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Capítulo 12 - Resgate

Fallen Angels (FA)

Capítulo 12 - Resgate

— As tropas terrestres já estão a postos, Megara. — disse uma general barkarian, dentro da nave principal da frota de combate.

— Vamos atacar juntos, assim teremos mais chance. — Megara olhou o mapa, no holograma. — A vigilância ao redor da nave é muito forte, nosso primeiro alvo vai ser a fortaleza, ao sul.

— Sim, senhora! — A general deu as ordens e as tropas se movimentaram, pela terra e pelo ar.

Megara estava em uma missão de resgate, com tropas barkarians e terráqueas, da GDM. Eles tentavam libertar a população da nave mãe da comandante, pela primeira vez.

Após a fuga de Urata, a segurança foi reforçada, ao redor da nave, na Antártida, assim, seria necessário abater a base barkarian, posicionada no continente gelado, para que o exército rebelde tivesse alguma chance em sua missão.

A base foi construída no subsolo e sua cúpula, por onde as naves transitavam, estava sempre coberta de gelo, dificultando sua localização. Mas Alice, enquanto ainda era uma soldado infiltrada na PSF, conseguiu vários mapas, com as localizações das diversas bases espalhadas pela Terra, somado a isso, as informações de Urata, que conseguiu fugir da nave mãe, foram suficientes para Megara organizar a missão.

Pequenas naves sobrevoavam as montanhas geladas, próximas da base barkarian. Zatyr, o comandante responsável pela base, enviou suas naves de defesa, para abater o inimigo, antes que se aproximasse demais.

— Patético! — disse um general — Me sinto ofendido com esse ataque medíocre.

— Isso não é um ataque, essa naves são iscas. — disse o comandante — Parece que Tyran enviou para cá os piores generais das nossas forças. — O olhar frio de Zatyr fez o general tremer.

— Perdoe minha falha, senhor, isso não vai se repetir.

— Claro que não. — Zatyr fez sinal para que alguns soldados retirassem o general da sala de comando. — Preciso de um general competente, que conheça as estratégias de Megara. — O comandante da base solicitou, por telepatia, ao comandante responsável pelo treinamento dos generais.

— O que faremos agora, senhor? — perguntou um dos operadores, de frente para duas telas holográficas grandes.

— Envie reforços, para impedir que as iscas cheguem até aqui, e envie uma equipe de ataque, para rastrear a região, algo maior está a caminho.

— Sim, senhor!

Na nave, Megara recebeu informações de Órion, por telepatia.

— Zatyr percebeu o embuste. Solicite às naves B que acionem a camuflagem e que estejam a postos; assim que atacarmos, teremos poucos segundos para manter os inimigos distraídos, antes que acionem o campo protetor ao redor da cúpula. — disse Megara à general.

— E as tropas que estão em terra?

— Vamos ter que atacar primeiro, solicite que estejam a postos, mas que aguardem o sinal de ataque.

— Ok!

Na frota de Megara, as naves barkarians seguiram à frente, seguidas por naves terráqueas, ao longe. Ao perceber a chegada das naves de guerra, as naves menores, as iscas, dispersaram, para confundir o inimigo.

— É um ataque maciço, senhor! — disse um soldado, operador, na sala de comando da base.

— Envie mais reforços. — Zatyr estava com ódio no olhar.

As naves de Megara seguiam avançando, derrubando as naves da base, com facilidade.

— Estão se aproximando. — O soldado, disse, preocupado. Zatyr deu um soco na mesa.

— Onde está o maldito general que solicitei?

— Senhor! Me desculpe a demora. — Lyria, uma jovem general barkarian disse, ao entrar na sala.

— Você conhece as estratégias de Megara?

— Sim, senhor! Enquanto andava pelo corredor, acompanhei a situação, por meu comunicador. Megara vai tentar explodir a cúpula, é necessário ativar o campo de proteção, imediatamente.

— Vamos ficar presos, aqui.

— Só até nossa naves destruírem as naves B, de Megara; elas já devem estar perto, utilizando camuflagem.

— Dê as ordens.

— Sim, senhor!

No céu, perto da base, se via o caos; muitas explosões e rajadas de laser, naves caindo, totalmente inoperantes, projeteis com soldados eram lançados, antes das naves caírem. O momento era ideal para Megara.

— As naves B devem agir, agora! — A comandante deu a ordem. Três naves, com muitas bombas, seguiram para o alto da cúpula da base, em meio ao caos. Elas usavam um campo de camuflagem, que as tornava invisíveis aos olhos e aos equipamentos barkarians.

As três naves, camufladas, sobrevoaram a cúpula, jogando várias bombas, de uma vez, sobre a neve. Megara acompanhou a operação, da sala de comando na nave.

— Assim que a cúpula for destruída, nós entramos com tudo e as equipes por terra devem se apressar.

— Megara.... — a general disse, assustada. — Veja!

— Pelo Cosmos! Não acredito... — Megara olhou, perplexa, para a tela. Por causa das bombas, boa parte do gelo desapareceu ao redor da cúpula, mas não dentro do campo de proteção, que deixou a base intacta. — Aquele desgraçado teve ajuda, ele não acionaria o campo tão cedo. Droga! — Megara, furiosa, deu as costas para a general.

— Ei, Megara! Onde você vai?

— Vou resolver isso, pessoalmente. Dê a ordem para que as tropas terrestres entrem em ação e envie as naves B para um local seguro.

Megara entrou em uma pequena nave e esperou a chegada das tropas que vinham por terra, para se juntar a elas. Enquanto as naves de Zatyr eram abatidas pelo ar, em terra não havia resistência. Alice foi a primeira general terráquea a chegar.

— O que aconteceu? — perguntou Alice, enquanto Megara se aproximava, andando sobre o solo gelado.

— Vamos precisar de todos os mapas da base, eles já ativaram o campo. — Alice acionou seu comunicador, um pequeno computador de pulso, e enviou os arquivos para Megara.

— Qual é o plano, agora?

— Encontrar um ponto fraco, por onde possamos entrar.

— Não há soldados por aqui, fazendo a segurança, você acha que vão trazer as tropas que vigiam a nave mãe?

— Se Zatyr estivesse sozinho, isso seria certo, e eu já teria enviado parte de vocês pra lá, mas há alguém o ajudando, alguém que conhece bem minhas estratégias, logo, já irão prevenir isso.

 — Então já estão procurando seus pontos fracos pra se precaver de uma invasão.

— É certo que sim, mas precisamos tentar.

— Qual é o plano? — Bruno perguntou, ao chegar com Rafael e suas equipes.

— Vamos invadir por terra! — Alice disse, piscando.

 

— Não conseguimos encontrar as naves B. — disse Lyria.

— Maldição! Agora estamos presos, aqui.

— Me desculpe, senhor!

— Estamos sem defesa, traga parte das tropas que vigiam a nave daquela mulher.

— Isso irá enfraquecer a defesa da nave, talvez seja essa a estratégia, agora. — Zatyr gritou, com muito ódio, e gerou uma onda de energia ao seu redor.

— E o que estão fazendo lá em cima? Tentam nos vencer pelo cansaço? — O comandante perguntou, entre os dentes.

— Provavelmente estão procurando um ponto fraco, por onde possam entrar.

— E esse ponto existe?

— Já solicitei essa informação, senhor! Devemos nos preparar para uma possível inva... — Zatyr interrompeu a general, ao olhar para o holograma.

— Megara, em carne e osso? Não acredito que ela me deu esse presente. — Zatyr disse, sorrindo.

— Por que a surpresa, senhor?

— Não senti a presença dela, pensei que estivesse dando as ordens de algum buraco, escondida.

— Megara nunca faria isso. — Zatyr olhou, sério, para a general. — Não estou defendendo ela, senhor, é que conheço a forma como ela age.

— Garanta a nossa defesa, em breve, Tyran estará aqui, com reforços. — O comandante deixou a sala de comando e seguiu para sua sala particular. Lá, ele entrou em contato com Tyran, que ficou feliz com as informações de seu fiel subordinado.

 

— Hoje é um dia de sorte! — Tyran disse, com um sorriso sarcástico.

— O que foi, dessa vez? Mais uma vila terráquea destruída? — Zuron debochou.

— Não. Megara está na Antártida, tentando destruir a base para libertar sua tripulação.

— Hum! Entendi... é a sua chance de fazer a barganha fake.

— Prepare as tropas, vamos para lá, imediatamente. — Tyran sorriu, com satisfação.

Por FranHDC | 17/08/19 às 19:31 | Ação, Fantasia, Ficção Cientifica