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Capitulo 78 - A Aparição de Seimon

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capitulo 78 - A Aparição de Seimon

Tradução: Lord Letal | Revisão: Sneed - Nego

Rael nunca tinha sentido a energia correndo tão viva e tão fortemente em seu corpo. Todo seu corpo estava quente e o poder corria explodindo por dentro de suas veias. Era como se o corpo inteiro pegasse fogo por dentro tamanha era a intensidade do poder.

                A medida que o raio enviado do céu foi se acalmando, o ar em volta de Rael foi voltando ao normal enquanto a chuva continuava caindo.

                Agora a chuva molhava Rael que exibia as mãos abertas sem luvas para si mesmo. Seu corpo ainda brilhava e as veias expandiam energia por dentro como se estivessem aumentando de tamanho. Rael sentiu seu corpo mais vivo, mais sensível por dentro, ele tinha agora um controle muito maior de suas energias.

― Agora meu limite foi rompido ― disse Rael consigo mesmo e sorriu animado.

                Ele tinha lido no mundo completo, um livro sobre os seus poderes, que dizia que ele era restringido, assim como todos os humanos. Ele tinha o poder para quebrar as restrições impostas por deuses do passado. Tais restrições, foram colocadas para que as pessoas não se destruíssem e nem tentassem ser maiores do que poderiam ser. Algo que foi criado para controlar e manter as pessoas no lugar delas.

― Ralf não saia daí, eu não demoro ― disse Rael alto para ele ouvir. Ralf apenas ficou sentado no canto dele sem se preocupar.

Rael se concentrou e foi cercado de intensas ondas de vento que levantaram seu corpo no ar pouco a pouco. Agora que ele tinha um controle mais elevado de seu poder seria possível até mesmo voar, não como alguém do décimo reino, ele jamais poderia comparar velocidade ou precisão, mas já podia voar numa velocidade mediana.

                Rael começou a subir cada vez mais rápido a medida que ia controlando melhor seu poder. Ele ficou a vários metros de altura, de modo que as coisas embaixo pareciam ter ficado bem pequenas.

                As nuvens carregadas continuavam descarregando água e raios. Os vários trovões rugiam segundos depois que os raios cortavam o ar nas regiões próximas e as vezes do lado de Rael.

Rael parou no ar próximo as nuvens e concentrou toda sua energia liberando uma intensa aura branca. Ele fechou os olhos e recitou um encantamento de cultivo na mente, sua voz soava como se estivesse em transe em um tipo de oração.

Os raios começaram a serem puxados para Rael. Em vez deles passarem pelo ar, eles vinham e batiam iluminando o corpo de Rael. Seu corpo se cobria de energia brilhando por breves segundos até ser sugada por ele que continuava recitando a oração. Rael se manteve flutuando de olhos fechados próximos as nuvens.

Ele ficou em transe por uma hora inteira enquanto a chuva durou e durante todo o tempo ele continuava puxando os raios e cultivando aquele violento poder que para ele era apenas como uma leve brisa quente batendo em seu corpo.

Rael foi forçado a parar porque a chuva parou e as nuvens começaram a se abrir. Ele conseguiu subir quatro níveis em apenas uma hora, aquilo era tão rápido quanto matar. Isso o deixou muito satisfeito.

― Ótimo, estou no nível cinco do quinto reino agora. Não vou demorar muito para aumentar meu poder com tudo que eu descobri ― disse ele sozinho enquanto descia voltando para encontrar Ralf. Quando Rael tocou o chão, ele sentiu algo estranho vibrando no peito, era uma energia diferente da que ele tinha trabalhado antes.

Essa energia saiu sozinha do corpo dele por vontade como se fosse uma pequena esfera amarela flutuante. A própria esfera se desfez no ar como se explodisse. Um redemoinho foi formado e Rael se surpreendeu quando apareceu o velho Seimon, o velho barbudo que tinha o salvado quando ele caiu do penhasco.

― Seimon? Você voltou? ― perguntou Rael surpreso.

― Ola Rael, se estou aqui aparecendo agora é porque você conseguiu liberar parte do seu verdadeiro poder. Não me faça perguntas porque não irei poder responde-las, eu sou apenas uma mensagem gravada e deixada para trás. Apenas me escute ― dizia o velho olhando para o nada. ― Eu não poderei voltar aqui pessoalmente depois do que descobri, nem me lembrarei se quer de ter descoberto isso porque apagarei minhas memórias para que os outros não saibam. Fiz essa gravação enquanto estávamos indo encontrar Violeta e plantei em você antes de partir ― dizia o reflexo transparente de Seimon. Rael ficou quieto surpreso.

― No inicio eu pensei que você seria apenas uma pessoa comum que ia me trazer divertimento, cresceria e se vingaria das pessoas que fizeram da sua vida um inferno, mas enquanto eu estava trazendo você de volta eu descobri sobre sua verdadeira origem. Foi por essa razão que decidi levá-lo para Violeta. Existem mais duas Violadoras nesse mundo e através do seu poder você poderá encontrá-las. Você precisará de aliados poderosos por causa do que está por vir, e nada é mais confiável do que uma Violadora liberta por um beijo.

― Se me encontrar futuramente já sabe que eu não me lembrarei de você, por isso não adianta vim atrás de mim. Aqui deixo minha contribuição para o seu renascimento e rezo para que você não seja encontrado por mais ninguém antes do tempo. Quando eu sumir depois das ultimas palavras, irá aparecer um medalhão que eu preparei para você. Esse medalhão ocultará seu poder de forças maiores e o ajudará a encontrar as outras Violadoras, lembre-se, você precisa delas para sua própria proteção, então tente encontrar o maior número possível. Agora tudo que posso dizer é boa sorte, espero que após morrer e renascer você esteja mais inteligente que antes, ou pelo menos fique.

Depois de dizer isso. Seimon se tornou um redemoinho de poder mais uma vez e sumiu lentamente sendo sugado por uma pequena pedra redonda dourada que surgiu no ar e ficou flutuando, a pedra ainda criou uma corrente de prata formando em volta do medalhão, depois ela parou de se tremer e caiu no chão.

                Rael ainda ficou um tempo parado digerindo as ultimas informações recebidas. Não havia mais nenhuma presença de Seimon, não havia mais nada. Rael se agachou e pegou o medalhão redondo do chão que brilhou em sua mão, ele teve uma visão da caverna que um dia esteve com Rose, onde havia homens mortos e uma proteção facilmente rompida por ele. Depois disso o medalhão parou de brilhar e se estabilizou.

― Então ali tinha outra Violadora? ― se perguntou Rael e em seguida colocou o medalhão em seu pescoço. Como ele confiava em Seimon ele seguiria seu conselho, não havia nenhum motivo para ele não acreditar. Se Seimon dizia que ele precisava de aliados fortes então assim ele o faria.

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                Rael voltou para casa e não teve problemas de passar escondido novamente pela muralha. Os guardas eram fortes, mas estavam tão acostumados com a normalização que não se esforçavam muito em sua vigiar direito.

                Entrando em casa Rael se surpreendeu ao encontrar Natalia na sala. A garota estava bem arrumada e cheirosa, sentada no sofá e quando Rael chegou, ela se levantou timidamente e disse. ― Bem vindo de volta.

― Obrigado ―disse Rael meio sem jeito. ― Onde está minha esposa?

― Ela foi se deitar mais cedo, estava cansada. Está com fome? Eu esquento a comida pra você ― disse Natalia se adiantando e seguindo para a cozinha na frente de Rael.

                Rael estava com fome por isso a seguiu e sentou-se na mesa esperando. Ele estava achando muito estranho a maneira que sua irmã estava o tratando, sem mencionar o fato de que ela estava muito bonita e até maquiada, a menina estava usando até mesmo um leve batom rosa. O mais estranho ainda era Mara não estar acordada o esperando. Ele podia sentir a aura de Mara e ela parecia está no quarto como Natalia havia dito.

― O macarrão fui eu que fiz, você gosta? ― perguntou Natalia se virando de lado.

― Sim por favor ir... ― Rael já ia a chamar de irmãzinha quando travou de repente.

― O que ia dizer? ― perguntou a garota curiosa virada de costas para o fogão.

― Nada ―disse Rael sem jeito.

― Se você tiver alguma preferência pode me contar sem medo ― disse ela. Rael apenas ficou quieto em seu lugar com um sorriso sem jeito olhando as costas de sua linda irmã.

Ele nunca imaginou que um dia poderia ficar assim com ela, a sós e a vontade. Na verdade, ele estava até um pouco nervoso, ele estava tão feliz por poder estar com sua irmã que tudo parecia até uma mentira. As vezes ele pensava que poderia acordar de repente, e que tudo isso poderia ser um sonho ou coisa de sua cabeça. Se não parecesse muito estranho, ele abraçaria todos os dias sua irmã e beijaria seus cabelos de tanta felicidade que sentia de estar com ela novamente. Ela era sem duvida muito especial para Rael. As poucas memórias boas que ele tinha, estavam todas com ela presente, como ele poderia não amar essa garota?

                Rael comeu com a companhia de sua irmã e sentiu que ela o olhava com muita frequência. Não só isso, ela estava até um pouco sorridente.

                Rael teve que admitir que Natalia tinha um jeito meigo muito lindo, era como uma pequena fada sorridente, principalmente quando ela escorava o rosto nas mãos sobre a mesa. Parecia um pequeno anjo o olhando.

― Eu acabei, seu macarrão estava mesmo bom ― elogiou Rael e levantou da cadeira. Do outro lado da mesa Natalia fez o mesmo com um leve sorriso.

― Obrigada. ― disse ela sem jeito.

                Rael saiu caminhando para a sala e Natalia o seguia timidamente, ele já ia subir as escadas quando foi interrompido por ela.

― Você está indo onde? ―perguntou ela seguindo Rael para a sala.

― Estou subindo para o meu quarto por que? ― perguntou Rael parando no caminho e se virou de lado para ela. Natalia parou, levou as duas mãos para trás e perguntou timidamente.

― Poderia me fazer companhia aqui na sala por um pouco de tempo?

― O quanto você quiser ― disse Rael e seguiu a irmã. Os dois se sentaram lado a lado no mesmo sofá.

― Sobre o que você quer conversar? ― perguntou Rael e olhou sua irmã de lado. Rael percebeu que ela estava inquieta. A garota estava ficando cada vez mais vermelha e tremula.

― Natalia? Você está bem? ― perguntou Rael preocupado.

―A gente... a gente nunca conversou sobre nós, sobre as coisas que gostamos, sabe, somos noivos e nem nos conhecemos ainda ― disse a garota sorrindo sem jeito e olhou Rael rapidamente antes de se virar nervosa para o outro lado.

― Ah é sobre isso ― disse Rael aliviado por saber que a irmã só estava com vergonha, mas no momento seguinte ele já ficou tenso também. Porque Natalia parecia está cada vez mais interessada nele. Isso era algo bom e ao mesmo tempo ruim para Rael, aquele era um sentimento estranho no final das contas.

― Eu não sou metida nem arrogante por ser filha do patriarca, eu sou uma garota simples que gosta de flores e de rosas ― a garota começou dizendo com um certo nervosismo, mas em segundos ele se acalmou e até começou a sorrir. Ela ficava facilmente mais calma na presença de Rael ― ah é! Também gosto de animais, gosto de cachorros e eu amo gatinhos, mas meus pais nunca aceitaram ter qualquer animalzinho em casa ― disse a garota animada, ela já tinha até esquecido a vergonha de a pouco. Rael ficou ouvindo e sorriu vendo a irmã conversa com mais alegria. ― Eu adoro nadar. Gostava muito quando minha prima me levava para um açude aqui perto e a gente nadava, acho que amo água mais do que os próprios peixes hehehe ― disse ela rindo. Ela fez uma pausa e olhou para Rael do lado que mantinha um sorriso ouvindo a animada irmã.

― Sua vez ― disse a garota.

― Minha vez? ― perguntou Rael.

― Eu disse varias coisas ao meu respeito, agora é hora de você falar um pouco de você ― disse ela e ficou na expectativa com os olhos brilhando. Rael pensou por um breve segundo passando a mão no queixo.

― Eu também gosto de animais como você ― disse Rael se lembrando de Ralf. ― Eu gosto de ver as estrelas no céu, acho bonito o brilho. Deixa eu ver o que mais ― Rael ficava pensando antes de falar. ― Gosto de comer de beber, de treinar a sei lá, é várias coisas ― disse Rael. Natalia ouvia tudo atenta e curiosa do lado.

― Ah não vale! Você quase não me contou nada ― reclamou a garota um pouco emburrada e Rael acabou rindo e se empolgando do jeito da menina.

― Na verdade tem uma coisa que eu gosto muito ― disse Rael se lembrando de Mara (do sexo) e antes dele prosseguir ele se lembrou de Heitor. ― Eu... é de lutar! Isso de lutar! ― mentiu Rael sem jeito. Na verdade não é que ele achava ruim, ele só quase tocou em um assunto que não deveria.

― O que mais? ― perguntou Natalia.

― Acho que já falei a maioria das coisas de mim. Sua vez agora ― disse Rael e se voltou pra garota. Natalia passou a mão nos cabelos enquanto sorria e olhou pensativa para o lado.

― Você ta me enganando. Você não disse quase nada ― disse ela olhando para Rael um pouco chateada.

― É que eu não tenho muita coisa para contar agora ― disse Rael de volta. Só em estar junto a ela, Rael já se sentia extremamente confortável. Na verdade os dois se sentiam assim um com o outro.

― Tem uma coisa que eu gosto. Você tem que guarda segredo, você deve me prometer antes que não contara pra ninguém ― exigiu a garota.

― Eu prometo o que você quiser ― disse Rael calorosamente para a garota. Quando ele estava com ela, não conseguia evitar o pensamento de que por ela, ele faria mesmo qualquer coisa nesse mundo.

― Você sempre agi assim comigo. Por que você sempre diz isso? ― perguntou ela.

― por que é verdade, você é a coisa mais preciosa da minha vida ― disse Rael. Natalia ficou tão vermelha que seus olhos se abriram um pouco mais. Ela respirou fundo e bateu as mãos nas pernas nervosamente olhando em volta, depois mordeu os pequenos lábios por um rápido instante. Rael não conseguia negar que sua irmã tinha um jeito muito fofo, ele se derretia só por olhar aquela garotinha sem jeito.

― Eu gosto de dançar! ― disse ela se virando para ele e continuou com mais calma. ― A verdade é que eu faço passes escondido dos outros, nunca deixei ninguém me ver dançando. Morro de vergonha, por isso você não pode contar isso a ninguém ― disse a menina com um sorriso cativante. Rael sorriu de volta animado com o jeito alegre dela, aquilo deu a ele vontade de beijar o rosto dela, então ele aproximou o rosto e no reflexo Natalia se virou no mesmo instante, ele acabou sem querer dando um selinho nela, pegando metade da boca da menina e do rosto.

― Natalia desculpe, eu não fiz por que quis ― se explicou Rael se voltando para trás rapidamente e com vergonha.

― Tudo bem eu sei, foi culpa minha. Você também é meu noivo então não tem problema ― disse a menina vermelha.

                Os dois ficaram em silencio por alguns segundos. Rael ficou sem jeito ainda perdido com o que tinha ocorrido e levou uma mão a boca indiretamente, por um breve momento ele tocou nos pequenos lábios macios da irmã, mas ele não sabia exatamente como estava se sentido por isso.

                Natalia apertou as mãos nas alças da saia enquanto olha para frente, ela não viu Rael levando a mão a boca. Ela estava querendo pedir algo a Rael, mas estava muito nervosa. Ela fechou os olhos se concentrando se virou para Rael depois de se decidir.

― Samuel, será que você quer me beijar? ― perguntou Natalia surpreendendo Rael.

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                No quarto acima Mara estava em pé para encostada a parede mordendo as unhas enquanto ouvia toda a conversa entre os dois. Foi ela que propôs a Natalia todo o plano. Depois que Rael havia saído, as duas discutiram o que sentiam por Rael e Natalia assumiu que gostava dele, mesmo que parecesse muito estranho e repentino. Mara em seguida elaborou um plano para saber se Rael gostava mesmo dela, ou se tinha apenas pena. Natalia concordou com todo o plano porque também estava curiosa. Mara garantiu que se Rael estivesse mesmo afim dela de verdade, então ele a beijaria, se não estivesse, ele iria inventar uma desculpa qualquer.

― O que você vai fazer agora Samuel? ― perguntou Mara baixinho quase arrancando a unha da mão. Se ela não ouvisse nada pelos próximos segundos, então os dois estariam se beijando. Ela não podia se arriscar e abrir a porta para tentar ver alguma coisa, Rael poderia sentir a aura dela e recuar no mesmo instante.

Por Lord Letal | 29/11/17 às 16:16 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama