE ELA, QUE É MAIS NOVA, TÊM MISSÕES TÃO ASSIM E EU SÓ PEGO MISSÃO MERDA?!

— Ela faz parte do grupo dos Dez Apóstolos, os escolhidos pelos próprios deuses e meu pai, afinal. Não era de se esperar menos.

— MESMO ASSIM! EU SOU A MAIS VELHA! SOU EU QUEM DEVIA SER PARTE DOS DEZ APÓSTOLOS!

— Desculpe, Melinoe. – Perséfone colocou a mão levemente sobre o ombro de sua filha – A-c-e-i-t-e.

— NOOOOOOOOOOO!!!!!!! Ah, mas quando essa pestinha voltar, eu juro que vou perturbar ela até o inferno! – Melinoe ficou com olhos pegando fogo e com um sorriso assustador.

— Vai descontar só por que sua irmãzinha foi em uma missão mais difícil? Que cruel. E ainda se diz a mais velha... – Melinoe quebrou com as palavras de sua mãe, que repousou sua mão em sua bochecha esquerda.

— N-N-Nem queria ir nessa missão mesmo, né...?! Assim que a Li chegar, v-v-vamos fazer um banquete? !

— Haha, boa ideia! – Perséfone com sua psicologia estranha, mudou de humor. Mas que conseguia ter esse tipo de resultado. Um monstro...

“Gihihihi! Aaaah, mas você mal pede por esperar, Li... Sua irmãzona, a Deusa Fantasmagórica está de volta!”

Melinoe deu um sorriso escondido. Ela era conhecida como Deusa Fantasmagórica, sendo filha de Hades e Perséfone. E então, mentalmente, ela começou a bolar um plano maléfico para sua pobre irmã mais nova, que nesse momento, estava há não se sabe quantos dias passando por desafios incríveis.

Contrariando a todos, essa é Melinoe, a irmã mais velha de Lilith.

 

***

 

— Digamos que estou impressionado. Ainda me pergunto como você conseguiu ultrapassar a barreira.

De volta ao normal, Desafio do Serpentário. Arthur, Daisy e Grey – literalmente sozinho – derrotaram os três representantes de Ophiucus, que revelou ser o verdadeiro adversário ao atacar os três.

Arthur chegou a lutar contra o mesmo e a pressiona-lo, por fim, começando a liberar seu monstruoso reiki. Porém...

— Acho que você já sabe que não vou falar!

E, nesse momento, Damon acaba de se intrometer na parada. Após Ophiucus travar uma pequena batalha com Arthur, ele tentou atacar Daisy e Grey de forma desprevenida, mas Damon misteriosamente atravessou a barreira negra que os separava e o interrompeu.

— Eu sei disso. – Ophiucus respondeu enquanto Damon sorria. Mas ainda assim, conseguiu sentir que, por trás da grande armadura negra, um sorriso também se formava.

— Ele conseguiu mesmo... – Lilith murmurou, pasma.

Sim, apenas Damon havia passado da barreira. O resto ainda estava observando, por trás dela, sem poder passar.

— Vamos lá então!

Damon fez força com sua espada e jogou a armadura para trás. Em seguida, ele pulou na direção de Ophiucus. as duas espadas voltaram a colidir e produziram uma enorme onda de vento. Após isso, o garoto habilidosamente se jogou pra baixo e tentou golpear Ophiucus com um chute, mas ele pulou para trás.

Damon seguiu indo para cima, tentando acerta-lo, mas Ophiucus desviava de todos os golpes.

Corte dos Mil Passaros!!

A sequência de ataques com a Ryūken não foi muito eficaz, graças à resistente armadura de Ophiucus. Ele chegou a ser acertado mas deu apenas um leve recuo, deixando sua parte de trás aberta e vulnerável...

— Nada mal. – Disse a armadura, com um tom impressionado. Damon abriu um sorriso congelante após isso.

— Isso não é nada.

Ophiucus mal pôde olhar Arthur o atacando. Ele sofreu o golpe com toda a força da Konrama sem poder se esquivar e sua armadura rachou na parte das costas. Era isso que Damon queria e que ele não percebeu durante esse pequeno intervalo de tempo.

Em uma medida rápida, de prevenção, Ophiucus pulou e tomou nova distância para os dois. Arthur e Damon ficaram lado a lado.

— Eu não sou o único em capacidade de lutar aqui. – O segundo disse, com um sorriso.

— Realmente cometi um equívoco em esquecer o outro oponente. Mas não irá acontecer de novo. – Ophiucus não ficou nada impressionado com aquilo e levantou a sua espada negra, fazendo todos ficarem apreensivos – Dark Nebula.

Assim que ele proferiu sua magia, uma densa névoa negra se envolveu nos quatro que estavam dentro da barreira enfrentando Ophiucus. Damon e Arthur olharam para os lados.

— O que é aquilo...? – Chloe se perguntou.

— Não sei... Mas não deve ser nada bom. – Armonía respondeu em sua mente.

Damon começou a olhar para os lados, tentando entender o que era essa magia. Foi quando ele arregalou os olhos e percebeu.

— Tomem cuidado com essa névoa! – Assim que avisou, ele de repente tombou no chão – Hã...?

— O que é isso?

— Estou me sentindo... fraca! – Daisy e Grey caíram de joelhos, assim como Damon.

— Ele está sugando nosso poder...?!

— Muito bem. – Ophiucus abaixou a espada – Vamos ver do que vocês são capazes agora, e-.

— Ciclone do Caos.

Antes que Ophiucus terminasse de falar, Arthur, o único que permaneceu de pé, usou sua magia, que fez um gigantesco ciclone negro desfazer toda a névoa e ao mesmo tempo, atacar Ophiucus que desviou.

— Arthurzinho...! – Daisy sentiu seu reiki estabilizar novamente. O orgulho de Arthur era tão grande assim...

— Uma sábia decisão. – Disse Ophiucus – Mas bem interessante. Seu orgulho é tão forte que não o permite cair no chão...

— Realmente!

A armadura negra novamente se assustou quando viu Damon aparecer em suas costas com a Ryūken preparada para o ataque. Ele tentou acerta-lo, mas a armadura desviou mais uma vez e apareceu por trás de Damon na sequência.

— Acabou!

— É mesmo?! – Damon não se virou e apenas sorriu, olhando para frente.

Daisy veio pela frente com a Lâmina do Céu, Soraken, em grande velocidade. Ela acertou Ophiucus com um golpe forte e certeiro no peito, que o fez cair para trás, no chão. Ao mesmo tempo, sua armadura rachou ainda mais com o golpe e o impacto.

— Muito bom, Daisy! – Gritou Lilith.

— Continuem assim, pessoal! – Elaine fez o mesmo em seguida.

— Mais fácil falar do que fazer... – Damon secou o suor do seu rosto – Mas estamos quase lá. Temos que montar um esquema para derrotá-lo de uma vez...

— Irmão, Arthurzinho. – Daisy andou até a frente dos dois e deu um sorriso – Eu tenho um plano.

Ophiucus se levantou do chão mais uma vez...

— Parece que baixei a guarda novamente. – Disse ele, com sua armadura caindo aos pedaços e revelando parte de seu corpo – Essa armadura não vai aguentar mais um golpe... Agora são três? Isso está ficando interessante. – Disse Ophiucus, segurando sua espada negra com firmeza, quando viu os três, um do lado do outro.

— Não. – Daisy respondeu. – Somos quatro.

O seu sorriso confiante fez a armadura lembrar da pessoa que faltava naquele momento... E, em um movimento rápido, Ophiucus sentiu uma presença quente e assustadora em suas costas. Era Grey, com a luva da mão direita preparada para o golpe.

— O qu-?!

— Punhos do Sol! – Grey acertou o rosto da armadura em cheio, com um soco superforte.

— Grey!

— Como ele...?! – Lilith, Elaine e todos os outros do lado de fora estavam espantados.

Ophiucus capotou no chão e parou caído, sua armadura se desfez completamente e isso revelou sua face. Era de fato um homem adulto. Seu cabelo era grande, que caía até as costas, totalmente negro.

 Grey caiu de vez no chão, de joelhos.

— Não tenho mais forças... o resto é com vocês...! – Disse ofegante, enquanto se esparramava ao chão, de braços abertos.

— Pode deixar!

— Seus-!

— Não precisa falar nada. – Arthur apareceu por cima de Ophiucus, que nem pôde terminar de falar, arregalando os olhos de cor azul-escuro que foram revelados – Cataclismo.

O ataque de Arthur, cortando o ar com sua gigantesca foice, produziu uma explosão enorme de fogo em cima de Ophiucus, que não pôde reagir ou desviar.

— Uma nova magia... incrível! – Disse Silver, espantado.

Ophiucus não podia se defender. O Cataclismo de Arthur o fez ficar muito ferido, a ponto de perder a defesa, com isso, no ar, ele permaneceu. Foi quando Damon veio correndo e pulou em sua direção.

— Corte dos Mil Pássaros!

Damon acertou todos os golpes em Ophiucus dessa vez, que cuspiu sangue enquanto caía ao chão lentamente. Ele se chocou com o solo e cuspiu ainda mais sangue, enquanto ‘quicou’ e teve uma leve subida novamente.

Tempo suficiente para Daisy estar preparada para o golpe final, detrás dele.

“Isso é...”

— Lá vou eu!

“...derrota...”, Ophiucus deu um sorriso, quando viu a arma de Daisy brilhando intensamente acima de seu rosto.

Arte Secreta dos Deuses: BIG BANG!!

Dentro da esfera, tudo ficou claro e explodiu, como a própria representação do Big Bang no cosmos.

Todos olharam, sem piscar um único segundo. Quando tudo ficou visível novamente, uns vinte segundos depois, Ophiucus estava caído no chão, derrotado.

Daisy caiu sentada, com a Soraken tombada ao seu lado.

— Acabou...?! – Ela perguntou, enquanto respirava ofegante após usar sua magia mais forte ainda não estando totalmente recuperada.

Arthur e Damon vieram andando. O filho de Zeus carregava Grey, exausto e sem força alguma, em seu ombro.

— Só ele sabe. – Damon disse, olhando para o oponente dos quatro, caído no chão.

— Haha! Hahahahaha! – Ophiucus riu alto, fazendo todos olharem para ele – Vocês são incríveis!

— Somos, é...? – Damon ficou meio bugado com a repentina mudança de Ophiucus, que se levantou, mesmo com todas as feridas.

Se bem que, assim como quando Orgí perfurou o peito de Damon em seu desafio, nada de grave aconteceu e suas feridas voltaram ao normal, aqui valia a mesma coisa.

 — Isso foi ótimo. O desafio está completo.

A barreira negra que separava os quatro dos outros sumiu e Lilith e o restante do pessoal puderam finalmente ir se juntar com os quatro que lutaram.

— Sorte que acabou. Estou sem forçaaaas! – Reclamou Daisy, deitando no chão.

— Você foi muito bem. – Damon acariciou a cabeça de Daisy, que abriu um sorriso. Fazia algum tempo que ele não fazia isso, devido as circunstâncias.

— Grey, você está bem?! – Elaine perguntou, logo após Damon o colocar no chão, sentado.

— Sim. Estou só estou sem força por ter usado a Genkai. Só preciso descansar um pouco...

— Que bom! – Ela sorriu.

— Você. – Ophiucus chamou Damon – Me diga uma coisa. Como você conseguiu atravessar a barreira?

— Ah, aquilo? Foi graças a ela. – Damon apontou para Elaine, sorrindo.

— O que...?

— Foi bem simples, na verdade...

 

...

 

— Não tem como passarmos daqui?! – Lilith perguntou, minutos atrás, quando Damon ainda não estava na luta.

A barreira negra seguia separando todos eles de Arthur, Grey e Daisy, que tinham acabado de derrotar os três representantes de Ophiucus, que agora era tinha se tornado o oponente dos três.

Damon olhou bem para a barreira, pensando e pensando em uma maneira de ultrapassa-la. Até que ele achou uma possível maneira.

— Na verdade, acho que tem um jeito. – Disse Damon, se virando para... – Elaine. It's your turn to shine!

— Oi? – Ela e Lilith fizeram uma cara engraçada, sem entender o que Damon disse.

— Use o Black Out na barreira. Isso deve desativa-la por um momento. Aí poderemos passar. – Ele explicou e Elaine escutou em silêncio, entendendo o que ele tinha em mente.

— Entendi... Ok, vou tentar! – Elaine pegou a sua Lâmina da Lua, Hatsuki, e a levou em direção da barreira – Por favor, funcione... – Ela murmurou – Black Out!

E então, Elaine descobriu que sua magia não funcionava em apenas seres vivos no total. Ela funcionou na barreira também, porém, só uma pequena parte da mesma foi desativada, liberando uma passagem minúscula.

— O que...?!

— Ela não desativou completamente. Só uma parte pequena!

— É o suficiente. – Damon tomou a frente das duas e em um movimente rápido, se jogou e passou pela pequena fresta da barreira que se abriu.

— Hã?! Damon!

— Fiquem aí! Vou acabar com isso...! – Damon disse, assim que a barreira se fechou ao mesmo tempo...

 

...

 

— ...E foi isso. – Terminou de contar a pequena saga para passar da barreira para Ophiucus e os três que não tinham visto.

— Vocês realmente são incríveis... – Ele respondeu, com um sorriso.

— Falando nisso, o que é você, afinal? – O filho de Zeus aproveitou e perguntou, fazendo todos olharem para ele.

— Eu sou apenas uma criação própria. Na verdade, eu não existo.

— ... – Todos ficaram em silêncio.

— Eu apenas sou criado assim que o desafio se inicia e recebo as informações que o convém. E, como essa é a primeira vez que esse desafio acontece...

— Então é a primeira vez que você é criado. – Damon raciocinou e completou a frase de Ophiucus.

— Correto. Mas espero ver vocês de novo, algum dia.

— Sim. Vamos lutar de novo. As Plêiades farão isso! – O garoto respondeu, apontando para trás.

— Então, vamos voltar. Está na hora de receber o grande prêmio... a passagem para final para as Irmãs do Destino...

Ophiucus sorriu e levantou sua mão direita na direção dos doze. Uma nova luz se envolveu em todos e desapareceu com tudo... 


[O Desafio de Serpentário é vencido!!]

[Com a união Damon, Arthur, Daisy e Grey derrotam Ophiucus e conquistam sua coroação!! Agora, a passagem final está finalmente liberada...!!]


Continua no 78º Mito - "Desafios do Zodíaco: Conclusão"

Por Sora | 13/04/18 às 12:17 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen