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Capítulo 20 - Ferozes e Brutais

O Mestiço (OM)

Capítulo 20 - Ferozes e Brutais

Autor: Liam | Revisão: Kazuaki-kun

Hey guys, aviso rápido sobre o balãozinho no cap, é uma arte bem (bem mesmo) simplesinha, mas espero que vocês gostem, vale dizer que o desenho não representa o momento antes e não contém spoiler. Boa leitura. 

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O Sol nasceu e quando a elfa foi ao quarto dos garotos com um plano maquiavélico para acordá-los ela se deparou com o quarto vazio.

—Senhor Hitoshi cadê os garotos? —Ela desceu para o primeiro andar a procura deles e também não os achou.

—Eles acabaram de comer e saíram, disseram que iam treinar. —Respondeu o homem.

—Droga! —Murmurou ela emburrada.

—Droga? Isso é ruim? —Hitoshi não entendeu muito bem a reação da garota.

—Não é isso, bem... Deixa pra lá...

—Tudo bem. Caso precise de alguma ajuda eu estarei lá fora colhendo algumas coisas que Kaya pediu para preparar para o almoço. —Disse ele se retirando.

—Obrigado, mas acredito que não precisarei de nada.

Do lado de fora da casa.

—Por que eu tenho que treinar com espada sendo que eu nem uso uma? —Shin empunhava a rapier de Arien e tentava rebater os ataques de Kotaru com sua adaga.

—Porque você é uma pessoa muito boa e não recusaria me ajudar. —Kotaru falava com um sorriso debochado no rosto enquanto atacava incessantemente com sua arma. Ele tentava manter a magia Find ativada, por outro lado Shin usava a água para ajudá-lo a repelir os ataques.

—Se você me acertar com essa adaga eu vou te afogar nesse balde d’água. —Shin era terrivelmente ruim manuseando uma espada, por isso temia por acabar sendo atingido.

—Se eu te acertar, será incompetência sua. —Kotaru falou brincando com seu amigo.

—É assim é? Então se eu começar a te atacar e te ferir será incompetência sua, correto? —Ele entrou na brincadeira e provocou seu amigo de volta.

—Você pode tentar. —Um sorriso desafiador se formou no rosto dele.

—Depois não venha me pedir para te curar. —Shin juntou metade da água que estava no balde, a comprimiu e disparou, quando ela estava a cerca de trinta centímetros de Kotaru ele pôde senti-la no campo de sua magia e instantaneamente tentou desviar, mas a velocidade daquela pequena bola de água era incrível e o acertou de raspão causando uma dor que ele não esperava.

—Ai! Isso dói! —Gritou Kotaru alisando sua bochecha.

—E eu não irei te curar! —Respondeu ele rindo e formando um chicote com a água que restou no balde, largando a espada no chão.

—Ei! Vocês dois! O que vocês estão fazendo? —Gritava Arien se aproximando, os olhos de Kotaru logo ficaram fixados na rapier da garota jogada no chão e Shin entendeu o recado se pondo na frente dela.

—O que foi Arien? —Kotaru sorria tentando disfarçar.

—Eu não quero ver vocês se desgastando com treino hoje. Eu espero não ter que enfrentar ninguém, mas se isso vier a acontecer ter vocês dois exaustos não será bom. —Podia-se ver na expressão da garota seu nervosismo.

—Tudo bem, já iremos entrar. —Shin tentava fazer com que Arien fosse na frente para que ele pudesse pegar a espada do chão e para sua sorte ela foi, meio desconfiada por ele não ter retrucado, mas preferiu não dizer nada.

Estava próximo do pôr do sol. Kotaru passou a manhã tendo aulas de como cavalgar e o resto do tempo ele e Shin ficaram em casa sem fazer nada, apenas observando Arien correndo para lá e para cá fazendo a poção o mais rápido que podia.

No centro de Azami próximo às dezessete horas.

—Os cavalos já estão prontos? —Isao estava de frente para um soldado, o mesmo que veio notificá-lo sobre sua arma na noite passada. 

—Sim senhor! —Respondeu o soldado que o acompanhava.

—E nosso vigia? Quais são suas informações? —Ele trajava por debaixo de sua camiseta desabotoada uma cota de malha, não aparentava gostar de armadura já que usava apenas a parte que lhe cobria as pernas do joelho para baixo.

—Sua última mensagem chegou têm poucos minutos e ele nos disse que os moradores ainda estão lá, e além deles também há três jovens desconhecidos! —Ele tentava acompanhar os longos passos de Isao, enquanto eles caminhavam os soldados que estavam naquele lugar não conseguiam evitar de olhá-lo.

—E meu precioso Llirek? —Ele se referia à sua alabarda. https://prnt.sc/jfgn6r 

—Ele deve estar junto de outros soldados nos esperando na saída, senhor!

Os dois continuavam caminhando em direção da saída daquele lugar que era uma espécie de área militar, após ter suas dúvidas sanadas Isao se manteve em silêncio.

—Senhor… —O jovem soldado que o seguia com dificuldades o chamou de maneira receosa.

—Se me permite a intromissão, o senhor tem certeza que levará consigo somente dois homens? —Após terminar sua pergunta ele esperou a resposta sabendo que dizer aquilo havia sido uma má ideia.

—Você acha que não é o suficiente? Ou talvez você acha que eu serei derrotado? —Isao nem ao menos olhou para o soldado que lhe acompanhava, mas suas palavras o amedrontou profundamente.

—Não senhor! de maneira alguma, eu só pensei que talv… —Ele estava falando quando foi interrompido.

—Ulliel! Não acho que será inteligente terminar sua frase. —Suas palavras fizeram aquele homem congelar no lugar onde estava e Isao prosseguiu até chegar na entrada do edifício da guarda civil de Azami, lá estavam dois cavalos, um marrom claro e o outro era maior e negro, junto dos cavalos estavam dois homens um deles segurava Llirek, a alabarda.

Isao montou no cavalo negro e ao olhar para trás pôde ver Ulliel que corria para alcançá-lo.

—Ulliel, cuide bem desse lugar na minha curta ausência. —Podia-se notar no jeito que ele havia falado certo apreço pelo jovem soldado.

Os outros dois montaram o outro cavalo carregando a arma de seu superior que já havia começado a cavalgar em direção à casa dos Kimura.

Enquanto passavam pela cidade os moradores olhavam e comentavam, alguns o tinha como herói, outros como homem respeitável, mas alguns o temia e se afastavam de seu caminho.

Alguns minutos depois, não tão distante dali, na casa de Hitoshi e Kaya.

Kotaru e Shin havia saído para fora na intenção de tomar um ar fresco, os dois conversavam até que Kotaru se calou e ficou encarando o horizonte, enquanto o medo se apossava de sua face.

—Ei, Kotaru, o que foi? —Shin estranhou a reação dele e ao vê-lo levantar o indicador apontando na direção da cidade ele acompanhou seu dedo com os olhos e pôde ver aquela silhueta que aos poucos ia tomando forma. Os dois entraram correndo e amedrontados.

—Arien! Arien! —Gritava Kotaru.

—O que foi? —A elfa saiu afobada do pequeno cômodo onde fazia as últimas doses da poção.

—Eles estão vindo! —Respondeu Shin assustado.

—Impossível, ainda nem anoiteceu direito. —Arien fazia as poções o mais rápido que podia supondo que se terminasse antes de escurecer totalmente todos estariam a salvo, pois em sua mente ninguém atacaria antes do anoitecer.

—Então vá lá fora e veja com seus próprios olhos. —Kotaru estava tão assustado quanto o outro rapaz.

Ela saiu da casa às pressas e ao chegar do lado de fora se deparou com aquela silhueta que já estava meio nítida, era possível ver os dois cavalos e os homens que os montavam, eles estavam ainda mais próximos. A elfa entrou rapidamente para não ser vista.

—Malditos! Eles não deveriam vir aqui enquanto ainda está claro.

—Diga-nos o que fazer! —Kotaru estava tenso, mas havia conseguido se acalmar um pouco.

—Primeiramente devemos manter a calma, eu vou falar com a senhora Kaya e vocês falam com o senhor Hitoshi, diga para ele ficar naquele pequeno cômodo atrás da sala junto com Mari, ela já está lá. —Ela parecia ter planejado o que fazer caso o pior acontecesse. Ao se virar se deparou com Kaya que tinha ouvido tudo.

—Vocês dois, vão avisar ao senhor Hitoshi. —Disse Arien.

—Nós iremos morrer? —Kaya estava com os olhos marejados e as pernas trêmulas, pois já temia pelo pior.

—Não, mas eu preciso que você me faça um favor. —Kaya balançou a cabeça em afirmação quando ouviu as palavras da garota.

—Eu preciso que você despeje um líquido verde que está num frasco redondo, ele está no quarto onde eu estou preparando as poções, e de tempo em tempo quero que você mexa o caldeirão, tudo bem?

Arien segurava os ombros dela mulher que balançou a cabeça em afirmação, mas ela não passou segurança em sua resposta.

—Kaya! Sua vida fora de Azami depende daquelas poções, então elas não podem dar errado, porque mesmo que nós derrotemos os inimigos, nós não podemos ficar nem mais um dia aqui, então eu preciso que você me dê certeza que você entendeu. —Arien falou mais firmemente olhando nos olhos de Kaya que percebeu que o que estava lhe sendo designado era algo de muitíssima importância.

—Sim! —Respondeu ela mais determinada.

Logo Hitoshi desceu e se juntou com sua filha e mulher naquele pequeno quarto, todos estavam preocupados, mas decidiram confiar nos três jovens, afinal, essa era a única saída.

—Arien qual é o plano? Eles já devem estar na porta. —Shin sussurrava, pois em sua mente já havia dado tempo o suficiente para seja lá quem estava se dirigindo para lá, chegar.

A alguns metros da porta da casa de Hitoshi e de Kaya.

—É aqui então que essa pirralha mora… Talvez tenha sido aqui que Dain morreu… Que sua alma possa me perdoar por lhe enviar em uma missão com informações incorretas meu pupilo. —Embora suas palavras demonstrassem remorso, isso não podia ser visto em sua expressão, ele parecia excitado para o que estava por vir.

Isao desceu do cavalo e os soldados que o acompanhavam fizeram o mesmo.

—Fiquem aqui. —Disse ele aos seus homens se dirigindo até a casa.

Knock Knock

—Olá, meu nome é Isao, eu vim em nome da guarda civil de Asami para averiguar o repentino desaparecimento de alguns dos nossos homens, e a última vez que eles foram vistos foi vindo para cá em uma missão. —Ele mantinha sua voz calma, mas todos que estava lá dentro permaneciam apreensivos.

—Senhor Isao, eu peço que o senhor se afaste da porta, para que eu possa sair sem o risco de ser apunhalada. —Arien parecia estar pensando em sair, talvez tivesse em mente que o melhor seria atacá-lo primeiro.

—Se isso te transmite mais segurança atenderei o seu pedido com prazer. —Ele se distanciou da porta assim como lhe fora pedido.

—Eu vou sair, vocês dois fiquem aqui, eu irei conversar com ele, caso ele me ataque, vocês saem e me ajudem! —Ela falava em baixíssimo tom de voz e os garotos balançaram a cabeça que sim.

Arien abriu a porta e se deparou com Isao, ele era alto e carregava consigo uma arma brutal, analisando somente o porte do homem que seria seu oponente ela já ficou temerosa.

—Você é a senhora Kaya? Eu pensei que ela seria um pouco mais velha. —Ele nitidamente estava tirando sarro da garota, pois ele já sabia qual era a resposta.

—Eu diria que morar longe do estresse urbano fez bem à minha pele. —Arien não tinha intenção de se passar por Kaya, mas ela respondeu cheia de ironia pois queria tirar aquele sorriso do rosto dele.

—Haha! —Riu ele falsamente.

—Então senhora Kaya, o quão justo você acha pedir-me para me afastar, enquanto você mantém os seus homens prontos para me atacarem a qualquer momento? —Pela forma como ele disse Arien logo chegou à conclusão de que ele era um usuário de magia.

—Levando em conta o fato de que você está vindo até minha casa somente para averiguar um suposto sumiço e trás consigo dois homens armados, eu acho completamente justo. Você não? —Arien tentava transparecer o menos nervosa possível.

—Haha! —Ele riu novamente.

—A senhora é divertidíssima, mas eu direi o que irá acontecer: se você me entregar os membros da família que residem nesta casa e a cabeça de quem matou Dain, eu deixarei os outros dois vivos. —Ele falava como se aquele fosse um acordo justo.

—Bem… Então eu acho que suas exigências não serão atendidas. —A elfa falou audaciosamente enquanto lutava para conter o nervosismo.

—Nesse caso não pouparei ninguém!

Sem perca de tempo Isao avançou rapidamente contra ela atacando com sua alabarda, a garota conseguiu desviar por pouco, mas pôde ouvir o barulho daquela lâmina cortando o ar, deixando-a assustada.

—Devo confessar que estou feliz por você ter escolhido o pior caminho, afinal, seria muito tedioso sair daqui sem ter uma boa luta… Agora eu espero que você lute tão bem quanto fala garotinha —Arien havia se desviado do golpe anterior se agachando, nesse momento Isao a olhou nos olhos demonstrando toda sua intenção assassina e o gosto que tinha por aquilo.

A elfa recuou o mais rápido que pôde, mas a intenção que ela teve foi que aquilo havia lhe sido permitido.

—Rapazes, ele já me atacou! —Ela gritou para os dois que estavam dentro da casa, que pareciam ter esquecido do que ela havia dito.

Shin saiu primeiro e depois de alguns instantes Kotaru saiu com a rapier que Arien havia comprado para si em mãos, e também sua adaga.

—Sua espada. —Ele estendeu a arma para a garota que a pegou.

—Três contra um? Meio injusto vocês não acham? —Ele sorria demonstrando que aquilo não passava de um deboche.

—Bom, eu não sei você, mas eu conto três do seu lado também. —Arien se referia aos outros dois soldados que acompanhavam Isao e até então não haviam se envolvido.

—Acho que você está certa. Então teremos uma luta justa.

Ele avançou novamente na direção dela, sua velocidade era absurda, Arien conseguia acompanhá-lo com os olhos, mas seu corpo não respondia na mesma velocidade, se ela desviasse sua atenção por um segundo que fosse poderia ser fatal.

Dessa vez ela desviou do golpe dando um salto para trás e Isao imediatamente desferiu outro golpe mirando Shin desta vez. O golpe pegou de raspão fazendo um corte bem superficial no braço dele.

—Rapazes! O que estão esperando? Vocês ouviram, essa luta será três contra três! —Isao gritava para seus soldados que logo o obedeceram e se aproximaram com suas espadas desembainhadas.

—Shin, cuide deles. —Arien sabia que com aquelas bolhas de água Shin poderia derrotá-los sem dificuldades.

Shin balançou a cabeça mostrando que havia entendido e que faria isso. Ele correu na direção dos soldados, em cada lado de sua cintura ele trazia uma espécie de jarro de barro que deveria comportar água o suficiente para criar duas bolhas.

Assim como os homens de Dain, aqueles dois ficaram desesperados ao ter suas cabeças cercadas de água, a sensação de estar se afogando era completamente desagradável. Um deles em um tentativa desesperada e mais racional que seu companheiro prendeu a respiração e avançou contra Shin que precisava ficar focado para que sua magia não se desfizesse. Tudo o que Shin pôde fazer foi desviar dos golpes que lhe eram desferidos, sem deixar de fazer contato visual com seus oponentes, esse era outro requisito de sua magia.

O tempo foi o maior aliado de Shin, pois com o passar de um minuto aquele soldado que lhe atacava havia perdido a capacidade de prender a respiração e acabou engolindo água, ficando inconsciente.

Logo ali do lado Arien e Kotaru continuavam a enfrentar os ferozes e brutais golpes de Isao que era muito veloz. Os dois seguiam apenas desviando, pois não sabia se suas armas seriam capazes de bloquear um daqueles golpes, mas logo eles descobririam.

Um dos ferozes golpes de Isao veio tão rápido na direção de Arien que ela não teria como desviar, sua única opção foi criar uma espada feita de aura para tentar bloquear o ataque junto de sua rapier. Ao sentir o impacto da alabarda a espada feita através de magia logo se desfez e a elfa sentia que a qualquer momento a outra espada teria o mesmo destino.

Até que...

Por LiamGt | 08/05/18 às 18:18 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Magia, Drama