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Reporte de sessão XI - Parte III - Rodízio de cultos malignos

Heróis Improváveis (HI)

Reporte de sessão XI - Parte III - Rodízio de cultos malignos

Autor: Henrique Zimmerer

O grupo voltou para a cidade para se recuperar, no fim Bolton não tinha conseguido pele alguma.

Earwen não havia sofrido danos e resolveu tentar contatar Héere.

Quando estava saindo do albergue, percebeu que Najla o seguia. Fingiu que não a tinha visto, mas na primeira oportunidade virou uma esquina, escalando uma parede próxima e seguindo pelos telhados. A medusa não o viu quando virou a esquina, e acabou por desistir da perseguição.

Um tempo depois, ele viu uma criatura chamando-o de um beco escuro.

— E então?

— Bem, falei com ela. Parece que o grupo já esteve em um antigo templo fora da cidade, mas parece apenas um culto para Tenebra, com alguns zumbis... se não me engano, eles tentaram roubar o filho de Reyny Erix, mas não sei o porquê. — Ele pôs a mão no queixo, pensativo — Ah, e fomos atacados por diabos hoje.

— O quê? — O lefou arregalou os olhos de mosca, depois estendeu os braços e balançou a cabeça. — Espere, conte isso tudo direito.

Earwen contou em detalhes o que Najla havia lhe dito, sobre a vez que invadiram o templo nas montanhas e acrescentou o que havia acontecido naquela tarde.

— Diabos? Isso é pior do que eu pensei. Só um deus aceitaria diabos em suas fileiras. Kallyadranoch. — Ele franziu o cenho, algo bem estranho com os olhos que tinha. — Vocês mexeram com algum servo do deus dos dragões?

— Eu? Não... quer dizer... oooh merda.

Ele se lembrou de Hassenbluff, mais importante, se lembrou de Enora.

— Bem... nós meio que destruímos um culto em um vilarejo.

O lefou abriu a boca, surpreso. Então pôs a mão no rosto e suspirou.

— Qual o problema de vocês com esses cultos?

— Não é nossa culpa! A gente só tenta ajudar.

— Tudo bem, tudo bem. Teremos que investigar isso.

— O quê? Acha que há um culto pra Kallyadranoch aqui também?

— É o que parece.

— Nimb... por que esses dados? Por quê? Por favor, preciso de uns dados melhores!

— Então... — O lefou pigarreou.  — Se acabou de rezar, tenho um plano. Me encontre com seu grupo nas minas, amanhã. Iremos para o templo do qual você disse. Investigaremos lá.... Mas não leve o Halfling! Muito menos o paladino! Caso contrário eu não irei!

— Tudo bem, tudo bem. Darei um jeito.

 

***

 

No dia seguinte, Earwen foi falar com Zanshow assim que acordou. Bolton fora à igreja e ele torcia para que o halfling ficasse por lá.

— Zanshow, Héere quer encontrar conosco nas minas para investigarmos um novo culto.

— Zanshow não confiar em Olhos de Mosca, e não estar pronto pra batalha. — O orc estava cheio de bandagens. — Mas Zanshow quer fazer perguntas para Olhos de Mosca. Vamos, Earwen.

Chegando lá, Héere olhou desconfiado.

— Esse é o único em quem você confia?

— Na verdade eu o trouxe para falar com você. Mas olhe para ele, precisamos de mais uns dois dias para ir.

— Ora essa, quer adiar a missão por causa de uns machucadinhos? Sente-se, Zanshow, e relaxe.

Zanshow sentou-se em uma pedra, meio desconfiado, mas tentou relaxar.

Rapidamente foi curado por Héere.

— Ora essa, se soubesse que era tão fácil teria trago os outros logo.

— Vai. — O orc abanou a mão para Earwen e se virou para o lefou. — Zanshow conversar com Olhos de Mosca agora.

Earwen prestou uma continência zombeteira e foi atrás do restante do grupo.

— Héere saber sobre Kizoku?

— O político que chegou aqui há um tempo? Não mais que o resto das pessoas, nunca o investiguei. Por que?

— Zanshow quer saber sobre ele.

— Bem, se vocês me ajudarem, ajudarei vocês.

— Ótimo.

 

***

 

O restante do grupo, com exceção de Bolton, chegou algum tempo depois e todos seguiram para o templo.

Entrando lá, seguiram para o salão do altar onde alguns deles já haviam estado antes. Quando chegaram às portas, todos se esconderam, enquanto Héere ficava invisível para abri-las. 

Zanshow seguiu sem se importar. Lembrou de quando não tinha acompanhado o grupo e eles voltaram muito feridos. Dessa vez não seria assim. Vendo que era seguro, o resto do grupo entrou.

O zumbi estava dentro da câmara.

— Vocês de novo? O que vieram fazer aqui?

— Não é da sua conta. Você poderia apenas continuar morto. — Najla reclamou, com ódio nos olhos.

— Melhor irem embora, ou lhes apresentarei para o meu mestre.

— Quem ser seu mestre? — Zanshow perguntou, estufando o peito.

— Eu faço as perguntas aqui, orc. Então respondam, o que vocês fazem aqui?

— Como você disse. Nós não fazemos perguntas. — O samurai cruzou os braços.

Todos ficaram em silêncio dentro da câmara, olhando para Zanshow, que se sentia incrivelmente esperto. Alguns espalmaram as mãos nos próprios rostos enquanto outros reviravam os olhos.

— A partir deste momento estou ignorando o orc. Alguém quer se explicar?

(N.A: O Zanshow é um personagem com 8 pontos em Inteligencia (o normal de um NPC é 10)... felizmente ou não, o jogador interpretava isso muito bem... involuntariamente...)

— Eu tô fora. A gente não veio aqui pra tomar chá e fofocar com um morto-vivo. Se quiserem continuar conversando com esse aí, fiquem à vontade. Tô voltando. — Earwen acenou para a criatura, descendo as escadas de volta para o salão.

Os outros foram atrás dele. De trás, ouviram uma voz.

— Isso, vão e não voltem!

Chegando à câmara de entrada, Héere ficou visível novamente.

— Ele não me percebeu de forma alguma. Não me parece ser muito poderoso. E acho que está confinado àquela sala. — Começou a rir e continuou. — Até dancei na frente dele.

— Realmente queria poder ter visto essa cena. — Kuoth disse, rindo.

Héere olhou em volta, pensando no próximo passo, seus olhos passaram por Najla, algo lhe chamou a atenção dessa vez. Ele virou um pouco a cabeça.

— O que é isso nas suas costas?

— Isso o que? Meu manto?

— Isso não é um manto.... É um Mantor! Olhem o rabo de escorpião!

— Najla... aaahh... poderia explicar isso aí? — Earwen perguntou, se afastando aos poucos.

— Explicar o quê? Já disse que é meu manto. Vão confiar em mim ou em um cara que vocês mal conhecem? É assim que querem? — Ela bateu o pé no chão com força. — Que saco! Só sabem reclamar! Quer saber, chega! Tô indo embora. Não sou obrigada a dar explicações a ninguém! Adeus!

— Caramba, ninguém reclamou de nada. A gente só queria saber. — Kuoth levantou uma sobrancelha, diante da reação exagerada da medusa.

— O que ela tem? — Aron perguntou.

— Najla mais bruxa má hoje. — Zanshow parecia genuinamente amedrontado.

— Liga não, Parede. — Eastar deu tapinhas no orc. — Todas as mulheres se tornam bruxas más uma vez por mês... no caso dela, parece ser pior.

Todos observaram a medusa, enquanto ela saia pelo templo e voltava para Thanagard.

Ignorando o aviso do zumbi, o restante seguiu por outros caminhos dentro do templo, explorando-o

Em um momento, chegaram a um lugar com risco de desmoronamento e, temerosos, decidiram voltar. Seguiram outro túnel até encontrar uma parede com uma nota.

— É um selo com o símbolo de Khalmyr, parece que só pode ser retirado por seres físicos como nós. — Héere examinava o pergaminho. — Nenhum ser sobrenatural pode tocá-lo. Deve estar protegendo algo.

— Bem, pelo tanto que andamos, imagino que estejamos em algum local embaixo do setor norte de Thanagard, alguém deve ter tentado proteger essa ala da cidade. — Kuoth disse, coçando a cabeça.

— Do outro lado dessa parede provavelmente também tem um selo como esse. Apesar de que não sabemos o que pode ter do outro lado, mas ele pode ter sido retirado.

— Bem, se ele evita monstros de atravessarem, não há motivos para tirarmos o selo daí. Temos que voltar e pegar o outro caminho. — disse Aron, se afastando com certa pressa.

Seguiram em outra direção até chegarem a um lugar com duas portas. Earwen espiou por uma e descobriu um quarto vazio, encontrando símbolos de Tenebra. Voltou e contou aos outros.

Seguiram então pela outra porta e deram com um salão com quatro pilastras, com imagens em alto relevo que formavam a deusa com a lua em suas mãos erguidas.

Nessa sala também havia duas portas. Uma dava para um salão como um altar dedicado à Deusa das Trevas. Como não parecia ter nada demais, voltaram para a sala das pilastras, onde se sentaram para descansar e decidir o que fazer a seguir.

Toda aquela exploração parecia inútil.

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Pessoal, devido a alguns problemas pessoais não pude cumprir o prometido, mas estou de volta e vou tentar mandar o máximo de capítulos possíveis essa semana! Valeu, falouu!


Por Eastar | 30/09/18 às 18:36 | Aventura, Fantasia, RPG, Comédia, Ação