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Capítulo 13 - Aguardando reforços

Fallen Angels (FA)

Capítulo 13 - Aguardando reforços

O caos no céu cessou, todas as naves da base foram abatidas ou tomadas à força e Megara levou suas tropas terrestres para perto da cúpula. Uma escavadeira foi solicitada e simulava um plano falso.

— Mantenham a vigilância perto da escavadeira e atrasem o processo o quanto puderem. — Megara disse ao Bruno.

— Isso pode gerar pânico neles, se o sistema de ventilação for perfurado...

— O sistema foi bem estruturado, se furarmos aqui, há um esquema de segurança que será ativado, e eles terão oxigênio suficiente para permanecer na base por uma semana.

— Tecnologia barkarian...

— Sim.

— E quanto à base de tratamento de esgoto, o que farão ao chegar lá?

— Rafael e Alice já estão a caminho, a ordem é desarmar a segurança, que é fraca, então tomaremos o controle e poderemos invadir, por lá.

— E quanto as forças de Tyran?

— Já solicitei reforços, Tyran deve chegar em menos de vinte minutos.

 

— Senhor, vão perfurar o sistema de ar. — disse um operador, na sala de comando da base.

— Isso é uma distração, fiquem alertas quanto aos esgotos, esse é o nosso ponto fraco, como informou a general. — disse Zatyr, olhando para Lyria. — E Tyran já está a caminho, só precisamos resistir por alguns minutos. Concentrem as defesas nos esgotos.

 

— Enviem os drones, precisamos ter uma visão geral da situação, antes de invadir. — Alice deu a ordem, dentro do veículo camuflado, com tecnologia antigravidade. Ela estava a poucos metros da base.

Alice, já estamos posicionados. — Rafael informou, pelo comunicador.

— Só um instante, estou coletando as informações.

Ok!

Os pequenos drones, em forma de inseto, se espalharam pela base de tratamento de esgoto. Um deles entrou na sala de controle e colheu dados do computador principal. Em segundos, Alice teve toda informação que precisava para definir uma estratégia de invasão.

— Nossas tropas precisam se dividir em quatro, para desestruturar a defesa nas quatro entradas da base, você e eu avançaremos em seguida e teremos que chegar até à sala de controle; precisaremos levar alguns soldados e drones de ataque. Estou te enviando as informações. — Alice pressionou um botão em seu comunicador de braço.

Sim senhora! — disse Rafael, sorrindo.

Com a equipe dividida, os drones e os soldados que faziam a vigilância da base foram atacados, nas quatro entradas. Um sinal de alerta foi acionado, mas Alice e Rafael já estavam dentro do prédio. Um drone conseguiu entrar no sistema de segurança e impediu que o sinal de alerta chegasse à base principal, que Megara tentava invadir. Isolados, os soldados da base de tratamento foram vencidos com facilidade. Alice e Rafael seguiam pelos corredores, em direção à sala de controle, no último andar; pequenos drones aéreos e alguns soldados, da GDM, os escoltavam.

— Devemos virar à direita e pegar o elevador. — disse Alice, observando o mapa da base, em um holograma.

— Ufa! Pensei que esse corredor não acabaria nunca! — Rafael disse, ofegante.

— Quando foi que você ficou tão fraco, Rafael? — Alice disse e apertou o passo.

— Metida!

De frente à porta do elevador, Alice orientou o grupo.

— Saiam da frente da porta e fiquem em alerta, ainda há alguns seguranças no prédio. — O grupo se dividiu, alguns se posicionaram na parede e outros a certa distância da entrada do elevador, em posição de defesa. Quando a porta se abriu, vários tiros foram disparados e três drones saíram, atirando para todos os lados. Alguns soldados da GDM se feriram, mas não gravemente, e os drones da equipe entram em ação.

Cinco soldados barkarians saíram do elevador, atirando. Alice, que estava perto da porta, acertou dardos tranquilizantes em três deles, enquanto seu drone pessoal lhe dava cobertura.

Rafael se desviou dos tiros inimigos, correndo e rolando no chão, também com o auxílio de um drone, lhe dando cobertura, depois, em um salto, ele se levantou e mirou no pescoço de um dos soldados barkarians, acertando o dardo com o tranquilizante. O soldado de um metro e oitenta caiu no chão, enquanto o quinto soldado era abatido por dois drones da GDM, e os demais soldados cuidavam dos drones da base.

— O que faremos com eles? — perguntou um soldado, chutando um dos barkarians, inconscientes, no chão.

— Megara pediu que todos os prisioneiros fossem levados para a nave dela, depois Órion fará a triagem. — explicou Alice, que olhou para o soldado morto, no chão. — Uma pena não podermos salvar todos eles.

— Uma pena não podermos matar, todos eles, isso sim. — disse Rafael, com raiva.

— Hei! Já conversamos sobre isso. — Alice repreendeu o amigo. — Deixem os barkarians onde estão, alguns drones virão, para levá-los, precisamos chegar logo à sala de controle, vamos! — Alice passou pelos soldados no chão e entrou no elevador, o grupo a seguiu.

 

— Ok! — disse Megara, após receber uma mensagem de Alice, em seu comunicador. — Eles tomaram a base, continue com a escavadeira, preciso levar as tropas para...

— Não. — Bruno interrompeu Megara. — Enquanto você estiver por aqui, eles não vão investir muito na defesa dos esgotos, isso vai facilitar o nosso trabalho, depois que estivermos lá dentro, aí você entra e acaba com tudo. Você voa, logo, vai chegar muito rápido, não tem porquê ir pra lá, agora.

— Essa sua estratégia parece fazer sentido, mas lembre-se que as tropas do Tyran estão a caminho, com vários comandantes, não temos muito tempo. Só há um comandante dentro da base, o imbecil do Zatyr, após acabar com ele, deixo a base pra vocês e volto pra cuidar dos capachos do Tyran.

— E o que faremos se Tyran vier também?

— Aquele covarde não vai me enfrentar tão cedo, não se preocupe. Agora me deixa trabalhar, cuide da escavadeira e aguarde os reforços. — Megara disse, com a mão direita sobre o ombro de Bruno, depois se afastou, enviando as ordens pelo comunicador.

Após dar as ordens, Megara levitou e seguiu, voando, para a base de tratamento de esgoto.

 

— Perfuraram o sistema de ar. — disse o operador.

— Não tem problema. — O comandante disse, indiferente.

— E Megara desapareceu.

— O QUÊ? — Zatyr correu para perto do operador e olhou atentamente para a tela holográfica à frente. — Pra onde aquela maldita foi?

— Não faço ideia, senhor... Ela simplesmente sumiu, deve ter voado, sei lá. — Zatyr olhou furioso para o operador, Lyria se levantou e seguiu em direção à saída da sala. — Onde você vai?

— Para os esgotos, Megara deve chegar em poucos minutos.

— Não diga besteira, ela teria que tomar a base de tratamento, primei... — Zatyr deu um soco na mesa. — Droga! Vamos logo. — O comandante passou pela general como uma ventania.

— O home tá bravo. — comentou o operador, Lyria riu e seguiu para a porta.

Na base de tratamento, Alice e Rafael cuidaram para que os túneis fossem desativados e o sistema de drenagem deixou tudo seco, para que os soldados pudessem passar. Megara chegou antes que as tropas entrassem em um dos túneis.

— Bem a tempo, chefinha! — Alice falou.

— Os drones já foram?

— Sim, enviei todos da nossa equipe. E os reforços?

— Devem chegar em menos de um minuto; com os drones à frente, a defesa deles terá que recuar... — Enquanto as duas conversavam, vários drones aéreos entraram no setor de tuneis da base de tratamento e seguiram para a base principal, pareciam animais ferozes, em busca de suas presas. — ... então entramos atacando.

— Faltam os bois. — Rafael disse, se aproximando das duas, segurando uma pistola a laser.

— Escute! — Megara fez sinal com a mão, apontando para cima. Um barulho, a princípio suave, começou a ficar alto demais. Megara se afastou da entrada do Túnel, Alice fez sinal para que todos se afastassem também, então vários drones quadrúpedes passaram por eles, como uma manada, seguindo pelos túneis. — Vamos, os outros soldados já estão a caminho. — A equipe seguiu, correndo, até os três carros de manutenção. O transporte levava vinte soldados por vez, mas era muito veloz, em poucos minutos todos já estavam perto da entrada, onde os drones aguardavam o sinal para o ataque.

Os generais deram o sinal para Megara, de que todos estavam posicionados, então os drones ficaram a postos para invadir.

Toda a defesa da base se concentrou nos esgotos, um salão enorme, em formato circular, por onde os dejetos eram liberados e levados para a base de tratamento, para que fossem processados e se tornassem adubo. Havia vinte tuneis, mas a GDM utilizou seis, deles. Os tubos gigantes, que se conectavam aos tuneis desativados, foram recolhidos, por ordem de Megara, enviada aos drones que cuidavam da sala de controle da base de tratamento, isso liberou as entradas dos seis tuneis, deixando a defesa na base principal em alerta. Após um instante de tensão, os drones da GDM invadiram, atirando para todo lado. Enquanto os drones avançavam, as tropas de defesa se afastavam das entradas dos túneis e os soldados invadiram.

Os drones e os soldados com armas a laser miravam nos drones inimigos e os soldados com as pistolas com dardos tranquilizantes faziam os soldados da base tombar. A ordem de Megara era preservar as vidas dos soldados barkarians, pois Órion entraria em suas mentes e poderia selecionar aqueles que estivessem aptos a fazer parte das forças da resistência; os soldados fiéis a Tyran seriam libertados, em algum lugar do planeta.

Quando Zatyr chegou ao salão dos esgotos, ele assimilou toda a energia cósmica que podia suportar e procurou por Megara, cheio de ódio.

— Alice, Rafael, vou cuidar do Zatyr, auxiliem os generais na batalha. — Megara disse, através do comunicador, e seguiu, voando, em direção ao comandante da base.

— Saudades de mim, Zatyr? — Megara falou, do alto, olhando para o comandante com um sorriso sarcástico. Zatyr levitou e os dois ficaram de frente, a certa distância.

— Desmonte esse sorriso ridículo, você não vai conseguir o que quer... Tyran está a caminho.

— Bem, se fosse assim, ele já deveria ter chegado... — Zatyr ficou furioso. — Acho que somos só nós dois, hein! — Megara criou um campo protetor ao redor de seu corpo, para se defender do ataque repentino de Zatyr, que jogou uma bola de energia na comandante, mas ela bateu no campo de defesa e se dissipou.

Megara seguiu na direção de Zatyr, como um raio, e deu uma sequência de socos no estômago, no queixo e finalizou com um golpe sobre a cabeça do comandante, que foi jogado, inconsciente, no chão.

Zatyr caiu como um cometa, gerando um buraco que atravessou o chão metálico do salão. Lyria, que se aproximava com reforços, chegou a tempo de ver seu comandante ser humilhado. Atordoada pela cena, a general não percebeu um soldado da GDM se aproximando e foi abatida com um dardo tranquilizante. A GDM avançou, liderada por Megara, e tomou a base principal. Tyran não enviou reforços.

Por FranHDC | 25/08/19 às 13:16 | Ação, Fantasia, Ficção Cientifica