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Capítulo 53 - Abuso?

Legado dos Deuses (LDD)

Capítulo 53 - Abuso?

Autor: Amnésia | Revisão: Paragon

A forte chuva não era nada comparada as nevascas do meio do Inverno, podiam ser fortes, podiam ser violentas, mas as tempestades de neve, aquelas que somente os mais fortes caçadores podiam aturar, conseguiam permanecer de pé para a caçada.

A noite tinha caído, não havia lua no céu, não havia um único raio para iluminar entre as árvores que cobriam o caminho entre o Instituto Darey Mason até as estradas para as grandes e pequenas famílias, não havia nada para ordenar ou indicar uma direção.

E mesmo assim, haviam aqueles que ousavam desafiar a escuridão e solidão mais fria existente.

- Senhor, não acha que estamos perdidos? - Um dos jovens perguntou meio atordoado com medo de que fosse repreendido pelos demais, mas não houve nada para combatê-lo, os demais a sua volta também estavam querendo a resposta de seu líder.

O garoto mais alto era o líder, estava a frente lutando descontroladamente contra a chuva e somado a isso, tinha consigo um corpo que se rebatia sobre seus ombros a cada segundo querendo sua liberdade.

Ele sacudiu o próprio corpo batendo seu ombro contra o peito da garota nas suas costas e por alguns segundos pôde ouvir o gemido da jovem, ele acertou um ponto sensível.

- Não faço ideia, temos que achar algum abrigo. - Ele disse passando sua mão livre por cima da testa tapando a chuva que caía sobre si. - Eu vou esperar aqui, vasculhem a área e voltem, não se esqueçam que estarão por conta própria, se encontrarem alguém, não digam nada.

Os três jovens atrás concordaram com a cabeça antes de desaparecerem na escuridão da noite.

O lampejo de um raio chocando contra uma montanha muito longe dali iluminou o pouco de estrada que se tinha para frente. O garoto jogou Lucy contra o tronco de uma árvore e chutou o pescoço da garota não a permitindo falar.

Seu rosto estava tapado por uma máscara de plástico duro com uma mancha vermelha abaixo do olho direito que era um buraco largo, ainda pouco visível.

Ele não tirou o pé do pescoço dela até que outro lampejo clareasse em volta.

- Sabe por que está aqui? - Ele disse seriamente, sem um pingo de emoção na voz. - Sabe qual o motivo de estar tão longe de um local seguro?

O garoto colocou a mão na cintura e tirou sua espada. Tirou o pé do pescoço da garota e acariciou a lâmina cinzenta de sua arma.

- Sei que ouviu o chamado. - Ele disse. - O chamado dos Deuses, não foi?

Lucy estava com suas mãos presas atrás das costas, suas pernas estavam em volta do que parecia ser um filamento de ferro fundido e sua voz até então estava selada por causa de seu oponente.

- Eu pensei que sua Profunda Energia já fosse densa demais, então eu nunca pude entender o motivo de estar sempre acima de mim. - Ele falou revelando um pouco de desprezo. - Mas eles chamaram a mim, a você e a muitos que tem espíritos selados, não é?

Lucy cuspiu um bocado de saliva recuperando a sua voz, ela tossiu enquanto a chuva aliviava um pouco da sua sede.

- Sua hora vai chegar, Nanotte. - Ela berrou recompondo um pouco de sua força. - Pessoas da mesma família não fazem isso.

Ele riu deixando a falar sozinha, e virou de costas.

- Sabe quantas pessoas diriam que está certa? - Nanotte balançou a cabeça com um pouco de cansaço. - Quando eu estava no bar, realmente tive o desejo de tomar seu corpo para mim como uma forma de aliviar o meu cansaço mental.

Nanotte a encarou virando o rosto em perfil e sorriu.

- Mas depois que os Deuses fizeram aquele chamado, eu posso fazer as duas coisas que eu sempre quis. - Ele virou seu braço mostrando sua espada com a água da chuva escorrendo pela lâmina. - Tomar o seu corpo, e tomar a sua vida.

Paragon: YURIIIIIIIIIIIIIIII!!! NÃO OUSE FAZER ISSO!!!

Lucy engoliu o seco, estando amarrada daquele jeito, a única coisa que podia fazer era encarar aquele maníaco com uma arma na mão, ela estava muito longe de qualquer civilização para chamar ou gritar por ajuda.

Sua esperança era que Nanotte não fosse tão maluco quanto parecia.

- Não me diga que quer… - Ela não conseguiu terminar a frase.

- Sim, quando digo o seu corpo, digo sua virgindade, eu quero para mim, quero que você se torne a minha concubina, assim eu poderei sempre tocar esse seu corpo. - Nanotte deu um passo para trás e se virou por completo sorrindo, a máscara caiu revelando seu rosto. - Quero tudo o que é seu para mim, inclusive sua vida.

Ela balançou a cabeça enquanto ele se aproximava, recuando para os lados, começou a arrastar seu corpo pelo chão em desespero e medo, sua grossa malha suja de terra e pedra, ela tentava se afastar, mas a cada centímetro que fazia, seu agressor atravessa um metro.

Não demorou muito para que ele agarrasse as coxas de Lucy e a puxasse de volta.

- Não está pensando em fugir, certo?

Nanotte colocou Lucy de frente para ele, o rosto assustado e acuado da garota lhe dava prazer, ele sorriu mostrando seus dentes e lambendo o beiço.

- Espero que o seu gosto seja tão bom quanto a aparência. - Ele falou antes de esticar sua espada e cortar a grossa malha protetora revelando as duas pequenas montanhas suaves protegidas por uma roupa roxa. - Aqui está.

Lucy tentou se debater, mas seu agressor já tinha sido rápido demais, ele esticou sua palma e apertou completamente o corpo da garota.

- Não lhe contei, não é? - Ele disse se divertindo enquanto apertava o peito de Lucy com vontade a fazendo morder os próprios lábios totalmente desarmada. - Eu não só vou te tornar minha, como também abusarei de todos os seus pontos, te transformarei em minha prostituta pessoal, eu farei um contrato com a sua alma.

Nanotte riu e esticou sua espada novamente cortando a malha roxa, a última proteção do corpo de Lucy, ela se abriu completamente mostrando o corpo branco da garota que começou a molhar com a chuva.

O garoto sorriu desejando que aquilo nunca acabasse.

- Quais são as últimas palavras antes da Descendente dos Naita seja possuída por mim?

- Que você sofra assim que eu puder me levantar. - Ela berrou de volta com fúria, mas não deu nenhum medo em Nanotte.

- Oh, você ainda tem forças para gritar, isso é ótimo, lhe mostrarei do que sou capaz.

Ele enfiou a espada ao seu lado na terra, tirou a grossa malha que protegia da chuva e a jogou para trás, se ajoelhou colocando o corpo de Lucy entre seus joelhos que foram separados e ficou de frente para ela.

- Os seus espíritos nada podem fazer para te ajudar, não é? - E deu um risinho. - O meu gosta das coisas que eu faço com as garotas, sabia disso?

Lucy virou o rosto para o lado, estava na linha onde a parte de baixo de Nanotte se inclinou para frente, ela já tinha noção do que ele ia fazer, mas ainda assim queria que suas esperanças fossem atendidas o mais rápido possível.

- Primeiro a boca, não acha?

Ele fez o movimento o mais devagar possível, sua presa estava amarrada, estava controlada e não podia desviar do que ele tinha, assim como todas as outras vezes, ele estava mais e mais próximo de tirar a virgindade de outra beldade sem que ninguém soubesse.

- Não precisa se preocupar com a dor. - Nanotte começou a retirar a cinta que segurava suas calças, e aos poucos começou a descê-la. - Eu já ouvi os piores gritos das melhores garotas, não acho que o seu possa ser diferente.

Lucy fechou os olhos tentando colocar sua cabeça contra a terra, se possível afundar sua cabeça no solo e não tirar nunca mais.

- Olhe para cá. - Nanotte falou colocando sua mão nos cabelos de Lucy e puxando para cima a fazendo gemer de dor. - Sim, é esse som que eu gosto de ouvir.

Lucy forçava sua cabeça contra a dor do puxão que recebia, ela não queria ceder a um ato tão sujo, a um ato tão repugnante, não seria manchada dessa maneira, não hoje, não para essa pessoa.

Seu pai sempre lhe disse que a escolha daquele que a teria seria da própria filha, a escolha não viria pelo nome ou status, mas sim pela força.

Lucy escolheria alguém pela força, pelo fato de a fazer se sentir segura mesmo quando tudo estava caindo aos pedaços, mas no momento mais inseguro, não havia um ponto protetor.

Ou assim achava ela.

Nanotte estava pronto para a golpear com suas partes intimas quando recebeu um chamado de dentro de sua mente.

- Alguém está vindo. - O espírito, Reynond, o avisou com cautela.

- Deve ser um dos idiotas que gostam de me seguir. - Ele respondeu de lado e voltou a ativa, mas ele recebeu uma sensação gelada e penetrante logo em seguida, e não era apenas de um lado, eram dois lados totalmente ferozes.

Seus sentidos se alertaram quando alguém se aproximava a passos leves, não era nada comum alguém estar vigiando quando as chuvas mais fortes estavam chegando, mas ainda assim, a pessoa não diminuiu o passo.

Nanotte puxou sua espada saindo de cima de Lucy rapidamente, arrumou as calças e ficou de pé antes da pessoa misteriosa parar não muito longe dele.

Apenas a cabeça da pessoa se virou, estava coberta por um capuz longo e fundo, seu rosto não podia ser visto.

Nanotte apontou sua espada para frente na direção da pessoa e com raiva, ele anunciou:

- É melhor sair daqui. - A pessoa continuou em silêncio, então, falou de novo. - Faça seu movimento para fora dessa área, está na posse dos Naita.

A pessoa virou sua cabeça para onde Lucy estava caída no chão, seus olhos suplicavam por ajuda, seus braços e pernas faziam movimentos para tentar se soltar, e sua roupa estava rasgada, a garota encharcada não podia fazer nada.

A figura voltou a encarar Nanotte.

- Abuso?

A voz não foi nada além de uma melodia bonita, era feminina, mas não muito audível.

Nanotte piscou duas vezes antes de gargalhar fortemente.

- Não acredito nisso, duas mulheres na minha posse? - Ele gargalhou colocando a mão na barriga. - Sim, isso mesmo, abuso, vamos, vamos, também quero ter uma estranha como companhia para mim, aquela ali está muito sozinha.

A figura colocou a mão na cintura onde sua espada estava, ela não fez nenhum movimento em falso, ficou de frente para o jovem e sacou a arma devagar.

- Eu vou falar apenas uma vez… - E moveu seu olhar para a esquerda onde barulhos estranhos começaram a soar, eram rugidos.

De repente, dois dos garotos que antes tinham saído para vasculhar a área saltaram da moita correndo com suas vidas em jogo, atrás dele um tigre amarelo rugia com força e mastigava o que parecia ser o pedaço de um braço.

Os dois garotos choravam de medo, mas não parariam de correr nem fodendo.

- Seus idiotas, golpeiem ele. - Nanotte gritou tirando seu foco da mulher. - Ele é rank baixo.

Esses poucos momentos que Nanotte desviou o olhar, a pessoa se moveu rapidamente esticando sua espada lisa para frente e golpeou com uma estocada mirando no pescoço da pessoa.

Nanotte desviou jogando seu corpo para o lado, e deixou a garota passar para o outro lado, mas só aí percebeu o quanto errou.

Por Amnésia | 01/03/18 às 18:45 | Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Wuxia, Xianxia, Brasileira, Poder, Adulto, Elementos de Cultivo, Ação