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Capítulo 336 - A Nave de Mundius

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capítulo 336 - A Nave de Mundius

Autor: Edson Fernandes

Aviso -> Esse capítulo não foi revisado então nem adianta deixa comentários apontando erros. Caso não queira ler com erros espere a revisão que em algum tempo será substituída, pode leva semanas ou pode nem ter. Estou sem revisor. Vlw

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Rael saiu do portal roxo no meio da cidade e quase ninguém reparou, as pessoas estavam mais preocupadas olhando o céu do que com o aparecimento de um menino. Havia muitas pessoas pelas ruas e todas bastante curiosas e preocupadas,

                Rael se misturou com os demais e ficou com seus sentidos focados nas poderosas presenças que haviam descido da nave, ao que ele entendeu, essas presenças foram para o castelo do capital.

― ‘Por que eles iriam visita o rei desse mundo? O que isso quer dizer?’ ― Rael se perguntou mentalmente. O castelo estava a uma distância segura, a cerca de um quilometro. Rael não tinha coragem nem motivo para se aproxima mais do que aquilo, ele queria entender o que ocorreria, mas não se arriscaria tanto.

― ‘Eu não sei porque estou preocupado com isso, acho que deveria está bem longe desse lugar’ ― Rael pensou suspirando. Ele se lembrou do que Lana disse sobre ele procurar Mundius no auge do poder e pensou ser uma loucura, está aqui agora tentando ver esse suposto poderoso cultivador. Se Mundius o descobrisse o que aconteceria a ele? Rael não conseguia parar de pensar no circulo de pessoas que deveriam ter feito parte de sua vida.

                Rael não teve tempo de entender o que estava acontecendo, ele sentiu algumas leis banhando os céus e olhou em volta, as outras pessoas estavam todas próximas sem aparentemente sentirem qualquer traço de energia.

― Quando sentimos o seu poder não quisemos acredita na possibilidade de que seria de fato o Herdeiro. ― Disse uma voz feminina atrás de Rael. Quando Rael ouviu ele já se virou saltando e fugindo apressadamente para trás saltando vários metros.

                Uma mulher de boa aparência pôde ser vista, ela tinha pele branca, altura média e magra, ela usava roupas comuns como uma calça de couro vermelha apertada e uma mini blusa no mesmo tom, em suas mãos suaves luvas de couro escuras de cano longo que iam até o ante braço.

                Rael parou a cerca de vinte metros dela e ficou olhando de volta atento. Ele não sentia qualquer pressão da mulher além de sua energia fraca e comum. A mulher o observava silenciosa e as pontas de seus cabelos curtos sopravam no ar com sutileza acompanhando o macio vento que soprava.

― Quem é você? Como me conhece? ― Perguntou Rael apreensivo, ele queria usar o portal e fugir, porém sentiu que não seria capaz de escapar tão facilmente.

― Então é verdade, você foi traído, emboscado e morto, renascendo como um fraco cultivador, está tão fraco que eu posso derrota-lo com um único movimento ― disse ela com um tom de voz sempre suave.

Zuuuup! Boom...

Rael não teve tempo de reagir, o corpo dela piscou e quando ele percebeu já havia uma outra dela em seu lado. Era como se ela ainda estivesse no antigo ponto e agora no novo. Rael sentiu uma dor no peito tão rápida que ele nem soube dizer de onde veio. Quando ele olhou para baixo sua visão já estava escurecendo e ele ainda pôde ver o braço direito dela encostado em seu peito.

― Agora durma Herdeiro, meu mestre ficará feliz em vê-lo ― disse ela ao lado de Rael. Rael tentou se manter consciente porém acabou apagando.

                Rael acordou lentamente, sua visão estava embaçada e ele aos poucos foi vendo um estranho e intenso brilho branco, conforme sua visão foi normalizando ele percebeu ser uma luz, ela não estava muito perto de seu rosto mas parecia estar devido a intensidade. A luz estava no teto a vários metros dele. Rael piscou algumas vezes e depois se virou olhando em volta.

― ‘Onde será que estou?’ ― Se perguntou Rael se vendo em um tipo de sala metálica com chão de mármore. Rael sentou-se e levou a mão para a cabeça se sentindo um pouco tonto, embora a visão dele estivesse melhorando e voltando, as coisas em volta ainda giravam um pouco. Ele percebeu que estava cercado de grades, a frente depois das grades tinha um largo corredor com dois homens enormes cheios de armaduras o observando. Os dois homens tinham uma postura reta, em pé e cada um encostado em um canto da parede. Um deles, estava com a mão levantada e falava algo em um anel, que Rael teve certeza de ser de comunicação.

― ‘O que é isso?’ ― Rael sentiu seu braço direito mais pesado que o normal. Quando ele olhou cuidadosamente percebeu que estava com um tipo de bracelete escuro, com alguns pequenos cristais incrustados que brilhavam levemente. Rael não estava se sentindo muito bem, estava tonto e um pouco fraco, a tontura passava aos poucos, mas a fraqueza não.

― ‘Eu não consigo remove-lo.’ ― Rael tentou remover o bracelete, porém estava fraco demais e desistiu, ele fez um enorme esforço para se por de pé e caminhar até as grades direcionadas aos dois guardas de armaduras pesadas. Os trajes que esses guardas usavam eram armaduras marrons, metálicas e pesadas, elas brilhavam com intensidade exibindo um intenso poder.

― Você acordou Herdeiro? Eu achei que tinha batido muito forte em você ― Rael viu uma mulher já conhecida surgindo no corredor, era a mesma de antes dele desmaia. Rael nem tentou usar suas habilidades porque percebeu que estavam bloqueadas e o motivo, era aquele estranho bracelete pesado em seu pulso do braço direito.

                A mulher bonita se aproximava com um ar sério. Os homens no corredor fizeram um reverencia respeitosa para a mesma enquanto baixavam suas cabeças. Ela não pareceu liga para isso e passou reta por eles sem dizer qualquer palavra, seus olhos estavam focados apenas em Rael.

                Rael se afastou das grades por puro instinto como se quisesse fugir dela, mas ele não tinha para onde correr, ele só pôde se encosta na parede atrás de si conseguindo se afastar poucos metros da grade. o cômodo em que ele estava era pequeno.

― Está com medo que eu te bata de novo? Não farei isso, quero apenas fazer algumas perguntas. ― Disse ela chegando perto das grades.
VUUUUUM...
As grades baixaram sozinhas quando ela encostou. Rael sentiu-se um pouco apreensivo, afinal ele estava com suas habilidades bloqueadas e nas mãos dessa mulher e desses homens.

― Onde estou? Que lugar é esse? ― Perguntou Rael.

― Você está em nossa nave chamada de Infinitiva. Desculpe pelo bracelete e o mal tratamento inicial, eu não tinha certeza da extensão de seu poder. ― Disse ela suavemente. Rael continuou acunhado sem saber o que fazer.

― Quem é você?

― Eu sou Hilda Sonoria, um dos três generais de combate do mestre Mundius.

― E o que vão fazer comigo? Como me acharam?

― Como te achamos? Temos tecnologia de ponta em nossa nave, você pode ocultar o quanto quiser de seu poder, mas suas ações e essência física não escaparam da análise de nossa nave.

― O que quer dizer com isso?

― Infinitiva quero que der as boas vindas para nosso convidado o senhor Herdeiro ― Disse ela. Um brilho de energia piscou ao lado de Rael e uma bela jovem de pele branca como a neve surgiu. Ela apareceu piscando e sumindo algumas vezes como se fosse um fantasma até a imagem se estabiliza totalmente e Rael poder ver ela normalmente. Era uma jovem de estatura baixa, cabelos longos escuros e lisos, pele branca e aparência bastante refinada.

― Senhor Herdeiro é um grande prazer conhece-lo, eu me chamo Infinitiva. Sou uma inteligência artificial que controla toda essa nave. ― A jovem baixou a cabeça de forma a reverenciar Rael e esperou com esse movimento. Rael podia ver os fios de cabelo dela se movendo mas não sentiu nenhuma onda de vento, ele também não sentia uma presença física vindo dela e isso o incomodou, como ela estava bem perto, Rael estendeu a mão esquerda e sua mão a atravessou a imagem dela como se ela não existisse, como se fosse parte de uma parede falsa.

― Ela não está ai de verdade, não adianta tenta toca nela. ― Quem disse foi Hilda sempre com sua expressão séria. ― Todos sempre tentam tocar nela a primeira vez que veem. Ela é a imagem perfeita da irmã do mestre Mundius.

― Irmã de Mundius? ― Rael não sabia porque estava perguntando, ele apenas sentiu que era melhor agir com cuidado e certo respeito em um território inimigo onde ele estava contido. Ele já tinha recuado a mão, Infinitiva levantou o rosto e sorriu belamente para Rael. Dava para notar o quanto a imagem da jovem era bonita, embora não fosse de verdade.

― Tudo foi criado por ela e continua a crescer por ela. Em fim mudando de assunto, nosso mestre deseja vê-lo, você terá que me acompanhar. ― Disse Hilda e estendeu uma pílula branca para Rael. ― Quero que engula essa pílula, ela deixará você mais forte.

                Rael não tinha muita escolha, se ele não tomasse a pílula ela seria colocada garganta abaixo a força e ele previu isso. O olhar sério e observador de Hilda, dizia por si só que ela faria isso bem rápido, tal como havia batido nele a primeira vez. Rael estendeu a mão, tomou a pílula branca da palma dela e engoliu diante dos olhos observadores da mesma.

― Muito bem senhor Herdeiro, você pelo menos não é tão estupido quanto eu pensei que pudesse ser. Continue obediente e talvez seu futuro não seja tão mal. ― Disse ela se virando e dando as costas para Rael. ― Me siga!

                Rael sentiu de imediato um efeito quente envolver seu corpo, aquela estranha fraqueza passou. Ele não recuperou suas habilidades, mas pelo menos sua força física e energia voltaram. Assim ele seguiu Hilda pelo corredor e passou pelos dois guardas que mais uma vez a reverenciaram. Infinitiva seguia ao lado de Rael o acompanhando e algumas vezes, seu corpo piscava como se estivesse com algumas pequenas falhas, mas ela rapidamente voltava ao normal e sempre mantinha aquele sorriso suave e acolhedor para Rael. Rael se sentia estranho sendo acompanhado por essa jovem que não existia de verdade, isso não entrava na cabeça dele.

― O que significa inteligência artificial? ― Perguntou Rael sem aguenta mais a curiosidade.

― Inteligência artificial, ou IA é a inteligência similar a seres humanos, exibida por maquinas e mecanismos mágicos.

― E você existe de verdade? ― Rael ficou ainda mais confuso. Enquanto seguiam pelos corredores ele lançava as perguntas. Hilda não se incomodou o deixou o mesmo conversando com Infinitiva.

― Eu sou de verdade mas não tenho essa aparência pela qual eu falo. Eu sou tudo isso que você ver em sua volta, eu sou o chão que você pisa e tudo que te cerca, eu sou essa nave. ― Explicou ela. Rael obviamente não entendeu e ficou com uma expressão abobalhada.

― Senhor herdeiro, pelo que posso nota você renasceu em um mundo pobre e sem tecnologia, é difícil explica para alguém a existência de Infinitiva. Falando de modo resumido, ela é uma criação magica como se fosse uma armadura ou espada que consegue pensar por si mesma e interagi como humana, entendeu? ― Perguntou Hilda olhando de lado.

― Acho que sim ― Rael com certeza não estava entendendo nada, mas preferiu não contraria. Mesmo que explicassem de novo e novo ele não entenderia tão facilmente essa coisa de IA.

                Havia muitos e muitos corredores, salão interligados a outros corredores e os três caminharam sempre diante de olhares de guardas com armaduras e pessoas com roupas comuns, homens e mulheres de vestimentas normais. Enquanto caminhavam Hilda ia explicando coisa ou outra do lugar, quando ela não falava, Infinitiva explicava no lugar da mesma.

― Nossa nave é gigante, temos salões de reuniões, salas de lazer, de controle, salões de encontro, bares, comércios e quase tudo que possa imagina. Cada pessoa que você ver em volta tem um quarto próprio e todos aqui tem lealdade com o mestre supremo, o senhor Mundius. Essa nave foi construída a mais de dez mil anos, ao longo do tempo ela foi tendo aumento estrutural até chegar ao ponto em que estamos. Hoje em dia, somos maiores que as cidades de muitos planetas por ai afora. ― Hilda explicou para Rael que sempre estava correndo os olhos em volta. Ele observou que quase ninguém aqui exibia qualquer pressão de energia, seus poderes estavam bloqueados, mas ele ainda tinha o sentido espiritual.

― Posso pergunta por que está me contando tudo isso? Pretendem me pedi alguma coisa? Me usar de alguma forma? ― Perguntou Rael cuidadosamente. Ele sabia que sendo o Herdeiro todos em sua volta sempre teriam pedidos, coisas que somente ele poderia realiza.

― Usar você? Não seja estupido senhor Herdeiro, nós não usamos ninguém, nós ordenamos. Eu não sei quais são os planos para você, mas se houver algum, não será um pedido. ― Disse Hilda sempre séria e seu tom de voz nunca mudava. Rael sentiu-se um tanto receoso após ouvi aquela explicação.

                Eles cruzaram por mais um corredor espaçoso e pararam diante de uma porta dupla vermelha larga e grande.

― Mestre Mundius, eu trouxe o Herdeiro como me pediu ― Disse Hilda educadamente. Quando ela falou, Rael reparou em uma luz verde piscando perto da porta no mesmo momento em que a voz dela soava.

                Por um momento não houve qualquer resposta. Hilda e Infinitiva ficaram de cabeças abaixadas direcionadas a porta, somente Rael estava de cabeça erguida curioso. Rael não podia conter o frio em seu estomago, ele estaria em pouco tempo diante de um dos maiores cultivadores do universo, alguém cujo o poder era maior que toda a mesa universal junta, seguindo as palavras de Lana.

― Obrigado Hilda, você e Infinitiva podem se retira, deixem apenas o Herdeiro ― Ordenou uma voz robótica enquanto a mesma luz verde de antes piscava acompanhando o som da voz.

― Como quiser mestre ― Disse Hilda, se virou e saiu caminhando. Infinitiva piscou e desapareceu.

Rael em poucas respirações ficou sozinho diante da porta dupla vermelha com a estranha luz que piscava e soltava a voz.

― Entre senhor Herdeiro, deixe-me ver sua face de perto. ― Soou a voz robótica enquanto a luz verde piscava e as portas se abriram sozinhas entrando nas paredes laterais da parede.

                Rael deu alguns passos a frente sabendo que não poderia fugir de qualquer maneira e entrou na nova sala com uma suave luz amarela no teto. Havia um conjunto de sofás vermelhos e bem postos de modo circular, diante dos sofás uma pequena mesa de madeira escura continha uma garrafa com alguma bebida e dois copos vazios. Ao fundo um tipo de balcão com várias bebidas como se fosse algum tipo de bar. Havia alguns bonecos com armaduras encostados a parede do fundo perto do bar e até um tipo de mesa estranha na frente do bar com um forro verde. “Sinuca” mas Rael não conhecia.

― Você está fraco Herdeiro, nem se quer pôde senti minha presença ― Disse uma voz suavemente atrás de Rael o fazendo se virar apressado.

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Por Lord Letal | 25/01/19 às 15:42 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama, +18