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Capítulo 81 - Correspondência Aérea

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 81 - Correspondência Aérea

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

O pacote estava cheio de cartas. Duas para Edward, uma para Voltten, uma para Varis, duas para Aquiles, uma para Glans e quatro para James.

Todos estranharam a quantidade superior de cartas do arqueiro, mas todos manteram suas caras em sigilo, se afastando vagamente um dos outros para lê-las em particular. Claro que Hermes não largou Varis.

Edward tirou o selo real de suas cartas – dois lacres de carta marcados com cera verde e com um carimbo do brasão de Tac Nyan.

Olá Edward, como tem passado?

O novo escolhido não foi direto sobre o que aconteceu na última missão que vocês tiveram. Mais uma pessoa esquisita no castelo, hehe. Pelo menos, ele e a garota parecem mais confiáveis do que o escolhido que Merlin trouxe.

Aliás, falando dele, me surpreendo que a magia de portal realmente funcionou. Cérbero a mencionou algumas vezes pelo que eu me lembro, nosso treinamento com ele nos deu algum conhecimento além do comum sobre coisas passadas – deuses mortos, histórias alheias e afins.

Bem, eu acredito que estamos finalmente entrando em uma “era pacífica”. Eu e Sansa estamos fazendo de tudo para reforçar as defesas e Ortros está vigiando o castelo quase que vinte e quatro horas por dia. Além disso, eu juro que ouvi dele que Cérbero se juntará as defesas de Cartan logo, logo.

“Confio em suas mãos o termino desse dever” ou algo assim, eu não sei que frase falar pra te animar, mas eu tenho esperanças que você vai conseguir, amigo.

Assinado: Parysas Ossium.

O paladino leu aquilo pensativo, era seu dever cumprir a missão dos resgates dos escolhidos, mas ficou em dúvida sobre seu real dever, se deveria estar ali ou se sua fé valeria tanto assim.

Porém, todos seus pensamentos se acalmavam ao lembrar de Crist e que ele estaria a ajudando e a guiando pela estrada da vida. Aquilo era minimamente animador.

Pegando a segunda carta, ele se impressionou com o número surreal de erros ortográficos e palavras riscadas.

Olá, pai, eu estou con falta de vose. Sansa está me ajudando a essrever enquanto ela reviza os celos.

Ainda não consigo essrever totalmente bem, mas eu consigo tentar imitar os livros e escrever cartas.

De vez em quando eu consigo usar a sala de treino do castelo para pater em sacos de arreia. Queria que você estivece aqui pra me enzinar a lutar, mesmo que ainda falte alguns anos pra eu chegar aos deis.

Espero que voltem logo, quero muito ver voses de novo.

Assinado: Crist Leurize Matheus Freitas: Eu juro que sua prioridade deveria ser aprender a escrever, só depois disso você deveria fazer outra coisa... Tisso: Eu diria que, na idade média, escrever vale menos do que usar uma espada. Matheus Freitas: isso se aplica a camponeses, o que não é o caso dela, já que está morando no castelo e é filha adotiva de um dos protagonistas.

De fato, aquilo trouxe alegria ao paladino, que guardou aquela carta em um lugar protegido em sua mochila, enquanto sentia a paz lhe dominando e, por segundos, isso lhe deu puro contentamento espiritual.

Glans chegou sutilmente para Aquiles, que rapidamente escondeu suas cartas e se pôs a dar atenção ao amigo.

– Aquiles... – Glans se aproximou envergonhadamente. – Poderia ler?

– Ah, claro... – O cavaleiro aproximou-se e pegou a carta com o selo do brasão dos Cavaleiros Negros rompido. – Bem vamos ver...

A quem possa interessar, a pouco tempo tivemos relatos de rastros de supostos draconianos em uma região afastada de Artrit – Ainda não discernimos se são de draconatos ou seres semelhantes.

Designamos alguns caçadores do Terceiro Esquadrão e o líder, Accolon, está atuando presencialmente no caso e é muito provável que precisemos ir além das fronteiras. Não pretendemos invadir ou tentar negociar caso os encontrarmos, aguardamos alguma afirmação do remetente ou a presença do mesmo.

Assinado: Agencia de reconhecimento do Terceiro Esquadrão.

– Accolon? – Glans questionou, estranhando. – Quem ser?

– Um bastardo qualquer. – Aquiles reclamou vagamente. – Mas essa carta é de suma relevância. Melhor mandarmos uma dizendo para continuarem investigando, concorda?

– Sim. – Glans afirmou fazendo um gesto com a cabeça.

– Ótimo, deixa comigo isso! – Aquiles respondeu animado.

Voltten esperou todos estarem distraídos para chegar perto de Varis. Óbvio que, mesmo com o pássaro o bicando, Varis o percebeu quase que três metros antes de Voltten chegar perto.

– Varis, por favor, vem aqui... – Voltten chamou o mesmo com as mãos de forma extremamente envergonhada e receosa.

– Eu? – Varis questionou, apontando para si mesmo.

– Sim, por favor...

Ele rapidamente guardou sua carta e foi em direção ao mago, que o levou para uma região ainda mais afastada do grupo. Varis estranhou, mas não se importou, apenas concordando enquanto o pássaro o bicava, chegando em um local vagamente afastado, eles pararam e Voltten entregou para Varis sua carta.

– Por favor, leia internamente e depois julgue. – Disse Voltten de forma envergonhada.

– Certo... – O ladino olhou de forma intrigada e incomodada.

A carta possuía o selo de Tac Nyan e, pelas eliminações de Voltten possuir apenas uma carta, já dava para deduzir que era uma carta de Sansa.

Voltten, temos algo que pode significar um problema. Bem, você lembra do que fizemos no período de virada de ano – não quero entrar em detalhes por ser vagamente vergonhoso de falar ou escrever –, mas bem, o que poderia acontecer aconteceu.

Desculpe te colocar esse peso, mas eu sinto que você também sente que isso não é algo ruim e que isso em parte nos une ainda mais. Tirando as cordialidades de lado, eu estou grávida. Já fiz os testes em meu próprio corpo e o embrião já está se formando, as magias dizem que vai ser um meio elfo, mas não dizem o sexo, teremos que esperar ainda mais em relação a isso. Matheus Freitas: Queeeeeeeeee??? Eu estou completamente chocado, tão chocado que derrubei o celular em cima de mim. Tantos “meios mágicos” e esses dois vacilam assim???

Nem Parysas ou Ortros sabem disso, não contei porque estava a esperar você voltar pra anunciar isso. Também acho que precisamos planejar um casamento e uma vida futura.

Mesmo você sendo um elfo eu posso tentar aumentar minha vida por meios mágicos – chuto que Ortros e Cérbero fazem isso a muito tempo. Em parte, eu acho que você está condenado a amar uma pessoa que vai morrer antes de você assim como Edward e Crist.

Bem, eu vou manter tudo em sigilo e espero que você faça o mesmo, ou que pelo menos mantenha em um nível mais alto de relevância.

Bem, te amo, querido.

Assinado: Sansa Ossium; ou Sansa Ossium Voltten; ou Sansa Voltten Ossium.

PS: Temos que planejar melhor os nomes.

Quando Varis terminou de ler, encarou de forma estranha, não entendendo o porquê de Voltten compartilhar a mensagem com ele. Quando ele virou seu rosto, Voltten o abraçou enquanto chorava de alegria.

– Isso quer dizer que... – Varis afirmou pensativo e ao mesmo tempo pasmo.

– Eu vou ser pai. – O mago sussurrou em meio ao choro. Matheus Freitas: Eu ainda não digeri isso... O Voltten faria muito sucesso em obras em que o objetivo é repovoar o mundo... Além disso, a diferença racial não foi um problema? Ou ele deu a flechada certeira, ou tentou tantas vezes que acertou o Jackpot. Não sei qual das duas é mais assustadora. Voltten sempre ficava com medo, mas quando sumia era isso que ele fazia... Se escondeu muito bem.

– Por que está me contando isso? – Questionou, intrigado de forma neutra.

– Porque eu sei agora o que você passou, eu entendo o porquê você quer uma vida nova e compartilho da mesma vontade de iniciar uma vida com uma parceira. – Voltten sussurrou vagamente. – Varis, você aceita ser o padrinho do casamento?

Varis olhou para a face em lágrimas do amigo, que sorria aos montes, exalando inocência e alegria.

– Não importa eu ser um assassino? – Varis questionou de forma irônica.

– Eu não me importo. – Afirmou encarando Varis nos olhos. – Você me ajudou em tudo, você me ouviu e me deu apoio, mesmo que você irrite, eu não posso negar seu valor para mim.

– Você realmente deu um passo muito grande para quem não sabia o que significava “copulação”... – Varis afirmou, olhando vagamente para baixo em tom pensativo, logo ele afastou os braços de Voltten suavemente. – Acho que pode contar comigo nesse casamento. – Ele afirmou com um sorriso modesto e positivo.

– Aliás, o pássaro pode revelar algo? – Voltten apontou para Hermes, de fato, os dois esqueceram completamente a existência dele.

– Hermes é um pássaro mensageiro, mas ele deixa o pessoal na mão quando não é algo muito relevante. – Varis virou sua cabeça para o pássaro enquanto apontou para o mesmo. – Hermes, não conte para ninguém isso.

O pássaro piou e bicou o ombro do ladino como resposta.

– Pode confiar nele. – Afirmou de forma positiva.

Voltten riu vagamente.

– Certo.

– James, eu não quero dar uma de intrometido, mas todo mundo aqui tem uma pessoa importante em Civitas, mas você não aparenta... – Edward olhou para o arqueiro. – Quem te enviou quatro cartas?

O arqueiro ergueu as quatro cartas como se fosse um leque de baralho. Todas estavam com cera verde e uma marca de uma roda que aparentava ser uma roda d’agua, mas com ornamentos e com apenas duas madeiras unindo o meio ao círculo maior.

– Quem você acha? – O arqueiro perguntou em um tom depreciativo e irônico.

– O cultista enviou quatro cartas em menos de um dia?

– Exatamente. – James afirmou, abrindo uma vagamente. – Além de me entregar uma pilha de livros ele me passou mais comentários e acréscimos.

James, essa carta está sendo enviada para cordialidades.

O lugar que me ofereceram aqui é aceitável, Briseis também está aproveitando da hospitalidade, mas ainda não tirou sua máscara, assim como eu.

Toda hora eu paro para visualizar os meus equipamentos para previsão, e eles não estão apontando coisas boas.

Mas é só isso, até um próximo detalhe.

Assinado: Phineas

James rapidamente trocou aquela carta para a segunda na fila.

James, a comida daqui é estranha. Vocês aqui fazem de forma natural e com carnes nobre, isso é estranho. Viver com carne e vegetais feitos à base de magia dá um gosto estranho. Briseis também concorda.

As minhas braçadeiras começaram a tremer e revelar uma magia oculta nesse lugar, não digo as energias de Tac Nyan, e sim algo a mais e mais forte. Irei rever o que penso sobre o local e relatarei aos superiores.

Assinado: Phineas

James soltou um suspiro profundo e cansado.

– Algum problema? – Edward questionou rapidamente.

– Phineas é um cabeça dura receoso e defensivo. – Reclamou de forma rápida, pegando a terceira carta.

Não há duvidas que aqui é um lugar de extremo risco, James. O tal de Argel concorda, o mesmo parece um simpatizante com a Vida apesar de Tac Nyan ser seu foco religioso.

Esse tal “rei” já me mostrou orações antigas – até mesmo mais velhas que eu – de minha religião em uma pequena conversa que tive para testar o caráter do mesmo.

Não consigo dizer se estamos sob risco, mas irei tomar precauções. O tal de Parysas e a sua irmã Sansa dizem que conseguem proteger esse lugar por meio de magias, patrulhas e selos mágicos, mas do que adianta fortalecer o escudo se o cavaleiro que o empunha é um traidor?

Enfim, manterei minha guarda e seguirei a examinar o local.

Assinado: Phineas

James apertou a carta de forma receosa enquanto mordia o lábio, outra ação que chamou a atenção do paladino.

– Você parece irritado. – Edward afirmou curioso.

– Eu diria preocupado. – James respondeu, jogando a carta vagamente para o lado. – Phineas suspeita de um traidor interno em Cartan, supostamente.

– Alguém possuído? – Edward questionou friamente.

– O terceiro escolhido e Merlin estão no topo da lista. – Ironizou, mas de forma séria. – Aqueles dois são os mais enigmáticos de uma forma que nos fazem apontar os dedos para eles, que já estão no castelo a certo tempo, do que cultistas estranhos que usam apenas branco e máscaras de teatro.

– Hum... – Edward murmurou de forma cômica. – Parysas e Ortros conseguem dar conta do caso talvez?

– Não sei se isso é claro em sua mente Edward, mas você sabe como funciona o sistema hierárquico do outro lado do mundo?

– Não na verdade...

– Ok, hora da história. – James olhou. – Não sei ao certo que ano ela foi fundada, mas um pacto foi travado entre Ortren, a Tavola Redonda e a União Inglesa que os fez cessarem ataques na sua região e a tomada de terras, seu nome é Tratado de União Ullswater.

Edward parou de comer para ouvir com mais clareza as palavras do amigo.

– Eles dividiram os cargos em dois principais, o cargo de Capitão ou Comandante ou Shogun, como é chamado em Ortren, são para seus principais representantes. – James ergueu o indicador, simbolizando um número para Edward. – Kitsun Kameyama é o representante atual de Ortren, o Rei Arthur Décimo Primeiro...

– Espere... – Edward cortou rapidamente. – “Décimo Primeiro”?

– Você não sabe disso? – Questionou intrigado. – Ele, sendo um modelo de paladino deveria ser uma inspiração para você.

Edward respondeu com um silêncio simplório.

–  A lenda diz que, quando o primeiro rei Arthur nasceu, ele viveu por exatos setenta e cinco anos. – James começou a contar. – Desde então, seus sucessores foram nomeados de Arthur Segundo, Terceiro e afins.

– Compreendo... – Edward murmurou pensativo.

– Pelo que eu sei, sua linhagem também foi amaldiçoada a viver setenta e cinco anos, apesar de não envelhecer.

– Seres com validade... – Edward sussurrou para si mesmo. – Ouvi histórias de Parysas sobre golens elementais com tais propriedades.

– Agora o caso do Merlin.

– Prossiga.

– O mesmo aconteceu com Merlin, embora eu não saiba quando a linhagem dele começou. – James afirmou de forma sigilosa. – Mas em sua linhagem, eles não “numeram” as gerações, aparentando ser sempre a mesma pessoa que fez as coisas quando você lê relatos ou histórias.

James terminou pegando um prato de sopa e bebendo um pouco de água para relaxar sua garganta.

– Agora temos cargos menores que os líderes. Não lembro se eles têm um nome ao certo, mas eu sempre os chamei de “Representantes”. – James comentou de forma banal. – Cada líder tem os seus, Merlin baseou os seus em líderes de escolas dos elementos primários; terra, fogo, água ar e aura. A Távola Redonda escolheu seus próprios representantes a dedo pelo Rei Arthur.

– E Ortren?

– Ah, Ortren tem suas próprias normas e formas de agir, sendo a única potência não mágica das três, os obriga a serem os “melhores soldados do mundo” praticamente.

– Algo comparado a Aquiles ou Glans? – Edward questionou intrigado.

– Com eles... – James falou em tom cômico, mas quando viu a seriedade do amigo, ele ficou pensativo. – Para ser sincero, eu invejo a determinação e a força dos dois, mesmo que ambos sejam meio lentos e suas áreas de inteligência serem pouco maleáveis. Eu não diria que eles são fracos perante os cavaleiros de Ortren, mas eu também não sei muito sobre Ortren para dar um veredito.

– Justo... – Edward afirmou pensativo.

– Aliás, faltou uma carta. – James afirmou, tirando a última carta de Phineas.

James, consiga o escolhido e retorne o mais rápido possível.

Estamos em um barril de pólvora prestes a explodir. Tenho coisas que apenas posso lhe falar pessoalmente antes que eu morra.

Assinado: Phineas

James encarou a carta de forma curiosa. Matheus Freitas: Legal que a ordem das cartas foi certinha. Imagina se ele tivesse aberto essa primeiro, seria interessante.

– Só três frases enigmáticas, para uma espécie de sábio, ele não sabe passar uma mensagem de forma direta. – James suspirou enquanto guardava as quatro cartas e deu os ombros enquanto via Varis e Voltten voltando de um canto do acampamento improvisado.

Quando Varis sacou sua carta de um de seus bolsos, Edward logo reparou que a mesma não possuía selo quebrado ou marca de cera, como se a pessoa não quisesse revelar o reino que vinha.

– Ei Varis, de quem é a carta? – Edward questiona de forma informal, mas deixando óbvio para o ladino sua desconfiança.

– Hum? – O ladino questionou desviando o olhar para o paladino. – É uma carta de Sagita. – Varis afirmou, virando a carta e deixando claro a assinatura.

– Ah... – Edward olhou sem muita expressão.

– Poxa, eu sei que você me odeia, mas pelo menos tenta transparecer que ainda tenta manter o dogma de “acreditar na pessoa do presente”. – Varis afirmou incomodado e virando a carta para si.

– Ei, como assim...

Edward foi cortado com o som da espada curta de Aquiles golpeando o chão, fazendo um pequeno estrondo que os interrompeu. Os dois elfos encararam a face séria do cavaleiro, que deixava claro que o mesmo iria evitar uma discussão imediatamente.

Varis voltou para a carta e Edward ignorou aquilo com incômodo.

E aí, como vai a procura?

Sinceramente, por mais confortável que tem sido viver em um castelo, e ter serviços feitos por pessoas Habemus capacitadas e experientes, viver em uma única paisagem por meses está me irritando, principalmente uma tão opressora como uma capital.

Bem, não sei quando eu vou ser dispensada, mas já tenho um plano minus descirdir para viagens. Se você irá querer se juntar é outra coisa, mas minha vida de mercenária viajante vai voltar cedo ou tarde é bom o que vai fazer.

Bem, acho que o tempo vai dizer o que vai acontecer, até quam a mensis Varis.

Assinado: Sagita Albus Cute.

– Hum, ela tá certa... – Varis comentou enquanto amassava a carta em uma bola de papel e a guardava.

– O que Sagita disse? – Voltten questionou, se aproximando do amigo.

– Acho que você vai precisar se adiantar nos planos, ou nossas “asas” vão ser mais rápidas. – Varis comentou de forma cômica. – Alias, Aquiles!

O ladino chamou a atenção do cavaleiro, que estava lendo suas cartas em completo sigilo. Logo Aquiles se virou para Varis escondendo as cartas.

– O que foi? – ele questionou.

– Tem material para responder elas? – Varis perguntou, se aproximando junto de Voltten.

– Bem, papel nós temos, cera é comodidade, eu acho. – Aquiles vasculhou sua mochila rapidamente, achando um pacote quase idêntico ao que Varis rasgou inicialmente. – Hermes, consegue se guiar até Cartam sem mapas?

O pássaro parou de bicar a nuca de Varis e logo piou uma vez como resposta. Matheus Freitas: Eu gosto do Varis, mas eu estou começando a gostar mais desse pássaro...

– Ótimo! – Aquiles afirmou, apontando o pacote para Hermes.

– Bem, aqui vamos nós então... – James comentou, se levantando e andando lentamente até o grupo de amigos, seguido dele, Edward estava inquieto e vagamente incomodado.

Por Matheus Freitas (Leia SZPS) | 29/12/20 às 19:37 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia