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Capitulo 82 - Cultivação (Parte 1)

O Herdeiro do Mundo (HDM)

Capitulo 82 - Cultivação (Parte 1)

Tradução: Lord Letal | Revisão: Yamasuke

Rael continuou olhando Natalia que fez uma expressão difícil e abriu levemente os olhos enquanto mordia os lábios. O poder dela explodiu empurrando Rael meio metro.

Uma imensa aura transparente cercou a garota, formando uma forte ventania para todos os lados. As roupas dela começaram a ser consumidas, como pedra virando areia, era muito poder saindo de uma vez do corpo. Os cabelos dela foram lançados para cima e não baixavam de maneira nenhuma por causa do intenso vento.

― Samuel! É muito forte! Minhas roupas! ― Natalia cobriu aquela região especial com as duas mãos porque a saia longa dela estava sendo consumida em segundos, com calcinha e tudo.

― Tudo bem se acalme! Eu!... eu... ― Rael ficou sem palavras porque não sabia o que dizer.

O poder que fluía da irmã era monstruoso demais. Se eles estivessem em casa as paredes não iam aguentar. Para roupas serem destruídas assim era preciso um poder muito alto.

― Samuel! Eu to nua! Se vire! Se vire! ― a garota gritava desesperada porque até seus pequenos peitos estavam a mostra.

Gradualmente toda a roupa dela foi esfarelada. Ela continuava se protegendo com as mãos e para se esconder melhor, ela se agachou e fechou as pernas podendo assim levar as mãos para os sensíveis peitos.

                Rael se virou de costas porque seu coração tinha acelerado. Sua irmã não tinha aquele corpo magnífico de uma mulher formada, mas ainda era linda e qualquer homem no mundo que a visse ia perder um pouco o controle. Mas contudo, ela era sua irmã, Rael jamais ousaria desrespeitá-la.

― Tudo bem eu não vou me virar! ― gritou Rael para acalmar a irmã.

Natalia estava tremendo porque aquela situação a fez se lembrar de Heitor. Isso trazia memórias de outras agressões, aquela vez com Rael foi a única que ele foi tão longe, mas não foi a única que ela sofreu nas mãos dele. Houve outras vezes que ela apanhou por se recusar e conseguiu fugir por ter pessoas por perto.

― Natalia, está me ouvindo? Eu jamais faria nada com você, então não tenha medo. Agora você precisa se acalmar e se concentrar, comece a cultivar imediatamente, nesse momento nenhuma roupa vai aguentar. Enquanto você não conseguir controlar esse poder, ele vai continuar as destruindo mesmo que você coloque outras peças ― disse Rael.

― Eu não consigo! Eu não consigo me concentrar desse jeito! ― gritou ela de volta agarrando o próprio corpo com todas as forças, como se fosse a coisa mais preciosa dela.

― Eu prometo não vou me virar, vamos você consegue ― disse Rael de volta. Ele continuava de costas para sua linda irmã.

― Não dá, eu não consigo, não consigo, não consigo! ― repetia ela desesperada e continuava apertando as pernas e as mãos nos peitos.

― Precisa de minha ajuda? ― perguntou Rael.

― Não! Não quero que você me veja assim, eu não quero ― disse ela sempre nervosa.

― Mas se não fizermos nada, você não vai conseguir cultivar ― disse Rael.

― Eu não quero cultivar agora! Não quero ― disse Natalia que não conseguia se libertar de seus sentimentos. Ela ficava a todo momento se lembrando de Heitor. Seu coração não parava de bater. Ela até se tremia.

― Natalia, estou indo ai ― disse Rael ainda de costas.

― Não! De jeito nenhum! Não venha aqui! Não se vire! ― disse a garota.

― Eu não vou olhar, mas vou para perto de você. Você disse mais cedo que meu toque te acalma? E se eu ficar perto de você? Eu não vou olhar.

― Perto de mim? Não Samuel! Não quero isso! ― disse Natalia olhando as próprias pernas enquanto sua respiração continuava acelerada. Seu poder continuava transbordando em volta.

― Não tem outro jeito, feche os olhos ― disse Rael.

― O que você vai fazer? ― perguntou ela apreensiva.

― Você não confia em mim? Feche os olhos ― pediu pela segunda vez.

Natalia estava tensa porque não conseguia parar de se lembrar. Ela lembrava do ardor insuportável e da violência que sofreu várias vezes nas mãos de Heitor.

― Tá bom, mas não olhe pra mim, por favor ― pediu a garota obedecendo, porque ela mesma sabia que não ia conseguir superar aqueles pensamentos sozinha.

                Rael esperou alguns segundos e virou-se.

― Continue de olhos fechados, não abra até que eu diga ― disse Rael.

Natalia continuava apertando as pernas e segurando os peitos enquanto tremia. Ela mantinha os olhos fechados e apertava os lábios. Rael nem precisava olhar para saber o que a irmã estava sentindo. Ele, melhor do que ninguém, sabia o que era ter más lembranças.

                Rael queria ficar forte rápido para eliminar todo o clã Sarbaros, só assim, ele ia se sentir melhor.

                Rael caminhou olhando para o lado vendo apenas o vislumbre dela. Embora ele não olhasse diretamente, ele ainda via toda silhueta da garota enquanto se aproximava. Rael ficou de costas para ela e parou. Depois ele se agachou calmamente.

Natalia sentiu Rael se encostando a ela e deu uma leve tremida enquanto gemia com “Ai”. Ela quase retirou as costas de perto de Rael por instinto de defesa. Mas em poucos segundos ela foi relaxando, Rael mesmo sendo homem não a deixava do mesmo jeito que Heitor quando costumava chegar perto dela.

                Mesmo com toda aquela aura, Rael não teve problemas em ficar perto da irmã. Embora suas roupas e seus cabelos também estivessem sendo sacudidos. Nem chegavam perto de esfarelar.

As roupas dos cultivadores costumam ter sua aura e assim, parte da proteção que impede de ser destruída tão facilmente.

― Tudo bem, eu não tô olhando. Estou de costas atrás de você, não posso ver seu corpo então você não precisa ficar com medo. Agora abra os olhos ― disse Rael olhando a parede a frente.

                Natalia estava tensa ainda, mas já tinha conseguido relaxar um pouco. Suas costas finalmente ficaram a vontade encostadas nas de Rael.

― Me dê sua mão ― disse Rael estendendo a mão esquerda de lado.

― Minhas mãos estão cobrindo os peitos ― disse ela sem jeito ainda nervosa, mas comparada a antes estava muito mais calma.

― Está tudo bem, eu não estou vendo, então você pode relaxar ― explicou Rael.

Natalia mordeu os lábios e lentamente soltou seus peitos enquanto diminuía a força que os segurava, depois ela estendeu a pequena mão direita e segurou a forte mão de Rael.

― Pronto. Agora você já pode cultivar, eu estou aqui com você e nada vai acontecer, também não posso ver seu corpo porque estou de costas, certo? Você agora não tem mais nenhuma preocupação ― explicou Rael.

― Você não vai mesmo olhar? ― perguntou ela apreensiva.

― Não, eu não vou, eu não ousaria mentir pra você, pode ficar despreocupada ― disse Rael seriamente. Natalia suspirou algumas vezes tentando acalmar o resto do seu coração.

― Vou tentar ― disse a garota apertando mais firme a mão de Rael e fechou os olhos.

Ela ainda estava nervosa, mas gradualmente seu corpo estava se acalmando. Ela sentia as costas de Rael e apertava a mão dele, aquelas duas coisas realmente estavam a ajudando a se acalmar.

                Rael ficou esperando pacientemente e sentiu as energias da irmã se estabilizarem pouco a pouco enquanto ela começava a cultivar. Rael sorriu satisfeito e fechou os olhos, ele não ia ficar parado hoje sem cultivar.

                O cultivo de Rael era perigoso para quem estivesse por perto e ele não podia sair do lado da irmã. Isso o fez se concentrar puxando um pouco da aura da irmã para ele.

Com poucos pensamentos Rael fez seu corpo armazenar aquela aura para não afetar a mesma, tornando ela algo aceitável e confiável para o corpo de Rael, dessa forma, sua aura não seria agressiva contra a sua irmã.

Rael passou cerca de dois minutos fazendo aquilo e durante o processo, seus olhos tinham ficado brancos de novo. Esse era um dos novos poderes que Rael tinha ganho depois de liberar seu poder.

                Depois das preparações, Rael se concentrou e deixou suas energias serem liberadas enquanto fechadas os olhos. Ambos estavam cultivando. Natalia já estava completamente calma, ela tinha até mesmo cruzado as pernas em forma de X sem esconder mais a nudez.

                De um lado tinha uma aura transparente e intensa que cobria toda a garota e ainda continuava esvoaçando seus cabelos. Nas costas dela estava uma aura colorida que se manifestava pelo lado de Rael, ambas as auras se batiam, mas não entravam em confronto.

A aura de Rael por ser mais forte respeitava a aura de Natalia, enquanto a dela, por ser mais fraca tomava somente aquele espaço e assim os dois se mantiveram cultivando, de mãos dadas sem maiores problemas.

                Rael estava cultivando a somente duas horas e sentiu que seu poder já havia aumentado bastante, não era tão rápido como cultivar raios onde ele passou níveis facilmente, mas sua cultivação natural estava muito melhor que antes. Depois da liberação, seu nível de cultivação tinha dado uma acelerada gigantesca.

                Natalia já era uma história completamente diferente. A irmã estava cultivando somente a duas horas e já tinha passado três níveis. Ela estava no nível sete já quase a caminho do oito, naquela velocidade de cultivo ela alcançaria o quarto reino muito mais rápido do que Rael poderia prever.

― Natalia ― chamou Rael perto do ouvido dela sem se virar. A garota não respondeu porque estava muito concentrada.

― Natalia ― Rael chamou uma segunda vez e apertou massageando a mão dela suavemente. A mão de Natalia se moveu no aperto de Rael e suavemente ela foi se recobrando.

― Samuel? ― perguntou ela abrindo os olhos curiosa.

Natalia se lembrou de seu estado e imediatamente cessou toda a cultivação e apertou as pernas escondendo o local de novo. Embora naquele momento, ela havia feito aquilo por pura vergonha e não por medo. Rael percebeu pela mão que ela havia ficado nervosa devido os batimentos cardíacos.

― Não se preocupe, eu não estou olhando. Estou te chamando para te falar que você já pode pôr uma roupa. Você já conseguiu controlar bem seu poder, ele não irá mais destruir as novas roupas ― disse Rael de volta. Natalia ficou aliviada.

― Vou me levantar, não olhe viu, se você olhar eu não falo mais com você ― ameaçou a garota se levantando enquanto soltava a mão de Rael.

Rael riu sem jeito da irmã e continuou olhando a parede rochosa a frente.

                Natalia rapidamente sacou uma calcinha branca com um desenho de coração na frente em vermelho e rapidamente se vestiu, cobrindo sua parte íntima mais importante. Para os peitos ela segurou um sutiã branco com bolinhas azuis e vestiu rapidamente ficando já aliviada. A todo momento ela ficava virada olhando Rael de lado. Rael, é claro, nem se mexeu de seu lugar.

                Depois, ela vestiu uma calça rosa folgada, dessas elásticas e uma blusa amarela bem folgada também. Então ela juntou as mãos nos cabelos e puxou os jogando para trás para tirar de dentro da blusa.

― Já pode olhar agora ― disse ela timidamente.

Sua aura naquele momento ainda transbordava, mas como Rael havia dito, suas roupas estavam aguentando.

― Ficou melhor ― disse Rael depois de se virar e sorrir para a irmã.

― Talvez você não sinta, mas eu já passei três níveis sabia? Foi exatamente como você falou, minha cultivação está rápida! ― disse Natalia animada enquanto sorria. Agora que estava vestida ela estava muito mais calma.

― Eu sei disso, esses anéis impedem as outras pessoas de verem o nível de poder, mas eles não funcionam contra mim. Eu posso saber seu verdadeiro poder a qualquer momento ― explicou Rael.

― Como?

― Eu apenas sei ― disse Rael e se virou de volta para a parede. ― vamos voltar a cultivar, você ainda tem muito chão até chegar ao quarto reino ― disse Rael.

― Posso cultivar com você? Do mesmo jeito de antes? ― perguntou ela timidamente se aproximando.

Ela estava um pouco envergonhada depois de tudo que disse a Rael, ele era afinal seu noivo e um dia ela teria que se despir pra ele, mas a pouco, ela quase o tratou mal por se lembrar de Heitor.

― Não seja boba, não se pede uma coisa dessas. Você só precisa voltar pro seu lugar ― disse Rael sorrindo olhando ela de lado, e estendeu a mão esquerda esperando ela.

Natalia abriu um sorriso e correu animada voltando para a antiga posição, sentou-se, deram as mãos, se concentraram e voltaram a cultivar.

                Natalia ficou muito feliz que Rael continuava agindo da mesma forma com ela. Seu coração mais uma vez se sentiu confortável. Rael era mesmo diferente, Natalia estava cada vez se apaixonando mais por ele.

                Três horas depois, Mara chegou despertando Rael que foi o primeiro a sair da cultivação. Depois ele chamou Natalia que tinha aumentado mais dois níveis. Ela já estava no nível nove, mas para Mara parecia que ela não tinha conseguido aumentar nenhum nível.

― Gostaram desse lugar? ― perguntou Mara e foi tirando as coisas necessárias do bracelete, mesa, cadeira, panos, talheres...

― Sim é bom, é um pouco complicado de respirar no começo, mas depois fica natural ― disse Rael já tomando seu lugar na mesa.

Como sempre, Natalia sentou do outro lado, ela jamais ousaria se sentar do lado de Rael tomando o lugar da prima.

― Isso é devido a latitude. Aqui é muito alto ― disse Mara.

Ela estava certa, aqui também era mais frio do que lá embaixo, embora não fosse tanto ao ponto de incomodar.

― Eu fritei carne e frango hoje, podem escolher o que quiser ― disse Mara espalhando as vasilhas pela mesa.

                Rael sempre observava o comportamento de Mara com Natalia, e ele estava mais do que satisfeito, as duas pareciam bem de novo e ninguém forçava nada.

O que ocorria entre elas era bem natural, como por exemplo Mara fazer algo por Natalia e a mesma agradecer com sinceridade, Rael saberia se irmã estivesse forçando ou algo assim. Mara estava aceitando Natalia verdadeiramente.

― E como está o cultivo de vocês, teve algum progresso? ― perguntou Mara olhando de um para o outro.

― Eu estou no nível nove, aumentei cinco níveis até o momento ― disse Natalia e Mara parou de mastigar na mesma hora.

Ela lançou seus sentidos em Natalia e percebeu que ela ainda estava no mesmo nível de antes, então antes de dizer qualquer coisa ela viu o anel no dedo da garota e reconheceu na mesma hora.

― Marido, que tipo de cultivação vocês dois estão fazendo? Como ela consegue saltar níveis desse modo absurdo? ― perguntou Mara que acreditava em Natalia. Natalia era quietinha demais para ter coragem de mentir ou fazer uma piada daquelas.

― Esposa! ― disse Rael de repente e Mara quase saltou da cadeira enquanto se virava pra ele ― Esse frango está maravilhoso! Você realmente tem as mãos boas ― elogiou Rael de novo. Mara avançou a mão e beliscou a bochecha de Rael.

― Você! Pare de me fazer de boba! Toda vez que faço uma pergunta você disfarça com um elogio! ― Mara apertava a bochecha de Rael.

― Calma esposa! Como eu vou comer se você machuca minha boca? ― perguntou Rael tentando se soltar.

Natalia vendo aquela cena não pôde fazer nada a não ser ri de boca cheia, ela ainda tentou esconder a boca com as mãos na pressa porque não se segurou. Mara e Rael viram a cena e na mesma hora desataram de rir também.

                Os três riam como se fossem três crianças juntas, Natalia não estava mais se importando em tentar manter as aparências, afinal ninguém estava.

Quando Rael se deu conta daquele sentimento estranho do momento, teve que conter algumas lágrimas que vieram, ele nunca sentiu aquilo antes. Seu coração estava aquecido e ele não sabia exatamente o porquê. Mas ele queria manter aquelas duas para sempre com ele. Ele pela primeira vez estava se sentindo em família.

                Natalia também teve um pensamento parecido. Comer com Rael e Mara era muito mais divertido do que com os pais chatos e controladores. Aqui ela podia ser uma pessoa mais simples e era divertido estar com aqueles dois. Os dias com a prima e Rael estavam sendo os melhores dias depois de tantos anos.

― Vocês fizeram algo de estranho enquanto estiveram sozinhos? ― perguntou Mara depois de alguns segundos em silêncio.

― Nós... ― Natalia estava ficando vermelha e envergonhada porque tinha se lembrado do que havia acontecido antes. Mara percebeu e ficou curiosa, Natalia parecia estar prestes a falar.

― Esposa, parabéns, esse feijão está maravilhoso também! ― disse Rael do lado.

― De novo! Você me paga! ― Mara ficou furiosa.

Ela pegou a vasilha da farofa que estava ainda na metade e deu na cabeça de Rael. Farofa voou para todos os lados. Natalia que tinha ficado vermelha já começou a rir de novo esquecendo a vergonha.

― Calma esposa! Calma! Eu só to dizendo que você cozinha bem! Calma! ― Rael teve que pular da cadeira porque Mara não parava de dar nele com a vasilha. As roupas de Rael já estavam cheia de farofa.

― Agora toda vez que pergunto alguma coisa você muda de assunto, venha pra cá! Venha com isso que você vai ver se eu não te surro! ― disse Mara de pé ainda com a vasilha na mão como se fosse uma arma. Rael estava do lado abanando as roupas. Do outro Natalia continuava rindo.

― Esposa você sujou minhas roupas. Mais tarde você vai ter que lavá-las ― disse Rael sem jeito.

― Eu vou é quebrar você em dois se continuar fazendo isso ― disse ela de volta furiosa.

                A mesa já estava uma bagunça quando voltaram. Mara ainda estava inconformada e olhava irritada para Rael de lado.

― Eu só não queria contar pra não deixa ela com vergonha ― disse Rael sem jeito olhando Natalia e Mara olhou também.

― O que aconteceu? ― perguntou Mara ficando séria olhando a prima.

― Meu poder descontrolou depois que tomei uma pílula que Rael me fez e minhas roupas se destruíram ― disse Natalia depois de criar coragem e já olhou preocupada para a prima.

― Então meu marido viu você nua? O que isso tem demais? Você não é noiva dele? Não sei porque fizeram tanto drama para me dizerem isso ― disse Mara tentando voltar a comer.

Ela já tinha aceitado Natalia em seu coração então não se importava muito, embora por dentro ainda fosse difícil aceitar tudo completamente.

― Não aconteceu nada além disso, ela conseguiu controlar seu poder e se vestiu com novas roupas, eu não ousaria fazer nada com ela ― disse Rael rapidamente se explicando para Mara, nem ele mesmo sabia porque precisava fazer aquilo, mas precisava.

― É sério, eu não ligo, vocês não precisam se preocupar.  Em poucos dias vocês estarão se casando e vão para lua de mel. Vocês vão ficar juntos e essa vergonha vai ter que desaparecer. Só assim minha prima pode virar uma verdadeira esposa ― disse Mara mais de uma vez olhando de Rael para Natalia.

                Natalia baixou o rosto olhando apreensiva o próprio colo. Porque quando ela pensava nisso sempre surgia Heitor em seus pensamentos. Mara não sabia sobre o problema da prima. Nenhum deles tinha contado nada a ela.

                Rael do outro lado também baixou o rosto preocupado. Porque se depois do casamento eles não fizessem nada, Natalia poderia pensar que ele não a amava, ele não sabia se podia ir tão longe com sua irmã.

Como homem ele poderia fazer isso facilmente pelos sentimentos que tinha por ela, Natalia era afinal uma garota linda e os dois tinham ficado separados por cinco anos, o que fez os sentimentos ficarem intensos.

Por outro lado, o que ele mais temia era depois que ela soubesse de toda a verdade, o que ela pensaria ao saber que era casada com o próprio irmão e que tinham uma relação de sangue juntos?

                Rael pensou que depois do casamento seria a hora certa de contar tudo a ela, antes do pior cenário acontecer, sexo. Se depois disso ela quisesse se separar dele ou algo do tipo ele faria numa boa, mas pediria para ela esperar ele acabar o que tinha começado.

Se ela decidisse ficar com ele no final, então ele começaria a tratar ela como sua esposa e não apenas como irmã.

Por Lord Letal | 29/11/17 às 16:23 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Poder, Harém, Drama