CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 282 - A Verdade por trás de Andréa

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capítulo 282 - A Verdade por trás de Andréa

Autor: Edson Fernandes | Revisão: Nego

Elisa estava ali parada de pé, com as mãos juntas na altura do ventre. Elisa tinha uma altura média, com aproximadamente 1,69m. Seu porte físico era comum, no meio termo, e ela tinha os mesmos cabelos castanhos claros da filha, mas passavam pouca coisa do ombro enquanto os de Natalia eram bem mais longos. Elisa tinha a pele branca e requintada, era realmente uma mulher muito bonita e qualquer um poderia dizer isso facilmente em vê-la apenas uma vez. Até mesmo seus olhos castanhos eram atraentes, Natalia tinha puxado sua beleza quase inteiramente dessa mulher. Ela não foi escolhida por Romeo apenas por sua beleza, que de fato era um traço marcante, mas também por conta de seu poderoso cultivo e suas habilidades que na época eram excepcionais. No passado Elisa tinha sido uma das grandes beldades, mas agora ela não passava de uma viúva extremamente arrependida de seu passado.

                Quando Rael fez a pergunta, ela se estremeceu por completo e não ousou olhar nos olhos do rapaz. Ela parecia que ia desabar a qualquer instante. Ela se mantinha olhando o próprio chão a frente e seus pés.

― Responda Elisa, você conhece essas coisas? ― Rael agiu duramente, ele olhava para a mulher com ódio. Mesmo que ela fosse muito bonita, tudo o que Rael sempre via era nojo e o desprezo que ela o fez sentir no passado. Para Rael, a história de Natalia ainda não estava comprovada, ele dava um pouco de credibilidade a sua esposa, mas não muita porque ele não conseguia ver Elisa por nenhum ponto positivo. Se Elisa tivesse matado Heitor na época em que Natalia fora abusada, então ele teria pelo menos algo para se segurar, mas ela não havia feito nada, apenas segurou a filha em casa sob os seus olhos e manteve o monstro vivo.

― Rael... Eu... Eu... Não sabia... Eu juro que eu não sabia... Eu realmente não sabia... ― Elisa estava suando frio. Seus olhos pareciam tremer por dentro, quase todo o seu corpo tremia sem parar. Essa foi a primeira vez em que ela dirigiu a palavra para Rael depois de vários dias, mas não ousou nem pensar em chamá-lo de filho. Ela não tinha tanta coragem.

― O que é que você não sabia?! Me responda! ― Rael se sentia cada vez mais ansioso e aflito com aquela situação. Ele queria ouvir qualquer que fosse a resposta dela, menos a única que ele não se permitia acreditar. Se ela dissesse que conhecia a pessoa por trás daqueles pertences estaria ótimo, ele suspiraria e esqueceria o assunto. No entanto, se ela dissesse confirmando o que ele não quer ouvir, Rael não saberia o que fazer.

― Eu... Eu não sabia que você era o Rael, eu não tinha como saber! Me perdoe! Se eu soubesse eu nunca... Nunca... Nunca teria feito nada daquilo... ― Elisa não se conteve e algumas lágrimas desceram de seu belo rosto. Mas é claro que, para Rael, aquilo não tinha nenhuma beleza.

                Rael suspirou e controlou sua respiração. Ele não sabia como lidar com as próximas respostas dela, portanto estava muito ansioso.

― Elisa, você mandou me matar? ― perguntou Rael, tentando se manter calmo.

― Eu mandei sim, eu sinto muito... Eu imploro que me perdoe, eu apenas achava que você estava tentando tomar a minha filha de mim. Eu imploro que você me perdoe ― Elisa cobriu o rosto devido ao nervosismo, tentando limpar suas lágrimas. Ela olhava poucas vezes para Rael, na maior parte mantinha a cabeça baixa.

― Agora me responda: Por que você tem as coisas que pertenciam a Andréa? Você com certeza sabe de quem eu estou falando, certo? ― perguntou Rael, no tom mais calmo possível.

― É porque elas são minhas... ― Elisa respondeu, ainda em estado de choque, e continuava cobrindo o rosto visivelmente envergonhada. Rael sentiu seu estômago começar a esquentar, um temor tinha surgido em seu peito. “Só porque uma mulher é bonita, não significa que ela tenha um bom coração”. Rael se lembrou das palavras de Violeta, que agora martelavam violentamente seus pensamentos. Ele não podia mais evitar pensar na única coisa que tinha em mente agora. Ele abriu a boca para fazer a principal pergunta e a fechou em seguida por não saber lidar com a resposta.

                Rael se lembrou de Andréa e do quanto tinha ido longe com ela, eles não chegaram a completar o ato em si, mas Rael a chupou e foi chupado por ela também. Rolou muitos abraços e vários beijos. Rael, na época, tentou diversas vezes possuir Andréa e, agora, diante dessa situação, ele se tremia ao lembrar das palavras de Violeta.

― Eu sinto muito... Sinto muito mesmo... Se eu soubesse, eu jamais teria feito algo como aquilo. Se Natalia tivesse me contado, eu tinha ficado quieta em meu canto e nunca teria encostado um só dedo em você... ― Elisa complementou, mesmo com Rael em silêncio. Rael abria a boca e toda vez a fechava antes de sua voz sair para fazer a pergunta. Em toda a sua vida ele nunca tivera medo de perguntar algo a alguém, mas nesse momento estava ali, sofrendo aquela forte pressão.

                Rael apertou as mãos, engoliu um bocado de saliva enquanto suas mãos e pernas tremiam incontrolavelmente. Foram poucas as vezes que Rael tinha ficado assim tão nervoso.

― ... Você se passou por Andréa? ― finalmente a pergunta saiu.

                Elisa também se tremia, e muito mais que Rael. Por noites e mais noites ela tinha se preparado para aquele momento, mas ainda assim não conseguia se controlar. Essa era a face de uma mulher que teria cometido o maior e mais grave pecado de sua vida.

― Sim, eu me passei pela princesa Nastácia ― disse Elisa visivelmente trêmula. Rael, ouvindo a resposta, sentiu que tinha perdido o chão abaixo dos pés. A mulher que ele mais odiava nessa vida tinha se passado pela linda princesa e eles fizeram muitas e muitas coisas que jamais deveriam ser repetidas. Quando Rael pensava nisso sentia um frio na barriga, uma sensação horrível de desconforto. E todas as vezes se lembrava das palavras de Violeta, que deu todo o sentido que ele se recusava a acreditar: Só porque uma mulher é bonita, não significa que ela tenha um bom coração. O fato é que Rael se cegou na época e não analisou as partes com calma.

― Eu não acredito em você... Não pode ser... ― Rael disse lentamente, estava completamente abalado. Ele agora se tremia tanto que não conseguia se controlar na frente de Elisa. Não sabia qual dos dois estava em pior estado.

― Eu sinto muito... Eu juro... Eu sinto tanto... Tanto...! ― Elisa chorava descontroladamente enquanto dizia aquelas palavras. Se Rael tivesse completado o ato, tudo isso seria ainda pior, mas só em ele pensar que chupou a coisa daquela mulher e vice-versa, já o fazia querer vomitar.

― Como você se passou por ela? Me explique! ― Rael perguntou e se afundou na cadeira atrás porque ficar em pé sem se tremer estava difícil. Ele não entendia como ele ou Violeta não tinham descoberto isso na época.

                Elisa ficou chorando por alguns segundos, tentando juntar forças para responder a questão de Rael. Depois de um curto tempo, ela o respondeu:

― Pílula de Mutação. Por causa dessa pílula, eu pude tomar a forma da princesa do Continente Norte durante trinta dias ― explicou Elisa.

― ‘Pílula de Mutação? Eu nunca ouvir falar...’ ― Rael pensou após ouvir a explicação de Elisa.

― Você fez essa pílula? ― perguntou Rael, tentando controlar sua voz. A cada segundo ele se sentia mais irritado e com nojo.

― Não, foi Rana quem me arrumou essa pílula. Ela é uma mulher que contratei na época para matar você. Ela era capaz de usar uma técnica chamada Passos Invisíveis. ― explicou Elisa.

― Uma mulher... ― Rael ficou pensando um pouco enquanto se lembrava da vez que foi atacado por ela em sua casa.

― Me conte tudo sobre a elaboração de você se passar por Nastácia. Essa foi uma ideia sua ou dessa tal de Rana?

_____________________________________________________________________________

                Elisa suspirou enquanto se lembrava do dia (especificamente, do que aconteceu no capítulo 174).

― O plano inicial era sequestrar Natalia e tomar o lugar dela. Mas Rana falhou em capturar minha filha alegando que ela estava bem mais forte ― Disse Elisa e Rael se lembrou da ocasião que Natalia foi atacada na rua do clã que ele havia tomado pelo tal sujeito invisível, que agora ele sabia que era uma mulher.

― Como o plano não funcionou, Rana mudou de tática. Ela tinha conseguido um fio de cabelo da princesa Nastácia para preparar a tal pílula ― A cada parte que Elisa contava, ela tinha que fazer pausas para conseguir se conter e poder continuar.

* * * Trecho cortado da conversa entre Elisa e Rana: * * *

― Senhora, eu digo com toda certeza que o poder que a jovem mestra Natalia usou contra mim para se libertar parecia mais forte que o de um quinto reino. Eu analisei minunciosamente o poder dela e ela não parece ter saído da estagnação do terceiro reino, mas a senhora precisa se lembrar de que existem anéis de bloqueio. Alguma coisa ocorreu depois que ela saiu da sua proteção, algo que a deixou muito mais poderosa.

― Era só o que me faltava agora! ― reclamava Elisa, bastante insatisfeita. Elisa não acreditava em Rana, não havia como acreditar.

― O plano de raptar sua filha pode ter falhado, mas eu tenho um plano ainda melhor. E lhe asseguro, esse plano não haverá nenhuma falha! ― disse Rana, ainda invisível, de uma maneira convicta.

― E você vai me dar uma outra garantia para depois falhar novamente? Enfim, irei escutar de qualquer maneira esse seu plano... ― respondeu Elisa desanimada.

― Em vez de eu tomar o lugar de Natalia usando a Pílula de Mutação, por que a senhora mesmo não o faz? Com o poder da senhora, que já está no ápice do décimo segundo reino, quase um reino final, será fácil de destruí-lo. Para a senhora, seria nada além do que uma brincadeira de criança ― soou a voz de Rana no quarto de Elisa. Elisa ainda estava sentada na cama em frente a essa pessoa.

― Tomar o lugar da minha filha seria possível se você não tivesse falhado na droga do sequestro! ― reclamou Elisa.

― Não estou falando de sua filha, senhora. O jovem mestre Samuel tem olhos bons e não resiste a belas mulheres. Eu consegui um fio de cabelo de uma jovem princesa do continente Norte, chamada Nastácia. Como sabe, as pessoas daqui não conhecem quase nada sobre o outro continente e essa princesa também não exibe muito o seu rosto nem seu corpo publicamente, mas dizem ser a jovem princesa mais bela de todo o continente Norte. Ela tem dezesseis anos e foi vista apenas uma vez sem véu por algumas poucas pessoas. Tomando a pílula, você tomará a forma dessa princesa por trinta dias. Será fácil enganar e matar o jovem Samuel, não? Uma vez que seduzi-lo e ficar sozinha com ele.

― E por que você mesma não faz isso? Por que deseja que eu faça? ― perguntou Elisa.

― Eu poderia, mas acho que estou marcada por ele. É um pressentimento que tenho depois de acompanhar pessoalmente alguns acontecimentos. A pílula também tem um efeito redutivo no início. De um décimo segundo reino, a senhora cairá três reinos inteiros, tendo poder apenas de um nono reino. Ao longo dos dias, o seu poder irá voltar lentamente e, após vinte dias, você terá de volta todo o poder do corpo original.

― Isso chamaria muita atenção. Uma jovem de dezesseis anos com um crescimento tão monstruoso e já sendo tão poderosa... ― disse Elisa, apontando rapidamente a falha daquele plano insensato.

― Não, senhora. Para todos os efeitos, o seu poder na visão dos outros estará sendo apenas de um quarto reino, que era o poder da princesa na época que esse fio de cabelo foi obtido. Mesmo que você ative todo o seu poder do reino atual, ninguém notará, e jamais sentiriam tamanha ameaça. E sendo a senhora mesma a tomar as ações, tenho certeza que irá garantir que tudo ocorra perfeitamente.

― E como acha que eu vou fazer isso? Mesmo que me torne uma bela moça, eu ainda terei que criar uma situação favorável com esse jovem. Como acha que isso pode funcionar? ― perguntou Elisa.

― Quanto a isso, eu posso ajudar. Criarei uma situação sobre a qual ele não poderá evitá-la.

Elisa pensou cuidadosamente em cada ponto. Romeo e ela não se falavam muito porque Romeo andava ocupado, procurando a tal mulher com vitalidade acima de trezentos. Sobre a relação marido-mulher, tudo era absolutamente frio, e ela já estava sem ter aquilo a pelo menos dois anos. Tudo em que ela pensava no momento era poder encontrar uma forma de matar Samuel e ter sua filha de volta:

― Me dê a droga dessa pílula! Se algo sair de errado comigo, você me pagará! ― disse Elisa, estendendo a palma da mão a frente.

― Não se preocupe, senhora. Uma vez que os trinta dias se passar, seu corpo voltará ao normal, no mesmo estado de agora. Eu mesma fiz essa pílula, por isso eu tenho certeza de que nenhum mal irá lhe afetar. ― disse a voz feminina.

Elisa sentiu sua mão sendo tocada e em seguida uma pílula verde mesclada com branco surgiu em sua mão e sorriu friamente enquanto armazenava a pílula em seu bracelete. Se tudo fosse como Rana dizia, então dessa vez ela teria sua vingança.

― Eu estarei à disposição, senhora. Quando estiver pronta, me chame e eu irei cuidar para facilitar o seu encontro com o jovem Samuel. ― disse a voz feminina. Em seguida, a janela foi fechada e Elisa sentiu que estava sozinha de novo.

Elisa se levantou da cama e saiu do quarto. Enquanto caminhava no corredor, ela começou a elaborar uma falsa viagem que faria enquanto estivesse transformada em Nastácia. Ter a chance de matar Samuel pessoalmente, ela com certeza não perderia.

*** Fim do Trecho Cortado ***

_____________________________________________________________________________

Elisa narrou toda a conversa que teve com Rana para Rael. Isso explicava porque Elisa não agiu de cara no inicio. Se ela o fizesse, não teria poder para matar Rael rapidamente. Por isso ela teve que armar diversas situações e esperar por um tempo. Basicamente, todo acontecimento do ataque dela tinha sido falso, apenas para chamar a atenção de Rael e ele supostamente salvá-la.

― Você é descarada! Fingiu que perdeu a memória somente para que eu baixasse a defesa. ― Rael se lembrou, sentindo um profundo ódio por Elisa.

― Rael, eu não sabia que você era o meu filho! Se eu soubesse, eu juro pela minha vida que preferia morrer cem vezes do que ter feito aquilo. Eu juro! ― Elisa não sabia mais o que dizer em sua defesa, ela estava mesmo desesperada.

― Por que você desistiu de me matar e me salvou contra Arthur? ― Rael pensou sobre isso. De acordo com a explicação, naquela época Elisa já tinha recuperado todo o seu poder. Ela poderia ter matado Rael, ou apenas assistido sua morte pelas mãos daquele homem, mas decidiu salvá-lo.

― Eu não posso responder isso... Por favor, eu não quero... ― Elisa levou as mãos para o rosto envergonhada. Ela parecia sem forças nem para pensar no motivo.

― O que fez você mudar de ideia! Responda! ― Rael quase rugiu. Ele se lembrou que momentos antes de Arthur morrer, ele tinha reconhecido a habilidade Inverter Imagem de Elisa, por isso ele tinha ficado em choque na ocasião.

― Eu me apaixonei por você, Rael! Eu... Eu não queria dizer isso... É muito vergonhoso... ― Elisa chorava desesperadamente quando passava as mãos nos olhos. Se Rael não fosse seu filho, ela não teria vergonha de admitir o seu sentimento pelo jovem. Mas dizer que se apaixonou pelo seu próprio filho era extremamente vergonhoso, de uma maneira tão ruim que ela só disse por causa das ordens de Natalia impostas sobre ela. Se ela não obedecesse e negasse a verdade, seria tomada por uma dor incessante até que respondesse.

                Aquilo fez Rael cair em silêncio. Durante seu tempo com Elisa disfarçada, Rael se lembrou de suas investidas e da absoluta confiança depositadas nela. Rael confiou de verdade em Andréa e baixou completamente a guarda, ignorando todos os avisos de Violeta e até mesmo de Mara. Ele a tratou bem, mesmo tentando possuir a mesma a todo modo. Era impossível dizer que ele não a tratou bem. Rael se sentiu enojado de si mesmo. Se ele não tivesse cego pela beleza de Nastácia, isso nunca aconteceria e ele poderia até mesmo ter percebido a verdade na época.

― ‘Então era por isso que Andréa e Natalia se davam tão bem...’ ― Rael pensou sobre isso e se lembrou da ocasião do chá, no qual ela o serviu e quando Natalia quis tomar ela imediatamente jogou fora. Rael estava realmente cego. ― ‘Cego!’ ― ele rugiu consigo mesmo em pensamentos, se sentindo miserável.

― Você também tentou me envenenar?

― Sim, tentei... ― Elisa não tinha mais forças para continuar negando ou evitando a verdade. Ela só queria que aquele pesadelo acabasse logo e que Rael a liberasse. Ela não podia evitar ficar corada quando olhava para Rael. Mesmo ela sabendo que ele era seu filho, ela sentia seu corpo quente toda vez que o encarava. Essa paixão obsessiva tinha surgido e não ia mais embora, mesmo ela sabendo de toda a verdade. Ela realmente se apaixonou por Rael, ela não estava mentindo e seu corpo estremecia perto dele. Elisa também sentia completo nojo de si mesma, mas seu coração não conseguia mudar ou pensar diferente de desejar aquele jovem, o seu filho. Havia algo em Rael que drenava seus pensamentos, ela sabia que tinha haver com as variadas e misteriosas habilidades dele, mas ela nunca ousaria perguntar.

― Sua...! Eu deveria te dar uma lição... E não pense que eu esqueci que você foi a culpada pela morte da família de Rita. Não pense que eu não sei que o clã Sarbaros teve as informações por sua culpa! Eu também não esqueci isso! ― Rael rugiu se levantando da cadeira, ele não conseguia ficar calmo, era impossível manter a calma agora.

                Elisa se tremia e olhava para o chão sem ousar olhar nos olhos de Rael. Ela sabia que era mesmo culpada de tudo o que aconteceu àquela família. Todas as ações de Rana estavam ligadas diretamente a ela.

― Eu quero conhecer essa mulher chamada Rana. Você irá trazê-la para mim ainda nessa noite ― Rael disse depois de alguns instantes.

― Ela estava seguindo minhas ordens, Rael. Tudo que aconteceu foi por culpa minha ― Elisa a defendeu mesmo assim, ela não sabia o que Rael iria querer com ela.

― Não perguntei isso! Eu quero essa mulher aqui hoje, e você vai dar o seu jeito de fazê-la vir! Está me entendendo?

― Sim, eu estou...

― Não conte nada dessa conversa a ninguém. Não ouse mencionar absolutamente nada que aconteceu a ninguém. Se qualquer um ficar sabendo que você se passou por Andréa, eu realmente não sei se serei capaz de poupar a sua vida. Agora suma daqui! ― Rael rugiu. Elisa se virou e avançou ansiosa em direção a porta, quase caindo devido a sua imensa vontade de escapar daquele rapaz. Rael ficou olhando as costas dela com sangue nos olhos.

                Depois de um tempo, ele se afundou de volta na cadeira. Foi por pura sorte que Elisa não o matou no passado. Além da vergonha de saber que fez aquelas coisas com aquela mulher, ele também quase morreu várias vezes sem nem mesmo perceber que corria sérios riscos. Rael estava ciente agora que tudo isso foi um erro tolo dele querer confiar na beleza de uma mulher, tal como Violeta havia dito. “Só porque uma mulher é bonita, não significa que ela tenha um bom coração.”

― ‘Eu nunca me esquecerei dessa lição.’ ― Rael pensou e suspirou fundo, como se tivesse desabafado consigo mesmo.

_______________________________________________________________________________
Capítulo patrocinado por: Leonardo Medeiros Schmidt

Boatos que o próximo capítulo é uma ceninha a "duas"... 18+! Se nada estiver fora de ordem sairá no sábado ^^

Por Lord Letal | 15/05/18 às 22:23 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama