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Capítulo 79 - Lamentos, Historias, Verdades e Julgamento

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 79 - Lamentos, Historias, Verdades e Julgamento

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

– Certo, todos estão de bem? – James questionou, tentando colocar moral no grupo que estava reunido novamente.

– Ainda estou com raiva. – Edward falou, sem olhar para Varis.

– Eu não acredito fui obrigado a tomar banho num pântano. – Varis falou logo em seguida, ignorando as dores de Edward. – E nem que ele era tão limpo.

– Bem, a dor de cabeça passou. – Voltten comentou vagamente.

– Nada a comentar. – Aquiles ainda estava inquieto e receoso.

– O mesmo. – Glans seguiu o amigo em suas palavras.

– Ótimo, estive pensando algo enquanto permanecia nos cuidados dos cultistas e não poderia vir a calhar mais do que em um momento como esse. – James afirmou, dando um passo à frente.

– Qual a ideia? – Edward perguntou intrigado.

– Eu não sei quanto a vocês, mas eu escondi tanta coisa sobre minha vida quanto Varis. – James falou friamente perante os amigos que se espantaram.

– Espera, então você também era...

– Não, eu de fato sou um duque da família Frankenstein, pelo menos fui. – O arqueiro afirmou calmamente. – Eu estou disposto a falar tudo que aconteceu comigo desde o meu nascimento, mas proponho um pacto.

– Pacto? – Voltten questionou, estranhando a referência do amigo.

– Um acordo, melhor dizendo. – Ele se corrigiu. – Estou disposto a contar tudo, mas em troca, quero que vocês façam o mesmo. – Todos o fitaram de forma questionável.

– Qual o propósito disso? – Aquiles questionou de forma receosa.

– O propósito é não termos mais um querendo socar a cara do outro do nada. – Após a afirmação, todos olharam rapidamente para Edward de relance. – Concordam em fazer esse acordo?

Todos que ficaram calados, até que Voltten deu um passo adiante. Após ele, Edward fez o mesmo, seguido de Varis, que hesitou um pouco.

Aquiles trocou olhares com Glans, ambos morderam os lábios e deram um passo adiante de forma sincronizada.

– Ótimo. – James afirmou rapidamente. – Nada mais justo que eu começar a contar de minha vida, já que eu propus a ideia. Chuto que os cultistas vão demorar para voltarem do labirinto, então temos tempo para nossa “reunião”.

– Muito bem. – Varis se afastou e sentou no piso de pedra do local. – Pode começar.

Todos fizeram o mesmo para “apreciar” a história que James iria contar. Era como se ele fosse o guia de um convento, em pé rodeado de seguidores, aquilo era vagamente desconfortante, mas curioso, uma experiência peculiar.

– Todos conhecem os Frankenstein, suponho. – Ele olhou para todos.

Glans de imediato ergueu a mão.

– Certo, os Frankenstein foram pessoas que conseguiram um renome gigantesco devido a diversos acordos e alianças políticas. Disso os membros da família viraram personalidades famosas na região deles.

Voltten ergueu a mão rapidamente.

– Poderia só confirmar o quão longe é a região deles? – O mago questionou.

– Se você for direto e sem descanso, será uns bons meses. – Varis falou chamando a atenção dos companheiros. – Eu decorava bem mapas.

– Eu levei cinquenta anos para chegar aqui... – James comentou vagamente.

– Cinquenta anos!? – Todos gritaram impressionados.

– Bem, acho que é melhor ser direto, meus pais são Victor e Elizabeth Frankenstein, eles eram irmãos e meus progenitores.

– Espera, não é uma coisa ruim se forem da mesma família? – Varis questionou, intrigado e incomodado.

– Sim, crias de incesto nascem com problemas genéticos, no meu caso foram os piores tipos possíveis, pelo menos, é o que me relataram. – James comentou com desgosto próprio. – O mago da cidade me manteve vivo me transformando em um homúnculo por meios de pactos e alquimia, um ser criado por coisas do pior tipo.

– Então você não é humano? – Glans questionou.

– Em parte não, mas, sem mesmo eu saber, eu possuo sangue de demônio em meu corpo. – Todos olharam espantados. – Não me perguntem esse detalhe, apenas fui saber dele com esses cultistas. Juro pela minha alma esse fato.

– Pergunta. – Varis levantou a mão rapidamente. – Você já nasceu careca?

– Não, eu possuía cabelos e pelos brancos, até a morte de meu pai biológico. Não me pergunte o porquê, mas a morte dele ocasionou na queda dos meus pelos. Junto disso, descobriram o fato de eu ser um homúnculo e me exilaram do reino e da família. – James respondeu, complementando a história. – Depois foram viagens de ponta a outra, acabei me interessando pela história do Caçador e isso me levou para Monssolus e o resto Aquiles pode confirmar.

O arqueiro achou um canto para se sentar e se pôs a esperar o próximo a tomar coragem para falar.

– Bem... – Voltten murmurou se levantando. – Acho que eu sou o próximo...

O mago ficou envergonhado perante os amigos, mas conseguiu confiança com o tempo.

– Eu não sei como ou quando começou, mas eu me lembro apenas do vento forte do templo e da neve caindo. – Voltten falou calmamente. – Eu era apenas um dos órfãos que foram acolhidos pelos monges do local, lá obtive experiência com magia, literatura, física, matemática e tudo que os livros empoeirados puderam me proporcionar.

Varis franziu os olhos, lembrando do final dessa história.

– Depois de certa idade, eu juntei um anel mágico de pouca potência, uma veste e uma mochila com suprimentos e livros para me aventurar fora do templo. – Voltten perdeu completamente o ânimo. – Eu fali completamente dois anos depois e vivia de fazer truques de magia, se não fosse a prisão de Kranbar eu teria morrido de fome...

– Certo, acho que não precisa se lamentar tanto. – Edward puxou o amigo e, inconscientemente, o colocou no centro do grupo.

– Espera, só uma pergunta. – James tomou a atenção rapidamente. – O que diabos quer dizer “Raginel”?

– Ah, foi o primeiro nome que eu me dei após sair do templo. – Voltten respondeu rapidamente ainda depressivo. – Em élfico ele significa algo do tipo “reerguido”. Eu pensei que seria um nome grandioso que atrairia sorte e que as pessoas me chamariam de uma forma épica, mas todos confundiam ele com “ranger” ... todo lugar que eu ia as pessoas me chamavam de “Ranger”, então eu o ocultei da minha vida em parte.

Aquiles manteve a postura e mordeu os lábios, tudo para esconder a risada, Varis nem ao menos tentou.

– Bem... – Edward chamou a atenção. – Acho que eu vou dessa vez.

O paladino se acomodou no centro e começou a confessar seu passado.

– Sinceramente, eu achei que escapar do meu passado por meio da religião era a melhor forma possível de manter minha mente sã, mas acho que depois desse “pesadelo” eu lembrei da maioria do que queria esquecer. – Edward afirmou de forma incomodada, principalmente com a presença de Varis. – Não lembro o nome do lugar que nasci, mas meus pais foram para a Guerras dos Povos e não voltaram. Quando fiz dezesseis anos, eu e um grupo de amigos partimos rumo a um lugar pacifico.

Edward fitou seus olhos vagamente nos de Varis.

– Soldados vieram pra nossa equipe, conseguimos nos aperfeiçoar, nos afiliar a um reino em formação, aceitamos um pedido de invasão a sede dos Interfectores Del Amine e enquanto isso... – Edward friamente apontou para Varis. – Ele destruiu a vila que vivíamos. Eu desisti de meu antigo grupo, me juntei a Tac Nyan, vaguei sem rumo até ficar preso em Kranbar.

Todos olharam para Varis, esperando uma resposta enquanto ele se espreguiçava.

– Isso se encaixa em caso de stress pós traumático, eu diria. – Voltten comentou com receio.

– Acho que é minha vez... – Varis falou de forma séria, enquanto se levantava e tomava o lugar de Edward.

Os companheiros estavam com toda a atenção nele, apenas Aquiles estava preocupado com algo além do que ele ia falar e sim com o que iria acontecer.

– Bem, querem começar por onde? – Varis questionou, se virando para cada um rapidamente, como se fosse o apresentador de circo falando para sua plateia. – Parto, primeiro ano, prisão de Kranbar?

Ele parou de falar, seu tom cômico ficava cada vez mais irônico, mas controlado e contido em si mesmo. Como se aos poucos, ele estivesse tentando esconder a própria dor com piadas alheias.

– Não vou negar que vocês devem ter sofrido nesses sonhos... – Varis direcionou a fala para Aquiles e Edward que erguem as sobrancelhas. – Mas eu garanto que eu passei mais tempo...

– Quantos dias ou semanas? – Edward perguntou, assumindo uma posição defensiva.

– “Dias”, “Semanas” ... – ele debochou vagamente de forma macabra. – Se eu parasse para contar nessas medidas, eu me perderia... – Ele continuou a rir de forma irônica. – Mais de trinta anos eu diria... – Varis olhou de forma vazia para Edward, o calando completamente.

– Trinta anos!? – Aquiles gritou de espanto. – Como diabos isso foi acontecer?

– Hum? – Varis se virou calmamente. – Os dias pareciam que não se passavam, as vezes minha alma me fazia vomitar sangue quase diariamente, mas magias entorno de meu corpo não me permitiam recuar... mais trinta anos da tortura que eu passei... Devo admitir que tem coisas que nem eu lembro mais, apesar de ter revisto. É uma sensação estranha, parece que foi só um sonho e que eu não devo me preocupar, mas ao mesmo tempo não...

– Ei... – James tentou acalmar a situação. – Vamos com calma.

– E-E-Eu concordo. – Voltten falou com receio.

Varis parou de fazer o olhar bizarro e voltou a postura normal.

– Tudo começou com Edgar Sabbah, conhecem ele? – Varis questionou rapidamente.

Ninguém falou nada, até que Aquiles ergueu a mão.

– Ele foi o último líder da Interfectores Del Amine. – Respondeu.

– Exatamente. – Varis continuou. – Um elfo que exalava destreza e vigor, mas ele se tocou que era mortal e que em algum momento ia morrer. Ele procurou e engravidou uma prostituta de mesma raça e sangue puro, matou a mesma depois do parto, deu uma variável de “brinquedo” como primeiro nome a criança, deu seu sobrenome e por fim um último nome aleatório.

Todos se calaram enquanto ele continuava a falar.

– Para garantir que a criança não saísse da linha, ele não só a doutrinou e a torturou da forma mais eficiente, como também usou de magias do domino da Morte para unir a alma da criança com a do pai, dando o poder de ferir o fedelho apenas com um pensamento. – Varis se virou rapidamente para James. – Alias, desculpa ai James, mas eu meio que acabei com a linhagem da sua família.

– Tudo bem... – O arqueiro ficou meio sem jeito e sem ter o que falar perante as afirmações do amigo. – Não é como se eu tivesse apego por eles mesmo...

– Bem, depois que me capturaram em uma missão, conseguiram desvincular minha alma com a de meu pai por tempo o suficiente para eu passar a localização do esconderijo. – Varis explicou rapidamente a denúncia enquanto se virava para Edward. – Em toda minha vida eu não pude fazer uma escolha sequer, naquele momento eu pude, e minha opção foi estuprar todos aqueles malditos do meu antigo clã com uns quinze mil soldados.

Todos se calaram de forma receosa, mas o paladino ainda mantinha sua pose séria e raivosa.

– Onde a Sagita entra na história? – Voltten questionou vagamente envergonhado.

– Ah, ela era do clã, mas fugiu. – Explicou rapidamente. – Numa missão com Cérbero, achamos ela, ela me reconheceu, deu umas coisas, eu me apaixonei por ela, Cérbero a recomendou para o Ortros para me vigiar em Cartan e o resto você sabe.

– Como você foi parar em Kranbar? – James perguntou, querendo sanar suas últimas dúvidas.

– Isso foi coincidência eu acho. – Varis afirma pensativo. – Eu acho que estava procurando um lugar perto da praia para relaxar, e alguém que conhecia meu rosto me capturou... me pergunto até hoje como o cara sabia.

– Algumas magias nos fazem ver quem carrega pecados consigo. – Edward afirmou friamente. – Provável que tenha sido algo de Cérbero.

– Maldito! – Varis afirmou de forma rápida. – Enfim, alguém tem alguma outra pergunta?

Todos murmuram simultaneamente.

– Acho que é um não. – Varis se virou para Aquiles e Glans. – E aí, quem vai?

Aquiles tremeu vagamente, mas logo foi cortado por Glans, que se levantou com a maior calma e paciência possível.

– Eu ir. – Ele falou de forma direta.

Aquiles não o cortou, apenas se aquietou, esperando o depoimento do amigo.

– Glans ter quase quatro fases e meia. – Ele começou de forma pacifica, sendo abraçado ainda mais pelas suas dificuldades naquele mundo novo. – Cada fase ser dez anos pros outros.

– Quase quarenta e cinco então...? – James comentou vagamente.

– Glans nascer em um lugar de nosso povo, nós tínhamos um lugar próprio, não fazíamos guerra, nós ficávamos em nosso canto. – Glans afirmou em tom depressivo. – Pele de Glans ser cara, muitos quiseram a pele dos meus parentes... Ancião dizer que quando o Deus foi derrotado, nosso reino caiu, assim nós viver viajando...

Todos abaixaram a cabeça vagamente. Aquela era o clássico cenário de um povo indígena sendo caçado pelos superiores como animais, mas no caso, esses caçadores eram diversas espécies oportunistas.

Indígenas haviam sido dizimados pela evolução das espécies antes mesmo da formação de Evalon, mas, devido a realidade nos reinos de Drákomati e Drákollum, as evoluções de seres pensantes foi bem restringida, ao ponto de draconatos serem considerados ultrapassados em uma sociedade tão avançada como a de outros lugares.

– Tribo de Glans virar nômade, não ser fácil conseguir comida sem sair da zona segura. – Glans parou para respirar, seu tom de voz já estava triste, mas depois só piorou. – Eu não saber o porquê, mas um dia eu acordei em uma carroça em Kranbar...

Ele parou de falar e se pôs a lacrimejar vagamente.

– Não sabemos até agora como ele foi parar lá. – Aquiles tomou a palavra. – Cérbero achou que eles quiseram estabelecer um demônio forte usando de um Priscar, mas acabou por perdê-lo rapidamente.

– Tem mais algo que escondeu de nós, “cavaleiro”? – Edward perguntou de forma incomodada, fazendo uma clara alusão ao caso de Varis.

– Era pra ser uma surpresa, mas alguns membros dos Cavaleiros Negros notaram rastros supostamente de draconatos. – Ao falar aquilo, todos transformaram ele no centro da conversa. – Digo, eles acham que são. Ainda estava em pesquisa isso.

– Entender. – Glans afirmou cabisbaixo e lacrimejando. – Aquiles... Nós poder ser Cavaleiros?

– Hum? – O elfo questionou.

– Você falar que não importa a pessoa e você ter poder pra não caçarem a tribo de Glans. – Glans suplicou de forma humilde, abaixando a cabeça para o amigo que o compreendeu como um todo.

– Diplomacia é algo difícil... – Aquiles falou, caminhando na direção de Glans, se colocando nas costas do mesmo. – Vou precisar de um apoio para isso. – Ele respondeu com um soco leve no braço do amigo.

Glans sorriu com lágrimas nos olhos.

– O quão difícil? – Ele questionou.

– Algo que vai precisar do máximo de nossos corpos e almas. – Aquiles respondeu de forma irônica. – Topa?

– Já é. – O draconato respondeu de forma irônica e melosa, voltando para seu lugar na roda de amigos, dando espaço ao amigo elfo.

– Agora esta na vez de quem realmente interessa? – Aquiles questionou, se gabando vagamente.

Edward o encarou, sério e vagamente raivoso e o cavaleiro respondia com uma neutra.

– Qual a sua história? – Edward questionou.

– Órfão de bandidos, adotado pelo Kaplar, primeira missão deu errado, virei o líder da quarta divisão, treinamento massivo e no fim estou aqui. – Ele respondeu de forma vagamente descontraída.

– E os motivos para esconder informações tão relevantes? – Edward perguntou friamente.

– Ou pior. – James puxou o assunto, resultando o problema ainda maior. – O que você não conta? Você sabia sobre os Cães Demoníacos? Ou o Genocídio das Estrelas? Ou até mesmo o Caçador?

– Pare com isso. – Voltten cortou James, que vagamente ficou eufórico à medida que falava, se desestabilizando aos poucos. – O Caçador é só uma lenda, pare de insistir que ele existe, ele não é real... – Voltten virou vagamente a face para a de Aquiles, que estava tão séria e quieta quanto a de um soldado renegado. – Não é.…?

– Edward, você tem dogmas como paladino, não? – Aquiles questionou de forma fria.

– Hum? – O paladino murmurou intrigado. – O que isso tem a ver?

– Você tem dogmas, regras que você segue como parte de sua existência e que sem elas, você simplesmente deixa de existir. – Aquiles falou de forma profunda. – Claro que você não vai morrer se errar uma vez sem querer ou outra devido a acidentes, mas você não iria os descumprir conscientemente, certo?

– Onde quer chegar? – Edward questionou, um pouco assustado e pensativo.

– Eu respeito sua relação de ódio com Varis e a acho válida, eu respeito suas perdas e suas crenças, mas assim como você conseguiu achar a esperança em Tac Nyan e em Crist, eu busquei a minha em meu pai e meu clã, todas as informações confidenciais que eu souber vão ficar em sigilo até meus superiores decidirem revelarem. – Aquiles parou para respirar de forma tão tensa e fria que se assemelhou facilmente a um nobre cavaleiro encarando ao longe seu inimigo. – Por mais amigos que sejamos, por mais que eu os valorize e morreria para salvá-los, trair todo um clã que me deu um motivo pra viver, apesar dos pesares, seria como trair não só a eles, mas a mim mesmo.

O silêncio imperou fortemente. Todos estavam receosos e com medo do cavaleiro, de alguma forma, ele parecia um ser mais poderoso naquele momento.

– E eu achando que paladinos eram fanáticos. – Varis ironizou, tentando quebrar o clima tenso.

– Cérbero falaria o mesmo. – Aquiles também comentou, mudando completamente a forma de falar.

– Nem me fale. – Riu vagamente

– Então é isso? – James questionou vagamente. – Vamos voltar à normalidade e esquecer tudo que falamos agora?

– Você tem uma ideia melhor? – Aquiles questionou. – Ainda somos soldados de Civitas, mesmo que Varis seja mais um prisioneiro, não podemos simplesmente dizer que queremos sair dessa sem nossa missão acabar.

– Ele está certo. – Edward afirmou de forma séria e vagamente irritada. – Estamos em uma missão e devemos completá-la em primeiro lugar.

– Você era o que mais estava irritado aqui, como me vem com essa? – James olhou para o paladino.

– Acho que não podemos fazer muito. – Voltten o cortou rapidamente. – Mesmo que tenhamos mais conflitos internos, o melhor é apenas aceitar tudo.

– Estamos juntos nessa desde o início no final das contas. – Varis falou.

– Exato. – Voltten ainda estava incomodado.

– De acordo. – Edward falou, se sentindo da mesma forma.

– Idem. – Aquiles e Glans murmuraram juntos.

– Pelo visto, agora eu que sou o foco da equipe. – Varis afirmou, rindo vagamente.

– Relaxa, o importante é o que você é hoje e não o que você era. – Aquiles afirmou de forma positiva.

– Acho que você está certo... – Edward murmurou, incomodado em fazer aquilo enquanto tentava manter uma pose positiva e carismática que mantinha antigamente, mas que agora só lhe incomodava.

Eles sabiam que aquela roda de diálogos os moldara de forma específica, James estavam com um receio de Varis, Voltten se forçava a gostar do companheiro baseado em tudo de bom que passou junto dele, já Edward, estava em seu limbo existencial.

Em parte, o paladino tinha como dogma crer no melhor das pessoas e as julgarem pelo que elas são no presente, mas mesmo que tudo isso se aplicasse a Varis, Edward sempre acabava voltando sua atenção ao que o ladino fizera no passado.

Com relação a Aquiles, todos concordaram em seus posicionamentos e sua posição em tentar ajudar a aldeia de Glans.

Com relação a Varis, o mesmo estava se estabilizando aos poucos a sanidade perdida ao passar trinta anos preso na maldição.

Com relação ao Priscar, não eram mais poucas pessoas de uma vila isolada como na última vez. Matheus Freitas: E terminou assim? Em pizza? Inacreditável!

Por Tisso | 17/12/20 às 17:15 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia