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Reporte de sessão IX - Parte I - O fim do túnel

Heróis Improváveis (HI)

Reporte de sessão IX - Parte I - O fim do túnel

Autor: Henrique Zimmerer

No dia seguinte o grupo se separou. Bolton foi até o templo, tentar atrasar Sir. Gylas, enquanto o resto dos aventureiros, juntos com Héere, voltaram aos esgotos.

— Ali! — Najla apontou para frente.

Zanshow tomou um susto e olhou na direção contraria. Lá de trás Aron também viu o pequeno jacaré seguindo a água do esgoto, olhava deliciado para a perna do orc. Earwen e Kuoth estavam jogando jo-ken-pô com Héere e nem repararam no que estava acontecendo.

— Ai! Lagarto morder perna. Sai lagarto! — O samurai começou a balançar a perna tentando se livrar do bicho.

Aron tentou dizer a Croc que se aproximasse do filhote já que ele tinha esperança de ser o último da ninhada dela. Seguindo o comando a sua maneira, ela foi em direção a vítima.

— Lagarto grande malvado! — O orc urrava de dor. — Ataca outro lagarto! Zanshow não!

Vendo que sua companheira foi no alvo errado, o meio-elfo tentou acalmar o filhote, que só então se afastou, voltando para a água.

Zanshow começou a socar a cabeça da jacaré até que finalmente Aron se voltou para ela e ordenou para que parasse. O orc olhou com ódio para o meio-elfo, que voltou para o fundo do grupo — que só naquele momento começava a entender a situação e também olharam com desaprovação para ele.

Seguiram até chegar a alcova com a entrada secreta que os levaria ao túnel e então à câmara onde estavam os halflings e os morcegos.

— Vamos entrar, então? — Najla perguntou.

— Melhor não, Bolton ainda vai demorar com o Palada. — Earwen respondeu.

— Nós descansar. — Zanshow se sentou no chão, machucado depois do ataque da Croc.

— Eu vou atrás do filhote, quero ver se a Croc o reconhece. — Aron disse, de repente.

— O quê??? — O grupo perguntou.

— Meio-Elfo não vai ajudar? Aron grande idiota!... Ótimo! Suma!

Aron então se afastou do grupo e o restante descansou.

Depois de um tempo, entraram. Amarraram as mãos de Héere, que seguiu ao lado de Zanshow. Por fim, chegaram a câmara, onde o ancião esperava junto à sua horda.

— Trouxeram o sacrifício?

— Sim.

— Ótimo, ponha-o no altar.

O orc pôs o lefou no altar e o halfling começou o ritual.

Héere soltou suas mãos com facilidade, já que Earwen as tinha amarrado frouxamente. Com cuidado, ele sacou sua adaga e rapidamente atingiu o ancião, que não percebeu nada, um corte tão rápido quanto preciso, que tirou um pouco de sangue, o suficiente.

No entanto, este descia uma outra adaga, feita de osso, sobre o altar, em direção ao falso sacrifício.

Apesar do samurai não ter sido rápido o bastante para tirar a isca do caminho, o próprio lefou conseguiu se desviar. Surpreso e confuso, o ancião deu sinal para seus súditos atacarem, enquanto o orc jogava Héere nas costas e saía em disparada.

Os morcegos se agitaram no teto, um deles, enorme, se agarrou às costas de Héere enquanto eles alcançavam o túnel.

— Bem, agora é minha vez.

Najla entrou na câmara. Começou a rezar e raízes brotaram do chão, no entanto, nenhuma delas conseguiu segurar os halflings.

Todos saíram em disparada, voltando pelo túnel de onde vieram.

Zanshow passou por Kuoth, que começou a correr também, o feiticeiro se arrependeu de ter gastado seu poder de vôo diário horas antes.

Earwen olhou para trás e viu a câmara sendo fechada por raízes grossas, com Najla ainda lá dentro. Correndo atrás dos companheiros ele fez a única coisa que acreditava poder fazer.

— A NAJLA FICOU! A NAJLA FICOU! — Ele gritava para todos e para ninguém, enquanto corria desesperado, sendo perseguido por morcegos.

 

***

 

Héere conseguiu se livrar do morcego que estava grudado nele, todos continuaram correndo e, viram uma sombra passando sobre eles. O ladino, que passara pelos companheiros em sua corrida desesperada, parou de repente.

— Mas que merda é essa? — disse, apavorado.

À sua frente, uma capa negra flutuava, seu capuz era como uma boca cheia de dentes afiados, uma cauda de escorpião balançava embaixo dela.

— CARALHO! É UMA CAPA COM DENTES!

 

***

 

Na entrada do túnel, Bolton e o Paladino de Khalmyr finalmente chegavam para ajudar o grupo. O pequeno cavaleiro saiu em disparada, montado em Meirelles, passando por Héere no caminho.

— O que está acontecendo? Onde estão os outros?

— Atrás.

— Mas o que... — Héere já estava longe, e Bolton resolveu seguir para ver se encontrava seus amigos.

Da entrada veio a voz de Sir. Gylas.

— Obrigado, meu caro Sir. Bolton! Por deixar este para mim! — disse, sacando a espada e indo de encontro a Héere.

Zanshow ouviu aquilo e se apressou para parar o paladino, com Kuoth sempre em seus calcanhares.

Alcançaram o lefou e o paladino, viram o exato momento em que Héere conjurava uma magia, sendo acertado pela espada de Sir Gylas, e desaparecendo em seguida.

— Para onde foi o demônio?

— Ele não importante. Pior naquela direção. — Zanshow respondeu.

— Cara, aquilo é o Satanás! – Kuoth falou, exasperado.

— O que é um satanás? — O paladino perguntou, enquanto corria.

Não esperou por resposta, lá na frente pode ver Bolton encarando a criatura.

Enquanto isso, três morcegos gigantes cercaram Earwen, que por um momento pensou se ficava aliviado por serem morcegos de verdade daquela vez.

Ficou imóvel, arregalou os olhos, não havia nenhuma saída.

Os morcegos o atacaram e ele caiu no chão, inconsciente.

Uma batalha se seguiu, a criatura estranha e os morcegos dando rasantes sobre o grupo que ainda estava de pé.

Parecia que golpes normais não afetavam o capuz com dentes.

— Você morrerá, Mantor miserável! — O paladino tomou a criatura como seu adversário.

Ah, então é esse o nome da coisa Kuoth pensou, enquanto se juntava ao homem para ajudá-lo, soltando cones de metal flamejante sem parar.

Magia...

Earwen acordou e ouviu uma voz no seu ouvido.

— Fique quieto!

A voz era de Héere, mas não conseguia vê-lo.

O jovem se arrastou para fora do alcance dos bichos, encostando-se à parede do túnel. Por algum motivo, não o atacavam.

Zanshow tomou uma picada do Mantor, gritou de dor e caiu. Logo depois, sumiu também.

Earwen arregalou os olhos sem entender. Sentiu uma mão tocar seu braço e a voz do lefou.

— Vamos sair daqui. Esses idiotas não ligam para ninguém além deles mesmos. Talvez apenas aquele orc tenha algum senso de honra.

Earwen não concordou muito, já que eles também só estavam pensando neles mesmos naquele momento, mas resolveu não discutir e os dois apenas deram o fora dali.


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Oi, pessoal. Esse capítulo vem com um belo aviso, uma grande notícia... e desculpas antecipadas kkkkkk


Primeiro de tudo, nessa semana e na próxima só teremos um capítulo de Heróis Improvaveis, então. ME DESCULPEEEEEMMM!!!

O motivo disso é que estarei lançando o livro de A crônica de Eastar m Belo Horizonte e Sete Lagoas nesse fim de semana!

É isso aí, uma light novel brasileira em formato físico pra todo mundo!

Quem quiser saber mais a respeito é só acessar esse link aqui:

https://www.facebook.com/events/303398663548724/


Mas claro que eu não deixaria de compensar vocês, então adivinhem só.

Do dia 23 ao dia 29 de Setembro teremos UM CAPÍTULO POR DIA de Heróis Improváveis!!! Isso mesmo! Aproveitem a minha generosidade! kkkkkkkkkk

Então até semana que vem, pessoal!

Por Eastar | 10/09/18 às 17:24 | Aventura, Fantasia, RPG, Comédia, Ação