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Capitulo 79 - Violadoras

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capitulo 79 - Violadoras

Tradução: Lord Letal | Revisão: Sneed - Nego

Rael ficou olhando Natalia como se não acreditasse nas ultimas sentenças que ela havia pronunciado.

― Beijar você? ― Ele até teve que pergunta novamente para ter certeza.

― Você não quer? ― perguntou a garota de volta. Natalia estava muito nervosa, porque isso a fazia se lembrar de algo que a assustava, mas ao mesmo tempo o peito dela estava levemente quente, era como se, ela não quisesse e ao mesmo tempo quisesse fazer aquilo. Sem contar que ela também queria saber os sentimentos de Rael. Se Rael não quisesse beijá-la, então sua prima Mara estaria certa, tudo que Rael havia feito por ela, era por pena e não por amor.

                Rael tinha feito o mesmo raciocínio de Natalia. Ele soube no mesmo instante o que ela pensaria se ele não a beijasse. Rael queria contar a verdade, mas não era hora e ele não sabia como sua irmã ficaria quando soubesse.

― Porque eu não iria querer? Você é a pessoa mais especial para mim ― disse Rael e aproximou o rosto do de Natalia. Quando Natalia ouviu aquilo ela sentiu o coração quase saltar para fora de tanta alegria, a garota ficou tão contente que sorriu até sem querer enquanto Rael se aproximava com o rosto.

                Natalia apertava os lábios se sentindo tensa, por um momento ela achou que fosse surtar, que empurraria Rael e sairia correndo, mas seu corpo estava calmo, ele estava aceitando a aproximação de Rael.

― Quer mesmo fazer isso? Você tem certeza? ― perguntou Rael parando com a boca quase na encostada dela. Natalia continuava nervosa, ela apertava os lábios e piscava os olhos mais vezes do que seria preciso.

― Eu quero ― disse a garota fazendo uma pausa e acrescentou. ― Eu quero tirar tudo de ruim que ficou na minha mente. Me beije ― disse ela e fechou os olhos esperando.

                Os dois estavam tão perto que era possível sentir a respiração um do outro. Rael foi virando levemente o rosto para se encaixar melhor com os lábios da garota, mas ele ficava naquela indecisão se faria ou se não faria. Natalia continuava de olhos fechados esperando.

― Natalia eu só preciso dizer uma coisa antes ― disse Rael, os lábios estavam tão próximos que quase se tocavam quando ele falava. Ela abriu os olhos encarando ele de volta.

― O que é? ― perguntou a garota preocupada.

― Eu só quero dizer que independente do que aconteça no futuro, eu amo você, de qualquer forma que você queira que eu ame. Porque você sempre foi especial para mim ― quando Rael terminou de pronunciar aquelas palavras, ele finalmente fechou os olhos e tocou os lábios dela, a garota chegou a tremular de leve os lábios quando Rael encostou. Natalia também fechou os olhos em seguida sentido os lábios de Rael deslizarem pelo dela. Ela não teve repulsa, ela não teve nojo, ela não teve medo, seu corpo aceitou completamente Rael.

                Eles se beijaram suavemente e sem uso de língua, era apenas o toque continuo entre os lábios, que se esfregavam suavemente um no outro, as vezes as bocas ficavam meio abertas para os lábios correrem. Um beijo envolvendo os lábios e um intensa respiração.

                Rael envolveu a cabeça da garota com as mãos e ela em retorno, segurou a cintura de Rael, com uma mão em cada lado.

                Para Rael era estranho estar beijando sua irmã daquele jeito, mas ao mesmo tempo ele gostava. Aquilo fazia ele se sentir mais apegado a irmã, mais próximo, mais a vontade, não parecia haver um conceito ou uma palavra para definir a sensação exata do que estava sendo aquele beijo para ele. Só era o que era, era um momento especial criado e apreciado pelos dois. Embora ele soubesse que era errado, ele também não estava se importando. Se aquilo era um desejo dela então ele com certeza cumpriria.

                Para Natalia aquilo era completamente diferente. Rael era como seu príncipe encantado que tinha surgido de um mundo mágico.

Quando ela foi beijada a primeira vez por Heitor ela sentiu nojo, mal estar, ela sentiu ânsia de vomito e seu corpo o rejeitava completamente, tanto que para ela o aceitar, Heitor tinha que bater e espancá-la. Quando Rael a beijou tudo foi diferente, ela não sentiu nenhum mal estar, muito pelo contrario, ela se sentiu bem, sentiu como se estivesse flutuando, sentiu como se quisesse ficar para sempre assim com Rael.

                Os dois continuavam se beijando naquele mesmo estado lento. Rael não ousava mover suas mãos além da cabeça da garota e ela por sua vez continuava apenas segurando Rael naquela mesma posição, com as pequenas mãos em sua cintura.

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Lá em cima Mara deslizou na parede de costas até se sentar, porque ela entendeu o que havia acontecido. Ela não precisava ver, nem ouvir, o silencio já era a resposta que ela queria. Ela apertou as mãos e relaxou em seguida, ela não estava com raiva da prima, aquilo não era culpa dela, ela estava era com ciúme de Rael. Ciúme por ele estar beijando outra garota. Quando Mara pensava no quanto tinha apaixonado por Rael, ela nem acreditava nela mesma. Justo ela que quase não acreditava nessa coisa de amor.

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                Rael afastou lentamente os lábios de Natalia. Os dois se olharam por alguns segundos e sorriram sem jeito.

― Você está bem? ― perguntou Rael cuidadosamente.

― Muito bem ― disse Natalia sorrindo e uma lagrima escorreu dos seus olhos.

― Ta chorando ― disse Rael e estendeu a mão limpando a lagrima dela no dedo.

― É de felicidade por ter te conhecido ― disse a garota sorrindo docemente. Rael sorriu de volta e abraçou a garota mais uma vez, mas dessa vez sem beijo.

― Eu vou cuidar de você para sempre ― disse Rael no ouvido da menina.

― E eu quero estar assim com você para sempre também ― disse a garota de volta.

                Os dois se afastaram e Rael foi o primeiro a se levantar. Natalia entendeu e se levantou em seguida. Os dois ficaram em pé se olhando por alguns segundos.

― Eu acho que vou pro meu quarto, você ainda quer conversar alguma coisa? ― perguntou Rael cuidadosamente.

― Não eu já conversei tudo o que queria ― disse ela timidamente.

― Então eu vou indo ― disse Rael sem jeito e antes de sair, ele não sabia se beijava ela de novo ou não. Ela também não sabia então os dois ficaram se olhando por um tempo como dois bobos.

― Boa noite ― disse Rael passando por ela depois que se decidiu e não fez mais nada, apenas passou caminhando.

― Boa noite ― respondeu ela e esperou Rael subir as escadas.

                Natalia foi para a cozinha e ficou sorrindo sozinha sem jeito enquanto se lembrava do que havia acontecido. Pelo beijo ela soube que amava Rael e que ele a amava verdadeiramente, mas ela já tinha sentido isso pelas palavras dele, o que ela mais teve certeza hoje foi dos próprios sentimentos por ele. Eles eram reais.

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                Quando Rael entrou no quarto, encontrou Mara deitada e coberta com o cobertor até os ombros, virada para o outro lado. Ele não fez barulho. Apenas fechou a porta, retirou as roupas ficando apenas de cueca e deitou-se por trás de Mara, ele a abraçou sem fazer muito barulho ou movimentos bruscos.

                Mara estava acordada olhando a parede, ela fingia estar dormindo quando sentiu o braço azul de Rael cruzar por cima dela. Ela também sentiu quando ele a beijou nas costas, tudo bem sutilmente. Mesmo estando um pouco chateada ela sorriu satisfeita antes de fechar os olhos e tentar dormir de verdade.

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                Rael se levantou da cama e já foi direto na presença de Violeta, que como sempre, estava lendo alguns livros sentada de frente a uma mesa.

― Precisamos conversar ― disse Rael chegando do lado dela.

― E sobre o que seria? ― perguntou ela de volta se virando para Rael enquanto deixava o livro sobre a mesa.

― Sobre você, sobre sua raça. Existem mais de vocês não é? Quantas no total? Todas vocês são irmãs? O que são afinal? ― perguntou Rael. Violeta ficou olhando Rael curiosamente e perguntou em seguida.

― Por que de repente ficou interessado nisso?

― Por que eu preciso saber Violeta, eu vi Seimon de novo ― disse Rael.

― Você o viu? ― perguntou Violeta apressadamente e já saltou a frente de Rael agarrando os braços dele ― Se você o viu me diga onde ele está?

― Ele deixou uma imagem gravada no meu corpo para aparecer quando eu despertasse meu poder, ele não está aqui presente, ele nem deve se lembrar de mim nesse momento ― explicou Rael. Violeta se acalmou tirando as mãos de cima dele e olhou desanimada para o lado.

― Você tem essência de demônio não é? Me fale de você. Eu quero saber tudo Violeta ― disse Rael e segurou a mão dela pelo pulso.

― Você não irá gostar do que vai ouvir, eu nem mesmo quero falar disso ― disse ela olhando desanimada para Rael.

― Não importa o que, você precisa me contar Violeta. Por que Seimon disse que nada é mais confiável do que uma violadora despertada com um beijo? E por que vocês são tão poderosas ao que eu entendi?

― O que ele disse exatamente, pode me contar com todos os detalhes? ― perguntou Violeta se voltando para Rael.

                Rael explicou o que aconteceu. Explicou que fez a liberação de seu poder e que já podia até mesmo voar. Violeta ficou muito admirada, alguém no quinto reino podendo já voar isso era completamente fantástico. Rael então contou as coisas que Seimon disse depois.

― A entendi, então você não é mesmo uma pessoa comum, não se trata de uma herança, se trata de um renascimento ― disse Violeta depois de se virar de lado.

― Agora você pode me explicar porque eu poderia confiar em outras violadoras? O que ele quis dizer com isso?

― Eu só preciso dizer uma coisa a você. Se a pessoa que despertar uma violadora for morta, então a violadora volta a dormir e é atirada para o mesmo lugar de antes, todos os selos são repostos para que ela continue dormindo outra vez― disse Violeta deixando Rael curioso.

― Por isso eu posso confiar? Simplesmente porque se algo me acontecer você voltaria para aquela câmera? ― perguntou Rael um pouco desapontado.

― Sim o que mais você queria?

― Que você me falasse mais de você. Eu preciso saber ― insistiu Rael.

― Por que Rael? No final isso não é importante.

― Não é importante? Violeta você é muito importante pra mim. Você é minha mestra e meu primeiro amor, como isso não é importante? Qualquer coisa de você é importante para mim ― disse Rael segurando firmemente o pulso dela.

― Tudo bem você quer mesmo saber? Vou contar então, espero que não se arrependa depois do que vai ouvir. Não sei quantos mil anos atrás eu e mais vinte quatro belas mulheres fomos reunidas e oferecidas como sacrifício para um poderoso deus Imperador Demônio. Na época ele era conhecido como a entidade mais perigosa de todo o universo e estava irritada, ameaçava destruir todos os mundos. Nós fomos escolhidas e reunidas como as mulheres mais belas de cada planeta e fomos entregue a ele. Não éramos irmãs, nem éramos conhecidas uma das outras, éramos apenas objetos que foram usados para aplacar a fúria de um deus perverso ― disse Violeta e suspirou olhando para o lado fazendo uma pausa. ― Todas nós pensamos que íamos morrer nas mãos dele, mas ele, ele acabou se afeiçoando e começou a desenvolver sentimentos por nós. Ele tentou ter relações sexuais como uma de nós, mas a mulher morreu no mesmo instante em que foi tocada, nossos corpos eram muito frágeis para aguentar tão grande conexão. Em sua fúria insana, ele nos prendeu e buscou respostas que pudessem dar a ele o poder de nos tocar sem nos matar.

― Ele era humano? Como um homem normal? ― perguntou Rael surpreso assim que Violeta fez uma curta pausa.

― Ele tinha a forma de um homem normal sim, mas era bem maligno por conta de seu poder amaldiçoado. Se já me viu de olhos escuros, então imagine isso dez vezes pior.

― Depois de pesquisar muito, ele descobriu um jeito de nos possuir, ele tinha que dividir seu poder conosco, nos abençoando com sua própria maldição. Então ele nos transformou no que você conhece agora, uma violadora. Nós ganhamos poderes demoníacos e ficamos ainda mais sensuais do que éramos antes.

― Por isso você disse que eu deveria ter mais experiência sexual ― disse Rael se lembrando do que Violeta disse tempos atrás quando tentou ficar com ela.

― Sim. Nossos corpos são banhados em maldição. Fomos transformadas e criadas para o prazer sexual ao limite. Tocar uma violadora é muito mais intenso do que tocar uma mulher comum.

― Bom e como terminou a história do Imperador Demônio? ― perguntou Rael curioso. Mas não conseguiu parar de pensar sobre essa coisa de tocar uma violadora...

― Por um tempo fomos mulheres obedientes nas mãos dele e ele fazia o que queria conosco. Mas começamos a perceber que ele não era mais tão poderoso, o poder dele tinha decaído muito depois de dividir com vinte quatro mulheres. Então nos cansamos de ser brinquedos sexuais, nós queríamos ter nossa própria liberdade. Nos unimos e o enfrentamos, mas no fim, não éramos capazes de matá-lo. Então tudo que conseguimos fazer foi selá-lo.

― E depois? Vocês ficaram livres? ― perguntou Rael curioso.

― Livres? Muito pelo contrario. Antes de nos deixar ele perguntou porque nós o traímos, ele jurava ter um grande amor por cada uma de nós e não entendia como não podíamos sentir o mesmo. Nós respondemos que queríamos liberdade e não ser apenas um brinquedo sexual, então ele usou seu ultimo poder sobrando e lançou uma maldição contra todas nós. Ele nos fez sermos arremessadas e espalhadas por vários mundos, caindo em um sono profundo onde só poderíamos ser despertadas com um beijo de um homem, adicionou os selos amaldiçoados e nos colocou em sono eterno. Ele tinha o poder para nos matar, mas não fez, não teve coragem ― disse Violeta olhando de lado e Rael pôde notar um olhar frio dela.

― Então eu despertei você com o beijo? Nesse caso você não me faria mal porque não ia querer voltar a dormir certo? ― perguntou Rael.

― Certo, essa é a ideia ― disse Violeta.

― Você tem raiva de mim por eu desejar você? ― perguntou Rael um pouco preocupado depois de ouvir a história de Violeta.

― Rael eu nunca ia ter raiva de você ― disse Violeta e olhou Rael docemente, ela aproximou o rosto e beijou os lábios de Rael levemente. ― Eu só não queria contar a história, pra você não saber que já estive nas mãos de outro homem. Você não ficou com nojo de mim não é? ― perguntou Violeta.

― Como eu ficaria? ― respondeu Rael e beijou ela novamente a agarrando pela cintura e a puxando. ― Você é a mulher mais linda que já conheci, a mulher que me deu a segunda chance, a mulher que fez minha vida ter algum significado de novo ― disse Rael abraçando aquele corpo quente e cheiroso. Violeta sorriu e correu a ponta do dedo pelo rosto de Rael, depois ela se afastou e Rael liberou ela de seus braços.

― Bom agora você já sabe a história de uma violadora ― disse ela.

― Então eu posso mesmo confiar em todas Violeta?

― Pode com toda certeza, desde que seja você a libertá-las elas jamais o trairiam.

― Por que eu sinto que você ainda me esconde algo? ― insistiu Rael. Violeta estava de costas para ele agora.

― Se eu escondo alguma coisa de você é para o seu próprio bem. Você já sabe o necessário. Uma violadora não machucaria o homem que a desperta ― disse ela e olhou de lado para Rael. ― Mas você deve saber que reunir muitas de nós pode ser perigoso ao mesmo tempo que pareça seguro. Nós somos as mulheres mais desejadas do mundo, tem que ter cuidado no que você está tentando fazer, porque você jamais deve nos exibir por ai, a não ser que seja extremamente necessário.― afirmou Violeta.

― Mas foi ideia do Seimon.― Retrucou Rael.

― Mas seja cuidadoso, as outras podem não pensar tão cuidadosamente como eu ― explicou Violeta.

― Outra coisa que eu quero saber. Você soube de Isabela antes de mim e eu li muitos livros, mas não tive informações dela. O que você descobriu sobre Isabela? ― perguntou Rael.

                Violeta ouviu a pergunta de Rael e sentou-se enquanto se lembrava do dia da ilha. Foi uma grande coincidência aquele encontro.

Por Lord Letal | 29/11/17 às 16:17 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama, +18