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Capítulo 298 - Prenuncio da Morte

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capítulo 298 - Prenuncio da Morte

Autor: Edson Fernandes | Revisão: Nego

Nota Importante.

Esse capítulo está disponível em áudio --> https://www.youtube.com/watch?v=Ka8CCwZhnto

Desafio rolando parte 1: A cada 100 novos inscritos um novo capítulo será postado.

Desafio rolando parte 2: A cada 400 horas de vizualização no canal da novel, um novo capítulo também será liberado. Esse capítulo está sendo liberado porque batemos a marca de 1000 horas de video e o proximo será liberado com 1400 horas.

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Rael não ouvia a voz de Janete, não importava o que ela dizia, e também não afrouxava o aperto dela. A sensação era contagiante ao extremo e, naquele momento, Janete parecia ser a coisa mais valiosa que ele tinha em mãos, como ele poderia soltar? Rael estava consciente disso, ele podia ouvir Janete dizer que havia alguém os observando, mas ele nem tentava sentir se era verdade, todo o seu foco estava no corpo de Janete e na incrível sensação de estar se aliviando de tantas tensões insaciáveis. Quanto mais aliviado ficava ao estocar aquela bela mulher, mais vontade ele tinha de continuar estocando-a. Parecia que o seu corpo nunca tinha o suficiente. Aquilo estava deixando a mente de Rael a cada instante mais instável. Rael queria parar, ele sabia que sua discípula poderia estar sofrendo, mas ele simplesmente não conseguia. Ele não tinha forças para parar, nem mesmo para falar.

― ‘Rika, por que você me deu essa droga?’ ― Rael pensou amargamente, Janete abriu a boca dizendo algo e o hálito doce dela se espalhou. Como se Rael estivesse mais preocupado com os lábios dela do que com o que ela tentava dizer, Rael a puxou e mergulhou em seus lábios contra os dela com força em um beijo demorado. Rael sentiu que não importava o que ele fizesse com Janete, aquela sede incessante por prazer não iria passar tão rapidamente.

Janete tinha a sensação que Rael queria sugar tudo dela, ele a beijava de uma maneira praticamente a chupar sua a boca, e quase toda a sua saliva. Rael estava quase a mordendo, isso só não a machucava por causa de sua forte resistência e, também, porque apesar de todo o desespero, Rael ainda mantinha um mínimo fio de consciência. Ele não queria machucar Janete, mas ao mesmo tempo não podia evitar de querer senti-la com toda a sua força para saciar seus desejos.

― ‘Se você me queria tanto assim... Por que fez aquilo?’ ― Janete pensou, incapaz de recusar o beijo de Rael ou qualquer coisa que ele fizesse a ela. Janete estava gostando de ser possuída pelo seu amado e salvador, mas isso tinha um tremendo impasse em sua cabeça. Saber que Rael a hipnotizou para ela esquecê-lo ainda a fazia sofrer. Sabendo seu lugar no mundo, ela se sentiu completamente inferior. Como se por ela ser pobre e não ter nenhum status não merecesse esse jovem que agora a tomava. Talvez Rael tivesse a hipnotizado por isso, por ela não ter nada de valor e só a libertou porque não conseguiu resistir a ela por causa de alguma droga que estaria em seu organismo, talvez até um veneno.

Alice, flutuando acima dos dois, lutou para se controlar. A violadora usou cada força de seu corpo para se manter calma e não ter raiva do que estava assistindo, mas era difícil não ter. Se ela queria tentar controlar Rael, teria que tomar definitivamente o lugar daquela mulher. Ela, mais do que ninguém, tinha um ódio mortal pelo ato sexual. Não é que ela não gostasse e não se sentisse bem durante o ato, mas toda vez que ela o fazia, se lembrava de tudo que perdeu e sofreu, de modo que a deixava furiosa. Por causa dessa fúria, ela poderia tentar matar um mestre, mesmo diante de tal sensação.

― ‘Maldição! Se pelo menos eu não tivesse visto isso eu não estaria tão zangada! No meio do prazer eu certamente esqueceria de pensar nessas coisas’ ― a fúria de Alice não era a toa. Se ela estivesse no lugar de Janete, ela só teria raiva quando Rael acabasse e se saciasse dela, mas vendo toda aquela coisa a fez sentir uma imensa repulsa. O modo doentio de como Rael possuía Janete, o rugido em cada arfada, como devorava os lábios daquela mulher durante o beijo a fez sentir cada vez mais nojo.

― ‘Eu odeio homens! Definitivamente, eu odeio homens! Eles só sabem pensar nessas coisas, e que nós, mulheres, não somos nada, além de um prazeroso pedaço de carne! ― Alice se tremia e seus lábios se mordiam de ódio. Ela mais uma vez fechou os olhos tentando se controlar e começou a suspirar lentamente como se quisesse se auto ajudar.

― ‘Calma, Alice. Quando você beijá-lo, nem vai mais pensar nisso. Agora vamos acabar com essa mulher e se transformar na nova companheira dele de uma vez’ ― ela forçou uma voz mais firme para falar consigo mesma e depois flutuou, se aproximando deles. Isso atraiu a atenção de Janete.

Janete estava arfando e gemendo incontrolavelmente. o ardor que ela sentia era mínimo e o prazer, enorme. Mesmo assim, ela estava mais consciente do que Rael com toda a certeza.

― Rael! Ela... está vindo!... você... a gente... Nós podemos continuar depois...! ― não importa o quanto de esforço Janete fizesse, ela não conseguia se soltar dos braços fortes de Rael. Ela também não queria se soltar, apenas no começo em meio ao sofrimento, mas agora ela não queria mais. A experiência de sentir um homem dentro dela a tinha deixado com os pensamentos nublados. Todo o corpo de Janete queria ser consumido por Rael. A única coisa que a fazia se conter um pouco era a lembrança do que Violeta fez a ela a pedido de Rael. Esse era o único ponto que barrava sua vontade de se entregar toda e completamente a ele. Não que ela não estivesse fazendo isso com o corpo, mas a sua mente, mesmo delirando e saboreando do mais profundo prazer, ainda não estava entregue.

Alice se aproximou e ficou flutuando a dez metros deles, ela apontou a ponta do dedo para a cabeça de Janete, mas não fez nenhuma ação de antemão. A jovem violadora pareceu pensar um pouco e em seguida a perguntou, mantendo o dedo apontado.

― Você, mulher! Quem é você? Esse homem te agarrou à força? ― Janete ouviu a pergunta e viu um dedo apontado em sua direção, mas com todo o seu corpo tomado em desejos sexuais e perdida naquele estado, ela não conseguia se concentrar. Sendo assim, era impossível para ela sentir os instintos assassinos daquela jovem ou saber qual era base de cultivo dela, mas ainda sentia que Alice era muito perigosa. Pelo menos, isso seus instintos passavam a ela.

― Ele não... me pegou a força... eu o consenti!... Ele é meu mestre... meu namorado! ― Janete se explicou apressada com certo esforço devido ao prazer. Ela sentiu que aquela moça estava com repulsa deles, e não os atacou porque muito provavelmente não sabia se ela estava sendo forçada ou não.

― Seu mestre? ― Alice ficou atordoada, ela não conhecia todos os discípulos de Rael. Na verdade, ela só sabia que Rael tinha discípulos, mas não quais, e isso a fez baixar o dedo levemente atrapalhada. Se Janete falava a verdade, ela não poderia eliminá-la. Rael poderia estar descontrolado de desejos, mas quando ele voltasse ao normal, saberia o que Alice fez e isso estragaria o plano dela. Agora, se essa mulher não fosse nada de Rael, Alice poderia matá-la sem preocupações que Rael não iria ficar muito bravo.

― Ele não está bem... digo... algo... aconteceu com... ele e... ele ficou... assim-Ooooooh céus, Rael! Como isso é boooom!... ― Janete suspirava e gemia enquanto tentava explicar, mas começou a ter outro orgasmo, justamente quando explicava para Alice.

― Ah, deixa para lá! Isso não é mais um problema meu ― indignada, Alice se virou e sumiu dentro de um portal roxo.

Janete teve mais um orgasmo, esse não era o primeiro dela. Com Rael naquele estado, ele não parava de fazer, e isso fazia o corpo da bela mulher corresponder ao processo.

Rael sentiu o corpo de Janete estremecer e a coisa lá embaixo o apertar com mais força. Isso só o deixou ainda mais desesperado enquanto as sensações de prazer aumentavam para ambos.

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Violeta e Emilia continuavam a eliminar os grupos separados do imperador Nero. As duas não conversavam uma com a outra, mas elas se olhavam surpresas. Já tinham perdido as contas de quantas centenas de reinos finais elas haviam matado. Seus corpos monstruosos estavam cobertos em sangue e restos humanos, que era inevitável não ter após aquela execução. As duas eram rápidas e avançavam de um grupo a outro, os eliminando rapidamente. Esses grupos ainda estavam tentando se reunir para juntar informações.

Os que ficavam vivos, as pessoas do continente Sul se sentiam como se tivessem sido abençoadas por deuses. Elas acompanhavam a matança dos reinos finais nas mãos daquelas duas criaturas sinistras e achavam que morreriam a seguir, mas quando todos os reinos finais morriam, lançavam apenas um olhar em volta e avançariam para outro ponto. Algumas pessoas chegavam a desmaiar de medo e da pressão que emanava delas.

O imperador Nero avançava voando com seus homens em rápida velocidade, a cada instante a localização delas mudava e seus números de reinos finais despencava.

― Elas são tão rápidas assim? ― perguntou um dos homens de Nero.

― Homens, venham todos na minha direção! É uma ordem! ― Nero gritou outra ordem, inevitavelmente zangado. Os homens tinham a localização de Nero por causa de uma ligação da alma que havia em cada um deles com um item que Nero tinha, quando ele ativava esse item, todos podiam sentir uma emanação de sinal. Era um anel que Nero apertava em seus dedos, isso fazia todos os homens o sentirem como um radar e assim obedeceriam, partindo para a direção dele.

Com a nova ordem, todos estavam avançando para o mesmo ponto. Violeta e Emilia continuavam como fleches de uma ponta a outra, eliminando o máximo de homens que conseguissem. Elas só pretendiam parar quando todos estivessem mortos.

Agora, com os homens indo até Nero, era apenas questão de tempo para ele capturar a duas violadoras. Elas não podiam saber que Nero estava preparado e com ervas Aladas Brilhantes em mãos. Assim que entrassem na zona de contato, elas perderiam toda a capacidade de lutar e não seriam mais nada além de presas vulneráveis. Nesse momento, a vida delas estariam nas mãos de Nero.

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Em um mundo paralelo e retorcido de energia malignas e coloridas, gritos e mais gritos estridentes soavam no ar. Esses gritos eram de pessoas mortas que caiam dos céus, mergulhando em um mundo indescritível.

Cada vez mais almas surgiam caindo do céu e gritando, como se estivessem sufocadas nas últimas dores sofridas ainda em vida. Havia muitas pessoas ali ainda perdidas, tentando entender o que havia acontecido. Eles podiam ver seus próprios corpos destroçados, se assustavam e gritavam até entenderem o que de fato havia acontecido. Com a energia de tantos reinos finais morrendo, um após o outro, o mundo estava sufocando de tantas novas e poderosas energias.

Um esqueleto com uma coroa escura e capa vermelha voava alucinado e sugava as almas dos que ainda estavam parados tentando entender o que acontecia. Essas almas não tinham chances de fugir do seu grito que os puxava, como se fosse um emaranhado de ventos. Engolindo alma após alma, ele saia em busca de mais. A cada alma que o esqueleto consumia, o mundo parecia ficar mais e mais rachado. Era como se houvessem rachaduras no mundo dentro dos horizontes, como se tudo fosse feito de um espelho que estava prestes a se romper.

― Merda, o que é aquela coisa!? Ela engoliu o irmão Junior! ― gritou um dos recentes homens de Nero morto.

― Vamos fugir! Devemos estar em um tipo de mundo criado por alguma habilidade estranha! Corram! ― gritou outro e saiu voando. As almas dispararam fugindo, mas o esqueleto não tinha pressa. Com o seu poder aumentando, ele sabia que era questão de tempo pegá-los. O Mundo Morto era, afinal de contas, o seu lar e nada poderia fugir do seu alcance. Havia limites para onde as almas corressem, sem mencionar que a cada nova alma sugada, o Espectro se tornava ainda mais poderoso.

Conforme as almas continuavam a chegar e o esqueleto a consumi-las, mais e mais rachaduras apareceriam em volta. Essas rachaduras eram gigantescas e pareciam tomar o horizonte, mas não importa o quanto alguém se aproximasse, parecia nunca chegar perto. Tudo o que podiam ver eram luzes brancas saindo das rachaduras.

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No clã Torres, a correria tinha começando. Neide e Rayger pararam o treino das meninas e começaram a se preparar para uma possível invasão. Nessa altura do campeonato, o imperador e suas filhas já estavam a caminho em uma carruagem. Neide e Rayger poderiam ter ido buscá-los, mas estavam ocupados demais organizando as defesas do clã. Eram eles quem cuidavam de tudo agora.

Mara e Natalia estavam por dentro da invasão do império Norte, Neide disse a verdade para elas não ficarem preocupadas. Neide contou que Rael havia se escondido e estava seguro. Ela disse que ele não estava em um local que recebia chamados, mas estava bem.

― Será que minha mãe está escondendo alguma coisa da gente? ― perguntou Mara pensativa, enquanto caminhava na rua ao lado de Natalia, voltando para casa. A residência Raymonde, agora Torres, era o ponto mais seguro de todo o clã.

― Depois de tudo o que passamos, ela não mentiria para nós, prima. Se Rael estivesse com problemas, eles dois seriam os primeiros a ir atrás dele ― disse Natalia de volta para a prima, com toda a calma que poderia apresentar. Ambas já tinham tentando chamar Rael, mas não tiveram sucesso algum.

― Acho que você está certa ― concordou Mara facilmente. Esse pensamento era simples, seus pais eram tão preocupados com Rael como elas eram por ele.

― Só não entendo... Por que ele teve que se isolar? ― Mara perguntou de repente, enquanto continuava a pensar. As duas não estavam correndo, estavam caminhando pelo clã quase em um ritmo de passeada. Como a casa delas estava perto, elas não pensaram que deveriam correr. Rayger e Neide tinham dito que eles também iriam para lá se as coisas ficassem complicadas no clã.

― Deve ser algum segredo referente aos poderes dele, por isso não pode ficar perto de ninguém ― Natalia mais uma vez disse. Não importa como ela pensasse, ela sempre teria uma resposta positiva que faria Mara concordar.

― O que está acontecendo com os céus? ― perguntou alguém aleatório na rua. As meninas se viraram e viram nuvens escuras se espalhando. Essas nuvens começaram com pouca força, mas rapidamente se alastraram. Natalia e Mara pararam surpresas. Todos que viam essas nuvens tinham seus corações acelerados de alguma maneira. O dia parecia estar começando a virar noite.

― O que será isso Natalia? Tem algo a dizer? ― Mara perguntou porque a prima parecia sempre dizer algo de bom, mas dessa vez Natalia ficou em silêncio e apreensiva. Não havia nenhum cultivador no céu, não havia nenhuma energia poderosa próxima, mas todos podiam sentir calafrios enquanto aquelas nuvens fechavam o céu se espalhando para todas as direções.

― Mara, vamos para casa, tenho a sensação que devemos nos proteger disso ― disse Natalia, dessa vez sem soar nem um pouco otimista. Mara, de alguma forma sentiu a mesma coisa.

― Eu espero que Rael esteja...!

― AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! ― de repente, um grito desesperado ecoou perto delas. Um homem de aproximadamente trinta anos acabava de ser morto por um sujeito estranho tomado em formas de sombra. Esse sujeito tinha surgido e já chegou atacando-o por trás com uma espada de lâmina escura. Ele parecia ser um humano, mas seu corpo se contorcia com fumaças negras e tremulava como se fosse um fantasma.

Diante do céu fechado e o do repentino ataque, as pessoas começaram a entrar em pânico. Da mesma forma que o misterioso homem em formas escuras surgiu, desapareceu como se nunca tivesse existido. O homem atacado agora tinha caído morto com um buraco nas costas que não parava de jorrar sangue.

As pessoas não sabiam se ajudavam o homem agora morto ou se fugiam, aquilo foi realmente assustador. Misturado a mudança dos céus, parecia que tudo poderia colapsar a qualquer momento. O dia continuava escurecendo, causando ainda mais pânico nas pessoas.

― Vamos fugir daqui! ― Um homem puxou sua esposa e correram apressados na rua. Uma mulher fez a mesma coisa levando sua filha no colo. Dois homens fizeram o mesmo. Naquele momento, a correria tinha começado. Várias e várias pessoas fugiam sem hesitar.

Mara e Natalia hesitaram olhando em volta, como se procurassem traços do misterioso assassino, mas ele havia sumido completamente.

― Mara, vamos nos proteger também, algo não está certo. Temos que ir para casa ― disse Natalia, puxando a mão da prima. Mara hesitou pensando em seus pais e virou-se correndo com a prima, enquanto acionava o anel e explicava o ocorrido aos seus pais.

Quando elas chegaram em frente a porta de casa, se depararam com um homem adulto que elas já conheciam, mas que na verdade deveria estar morto. Ele tinha um sorriso frio e tanto seus olhos quanto o seu corpo emanavam uma energia maligna e sobrenatural, que causava calafrios em qualquer um próximo. Seu corpo tremulava e soltava fumaças escuras semelhante ao outro homem que havia desaparecido momentos antes.

― Olá, meninas! Quanto tempo desde que não nos vemos? ― perguntou o homem friamente de braços cruzados, mantendo seu sorriso frio. Havia fortes intenções assassinas em sua face maligna, como a de um verdadeiro demônio.

Natalia foi a primeira a dar um passo para trás com medo, aquele homem foi o culpado por ela ter vários pesadelos que, a muito, ela achava que havia superado. Ela se tremeu incondicionalmente quando o viu na sua frente.

― Heitor. ― disse Mara furiosa. Ela não entendeu como esse homem ainda poderia estar vivo, mas sentiu uma fúria explodir por todo o seu corpo. Esse homem à frente foi o culpado por fazê-la perder um esperado filho, fruto dela com homem que ela mais amava.


Fim do Capítulo

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Esse capítulo está disponível em áudio --> https://www.youtube.com/watch?v=Ka8CCwZhnto

Por Lord Letal | 01/10/18 às 17:00 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama, +18