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Capítulo 337 - Mundius e Roram

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capítulo 337 - Mundius e Roram

Esse capítulo está sem revisão e não terá revisão.

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Rael sentiu como se estivesse olhando uma montanha a sua frente. O sujeito era enorme com mais de dois metros de altura, seus músculos eram tantos que ele quase parecia gordo. Mundius era um cara de pele branca em tons roseados, seus cabelos eram bem curtos, escuros e lisos espetados na cabeça. Ele não usava nada no peito, tudo que Rael via era um imenso peitoral bem definido e gigante, nas pernas usava uma calça folgada escura sem nada nos pés.

                Vale lembrar que Rael está atualmente em sua forma menino e Mundius é muito alto, não era por menos que Rael sentiu como se estivesse diante de uma montanha.

                Por puro instinto Rael saltou dois metros para trás, mas ficou evidente que se aquele homem lançasse um soco, esmagaria Rael como um tapete no chão, pois os braços dele eram enormes.

                Mundius continuou olhando Rael por um tempo sem qualquer expressão. Isso incomodou Rael. Rael não era invencível, ele tinha uma vida como qualquer pessoa e se morresse acabou, ele nunca mais veria nenhuma de suas esposas nem qualquer outros dos seus.

― O que vai fazer comigo? Me forçar a algum pacto de sangue? ― Perguntou Rael curioso.

― Forçar o Herdeiro a um pacto de sangue? Por que eu faria uma idiotice dessas? ― perguntou o homem e passou caminhando a frente de Rael se dirigindo aos sofás espaçosos.

― Por que seria idiotice? Todos não querem controlar meu suposto poder? ― Perguntou Rael parado em seu canto de olho no homem que se sentou no sofá despreocupado.

― Você está me achando com cara de idiota Herdeiro? Ou você não se lembra que pactos de sangue com você são perca de tempo? Você pode quebrar os pactos, as outras partes não. ― Disse o homem e segurou a garrafa, começando a encher os copos com um liquido azulado.

― A regra de nada poder me controlar... ― Rael disse quase para si mesmo, porém Mundius ouviu perfeitamente. O homem não apresentava nenhuma vontade em especial com Rael, ele parecia bem a vontade e isso incomodava Rael.

― Exatamente. Não são muitos os que sabem sobre os pactos de sangue com você não terem funcionamento, apenas eu e mais alguns poucos é claro. Que tão bebemos um pouco e você me conta sua história atual? Quero muito saber mais sobre você ― Disse o homem empurrando o outro copo para um espaço vazio na mesa direcionando a outra parte do jogo de sofás.

                Rael conhecia bem sua situação para saber que não podia fugir disso, ele caminhou cuidadosamente e se juntou a mesa sentando-se no sofá e lentamente, ele tomou o copo em mãos enquanto observava cautelosamente um dos supostos homens mais poderosos do mundo. Mundius continuou analisando Rael como se estivesse lendo através da mente dele.

― Em todos meus milhares de anos de vida, nunca pensei que veria um homem como você ser morto, é difícil acredita que estou vivendo essa situação. Quando fiquei sabendo da sua morte eu não sabia se comemorava ou se me assustava. Você sempre foi um fardo no meu pé e por pouco não atrapalhou meus planos. ― Disse o homem dando mais um gole em sua bebida. Rael tomou coragem e deu o primeiro gole, sentindo um estranho gosto de álcool com algo adocicado.

                Mundius ficou observando Rael atentamente como se pensasse sobre o que iria fazer com ele. Rael só podia sentar e esperar que aquele homem não decidisse o seu fim, conhecendo tudo que já sabia sobre si e as coisas que podia fazer, ele imaginou que Mundius também tinha um pedido e com isso, ele ia consegui sobreviver.

― Você não lembra de sua vida passada? Não lembra dos poderes que tinha? ― Perguntou Mundius após alguns instantes observando Rael.

― Não me lembro ― Admitiu Rael cautelosamente. Ele sentiu que não adiantava muito menti.

― E você já parou para pensar nos milhões de inimigos que possui? Pessoas que não gostam de você? Como acha que vai sobreviver lá fora se as pessoas descobrirem seu segredo como eu descobri?

                A pergunta de Mundius era estranha, porque isso fez imaginar que Mundius o liberaria e que, aparentemente só estava conversando. Não fazia muito sentido ele jogar com Rael uma vez que tinha ele bem em suas mãos.

― Está me dizendo isso por que? Você não era um suposto inimigo que eu deveria temer?

― Eu nunca fui seu inimigo, você que se apegou a vontade de me deter.

― E você mereceu a minha perseguição? Acha que é justo destruí pequenos mundos e acabar com a vida de milhares de seres? Pessoas, animais, bestas. ― Rael aproveitou a brecha para tentar se defender.

― Justo? O que é justo para você senhor Herdeiro? Acha que foi justo a forma que te mataram? Acha que a traição de seus homens para com você foi justa?

― Isso não tem nada haver com o que você faz, o que aconteceu comigo foi uma coisa, com você é diferente, não tente mistura as coisas.

― senhor Herdeiro me responda uma pergunta simples. O que você busca? ― Perguntou Mundius e novamente encheu o próprio copo enquanto deixava Rael pensar, depois completou o de Rael que não demorou muito a responder.

― Eu busco recupera meus poderes.

― Você busca poder, todo cultivador, deus, ser místico busca a mesma coisa. Estamos todos nós envolvidos em um jogo de poder e isso nunca acaba. Existem várias formas de se obter esse poder, com esforço, determinação, heranças, com tesouros ou com sacrifícios. Existem mais formas eu só falei as necessárias.

― A sua é sacrifício ― Rael entendeu onde ele quis chega e isso fez Mundius abri um leve sorriso enquanto juntava as mãos embaixo do queixo.

― Exatamente, não existe forma mais rápida de aumentar o poder do que roubar núcleos de planetas, é uma pena que isso envolve sacrifícios.

― E você liga pra isso? Está me contando para se senti melhor? Ou por que sabe que nesse momento eu não sou uma ameaça?

― senhor Herdeiro você nunca me foi uma ameaça, embora fosse uma pedra no meu caminho, eu sempre consegui me sobressai sem muitos problemas.

                Rael voltou a fica em silencio e o homem deu mais um gole em sua bebida.

― O seu maior defeito senhor Herdeiro, é ter a mente pequena e viver constantemente preso a regras. ― Mundius mudou o tom de voz imitando o possível Rael do passado ― Não posso fazer isso, aquilo não pode ser feito, não posso deixar que isso aconteça... ― Ele voltou a voz normal. ― Você viveu apenas para segui as porcarias das regras, embora tivesse o maior poder de todo o universo! Você era o homem que tinha tudo e que podia fazer qualquer coisa. E agora eu te pergunto, valeu a pena ter seguido as regras? Valeu a pena ter feito tudo certo?

                A pergunta de Mundius deixou Rael com interrogações na cabeça, Rael não entendia porque aquele homem estava revirando seu passado e dizendo aquelas coisas.

― Um homem deve viver para si, ele deve viver pelos seus próprios desejos e lutar para alcançar suas conquistas. É assim que eu vivo, eu vivo por mim, eu vivo pelo meu sonho e jamais desistirei dele, não importa quantos sacríficos eu tenha que fazer.

― ‘Corrigindo, não importa quantos outros ele deva sacrificar’ ― Rael pensou mas não disse nada, era melhor não contraria muito.

― Uma vez eu pedi uma audiência com você e recusou meu pedido como geralmente faz quando não se importa, depois disso, decidi traçar meu próprio caminho.

― E qual era seu desejo? Quem tinha morrido?

― Morrido? Não era um pedido para ressuscita alguém, era um pedido diferente. Em fim o que quero dizer com tudo isso é apenas uma coisa. Quero que pense e me de um bom motivo para eu nesse momento não acabar com você? Por que eu não deveria acabar com sua vida aqui e agora? Consegue pensa nisso?

                Quando Rael ouviu a pergunta seu corpo tremeu inconscientemente, ele não fazia ideia do porque esse homem estava o perturbando com aquelas estranhas questões.

                A pergunta deixada no ar e as coisas que ele já ouviu ao próprio respeito o fez perceber que ele de fato não era muito amado. Mundius era apenas um dos milhões que o odiavam e consequentemente ele cruzaria com o caminho de outros.

― Você não tem nenhuma resposta pelo que posso senti, não tenha medo, não vou acaba com você, foi apenas uma pergunta para te fazer pensar. De hoje em diante você ouvira muito da mesma coisa ― disse o homem tomando mais um gole de sua bebida e aliviando um pouco Rael.

― E por que razão você não me mataria? ― Perguntou Rael criando coragem.

― Se tem uma coisa que você aprende sendo um líder poderoso é a ter palavra. A palavra de um líder jamais pode ser quebrada. Anos atrás após a sua morte, eu dei minha palavra de que se cruzasse com você em situações favoráveis, eu não te mataria. E agradeça por isso, porque esse é o único motivo de eu te deixar vivo. ― Quando Mundius disse isso Rael sentiu seu coração quente, principalmente quando ele se lembrou de Hilda.

― E por que você deu essa palavra? ― Rael perguntou curioso.

― Você se lembra dos sete protetores de Ouro?

― Não exatamente, apenas ouvi dizer. ― Disse Rael sempre cauteloso.

― Você treinou sete homens específicos e acreditou que eles eram dignos de estar com você e até responderem em seu nome. Acontece que eles o traíram e isso levou a sua ruina. Entre esses sete homens, apenas um não traiu você, mas ele não conseguiu evitar o pior. Ele embora tenha desconfiado dos demais, não conseguiu te avisar o que resultou em culpa que ele segue pagando até os dias de hoje.

― Entre um dos sete homens esse não me traiu? ― Rael ficou um pouco impressionado com essa nova informação.

― Foi o último homem que você escolheu, ele também era o mais fraco dos sete na época. O nome Roram Asfrod soa familiar pra você? ― Perguntou Mundius. No mesmo momento Rael se lembrou da visão que Isabela contou, ela já havia dito esse nome a ele.

― Pela sua expressão parece que pelo menos disso você se lembra. ― Observou Mundius.

― O que ele tem haver com você? Foi para ele que você prometeu que não me mataria caso me encontrasse?

― Sim foi, Roram Asfrod você pode entrar agora! ― Ordenou Mundius.

                A porta vermelha dupla que tinha se fechado no início da conversa entre os dois se abriu novamente um homem alto, moreno de pele bem escura entrou. Ele tinha olhos castanhos e brilhantes, era forte mas não como Mundius, tinha na face olhos brilhantes e lacrimejados. Seus cabelos eram bem parecidos com os de Mundius, curtos lisos e escuros.

― Mestre Herdeiro! Eu o reverencio! ― O homem bem vestido se ajoelhou diante de Rael abaixou a cabeça até o chão. Ele tremia enquanto se mantinha ajoelhado e isso deixou Rael um tanto quanto confuso.

― Roram pode se levanta ― Disse Rael sem graça. O homem se levantou ficando de pé e olhou para Rael com olhos brilhantes de emoção. Rael sentiu como se aquele homem o amasse tanto como uma de suas esposas o amaria e isso o assustou um pouco.

― Mestre Herdeiro! É muito bom saber que está vivo, eu sabia que o senhor voltaria, sempre esperei por esse dia. ― Disse o homem cruzando um braço diante do peito como forma de respeito enquanto baixava novamente um pouco a cabeça.

― Eu não entendo o que isso significa, pode me dizer Mundius? ― Perguntou Rael voltando a palavra para o maior homem daquela sala que agora, mantinha um leve sorriso no canto da boca vendo os dois interagirem.

― Quando eu o encontrei ele estava quase morto por causa dos outros seis, ele lutou bravamente para vingar sua morte. Eu botei os outros para correr e dei a ele um novo coração para que não perdesse sua vida. Daquele momento em diante exigi que ele me servisse, me tivesse como mestre. Ele se recusou e disse que só poderia ter um mestre em toda sua vida. A princípio isso me irritou, mas eu gostei da determinação que ele tinha por você. Eu decidi ajuda-lo e com o tempo, fizemos o acordo que agora você conhece. ― Mundius terminou a explicação dando mais um gole em sua bebida.

                Rael olhou para Roram sem saber o que dizer. Mundius já conhecia muito dele, mas aquele homem, ele com certeza conhecia muito mais. Aquele homem havia sido treinado pelo seu eu de sua vida passada. Rael ficou pensando no que poderia acontecer agora.

― Mestre Herdeiro como está sua situação? Posso pergunta se tem algum protetor o acompanhando? ― Perguntou Roram preocupado.

― No momento meus protetores não estão comigo, eu... fui separado das minhas guardiãs ― Rael disse sem entrar nos detalhes de que tinha ao seu lado uma Soberana ou as violadoras.

― As guardiãs estão vivas? Isabela e Keylla? Isso é uma notícia maravilhosa! ― Roram ficou bastante satisfeito em ouvir tal coisa. Mundius permaneceu em silencio observando a conversa dos dois e bebendo ocasionalmente, a garrafa já estava quase acabando.

― E elas estão com o poder total ou tiveram seus poderes perdidos também? ― Quem perguntou agora havia sido Mundius. Era fácil entender porque ele havia perguntado aquilo. O Herdeiro atual não era uma ameaça para praticamente ninguém, se suas guardiãs estivessem no mesmo estado, elas também não seriam.

― Sim elas ganharam uma nova vida e com isso, todos recomeçamos do zero. ― Respondeu Rael.

― Então suas guardiãs são inúteis pra você nesse momento. ― Mundius foi direto ao ponto sem rodeios.

― Elas são os pilares do Herdeiro, consequentemente ficarão fortes novamente ― Disse Roram direcionando as palavras a Mundius como se fosse uma reclamação e depois voltou a Rael. ―  Consegue rastreá-las? Se consegui podemos ir até ela.

― Não consigo, elas estão em algum outro mundo. ― Respondeu Rael.

― Herdeiro pouco importa onde elas estão, você não irá fica vivo muito tempo se for encontrado por algum outro ser poderoso. Essa é a verdade. ― Disse Mundius.

― E o que você sugere? ― Perguntou Rael olhando para ele.

― Faça um acordo comigo como Roram fez, seja meu apoio em um objetivo especifico e eu prometo proteção a você, se quiser pode perguntar qualquer coisa a Roram, ele só está vivo porque essa foi minha vontade ― Disse Mundius propondo algo que fez o coração de Rael disparar. A princípio ele achou que seria morto, mas depois de tanta conversa e de ter encontrado seu mais fiel homem ele já tinha percebido que seu destino não seria esse.

                Mundius encheu o próprio copo terminando o liquido da garrafa e aguardou a resposta de Rael. Rael estava pensando nas possibilidades. Roram ao lado estava ansioso para dizer algo, mas estava esperando ter suas palavras convidadas por Rael.

Por Lord Letal | 25/01/19 às 19:24 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama, +18