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80º Mito - Caminho Aberto

Epopeia do Fim (EDF)

80º Mito - Caminho Aberto

Autor: Sora | QC: Amnésia

Voltando ao Grande Abismo novamente, a situação ainda era difícil. Passaram-se quase dez minutos e os doze, exceto por Brandt e Arthur, ainda estavam pendurados à beira do abismo.

— Agora só temos um jeito de passar... – Damon segurava-se em sua espada, fincada na parede e ainda estava com Daisy debaixo de seu braço livre.

— Irmão, me leve para cima. – Disse Daisy, já controlada após gritar com todas as suas forças.

— Oi?

— Se eu alcançar o Arthurzinho, ele pode me puxar e assim seu braço esquerdo fica livre para subir também.

Damon olhou por um momento para Daisy, que pensou em um bom plano. Assim, ele poderia tentar ajudar os outros.

Mesmo sendo filhos de deuses, essa situação não seria contornada facilmente. Haviam exceções, como Brandt e Arthur, mas ainda faltava a eles aquilo.

Aquilo que abordamos no início do primeiro arco, lembra? Experiência.

— É, tem razão. – Damon concordou que seria um meio mais fácil e olhou para cima – Então... EI, ARTHUUUUR!!!

— Hm? – O grito do garoto ecoou pelo local e Arthur olhou para baixo.

— Vou jogar a Daisy! Segura ela aí! – Arthur apenas piscou, sem acreditar naquilo.

— Ei, irmão?! Você disse joGAAAAAAAAWAAWWSHAAAAYAAAUIOOOAAAAHA????????!

Damon, antes de Daisy terminar, fez força com seu braço esquerdo e a jogou com toda sua força para cima, de uma vez só, fazendo todos e até mesmo Arthur se espantarem.

— DAMON, TÁ MALUCO??! – Lilith gritou, incrédula, ainda pendurada pelos fios de Meade acima do abismo.

— GYAAAAAHAHAHAHA!!!!! ARTHUUUUUUURZINHOOOOOAAAAWAAAAWOOOHIIIIIYAAAAAAHOOOOOOWAAAAAAAAAAAA!!!!!!

— Esse maldito! – Arthur se esticou todo para pegar Daisy, que vinha em alta velocidade, mas, quando ela chegou perto e esticou sua mão...

Eles não se alcançaram.

— Hã?! – Daisy, sem pulmão para gritar mais, apenas não acreditou.

— Tsc! – Arthur estalou a língua.

— Deu merda... – Damon murmurou, com um sorriso amargo...

Mas Daisy, no reflexo, conseguiu se segurar em uma pedra que estava um pouco para frente e se salvar, enquanto já estava colocando em prática a lei da física de Isaac Newton – A lei da gravitação universal.

Mas não sabia por quanto tempo ela iria aguentar.

— Aaaah....!!! – Ela não conseguia mais gritar. A pedra começou a se desprender lentamente.

“Merda, não tem nenhuma plataforma pra me ajudar a subir correndo, e...”, assim, Damon pensou em algo e parou. “Espera aí...”

— Já sei! Daisy, segura aí!

— IRMÃÃÃÃOOOO!!!!

— Não consigo alcançar... – Arthur se esticava o máximo que podia, mas não alcançava. Mesmo assim, ele falava com um orgulho...

— MEADE! SOBE NESSA MERDA E FAZ UMA CORDA PRA MIM!

— Aff... vou tentar! – Preguiçoso como sempre, Meade atendeu o pedido/grito de Damon e se preparou – Lilith, se segura!

— Espera, QUEEEEEEEE?!!!!!!!

Meade começou a subir, como se estivesse fazendo rapel. E foi puxando Lilith, pendurada por seus fios, com ele, a fazendo balançar como um ioiô suspenso.

— Mais rápido! – Damon gritou novamente.

— EU TO SEGURANDO UM MINI-DEMÔNIO, DÁ PRA AGUENTAR AÍ?!

— EU JURO QUE TE ESPANCO ASSIM QUE CHEGARMOS AO TOPO!!

Meade seguiu subindo, o mais rápido que podia com Lilith pendurada em seus fios e, ainda sendo segurada pelo próprio, balançando. O garoto de cabelo verde parecia estar sofrendo já que ele não era fisicamente tão forte como os outros.

— Droga. Quer saber...?! – Bluebell, pendurada com as duas mãos em seu martelo, começou a pegar impulso e a balançar para frente e para trás sequencialmente, pegando mais velocidade – Mais rápido...!

Ela então, começou a girar, como se estivesse praticando ginastica artística sobre barras e, com um forte impulso, se jogou para cima, retirando ao mesmo tempo a parte de trás do martelo da parede. Ela chegou em cima de seu pilar com tranquilidade.

— Agora, vamos ver... – Bluebell olhou para os pilares e viu Elaine do mesmo jeito que Damon estava pendurado – ELAINE!

— Hã? Bellzinha?!

— Preciso fazer algo...! – A garota de cabelo rosa olhou para os lados, mas não havia nada a não ser outros pilares enormes de pedra.

— Isso não está nada bom... Minha mão tá suando. Eu vou escorregar, e-.

— VAMOOOOOOO!!!! – Antes que Elaine pudesse terminar, fazendo até a mesma se assustar, Grey, usando os espinhos de suas Luvas do Sol, começou a subir igual um maluco.

— GREY?!

— Hein?

— RORARORARORARORAAAAAAAAAA!!!!!!

Ele não parou, já parecia que o perigo estava afetando a cabeça de todos os doze. Grey então, chegou ao topo de seu pilar, mas, o que ele fez depois foi mais do que surpreendente.

Ele se inclinou, ao invés de pousar e preparou seu punho direito, que começou a brilhar na cor dourada. Foi aí que Elaine entendeu e ficou desesperada. Bluebell também...

— PUNHOS DO SOL! – Ele socou com toda sua força o pilar, fazendo ele explodir em mil pedaços.

— QUEEEEEEEEEEEEE?!!!!!! – Elaine e Bluebell gritaram em coro e isso fez com que a primeira ficasse à deriva, para cair, mas...

— Agora vai, Bluebell! – Grey gritou, pousando em seu pilar. E então, Bluebell entendeu o que ele queria.

— Entendi... Vocês são demais! – Os pedaços que Grey fez se tornaram pequena plataformas. E agora... – Gravidade Zero!

Com a magia de seu martelo, Bluebell ativou a Gravidade Zero e as pequenas plataformas formadas ali, começaram a flutuar.

— Incrível... – Elaine disse, espantada.

Meade usou sua velocidade e chegou até o topo subindo pelos seus fios de sua Arma Divina, em seguida puxando Lilith para junto dele. Daisy já estava no seu limite pendurada na pedra.

— VAI DEMORAR AÍ?! – Damon perguntou, já sem paciência e nervoso pelo fato de Daisy estar a alguns segundos de pôr a lei de Newton em prática.

Ser atraída pela gravidade até a morte.

— LÁ VAI!

Meade usou os fios e os lançou até Damon, que soltou sua espada da parede e com os pés pulou instantaneamente. Ele guardou a espada nas costas e pegou na corda feita pelos fios, fazendo assim, uma espécie de cipó.

Ele foi, estilo Tarzan, girando e, então, estilo Homem Aranha, se jogou para cima.

— DAISY, PEGA NA MINHA MÃO! – Damon começou a descair, como uma bola de futebol americano na hora do punt, e foi chegando próximo a sua irmã.

— IRMÃO! – Os dois esticaram as suas mãos o máximo que puderam, mas ainda assim, Damon não a alcançou – UAH!

E a pedra que Daisy segurava, finalmente se soltou da parede na hora, graças ao esforço dela se inclinar para trás, sem sucesso.

— Irmã-!

— Não vai não!

Antes que Daisy gritasse em desespero, Damon se pendurou e conseguiu segurar a mão de Daisy antes que ela caísse. E ele só não caiu, porque Arthur o segurou com sua mão também.

Os dois olharam para o escuro abismo, que dava em Atlas e tremeram por suas vidas que quase foram tiradas agora...

— Valeu, Arthur! – Disse Damon, com um sorriso trêmulo.

— Suba de uma vez. –  Ele o puxou, que em seguida puxou, junto com ele, sua irmã mais nova. E os três ficaram seguros no pilar.

— Conseguimos...! – Daisy suspirou finalmente, aliviada.

— Salvos... e vivos... Aaaah! Eu acho que perdi uns dez anos de vida nisso aqui!

Os dois deitaram no pilar, suspirando de alívio após o momento tenso.

— Obrigada, Bellzinha.

— Agradeça ao Grey. Ele foi bem esperto dessa vez.

Bluebell usou os pilares flutuantes, pulando por eles, como plataformas, para resgatar Elaine. E, em outro pilar, Brandt, Silver, Chloe e Julie já tinham subido com sucesso também.

Mais um obstáculo superado...

 

***

 

— Eles conseguiram... De novo...  – Disse uma Láquesis desanimada e sem vida.

— Incrível... será que não dá mais para controlar o destino deles mesmo?! – Átropos perguntou, impressionada.

— ISSO É TRISTE, PORÉM INCRÍVEL AO MESMO TEMPO! EU NÃO AGUENTO!!

— Ei, para com isso, você está ficando maluca.

— CLOTOOOO, O QUE EU FAÇO?! – Ignorando Átropos, Láquesis chamou por Cloto, quase que chorando.

— Você não tinha desistido de tentar controlar eles? – Cloto perguntou.

— Mas...!

— Talvez você tenha os manipulados tanto que agora ficou uma situação irreversível, concorda?

— Isso nunca aconteceu em milhares de anos de existência!! Isso deve ser um sinal de algo grandioso, só pode!!

— ... – Cloto apenas escutou as lamentações de sua irmã em silêncio. Ela sabia que era isso, sabia até demais... A única das três Irmãs do Destino que sabia o que isso podia significar era ela, a que tecia os Fios do Destino, Cloto.

Só que Láquesis e Átropos sentiram algo estranho e ficaram de olhos arregalados.

— O que... foi isso...?! – Láquesis tremulou quando olhou para os fios, se virado lentamente.

— Láquesis...? – Cloto perguntou. Láquesis lentamente aproximou sua mão dos fios. E então, ela arregalou ainda mais os olhos, espantada.

— Impossível...

— O que aconteceu?

— Eles... – Láquesis engoliu seco enquanto ainda estava atônita e disse – Eles romperam o Limite do Destino.

Cloto apenas ouviu em silêncio, mas Átropos não acreditou no que havia escutado, ficando boquiaberta, a ponto de largar sua pequena adaga e a deixar cair no chão.

O Limite do Destino é exatamente o poder de controle que as Irmãs têm sobre os seres vivos. Quando esse limite é rompido, significa que as Irmãs não podem os controlar mais. Essa era a resposta para eles conseguirem sempre vencerem Láquesis.

Os Dez Apóstolos estavam apenas rompendo esse limite de pouco em pouco, e graças as atitudes de Láquesis, o processo foi acelerado. E o Limite do Destino deles foi rompido totalmente!

— Não podemos mais controlar eles... – Láquesis, ainda incrédula, murmurou. E não só isso. Ela ainda completou a frase – Nunca mais...!

— Não podemos criar outro limite para fios já tecidos. – Átropos explicou, e Láquesis cerrou seus punhos – Isso é...

— Um milagre milenário...!

As duas ficaram em silêncio, incrédulas com o fato ocorrido. De pouco em pouco, eles vieram rompendo os seus limites e agora, o destino deles era uma incógnita até mesmo para aquelas que controlam o destino de tudo e todos...

Não era mais possível de controla-los. Eles não poderiam ser mortos por Átropos, não mais... E esse fato ultrarraro e até mesmo, como Láquesis disse, miraculoso fato, mudaria tudo daqui para frente...

— Agora eles vão vir para o Palácio... – Disse Átropos, observando os fios platinados, que agora eram fios únicos naquela sala com bilhões de fios...

— Mas ainda vai faltar um pouco para chegarem até nós. – Láquesis bufou, olhando para cima – Mas, no fim, a vitória será nossa do mesmo jeito. Não precisamos nos preocupar...

— O que?! Eles romperam o limite do destino deles!

— Mas ainda somos mais fortes, Átropos. – Láquesis a olhou, com um tom mais sério – Nem que sejam todos eles, não podem nos vencer. Seres Primordiais.

Láquesis deu um sorriso, assim como Cloto. “Pelo menos não agora...”, a segunda pensou.

— Olha só, alguém entrou. – Disse Láquesis, voltando ao normal, observando a pessoa que passou do portão do Palácio dos Destinos.

— Aquele garoto...! – Átropos viu quem era.

— Hoho! Esse joguinho está longe de acabar e perder a graça ainda! – Láquesis voltou a abrir um sorriso, acompanhando a sequência dos acontecimentos...

Cloto seguiu olhando para a Roda da Fortuna...

 

***

 

— Então... – Disse Damon, se sentando, todos suspiravam aliviados – Estamos todos vivos?

Agora, os doze estavam separados por pilares de pedra gigantescos que seguiam para a entrada do Palácio dos Destinos, o único caminho agora até o mesmo.

— Aqui tudo bem! – Falou Lilith, removendo os fios de sua cintura, ao lado de Meade, que olhava para a direção do Palácio, com uma cara de “nossa, sobrevivi”.

— Tudo ok aqui também! – Elaine balançou sua mão, ao lado de Bluebell, ao mesmo tempo que Grey ajeitava suas duas luvas.

— Podemos continuar agora. – Disse Silver, se alongando, com Chloe, Julie e Brandt ao seu lado.

— Muito bem... – Damon se levantou, pegando na mão de Daisy e a levantando também – Vamos em frente.

E então, os doze finalmente conseguiram prosseguir até a entrada do Palácio dos Destinos. Eles foram pulando de pilar em pilar, com todo o cuidado possível.

Se bem que eles não sabiam que já tinham rompido o Limite do Destino deles, ou seja, não sabiam que não deveriam mais temer as generosidades de Láquesis. Na verdade, eles nem sabiam que isso existia...

Bluebell foi a primeira a perceber ao olhar para frente e então o resto viu, duas pessoas paradas em frente ao grande portão da entrada do Palácio.

— Olha só... Porteiros. – Damon deu um sorriso de escárnio.

— Admito, essa foi boa... – Disse Lilith, com uma expressão amarga, porém prendendo para não rir ao mesmo tempo.

E então, os doze chegaram à entrada do Palácio dos Destinos... E logo ali, estavam duas pessoas em frente à grande porta.

— Eles chegaram mesmo! – Falou o garoto de cabelo roxo e bagunçado, com um sorriso – Agora as coisas vão ficar divertidas!

— ... – O garoto de cabelo cinza e volumoso, nada disse, apenas olhando seriamente para os doze.

O líder, Keith, já havia passado sozinho até o caminho final para as Irmãs do Destino. E os dois que ali estavam eram os que faltavam dos Imperadores da Escuridão para serem vencidos...

— Um deles já foi... – Analisou Lilith. Bluebell apertou seus olhos e abaixou seu olhar.

— Então, não temos outra escolha a não ser acabar com esses dois primeiros... – Falou Damon, porque...

Dante e Dirk estavam em frente à enorme porta de entrada do Palácio dos Destinos. O início do confronto final entre Dez Apóstolos e Imperadores da Escuridão estava para começar naquele lugar...


[O limite que controlava seus destinos foi superado...!!]

[Após a dose comediante do desafio no Grande Abismo, os Apóstolos 2+ (como Láquesis fala) finalmente tem seu caminho aberto!! E quem os espera no Palácio dos Destinos são os últimos Imperadores da Escuridão restantes...!!]


Continua no 81º Mito - "Palácio dos Destinos"

Por Sora | 16/04/18 às 10:43 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Brasileira, Magia, Drama, Comédia, Shounen