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Capítulo 39 - Pós-Explosão

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 39 - Pós-Explosão

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya..

A queda do gigante em si já trouxe dúvidas a todos os espectadores da luta, mas a mais cruel era o paradeiro de seu assassino.

A poeira ainda estava a cobrir os arredores do coliseu, revelado somente o cume do já falecido gigante que estava a queimar lentamente. O paradeiro do paladino era desconhecido, assim como os dos outros que estavam no campo de combate.

James tampou seus olhos com as mãos para bloquear a poeira, dando-lhe uma leve vantagem. Espalhando o ar e as nuvens de areia que o rodeava, o arqueiro reconheceu as silhuetas de Voltten e Varis, que a princípio, não haviam mudado a posição.

— Está tudo bem? – gritou James, porém o único som que foi ouvido pelo arqueiro era um zumbido agoniante, que perfurou os tímpanos e o atordoou fortemente.

O homem entrou em profundo desespero no âmago do momento, não havia pensado que a perda de audição seria momentânea, achando que ela seria permanente e que nunca mais ouviria nada na vida.

Com extremo medo ele sacudiu Voltten que se assustou com o amigo.

Se aproximando do elfo, o arqueiro percebeu seu estado peculiar, o mago estava com os olhos extremamente fechados e com as mãos a tapar seus ouvidos. Era como se ele já havia previsto o que iria acontecer.

— Hum? – Perguntou Voltten, após ser sacudido por James.

— Voltten, nós perderemos nossos tímpanos! – Gritou James, apenas falando o que achava da situação, mesmo que não pudesse ouvir sua própria voz.

— Se acalme! — Disse Voltten, destampando seus ouvidos e percebendo de imediato o som da plateia que estava a gemer de curiosidade.

O mago continuou a ser chacoalhado pelo amigo, que não escutou seu conselho e permaneceu em pânico. Voltten agarrou os antebraços do arqueiro, que se acalmou na hora, relaxando os nervos e os músculos.

O mago localizou a cabeça de James no meio da nuvem de areia e posicionou suas mãos de uma forma que as palmas das mesmas entrassem em contato com a testa do amigo. Um brilho dourado é emanado da mão de Voltten e em um passe de mágica James estava a ouvir novamente.

Em um ato de medo, James sentiu sua cabeça inflar. Após alguns segundos, os zumbidos acabaram e os gritos da plateia vieram à tona. O arqueiro desacreditado, tentou se acalmar com um respirar forte.

— O que... O que foi... oque foi isso? – questionou James, se levantando assustado e agoniado.

— O efeito do barulho da explosão. — Respondeu Voltten, voltando a emanar magias de cura das feridas já tratadas do amigo caído. — Eu fiz sua audição voltar ao normal, adaptando e curando seus tímpanos, mas é possível que os outros ainda estejam nesse estado de surdez.

— Surdez?

— Talvez pior... Nós estávamos relativamente longe do centro da explosão, eles estavam mais próximos...

— Explosão...? – James se pôs a raciocinar brevemente, lembrando que viu o acumular de energias mágicas feito por Edward, se preocupando de imediato com o paradeiro do amigo. — Edward!

— Hum? – Voltten se questionou rapidamente, após alguns segundos lembrou que Edward não era um especialista em magias, muito menos alguém completamente hábil a usá-las e por isso ele poderia não suportar a pressão imposta pelos meios divinos forçados dessa forma. — James vá procurá-lo agora! Ele pode estar à beira da morte!

— O que!? – Gritou o arqueiro assustado.

— Rápido! Podemos não ter muito tempo!

James olhou para o ambiente à sua volta e logo reconhece que não poderia contar com sua visão devido as nuvens de areia. Abraçando o medo e o dever, o arqueiro se pôs a abandonar Voltten, seguindo caminho entre as nuvens de areia.

Os barulhos que ouviu facilitava levemente o trabalho. O som do queimar do gigante já baixou e os gritos da plateia cessaram brevemente, por instantes, James se questionou sobre o paradeiro de seus amigos.

Eis então que um grito ensurdecedor começou a vir das nuvens de areia.

James rapidamente ficou em estado de alerta, tentando reconhecer a origem do grito, até que o urro aumentou de volume gradativamente, simbolizando a aproximação do ser que emanava aquele som.

De repente, um corpo que estava sendo projetado para trás foi visto pelo arqueiro, que logo traçou mentalmente a rota de queda do ser que fora jogado para trás, reconhecendo o rosto do homem logo que ele caiu.

— Olá Aquiles. – Saudou James, estendendo a mão e ajudando o amigo a se levantar.

O elfo estranhou o aparecer do amigo, mas logo cede a ajuda e agarrou a sua mão, junto de uma de suas cimitarras.  O elfo fez um rápido alongamento, se recuperando da queda que sofrera, junto disso o mesmo estava com diversos cortes, nada muito profundo, mas realmente pareciam doer.

— Obrigado. — Agradeceu Aquiles, não escutando o som de sua própria voz, entrando em um estado de dúvida. — O que aconteceu com a minha voz?!

James logo se desanimou ao ver o estado do amigo, que também havia perdido a audição momentaneamente, mas ao mesmo tempo se perguntou o porquê de Aquiles considerar os zumbidos algo normal.

Desviando seu olhar brevemente para o lado, ele reconheceu um objeto vindo em sua direção, não sabendo sua origem e muito menos o que era, mas sabia de sua trajetória que tinha como fim o peito de Aquiles.

Um empurrão foi realizado pelo Arqueiro por instinto, afastando o elfo ruivo da lança que acertou e perfurou o chão do coliseu.

— Mas o que!? – Gritou Aquiles, espantado com a lança que quase o acertou.

Passos foram ouvidos por James, que logo dirigiu a visão para a direção que chutou estar o causador do barulho. Outro vulto foi avistado pelo arqueiro, esse se movia de forma rápida entre a nuvem de areia que o camuflava.

Porém, os olhos do homem o identificaram com extrema rapidez. A fisionomia avantajada e a grande altura do vulto comprovaram para James, quem era a figura que se escondia em meio a areia.

— Aquiles, ataque-o! – Gritou James, levantando seu braço e apontando seu dedo para o vulto no meio das nuvens de areia.

O elfo olhou para os lábios do amigo que não emanavam nenhum som, ficando confuso por instantes. Porém, ao olhar para sua mão e para onde ela apontava, o cavaleiro entende o recado dado pelo arqueiro e manuseava suas cimitarras para uma posição de ataque, deixando-as na altura de seus ombros e levemente afastadas uma da outra.

O ser mostrado por James não passava de um grande vulto quase irreconhecível para Aquiles, que teve extrema dificuldade em discernir o ser em meio a nuvem de areia que o camuflava.

James escutou novamente os passos e confirmou o aproximar do vulto. O arqueiro correu rapidamente para trás de seu amigo, que estava a encarar o vulto, se esforçando para não o perder de vista.

Contornando o amigo e ficando do lado da lança do lanceiro que estava sumido, James se estabilizou. Por instantes o retirar da lança e o usar dela como arma foi questionado pelo arqueiro, que logo excluiu essa ideia por não saber como manusear uma lança.

Mais uma vez, o vulto produziu um som, desta vez se movimentando mais do que antes, James ficou mais receoso do que deveria e Aquiles ainda estava por fixar seus olhos no ser desconhecido.

Por um breve instante, os passos aumentaram sua frequência, junto com eles, o expandir do vulto também veio. Aquiles já entendeu suas intenções de ataque, mesmo sem ouvir seus passos.

As cimitarras foram posicionadas uma do lado da outra pelo cavaleiro que pretendia usá-las como uma espécie de espada forte improvisada. O elfo se pôs a correr de encontro com o vulto, abandonando James.

As duas figuras se encontram em instantes de corrida, as duas lâminas afiadas das cimitarras de Aquiles acertaram a grande lâmina da arma de seu oponente, originando uma faísca momentânea que logo se extinguiu.

O ataque do elfo foi parado pelo golpe do machado do ser vermelho com cabeça de dragão e cobertos por roupas rasgadas com cortes na pele.

O elfo relaxou seus músculos e recuou as cimitarras, junto com Glans, que fez o mesmo com seu machado.

Os dois se encararam brevemente.

Sem ao menos dizer uma palavra, eles já sabiam o que o outro queria falar. Os dois amigos voltaram para perto de James, que se surpreendeu ao entender que o vulto era na verdade seu amigo draconato que assim como ele estava perdido nas nuvens de areia.

— Consegue me ouvir? – Questionou James.

— Porque não poderia? – Respondeu o draconato confuso.

James o encarou surpreso e espantado com aquilo.

— Deve ser da espécie. — Sussurrou James, levantando uma leve hipnose sobre o caso de Glans.

— Espécie?

— Nada, apenas é bom saber que você está bem.

 Aquiles olhou para os lábios dos amigos se movendo como se estivessem conversando, mas nenhum som foi emanado por eles, muito menos pelo ambiente a sua volta, apenas zumbidos.

— Ei! O que está acontecendo!? – Gritou o elfo, não escutando nem mesmo o que dizia.

— Porque ele estar gritando? – Pergunta Glans.

— Longa história... — Respondeu James, olhando ao seu redor a procura do lanceiro. — Por agora é melhor focarmos no combate.

Ao desviar seu olhar para a lança que estava presa ao chão, James percebeu a falta da mesma e um buraco de onde ela havia perfurado. O inimigo já havia recuperado sua arma e estava a brincar com os três que estavam prejudicados devido a nuvem de areia.

Os inúmeros combates feitos pelo lanceiro haviam lhe dado habilidades sobre-humanas, permitindo uma melhor locomoção e uma visão mais aguçada, mesmo entre a areia que cobria o local. Isso também era fruto de suas inúmeras peculiaridades de sua raça que era desconhecida por seus inimigos que diziam que o lanceiro era uma variação do humano convencional devido a sua fisionomia similar.

Tal monstro havia sido capturado pelos sacerdotes de Harenae para servir como desafio em seu coliseu, aos poucos ele ganhou os adereços que possuía atualmente e também formava a dupla supostamente imbatível com o já falecido gigante, mas agora era apenas ele contra os três amigos perdidos na nuvem de areia.

Claro que todo aquele trajeto fora feito contra sua vontade. O lanceiro não poderia sair do coliseu, não poderia atacar pessoas inocentes, tinha refeições e horários controlados pelos guardas. Era um escravo que lutava para sobreviver, o contrário de sua antiga dupla.

Ele era um prisioneiro do governo. Alguém que não queria estar ali, mas que fora capturado por ser diferente e que agora era um escravo obrigado a matar gladiadores.

James andou lentamente, tendo sua retaguarda protegida por Aquiles e Glans que vigiavam o seu arredor com receio de um novo ataque feito pelo lanceiro.

À medida que eles andavam uma nova figura apareceu, ela estava caída no chão e não possuía o tamanho do inimigo, fato esse que causa um leve conforto no arqueiro que se pôs a investigar o ser desconhecido.

Ao se aproximar do homem caído, James reconheceu sua pele cinza e suas roupas de prisioneiro queimadas, suas mãos estavam com queimaduras extremas e banhadas a sangue junto de seus braços com um leve aspecto tostado e clamante quebrados. Seus olhos estavam fechados e se recusavam a abrir, mesmo com leves tapas e empurrões dado pelo arqueiro preocupado.

Ali estava Edward, desmaiado em meio ao grande coliseu.

Por Tisso | 30/07/20 às 17:56 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia