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Memória 20 - Sala dos jogos

Lagrimas de Jade (LJ)

Memória 20 - Sala dos jogos

Autor: Yamimura | Revisão: Shinku

Depois de passarmos pela porta encontramo-nos em um amplo salão. Um piso de madeira tão polida que era possível ver nossos reflexos, e paredes de madeira perfeitamente talhadas com um mon desconhecido para mim. Mesmo depois de ter saído daquele lugar e pesquisado por quase um mês, eu não consegui identificar aquele símbolo, talvez fosse um símbolo aleatoriamente construído, talvez não. Os registros não falavam de nenhuma Família que havia se perdido. Naquele lugar haviam inúmeras pessoas jogando, apostando em uma infinidade de modalidades. Eram tantos jogos que não seria possível para mim lembrar todos, lembro que haviam jogos de cartas, tabuleiro. Até mesmo jogos físicos como kemari.

Em meio a tantos desconhecidos uma figura incrivelmente familiar se destacou. Akatsuki estava ali sentada jogando um jogo de memorização, ela estava muito concentrada, então não me viu chegar. Fiquei atrás dela por alguns instantes olhando em volta, com exceção das cartas espalhadas em uma pequena mesa de madeira trabalhada, tudo em volta mudava. Coisas pequenas e até sem muita relevância, como os detalhes de um leque ou de um acessório de cabelo, até coisas impactantes como o rosto de alguém, cores dos cabelos, nem mesmo o sexo era uma constante naquele lugar. Num momento a cena diante dos meus olhos era uma e no pequeno espaço entre o piscar e abrir de meus olhos tudo já estava diferente. Nem mesmo sei dizer se aquilo que eu enxergava era o mesmo que todos a minha volta, meus companheiros, enxergavam. Eu sei, isso pode parecer confuso para você, mas era o sentimento que eu tinha naquele momento.

Pisquei algumas vezes, atordoado e surpreso com o que eu estava vendo. Aquela era uma caraterística desse mundo ou plano, seja lá como você deseja chamar, que eu não irei me acostumar jamais. Creio que as pessoas que passam muito tempo aqui tendem a ficar loucas, pois além dessas mudanças abruptas em tudo havia um sentimento esquisito. Algo que me forçava a sempre lembrar que aquele não era o lugar que deveríamos estar. Você deve conseguir entender isso. Imagine que está na casa de alguém que você odeia. O sentimento é próximo, porém muito mais inquietante.

Akatsuki terminou o jogo tendo uma larga vantagem contra o oponente, o que lhe rendeu a vitória. Seu rosto ficou iluminado, momentaneamente, e uma paz pareceu tomar seu rosto. Seus olhos ardiam como chamas, ela não é do tipo que se importa com a vitória em um jogo, então presumo que toda essa empolgação dela não fosse pela vitória em si. Havia algo a mais. Ela já havia feito essa cara algumas vezes antes, lembro que numa delas, ela havia acabado de iniciar os estudos de feitiços.

Notando minha presença ali a observando, sabe-se lá por quanto tempo ela ficou avermelhada. Não gostava que eu a visse fazendo aquele tipo de expressão, mas logo seu rosto passou de vergonha a felicidade por estar finalmente me vendo; provavelmente ela temia que algo tivesse acontecido comigo, para horror. Ela havia notado o ferimento em minha bochecha e levantou-se rapidamente segurando em meu maxilar sem nenhuma cerimônia. Perceba que tocar é quase considerado pervertido para algumas pessoas, em público claro, portanto ninguém tem esse tipo de ousadia, mesmo que as pessoas sejam noivos, como era nosso caso. Akatsuki esqueceu completamente aquilo enquanto olhava para aquela ferida em silêncio, mas assim que notou o que estava fazendo e os olhos inquisidores em nossa direção ela tirou as mãos mornas de meu rosto e afastou-se um passo, abrindo seu leque, cobrindo o rosto avermelhado.

— Você não precisa se preocupar com isso – eu disse para ela com um sorriso – Eu posso cobrir com uma máscara.

— De maneira nenhuma – ela bateu com o pé – eu irei curá-lo e essa ferida irá sumir. Não posso deixar meu noivo com uma cicatriz tão feia em seu rosto se eu posso fazer algo em relação a isso.

— Ah, eu havia esquecido que você podia – eu menti – então eu estarei sob seus cuidados.

Akatsuki pegou um pequeno frasco com água de dentro das mangas de seu quimono e a destampou enquanto ia pronunciando uma prece aos espíritos da água. O fluido foi erguendo-se no ar e acumulou-se na ferida. Senti o calor e em alguns instantes a ferida já não estava mais ali. Eu suspirei aliviado e olhei para minha noiva com um sorriso enquanto ela tampava o pote depois que a água retornou par ao recipiente. Com o canto dos olhos eu notei os outros se aproximando e Akodo Ryu me olhou com um sorriso. Eu balancei a cabeça para ele e apresentei-a a todos. Ele provavelmente havia ligado ela ao que havia “visto” na noite anterior, seu rosto estava revelando muito do que provavelmente sua mente pervertida estaria imaginando naquele momento. Ele era uma vergonha para os Leões. Pensando bem, uma falha como humano seria melhor.

— Esta é Doji Akatsuki– eu disse apresentando ela aos meus companheiros de viagem e depois fiz o mesmo dizendo o nome de cada um deles para que ela ficasse um pouco mais familiarizada – e estas são as pessoas que me acompanharam desde a vila de Washimazu, Akatsuki-san.

— É um imenso prazer conhecê-los, senhores – ela disse curvando-se – Agradeço por auxiliarem esse homem tolo.

Akodo Ryu deu uma tapa em minhas costas quando suspirei e cada um foi se apresentando. Os mais jovens não haviam ficado paralisados dessa vez e puderam se apresentar, mas a Voz da Imperatriz continuava desmaiada. Akatsuki aproximou-se dela para conferir seu estado e nos tranquilizou dizendo que ela logo iria acordar, ela havia apenas sofrido um forte impacto na cabeça e precisaria de algum repouso, mas naquele lugar era impossível.

— Como a Senhorita veio parar nessa sala? – Akodo Ryu perguntou.

— Eu estava procurando por meu protegido e Ichijou-san quando encontrei Kitsu Shizou e viemos para esta sala – ela respondeu – Ele estava aqui até poucos segundos atrás, provavelmente ele deve estar falando com o Gerente.

— Gerente? – eu perguntei em confusão – isso é algum tipo de casino por acaso?

— Pelo que ouvi da conversa daqueles dois, sim, isso parece ser um casino – ela respondeu – Ah, ali está ele. Kitsu-san!

Andando ao lado de um homem idoso vinha Kitsu Shizou. Um homem em sua meia idade, barba bem aparada, seu cabelo era levemente grisalho, raspado em cima e um rabo de cavalo dobrado para frente sobre a cabeça. Ele trajava um quimono de seda amarelo com detalhes marrons, as cores do Clã Leão. Em sua obi ele trazia uma pequena bolsa onde haviam seus pergaminhos e uma Wakizashi, demostrando que ele era um shugenja. Atrás dele vinha uma jovem, pelo menos 10 anos mais jovem que ele, trajando um quimono com as mesmas cores, seus longos cabelos tingidos de dourado e sem muito cuidado era seu destaque. Ela era Akodo Mio, a guarda costas daquele homem. Os três se aproximaram ao ouvirem o chamado de Akatsuki e o shugenja não pareceu muito surpreso quando nos viu ali.

— Vocês finalmente chegaram – Shizou disse – As fortunas foram benevolentes de não terem permitido que vocês se perdessem nesse lugar.

— O que é esse lugar, Kitsu-san? – o Kuni perguntou.

— Esta sala é o espaço pessoal deste homem, mas nós estamos no que parece ser um fragmento do próprio vazio – Shizou disse – Eu também não sei bem o que é esse lugar, mas sei o bastante para não querer ficar aqui por muito mais tempo que o necessário.

Ele expressou seus temores para com aquele lugar. Depois que o Oráculo do Vazio foi morto uma espécie de ruptura apareceu. O balanço entre as coisas havia sido rompido e provavelmente todos os presentes foram tragados para aquele lugar. Não tínhamos muito tempo, pois a fissura logo iria fechar e qualquer um que ainda estivesse ali quando isso acontecesse poderia ficar preso para todo o sempre. Ele ainda não sabia de uma maneira de entrar e sair daquele reino e não tinha muito tempo para descobrir. Ele disse que ainda precisaria encontrar a Imperatriz, ele estava com uma sensação ruim há muito tempo, mas desde que chegou àquela sala, a porta ainda não tinha sido aberta.

O homem ao seu lado não quis revelar seu nome e tolo era aquele que iria insistir em ter uma resposta forçada no território de alguém. Tudo que ele nos contou era que aquela sala era sustentada por sua própria força e acolhia qualquer um que conseguisse adentrá-la. A porta para sair dali abria de tempos em tempos, mas nem ele mesmo sabia quando isso iria acontecer e nos disse para jogarmos enquanto esperávamos por uma forma de sair. Nenhum de nós estava realmente interessado, mas o homem insistiu dizendo que o prêmio seria muito bom e pediria apenas um pouco da força de nossos Vazios se perdêssemos. Karasu não quis arriscar, mas Ryu, eu e Seta resolvemos participar.

O Caranguejo aproximou-se de uma roda onde algumas pessoas jogavam Kemari. Esse era um jogo bastante interessante. Os jogadores deveriam disputar entre si para ver quem conseguiria deixar uma bola de couro mais tempo no ar. Apenas os pés podiam ser usados. Cinco pessoas iriam participar dessa rodada. Hiruma Seta iniciou cuidadosamente, ele nunca tinha jogado aquilo antes e precisaria de algum tempo para se acostumar, mas depois de alguns instantes ele já tinha pegado o jeito e estava até mesmo brincando com os adversários. Enquanto alguns já tinham deixado a bola cair depois de 10 acertos, o Caranguejo já estava na 25º. Ele jogava a bola por cima da cabeça, usava o calcanhar para a manter no ar e até mesmo a cabeça. Depois de ver que já tinha vencido ao largo, ele parou curvando-se para todos e recebeu o prêmio. Ele sentiu o corpo reagir e sentiu a cabeça ficar mais leve enquanto a força do Vazio ia penetrando seu corpo e o deixando relaxado. Mesmo que fosse pouco, Hiruma Seta sentia-se mais forte que antes.

Akodo Ryu aproximou-se de algumas pessoas que estavam jogando Shogi e ficou ali esperando sua vez. Aquele homem era realmente viciado em jogos de estratégia. Quanto a mim não havia nada que realmente me interessasse naquela sala. Akatsuki me acompanhou enquanto os outros ficaram para trás conversando com Kitsu Shizou.

— Você deveria tomar mais cuidado – Akatsuki suspirou – Não quero encontrar você da próxima vez e te ver coberto de cicatrizes.

— Eu não posso fazer nada com relação a isso – eu ri olhando para algumas pessoas jogando um jogo de memorização – Samurais vivem uma linha tênue entre a vida e a morte, você sabe disso..

ruma u não quis arriscar, mas Ryuu eu e o seria muito bompara sair dali abria de tempos em tempos, mas nem do aberta.

daquele  Uma cicatriz ou outra não é nada demais.

— Se eu quisesse um homem cheio de cicatrizes eu casaria com um Leão – ela disse inchando as bochechas – ou um daqueles Brutamontes dos Caranguejos.

Eu sorri ainda olhando para as cartas e virei para ela. Seu rosto realmente era lindo, não importava que tipo de cara ela fizesse. Olhei para ela por mais alguns segundos e ao perceber ela virou o rosto com raiva. Cruzei os braços para dentro do quimono e fui passando por trás dela e sussurrei em seu ouvido vendo ela ficar corada. O que eu sussurrei? Isso é segredo. Nós fomos andando até onde haviam duas pessoas que pareciam estar discutindo, mas aquilo era um jogo muito conhecido entre os Escorpiões. Ali estava acontecendo um pequeno debate onde trocas de xingamentos eram permitidas. O objetivo era bem simples, deixar o adversário envergonhado e manter-se impassível diante dos insultos.

Cortesões de meu Clã faziam esse tipo de jogos o tempo todo, afinal os debates nas Cortes não eram diferentes desse tipo de jogo. Diferente do jogo nas Cortes não eram permitidas palavras de baixo calão, entretanto. Depois que eu sentei o jogo não durou muito tempo. A conversa girou em torno de boatos, deveriam haver mais pessoas, mas quando eu sentei apenas um homem sentou-se para jogar. Ele tinha um olhar pervertido no rosto, parecia querer me envergonhar na frente de minha acompanhante, mas sua expressão não durou mais que algumas palavras. Eu não quero dizer o que falei aqui, primeiro porque não lembro, segundo aquilo foi baixo até mesmo para mim. Eu lembro disso porque Akatsuki ficou alguns instantes sem olhar para mim de tamanha vergonha. Tudo que eu lembro foi de ter proferido injurias sobre seu órgão reprodutor e sobre uma suposta amante que tinha ficado insatisfeita com ele. Aquilo era uma mentira óbvia, mas parece que eu tinha acertado em cheio naquela mentira. O homem congelou e depois de alguns instantes ele simplesmente levantou-se e saiu apressado.

Senti minha força aumentar e a katana em minha cintura vibrar ressoando com a força ganha depois do jogo. Levantei-me para ver como Ryu estava indo e mesmo ele parecendo estar em desvantagem, uma jogada foi o bastante para virar a mesa e no final forçar seu adversário a desistir do jogo. Parabenizei-o pelo brilhante jogo e voltamos para encontrar com os outros. Akatsuki ainda não estava olhando para mim, mas se mantinha próxima. Eu apenas sorri para ela ignorando seu incômodo depois do que tinha feito.

— Vocês jogaram muito bem – o gerente disse – especialmente você Hiruma, aquela não pareceu sua primeira vez jogando Kemari.

— “Agradeço” – Seta escreveu em um papel.

— Nenhum sinal do portal ainda? – Akodo Ryu perguntou.

— Nada – Shizou suspirou – Estamos ficando sem tempo.

Shizou nos explicou como poderíamos fazer para nos movermos naquele lugar. Precisávamos pensar em alguém específico e o portal nos levaria até tal pessoa. Percebemos que por sorte nós não nos separamos até agora, mas isso era um risco. Quase 20 minutos depois uma porta apareceu no fundo da sala. Decidimos que iramos atrás dos protegidos dos outros por enquanto e passamos pelo portal.

Depois da calorosa sensação de vertigem encontramo-nos em uma sala menor que as outras. Eu havia ficado paralisado naquele momento. Nenhum músculo meu obedecia aos meus comandos, tudo que podia mover eram meus olhos. Vi Akatsuki aparecer ao meu lado com um sorriso torto vendo que eu estava bem e ouvi um sussurro que reconheci como a voz de Kuni Karasu, “Mais uma chance”, revirei os olhos e observei a sala em seguida. Haviam alguns pergaminhos e tintas sobre mesas de estudo e um jovem mais ao fundo junto a uma bela mulher. De onde eu estava por não conseguir me mover era impossível para mim reconhecer de qual Clã era ela. Vendo de relance uma parte das roupas que ela vestia e o formato da sala. Cheia de flores e pergaminhos pendurados com poesias deduzi que aquela mulher deveria ser uma Garça.

— Toshiro-kun, o que você está fazendo? – ouvi a doce voz de Akatsuki um pouco mais afastada.

— O jovem Kakita está, sob ordens de seu honorável pai, aqui para aprender um pouco de poesia – ouvi um suspiro de descontentamento – Mas apesar de já estar aqui por tanto tempo o jovem amo não consegue fazer um poema Haiku descente. Algo tão simples.

Ouvi um gemido de impotência e um murmúrio incompreensível. Por ser uma voz que não tinha ouvido ainda,  julguei ser do jovem Kakita. A “professora” suspirou mais uma vez e ouvi uma batida leve de um leque. O menino gemeu de dor e a professora falou: “Mesmo que você aprecie o duelo você deve entender os sentimentos de seu pai. Ele quer que você seja um grande homem para honrar sua família a cada passo. Aprender poesia é a primeira coisa que deve fazer para isso”.

— Talvez os senhores possam ajudá-lo a entender a importância de um bom poema – a mulher disse para todos ali – o pai do jovem Kakita entende o amor de sua criança por espadas, mas acha um interesse muito perigoso para alguém tão jovem e resolveu usar esse amor para ajudá-lo a expandir seus horizontes. Seu pai pede que ele desenvolva uma poesia usando esta espada como elemento.

Eu não pude ver a arma em questão, mas pelos sons entusiasmados dos outros pode-se dizer que aquela era uma bela espada. Akodo Ryu foi bem sincero em dizer que como um guerreiro nascido e criado em campo poesia não era bem sua especialidade e Hiruma Seta não foi muito diferente. Restavam apenas Akatsuki e Karasu para tentar fazer alguma coisa. Akatsuki fez poema, apesar dela não ser tão ligada ao combate, mas o que ganhou mais destaque foi o Caranguejo. Ele era de um Clã que não ligava tanto para arte, mas ainda assim conseguiu fazer um belo trabalho.

A mulher não pareceu tão impressionada. Seu poema não foi dos melhores, mas serviu ao seu propósito. Infelizmente, eu não lembro como foi o poema que Kuni Karasu escreveu, talvez em um futuro próximo eu consiga lembrar, mas a possibilidade é mínima se depender apenas de minha memória. Pequenos detalhes são difíceis de lembrar perfeitamente, você certamente consegue entender isso, certo? A mulher olhou para o jovem, animada. Pensado que agora ele poderia produzir um trabalho digno para ser apresentado ao pai do rapaz, mas ainda assim ele não estava tendo muito progresso. Akodo Ryu vendo aquela situação pensou que poderia fazer algo pele garoto e aproximou-se. Eles conversaram por alguns instantes enquanto o Akodo comparava o uso do pincel com uma espada. Para o Leão que não era um poeta, fazer um poema era como cortar um inimigo, quanto mais belo fosse o corte e como foi executado, melhor seria as suas chances de vencer. Tudo bem, para mim o que o Leão falou não teve nenhum sentido, talvez para vocês também não, mas para o jovem teve.

Depois de sua conversa rápida com o Leão, o garoto produziu o poema e entregou a professora que recebeu satisfeita. Mesmo imperfeito aquele ainda era o resultado do esforço do próprio filho, qual pai não ficaria orgulhoso? Bem, o meu não ficaria, mas vamos esquecer isso.

— Agradeço aos senhores por terem auxiliado este jovem – a mulher disse com um sorriso – Então já que terminamos com a poesia vamos para os estudos de Lei.

— Vamos continuar aqui? – perguntou Akodo – Não deveríamos ir para outra sala?

— Isso não se fara necessário – a mulher disse com um sorriso – por favor, todos se sentem. Isso inclui o senhor Escorpião que está dormindo preguiçosamente.

Aquela bruxa. Só de lembrar essas palavras me faz querer voltar ao Vazio e conversar com ela  um pouco mais sobre etiqueta e Lei.

Por Yamimura | 25/11/18 às 14:58 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Romance, Brasileira, Drama, Maduro, Horror