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Capítulo 352 - Lana Toma Sua Decisão

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capítulo 352 - Lana Toma Sua Decisão

Autor: Edson Fernandes

Três dias depois dos acontecimentos acima, a notícia de que o Herdeiro estava vivo espalhou-se como Lana havia dito. A deusa Eurina não teve escolha a não ser contar tudo que sabia para os outros deuses e pessoas de poder. O universo inteiro foi agitado com a notícia e a correria se instalou. Muitos nem podiam imaginar o que aconteceria se o herdeiro recuperasse seus poderes, “Cabeças iriam voar”. Esse era o pensamento comum entre eles.
Rael assistia em silencio o espaço aberto sem nuvens no céu. Podia ser visto dezenas de estrelas ou pontos brilhantes passando, é claro, os olhos de Rael estavam tomados por poder das leis, caso contrário ele não seria capaz de ver tudo aquilo.
— Tem certeza que ninguém vai nos encontrar? — Perguntou Rael e olhou de lado para Lana. Lana estava sentada de pernas cruzadas e mãos juntas sobre as coxas, estava com olhos fechados e uma leve aura de energia jorrava de seu corpo pacificamente.
— Eu sei o que estou fazendo fique calmo. Nos primeiros dias vai chover cultivadores por todas as partes, você precisa se acalmar. — Respondeu Lana sem abrir os olhos.
Rael suspirou se resignando e acalmou sua mente, Lana havia criado uma matriz de proteção no solo tornando mais difícil de fazer alguém sentir eles. ‘ — Preciso cultivar, não posso ficar parado.’ — Rael sentou-se e iniciou o cultivo após fechar os olhos, uma energia dourada cheia de poder das leis varria por seu corpo de forma harmoniosa.
Duas semanas se passaram ao todo até as coisas se acalmarem um pouco. Violeta e as demais tinham terminado de montar o portal e iriam usar. Elas já tinham combinado com Rael e Lana fez uma averiguação no planeta para saber se a deusa Eurina não estava, ou qualquer outro deus. Confirmado a não presença dela ou de outros, Lana notificou Rael que dentro do mundo nos sonhos notificou as demais.
— Não se esqueça, nosso pacto só vai até esse ponto, eu não ficarei mais de baba sua depois que elas te acharem. — Lembrou Lana.
— Eu sei. — Disse Rael após uma pausa e continuou. — Mas você ainda não me respondeu o que aconteceu com Isaac? Por que toda vez você foge do assunto? — Insistiu Rael mais uma vez e Lana ficou um tempo em silencio antes de responder.
— O que isso importa pra você? Por que quer tanto saber sobre ele?
— Ele parecia um cara legal, uma pessoa digna.
— Oh e agora nessa nova vida você se importa com esse tipo de coisa? — Perguntou Lana com uma expressão quase irônica.
— É acho que mereço isso pelo que fui antes. — Disse Rael com um sorriso fraco. — Mas agora sou diferente, você já deve ter notado.
— Isso é o que você me diz, pessoalmente eu não sei nada.
— Bom se você não quer me dizer sobre ele então não pergunto mais, pode deixar. — Disse Rael um pouco irritado.
— Ele morreu! Ele se sacrificou entregando todo seu poder para salvar o núcleo roubado daquele planeta. — Disse Lana e segurou algumas lagrimas deixando Rael surpreso.
— Espera Isaac morreu? De verdade? Mas ele era tão forte... — Rael ficou sem saber o que dizer diante de Lana.
— Sim morreu. Ele morreu para salvar vidas de um planeta inteiro, enquanto você morreu por causa do seu orgulho seco. — Disse Lana um pouco rispidamente e ligeiramente emocionada. Rael não levou essas palavras como ofensa, em vez disso, ficou pensativo e calado, imaginando como aquele menino tão poderoso tinha tomado tal fim.
— Quando eu recuperar todo meu poder, trarei ele de volta, tem minha palavra. — Disse Rael fazendo Lana se virar bruscamente para ele. Para Lana, o herdeiro que ela conhecia antes jamais teria tido esse tipo de ação.
— Sua palavra? E por que eu acreditaria em você? Me diga? Por que acha que eu acreditaria em qualquer palavra sua depois de tudo que fez na outra vida? — Lana ainda lutou contra aquela crença que corria em seu coração sobre o herdeiro ser diferente agora. — Só diz isso agora porque está fraco e indefeso precisando de ajuda, no momento que tiver seu poder de volta não lembrará mais de ninguém, será o mesmo de antes.
— Você se engana, se eu quisesse proteção teria aceitado o acordo de Mundius, e eu não aceitei. Quer você queira ou não queira eu agora sou uma pessoa diferente.
— Hunf... — Lana bufou e se virou não olhando mais para Rael. Ela fechou os olhos e ficou fazendo um pouco de birra, o que quase fez Rael rir, porque isso de alguma forma o fez se lembrar de Mara, o que em seguida, criou um sentimento de saudade. Rael fechou os olhos e puxou lembranças de sua Mara, de como era seu convívio com ela e todas as coisas mais que aconteceram ao longo do processo.
— Você gostava daquele garoto, eu posso sentir que gostava. — Disse Rael depois de pensar um pouco fazendo Lana abrir os olhos e encarar Rael. — Eu conheço o sentimento de uma pessoa que ama de verdade. — Após dizer isso Rael abriu os olhos e sorriu para Lana. — Não se preocupe, eu manterei minha palavra, vou ajudar todos que você me pedir. — O sorriso de Rael era humilde e verdadeiro, isso Lana não podia negar. A jovem se sentiu estranhamente acolhida como se a qualquer momento pudesse mesmo rever o menino loiro.
— Agora eu preciso treinar novamente, da última vez quase perdi meu braço, mas não posso ficar apenas esperando. Eu tenho que controlar a Espada Sagrada do Deus de Terra. — Disse Rael e saiu andando de lado fazendo a boca de Lana se abri.
— Você tem uma espada Sagrada? Como? — Lana não agüentou a curiosidade e se levantou seguindo Rael, por um instante ela havia até esquecido qualquer inimizade com o mesmo.
— Eu ganhei de presente algumas partes e construi, consegui interligar com meu braço direito, por isso eu posso usar, mas ela é muito forte e quando início a conjuração meu braço começa a se decompor. — Disse Rael e estendeu o braço direito para frente. Lana ficou a uns dez metros do menino. — Acredito que só poderei usar ela em torno de dez porcento de seu poder total, só poderei usar mais a parti do crescimento do meu corpo para a forma adulta. — Quando Rael terminou de dizer aquelas palavras, uma energia amarela bem forte jorrou em volta do braço azul de Rael que começou a tremular. O braço vibrava como se estivesse sendo eletrocutado a todo instante, isso não era somente o braço, o corpo inteiro do menino vibrava diante daquela energia monstruosa que se expandia a parti dele.
— Eu não acredito... — Lana soltou as palavras, estava incrédula. O braço de Rael começou a tomar forma de uma lâmina amarela. O chão em volta do menino se rachava e pedaços de rochas misturados a energia flutuavam para cima, as roupas de Rael se batiam com violência e seu rosto começava a gotejar suor, isso tudo em poucos segundos. O poder de meros dez porcento que Rael controlava era enorme e fazia o corpo inteiro dele pagar um alto preço.
— Nesse momento, você seria capaz de me causar um ferimento, mesmo no meu melhor estado. — Admitiu Lana. Rael abriu um sorriso misturado a uma careta que logo virou um trincar de dentes, porque a lâmina se rachou e um sangue azul fluiu da rachadura. Imediatamente Rael desfez a lâmina e seu braço voltou ao normal, estando com alguns ferimentos superficiais.
— É um poder impressionante, eu nunca tinha visto uma de perto, ouvi apenas boatos de alguns deuses que eram capazes de controlar essas armas.
— Se eu controlar ela cem porcento, poderia derrota você ou a deusa Eurina? — Perguntou Rael para se descontrair da dor sentida a pouco.
— Não adianta ter todo esse ataque e uma defesa frágil, você morreria antes de poder atacar alguém desse jeito. — Disse Lana.
— É verdade. — Concordou Rael. — Mas eu preciso continuar invocando ela de tempos em tempos para meu corpo ir se acostumando. — Completou Rael.
— E precisa focar em sua defesa também, apesar de parecer melhor do que muitas pessoas do seu nível, não chega nem perto de ser perfeita.
— Eu sei disso, estou trabalhando em uma coisa de cada vez. — Defendeu-se Rael. — Além do que, o cultivo também é muito importante.
Rael não estava errado, toda a base começava no cultivo, o restante vinha conforme a forma de cultivar ou as habilidades treinadas pelo corpo. No caso de Rael, seu desenvolvimento era bom devido as pedras elementais que ele encaixava no seu corpo e ao seu sangue de violadora etc. Tudo isso dava a estrutura de Rael uma grande vantagem, se ele tentasse usar a Espada do Deus de Pedra com um corpo normal ele morreria na mesma hora, se desintegrando instantaneamente. Dominar o poder da Espada do Deus de Pedra era agora a coisa mais importante, porém, ele não podia esquecer os demais itens, principalmente a defesa de seu próprio corpo.
— Tudo bem chegou a hora, eu vou buscar elas e você fica escondido ai. — Disse Lana e saiu voando deixando Rael sozinho. Claro que antes de fazer isso ela já tinha verificado se o teste de Rael não havia atraído atenções.
— ‘Até que em fim vou rever algumas delas.’ — Pensou Rael. A saudade não era tanta porque sempre se viam no Mundo Completo, mas isso não queria dizer que ele não estava com saudade.
O tempo parecia não passar enquanto Rael esperava ansioso a volta de Lana com as violadoras. No terreno que cercava Rael, havia algumas arvores gigantes de grossos e majestosos troncos amarelados, suas grossas folhas violetas tremulavam sobre o vento que soprava, por vezes, parecendo sussurros de pessoas conversando. Não havia seres vivos próximos além de muito mato e uma alta vegetação. Rael estava ali em pé, olhando a vegetação a frente inquieto, Lana havia montado uma matriz que protegia qualquer sinal de poder saído daquele local, por tanto, era um lugar bem seguro. Além disso, Rael tinha sempre como fugir em um portal.
— ‘Embora isso não tenha servido para escapar da deusa Eurina.’ — Rael não esqueceu esse pequeno ponto, por isso ele ficou atento a qualquer coisa diferente.
Mais centenas de respirações haviam se passado e no céu escuro quatro pontos surgiam. Eram as violadoras seguindo Lana que vinha voando a frente, Rael abriu um sorriso animado e ficou ali todo cheio de impaciência.
A primeira a pousar foi Lana, em seguida Violeta que já correu e abraçou Rael com força. Em um momento os dois ficaram abraçados e não disseram nenhuma palavra um para o outro, apenas a força do abraço e seus rostos colados um no pescoço do outro, já diziam por si só o que estavam sentindo.
— O que vão namorar agora? Abram espaço para mim. — Emilia reclamou e foi a segunda a abraçar Rael após Violeta abrir espaço. Depois foi Alice. Alice não brigou, não fez birra nem nada, ela apenas chegou e abraçou Rael.
— Eu sinto muito. — Disse a jovem baixinho no ouvido de Rael durante o abraço.
— Sente muito pelo que? — Rael perguntou baixinho de volta mantendo o abraço com Alice.
— Por ter deixado você sozinho... — Disse ela e depois disso soltou bruscamente o menino sem dar qualquer explicação. Durante os abraços as moças tiveram que se agachar para se encaixarem com Rael.
— Que bom que a família está reunida, acho que isso quer dizer que já posso partir. — Disse Lana depois dos abraços.
— Você deve ficar, não vai conseguir sua vingança sem minha ajuda. — Disse Rael surpreendendo ela que ficou encarando o menino sem jeito.
— E por que acha que não? Eu posso ser tão traiçoeira como eles já foram comigo. — Disse a jovem.
— Porque eu posso ajudar a aumentar seu poder, farei o mesmo pelas violadoras, em pouco tempo você estará muito mais poderosa. — Propôs Rael. Lana pareceu cogitar um pouco enquanto todas as atenções se viravam para ela, aquela mulher seria uma poderosa aliada contra todos os tipos de coisas que aparecessem, eles podiam sentir que ela talvez fosse tão poderosa quanto Alexia, embora é claro, ninguém ainda tinha visto o poder total de Alexia.
— E como acha que pode aumentar o meu poder?
— Com todo o conhecimento que tenho, você não tem para que dúvidar de mim. Eu sou afinal o Herdeiro e a cada dia que passa mais memórias retornam. Não vou demorar muito para voltar ao meu auge. — Disse ele cheio de certeza. Naquele momento até Violeta olhou com outros olhos para Rael, olhos de verdadeira admiração.
Violeta ainda se lembrava daquele menino que chegou sem braço a primeira vez que o viu, ele estava cheio de dores e com fome e mesmo assim disse que estava bem. Violeta poderia ter se vingado por Rael se quisesse, e destruído todo o clã Torres naquela época, mas ela preferiu manter as coisas daquele jeito para dar a Rael uma motivação para crescer e se tornar poderoso. Embora a maldição de amar Rael com todo seu coração, dissesse para ela destruir tudo que o feriu, ela lutou para se manter longe de tomar a vingança de Rael e também de entregar seu corpo ao garoto.
— ‘E hoje você já cresceu tanto, não é mais aquele rapaz insensato que só pensava em mulheres.’ — Pensou Violeta. As violadoras podiam ver que Lana era uma mulher linda, porém Rael não tinha nenhum interesse nela, ele parecia nem mais se preocupar com esse fato, talvez por ser um garoto, mas elas não tinham toda essa certeza.
— Não te conheço bem, mas pra se vingar precisa de aliados, nós a ajudaremos se nos ajudar. — Disse Emilia.
— Ela está certa sobre isso, fique conosco, somos mais poderosas juntas. — Disse Violeta.
— Todo aliado e todo apoio é sempre bem vindo. — Disse Alice de modo fechado que parecia mais para si mesmo do que para Lana.
Todos estavam olhando para Lana e esperando a resposta. Lana talvez estivesse pensando em recusar, mas até ela podia sentir que seria uma péssima escolha.
— Precisarei de alguém forte para treinar com as violadoras, você terá esse papel também. — Disse Rael para fechar os motivos da estadia de Lana.
— Eu ficarei, mas não pense que será por muito tempo, se eu sentir que você está demorando ou me enrolando muito eu partirei. E lembre-se, eu quero resultados, quero ver o meu poder aumentar rapidamente. — Disse Lana.
— Se você seguir tudo que eu disser e confiar plenamente em mim terá resultados. — Disse Rael e olhou para o céu. — Está na hora de começar os preparativos para uma vingança muito maior que envolvera todos os mundos, uma vingança que envolvera todo o universo. Eu vou mostrar a todos que foi uma péssima idéia tirar minha vida e a vida das minhas guardiãs. — Disse Rael fechando os pulsos. Todas as mulheres em volta sentiram a firmeza nas palavras de Rael e não duvidaram de nada.
*~*
Em algum mundo distante, vários cultivadores estavam reunidos conversando e bebendo enquanto falavam de seus próprios negócios. Alguns estavam negociando itens e outros em mesas ocupando lugares com suas taças de bebida. Por trás do balcão um homem alto e magro lavava alguns copos dos quais a pouco tinha servido clientes. Todas as atenções se voltaram a jovem de pele branca como a neve e roupas escuras que entrou pela porta do bar. Seus longos cabelos castanhos e lisos exaltavam seu belo rosto e seu lindo corpo, a jovem era tão linda que parecia um sonho distante. Ela parecia pura como um cristal reluzente, embora em seu rosto, tivesse um sorriso ousado que não combinava com sua aparência meiga.
— Ola senhores, eu gostaria de fazer uma pergunta. — Disse Natalia parando no centro do bar. — Eu gostaria de saber se algum de vocês por acaso topou ou viu algum menino ruivo por ai. — A jovem surpreendeu a todos com seu jeito ousado e sua aparência de princesa, uma garota com aquele perfil não era alguém que deveria entrar em um estabelecimento como aquele.
— Eu acho que vi esse garoto. — Disse um homem branco, gordo e grande se levantando de seu assento. — Eu vou levar a jovem moça até o local onde o vi. — E dizendo essas palavras ele começou a se aproximar sem pressa de Natalia. Qualquer um presente podia saber o resultado daquilo, Natalia era afinal uma jovem linda e para eles, ela parecia indefesa.
— Eu vejo a corrupção de sua alma. Você se condenou e condenou a todos aqui, eu terei que ceifar suas vidas. — Disse Natalia enquanto seus olhos se escureciam e uma poderosa aura assassina fluía de seu corpo. Ela levantou as mãos e uma foice cheia de caveiras surgiu em suas mãos, em seguida ela a girou no ar com perfeição. Nessa altura, o gordo já tinha parado de se aproximar e estava suando frio, percebendo que havia mexido com algo que não deveria. Até momentos atrás ele não tinha sentido que ela estava além de um reino final, mas agora ela havia mostrado seu verdadeiro poder.
— Ah propósito, eu não aceito desculpas. — Disse ela com um lindo sorriso e seu corpo explodiu com aura da morte quebrando algumas mesas e cadeiras próximas. Dois homens próximos que estavam numa dessas mesas foram devorados pela aura dela e seus corpos queimaram enquanto fogo escuro da morte os consumiam, eles gritaram momentos antes de seus corpos virarem poeira escura e sumirem no ar.
— Agora é a vez de vocês. Me contarão tudo que sabem mesmo que não queiram. — Disse ela sorrindo e expandiu ainda mais seu poder...
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Por Lord Letal | 21/10/20 às 17:22 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama, +18