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Capítulo 10 - Epílogo

Fallen Angels (FA)

Capítulo 10 - Epílogo

Do alto, Zuron observava as geleiras do Polo Sul, enquanto sua nave se aproximava da base barkarian. No meio da vastidão branca, uma grande nave se destacava. 

— Precisamos de mais canhões ao redor da nave de Megara — disse o braço direito de Tyran, ao general que o acompanhava.

— Não será necessário, há vários drones disponíveis, fazendo a ronda e cuidando para que ninguém entre ou saia da nave, sem autorização.

Uma cúpula se abriu, no solo, revelando uma base no meio do gelo, a nave de Zuron aportou.

No desembarque, o barkarian de olhos zaruk foi recebido por Zatyr, comandante responsável pela base na Antártida.

— Não havia necessidade de Tyran te enviar, pessoalmente. Está tudo sob controle, por aqui.

— Caro Zatyr, aquele Tyran, que ouvia a opinião de todos, morreu. Nosso novo comandante é um homem que não gosta de ver suas ordens sendo questionadas. — Zatyr franziu a testa, os dois homens seguiram até um pequeno veículo, que os levaria ao seu destino, na base.

— Quanto tempo pretende ficar, por aqui?

— O tempo que Tyran julgar necessário.

O veículo percorreu a base, feita de metal e toda controlada por inteligência artificial. A parte operacional da base foi cravada em uma das montanhas geladas da Antártida, enquanto os dormitórios e as salas de convívio ficaram no subsolo. Somente barkarians tinham permissão para permanecer no local.

Na sala do comandante, um ambiente muito espaçoso, rodeado por telas holográficas, com todos os dados da região, e com vários drones à disposição, Zuron e Zatyr conversavam.

— Tudo parece em ordem — comentou Zuron.

— Tudo está em ordem, como informei a Tyran.

— Não se ofenda... Tyran anda meio estressado, por causa do ataque feito por Megara. Ela acertou em cheio o orgulho do nosso comandante.

— Eu vi tudo, em tempo real.

— Todos vimos. — Zuron sorriu. — Mas, além de Megara, outra criatura tem incomodado muito, o comandante.

— Essa situação já está sob controle. Não haverá mais problemas quanto a...— Zatyr foi interrompido por um sinal de alerta. — Pelo Cosmos! — Zatyr sentiu uma mistura de surpresa e ódio, ao olhar uma das telas holográficas.

— O que foi?

— Nossa conversa vai ter que esperar, meu caro Zuron. — Zatyr saiu da sala, seguido por três pequenos drones aéreos.  

Um sinal de alerta soou por toda a base. Uma movimentação de drones e pequenas naves se tornou intensa, na região da cúpula. Todos se dirigiram para a nave de Megara, onde os canhões de vigia atiravam intensamente, de forma aleatória, e se via, ao longe, sinais de explosões, sobre o gelo.

— Qual é a situação real?

— Ainda não sabemos, comandante — respondeu o operador, na sala de controle da nave de Zatyr.

— Maldita! — Os olhos do comandante ficaram vermelhos de ódio. — Veja se há algum rastro, ao redor da nave.

— Não há nada em um raio de cinquenta quilômetros, senhor.

— Olhe novamente e confira também no subsolo e no ar.

O porto da nave de Megara se abriu, para que a pequena comitiva de Zatyr entrasse. Ele foi recebido pelo general que cuidava da segurança, dentro da nave. O comandante desceu de sua nave, com expressão séria e, nitidamente, fazendo muito esforço para se controlar, para que sua instabilidade emocional não influenciasse a energia cósmica ao seu redor.

— O que aconteceu? — Zatyr perguntou ao general, falando entre os dentes.

— Ainda não temos certeza, senhor. Os canhões começaram a atirar, de repente, mas não havia nenhum alvo. Depois alguns drones enlouqueceram também e começaram a explodir bombas ao redor da nave. Um pequeno caos se instaurou entre a população, pois imaginaram que a GDM estivesse aqui e que iriam explodir a nave com todos dentro. Enquanto tentávamos controlar o caos...

— Isso foi uma distração, seu imbecil.

— Senhor...

— Onde ela está?

— Está presa, na solitária, como solicitado anterior...

Zatyr não esperou o general terminar sua resposta, ele levitou e se afastou do grupo, como um raio.

Na ala da prisão, da nave, Zatyr passou pela entrada, vigiada por soldados aliados de Tyran, sem precisar se identificar. Ele seguiu direto para o setor das solitárias. De frente à sala L13, o comandante olhou para a porta impenetrável, de metal, e concentrou todo o seu ódio em sua mão direita, que estava direcionada para a frente. Em um gesto firme, Zatyr amassou a porta e a jogou longe, no largo corredor.

O comandante entrou na pequena sala, de paredes brancas e chão metálico, onde só havia uma cama, desarrumada, e um recado, gravado na parede, do lado da porta:

“Não sinta a minha falta, caro Zatyr, pois não sentirei a sua.”

— DESGRAÇADA! — O comandante explodiu uma onda de energia, ao seu redor.

Do alto de uma montanha, Urata, a general que sempre teve o respeito e a admiração de Megara, sorria, observando o caos que ela havia desencadeado perto da nave mãe. Por um instante ela fechou os olhos e suspirou.

— Em breve me juntarei a você, Megara...

Urata absorveu o máximo de energia cósmica, que seu corpo pôde acumular, e subiu alto, no céu.

Por FranHDC | 23/06/19 às 10:45 | Ação, Fantasia, Ficção Cientifica