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Capítulo 00 - Colisão de Mundos

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 00 - Colisão de Mundos

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)


No início, tudo era negro. Um universo primordial, escuro suprido apenas de um vazio infinito sem vida, mas em meio a isso tudo, havia um primordial. Um ser constituído de pura energia cósmica e de mutações próprias que lhe concederam todas as habilidades possíveis em infinitos espectros.

Ele existia em todos os lugares, todas as dimensões, todas as realidades.

Porém, o mesmo, apesar de sua presença e importância, não possuía forma, ele era invisível e não possuía textura, não possuía corpo ou algo que se assemelhasse a um avatar, ele era apenas uma imensidão inexistente.

Mesmo um ser com capacidades infinitas como esse ser, sabia de suas falhas. A imensidão escura a sua volta não lhe apresentava perigo, assim como absolutamente tudo que existia ou viria a existir, a única fraqueza de um ser sem fraquezas, era ironicamente, ele mesmo.

Ele não sabia sua origem, não sabia o porquê estava lá, o porquê possuía tais capacidades, mas conhecia suas capacidades, uma delas, era seu próprio limite.

Por mais que ele conseguisse fazer absolutamente qualquer coisa, ele não conseguia prolongar sua vida, junto disso não conseguiria manipular os eventos temporais que ocorreriam depois de sua morte.

Com a sua suposta morte chegando, ele expandiu sua existência em vinte e cinco planetas, de seu poder e características, ele criou cinquenta seres com espectros distintos que foram denominados “Deuses”.

Espalhados de forma desparelha entre os vinte e cinco planetas, os deuses foram postos para desenvolver o que quisessem em seu planeta, seja vida ou conceitos imateriais como a chamada “magia”.

Porém, lhes fora alertado que, no exato momento que o milésimo ano iniciasse, eles deveriam encarar as consequências da morte de seu progenitor.

No exato segundo que isso aconteceu o chão caiu sobre os mundos. Teólogos conseguiram prever os feixes do desastre, mas nenhum conseguiu prever as proporções do apocalipse que estaria por vir à tona.

Brechas e rachaduras mágicas tomaram o solo de todos os planetas em todas as dimensões ao mesmo tempo, de forma sincronizada, a radiação mágica começou a crescer e a se expandir ao ponto de ocasionar explosões descontroladas e aleatórias.

Os planetas, que antes foram cobertos pelos biomas, cidades, oceanos, foram substituídos por ravinas com um interior de aurora enquanto se afastavam em estilhaços planetários que, devido a falha da força gravitacional, todos foram jogados para fora da órbita.

Com o fundir de um em um, os vinte e cinco planetas foram reduzidos em apenas um único planeta condenado a orbitar uma estrela nomeada de “Sol”. Junto disso, um corpo celeste misterioso se anexou a orbita do planeta, um satélite natural prateado nomeado de “Lua”.

Os planetas, apesar de serem erguidos por Deuses que supostamente eram “irmãos”, eram extremamente distintos. As raças, faunas, floras, climas e principalmente religiões entraram em conflito.

Enquanto alguns desenvolveram técnicas de luta que conseguiam imobilizar animais até cinco vezes maior que o combatente, outras desenvolveram mutações corporais que os tornaram super-humanos capazes de suportar diversos empecilhos gigantescos.

Mas o principal que mudou, não só uma como a maioria das dimensões, fora os pactos e devoções aos seus Deuses.

Cada Deus recebeu uma característica de seu progenitor, o que lhes tornara sua marca registrada e o avatar que representavam seus símbolos.

Porém, com tantas pessoas diferentes, com características, gostos, raças e crenças que divergem entre si era impossível manter a unidade. Foi então que, o real problema começou, a guerra que constituiria o mundo e o consolidou como um todo.

Esse novo mundo era semelhante ao planeta Terra, com a exceção de suas paisagens alteradas e de seu tamanho que cresceu cinco vezes mais.

Nas Américas, a chamada Guerra dos Povos tomou conta e manchou o sangue do território. Diversos povos tentaram impor sua dominância por meio de ataques suicidas ou coisas que seriam considerados crimes de guerra nos tempos modernos.

Diversos povos se aliaram, diversos cadáveres foram decapitados, inocentes sacrificados e tribos simplesmente apagadas da história.

Até mesmo raças superiores foram extintas – como um exemplo os lendários dragões, salamandras aladas gigantes que tinham como principal característica suas peles resistentes e seus sopros elementais.

No lado direito do mundo, um grupo liderado pelo samurai Suinin Kitsune, conhecido como “Raposa Branca”, liderava e expandia seus soldados pela Ásia. Enquanto o Rei Arthur e a Távola Redonda surgia na Rússia e tomavam conta da região junto de uma pequena parte da Europa que recebeu o nome de Camellot.

Para dominar o restante da Europa e a região africana, as escolas de magia dos magos de Merlin dominaram as regiões aos poucos.

A Oceania permaneceu uma terra isolada e misteriosa que aparentava não possuir frutos para o exterior.

E com isso o tempo passou.

Os deuses que estavam nas Américas se mataram aos poucos, duzentos anos após o término da Guerra dos Povos apenas dois ainda estavam vivos. Ambos da costa leste do que seria os Estados Unidos.

Tac Nyan – um gato Shpynx com pele esverdeada e olhos esmeralda sem pupilas.

E os Deuses da Areia – três governantes gêmeos que conseguiram matar o Deus que possuía a alma divina original, agora dividindo a alma entre si.

Eles dominavam sua média e considerável área.

Ambos os deuses permaneciam escondidos em planos que vão além da capacidade humana.

Zanzando pela área de forma intrigante, a Vida, em um corpo que ninguém reconheceu, viajava pela região tentando evitar um possível desastre futuro.

Após um pacto mútuo, a corte Inglesa – dominada por Merlin – juntou forças com a Távola redonda de Rei Arthur e com os exércitos dos reinos de Ortren – que se baseava nos padrões asiáticos e que é governada pelo atual Shogun.

Nessa região, aprisionada em algum lugar amaldiçoado, a Morte aguardava em silencio os chamados de Lúcifer, que continua perambulando pela Terra, disputando a influência mística do mundo com seus demônios contra os paladinos e magos de Jesus que também mantinha sua localidade desconhecida.

Nota do autor As definições de continente, como o nome "America" que no mundo real se refere a Américo Vespúcio, são erros propositais. Em minha visão de autor, inventar novos nomes referentes aos mesmos continentes base ia ser algo inútil que só serviria para confundir o leitor na hora de referenciar tal continente. No mais é isso e espero que não incomode esse semi furo de roteiro..

Por Tisso | 01/04/20 às 23:22 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia