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61ª Mentira - Jogo de Deus

Lied (LD)

61ª Mentira - Jogo de Deus

Autor: Mitsuaki Seiji | Revisão: HebiTantei

Desde que iniciou a sua jornada pelo Submundo, o "Herdeiro de Adão" travou memoráveis batalhas e fortaleceu o espírito com a ajuda de múltiplas pessoas que foi conhecendo.

Agora chegou o momento de escapar do alcance da morte, pois essa também é a inviolável vontade de Deus...

Que comece o arco final da épica Saga!

 

Quando eles menos esperavam, Varius – um dos membros da organização asteca Illuminatus – surge diante de Lied e Susumu. A última vez que se viram foi em Ganeden, na antiga casa do Herdeiro de Adão, a cena do crime… O que trará este reencontro entre escolhidos?

— …Varius! — Lied coloca-se em posição de combate.

— C-Conhecido…? — Mare pergunta.

— Illuminatus… inimigo! — Susumu esclarece.

Varius dá dois passos a frente e, por um instante, desvia o olhar para a sombra do detetive.

— Já faz algum tempo, senhor Zosimus — ele cumprimenta.

— Hm? — o Homem das Correntes não o reconhece.

O jovem adulto volta a concentrar sua atenção na dupla de humanos, ignorando a presença da pequena asteca Mare. Varius passa levemente a mão pelo cabelo, descontraído.

— Eu sei o que estão pensando. Contudo, vocês não me podem derrotar.

— VEREMOS! — os dois atacam em conjunto.

O primeiro tiro do detetive erra o alvo. Enquanto Susumu chama a atenção, Lied chega perto do oponente e tenta cortá-lo com a Anima Sancta, mas Varius, cuja aura espiritual é da cor dos seus olhos, facilmente bloqueia a espada. A diferença de força é por demais evidente. 

— É fútil — Varius suspira.

Tanto Lied como Susumu admitem essa discrepância em habilidade e desistem. Por fim, ambos recuam para junto de Mare, uma decisão sensata na opinião de Zosimus. Entretanto, o semblante do Príncipe Perdido não larga a resistência.

— Não se preocupe. Não estou aqui pela Maçã de Adão — Varius confessa, sério.

— Então o que é que você quer?! — Lied questiona.

— Como o teu futuro é importante para “nós”, eu venho te deixar um aviso.

— Um aviso?

— Cuidado para a luz não te cegar, Lied. Às vezes, nós vemos melhor no escuro...

— O quê?

O asteca entra em silêncio, uma “pausa dramática” própria do suspense…

— Sabe, isto… é apenas um jogo.

— Jogo…?

— …O jogo de Deus.

— Do que… é que você está falando…?

— Recupere as suas memórias e tudo ficará claro. Quem você realmente é, e o que tem de fazer.

Dito isto, Varius retirou-se de modo enigmático nas sombras do Submundo. Mais confuso do que nunca, Lied ainda pediu explicações adicionais, mas ele já tinha sumido.

Zosimus, intrigado, reflete sozinho sobre o significado daquelas palavras…

 

 

Após o breve diálogo com Varius, do qual Lied e companhia saíram com mais perguntas do que respostas, o grupo seguiu caminho. Porém, não demoraria muito tempo até serem novamente barrados, desta vez por um largo conjunto de Animus. Foram cercados.

— Raios… — Lied irrita-se.

— Que persistentes! — Susumu olha ao redor, não há nenhuma abertura para fugir.

— O que faremos? — Mare encosta-se aos rapazes.

— É óbvio. Nós forçaremos a saída — o príncipe ativa o Spirit Mode.

Passados cinco minutos, Lied e Susumu conseguiram reduzir exponencialmente o número de Animus que os cercam, todavia, os monstros continuam aparecendo uns atrás dos outros.

— Eles não acabam! — Susumu diz.

Encurralados, os três se vêem num impasse… Neste meio tempo, uma formidável aura espiritual chega em forma de milagre. Fortes rajadas de prana abatem os guardas bestiais ao mesmo tempo que o salvador se aproxima dos jovens. O indivíduo veste o mesmo uniforme de Ajax, o cavaleiro de Aqua, apesar de ter um jaguar e não uma águia no emblema.

— …Entendo a situação. Eu, Regulus Fidelis, juro pela minha alma proteger o Príncipe e os seus valentes companheiros, dó, ré, mi!

— Q-Quem é esse cara?! — o detetive interroga-se.

“S-Será um colega daquele Ajax…?!”, Lied pensa.

— Vá, meu Príncipe! Deixe eles comigo, com o Regulus e a sua composição da saudade, e fuja, fá, só, lá! — o general suplica.

O trio aproveita a preciosa oportunidade e foge das garras. Uma orgulhosa gota de água escapa do músico à medida que as costas do príncipe se põem distantes…

— Ah, como você cresceu. Uma lágrima... escorre do meu olho, si, dó!

Alguns Animus separam-se do resto e perseguem de imediato as presas. Regulus, atento, mete-se na frente dos monstros, o fogo da determinação nas orbes alaranjadas.

— Não passarão, suas bestas imundas!

 

“O escudo do Príncipe, dó, ré, mi!”

 

[FIM DO CAPÍTULO]

Por Mitsuaki Seiji | 09/08/19 às 09:54 | Ação, Aventura, Fantasia, Drama, Romance, Portuguesa, Mistério