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Capítulo 68 - Um Novo Membro

O Mestiço (OM)

Capítulo 68 - Um Novo Membro

Autor: Liam | Revisão: Shenia

Olá meus caros leitores, bom dia, boa tarde e boa noite, - não sei em que horário estarão lendo -, Já peço desculpa por "poluir" o texto, mas precisava por isso aqui para me garantir que vocês leriam. Bem, se você leu até aqui, é o seguinte, estava querendo criar um discord para nós interagirmos, mas não sei se vocês teriam interesse, então se tiverem digam ai ok? Se não tiverem, digam também, manifestem-se e permitam-me conhecê-los. Meus lindinhos, boa leitura pra vocês <3.

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Os cavalos dos soldados de Hamra que vinham na frente, chocaram-se contra aquela figura negra que havia se formado repentinamente. Os que vinham atrás começaram a atropelar os outros cavalos e até mesmo alguns dos homens que os montavam  acabaram caindo no chão com o impacto.

— Seu bastardo! — Gritou um homem que vinha cavalgando lentamente em direção ao grupo de Kotaru. Não demorou muito até que eles o reconhecessem, era Guiscard. — Como você sai sem eu!? Ou você acha que somos separado em duplas em vão? Eu deveria mandar eles te deixarem para você sangrar até a morte! — Guiscard era um homem emotivo, e mesmo se irritando com o jeito de Ícaro, eles tinham uma amizade muito forte e que já durava há algum tempo. Por isso quando Guiscard ouviu de Eulália que ele havia partido, ficou extremamente furioso, pegou um cavalo e partiu para Hamra imediatamente.

— Você seria totalmente incapaz de fazer isso… — Ícaro se esforçou para dizer isso, afinal, não poderia deixar de provocar seu amigo.

— Shin, você poderia ajudar esse desgraçado a subir no meu cavalo? Ele está mais descansado, então acredito que poderei levá-lo até Vilian mais rapidament… — Guiscard estava prestes a terminar sua fala quando notou a presença de Chester e após encará-lo por alguns instantes decidiu descobrir quem era ele. — E quem é este?

— Meu nome é Chester senhor. Seu amigos e de uma maneira muito gentil me acolheram tratando de minhas feridas. Como estávamos sendo perseguidos eu acabei seguindo o mesmo caminho que eles. — Chester pareceu ser extremamente respeitoso falando com certa cordialidade.

— Maneira gentil? Então imagino que os outros três lhe acolheram, porque esse bastardo aqui não tem nada de gentil! — Guiscard falava encarando Ícaro que neste momento estava recebendo a ajuda de Shin para subir no cavalo.

— Oh… Você acabou de ferir meus sentimentos, e a dor é muito superior à que estou sentindo agora. — Novamente Ícaro ignorava sua situação apenas para debochar de Guiscard.

— Ícaro, lhe aconselho evitar falar, embora suas feridas pareçam fechadas o risco delas se abrirem ou de ocorrer uma hemorragia interna não são baixas. — Shin o advertiu e ele acenou com a cabeça mudando sua expressão.

— Ouviu seu médico não é mesmo? Cale a boca e tente não se mover. — Ícaro já estava em cima do cavalo de Guiscard. — Aconselho que vocês montem em seus cavalos e comecem a cavalgar o mais rápido possível. Não vou conseguir manter minha magia ativada por muito tempo depois que me afastar.

Guiscard saiu na frente, embora não demonstrasse estava preocupado com a situação de Ícaro, ainda mais após o que Shin disse. Mas sabia que o melhor a se fazer era manter-se calmo e fingir que tudo ficaria bem. Seu cavalo trotava velozmente e poucos segundos após sua partida os outros quatro fizeram o mesmo.

Demorou menos de uma hora, mas Guiscard finalmente voltou com Ícaro.

Todos na caravana acompanharam o cavalo preocupados com o jovem. Eles realmente se assemelhavam à uma família. Alguns mais próximos e outros menos chegados, mas todos se preocupavam uns com os outros.

— Ele está bem... Ele está bem. — Disse Guiscard. — Preciso de um homem para ajudá-lo a descer e ao resto de vocês peço que deem espaço. O levaremos para Vilian dar uma olhada e assim que ele estiver recuperado cada um terá direito a um puxão de orelha, certo? — Todos riram e se afastaram, crendo que a situação de Ícaro não era nada grave, isso graças à maneira descontraída, porém fingida, de Guiscard. Seu carisma era algo realmente notório. Tanto ele quanto Azhar conseguiam lidar muito bem com o povo da caravana.

Um homem que estava em meio aos demais ajudou Ícaro a descer. Ele estava fraco, embora lutasse para não demonstrar isso. Seu pé direito havia acabado de tocar o chão quando ele notou em sua visão periférica um rosto, que mesmo sem estar de frente para ele era impossível de não se reconhecer.

— Eu soube o que você fez seu… Seu bobo… — Ao se virar ele pôde ver Mercy, com os olhos em lágrimas por vê-lo bem. Seu rosto parecia mais belo do que nunca. A vontade de Ícaro era correr até ela e abraçá-la, na verdade, quase o fez. Seus pés estavam prestes a realizar seu desejo quando Guiscard o impediu. — Você terá tempo para isso, mas não agora.

Em seguida Vilian apareceu e com a ajuda de algumas pessoas o deitou em uma tábua de madeira levando-o para sua tenda. Guiscard foi até Mercy para acalmá-la, mas mesmo sua tentativa de de persuasão não foi suficiente para fazê-la crer que a situação do rapaz era melhor do que realmente havia visto.

Ícaro ficou horas dentro da tenda de Vilian, durante esse período os outros quatro jovens chegaram, todos cansados e prontamente atendidos por Clóris, especialmente Arien que estava na pior situação dentre eles.

Após atendidos foram dormir, embora estivesse amanhecendo eles não foram os únicos a irem se deitar, afinal muitos ficaram acordados, aflitos, esperando por notícias de Ícaro.

Contudo, Mercy pegou uma cadeira e a pôs em frente a tenda de Vilian, e nela ficou sentada durante todo o tempo que ele ficou cuidando de Ícaro. Ela não viria a sair daquela cadeira enquanto ele não acordasse e lhe fosse permitido vê-lo.

Já estava de manhã quando, enfim, Ícaro saiu da tenda. Eles estava sem camisa, deixando suas feridas suturadas a vista. Sua expressão deixava nítido seu cansaço, mas ele não iria dormir enquanto não visse Mercy novamente. O que Ícaro não esperava é que ela estaria logo ali, em frente a tenda.

— M-Mercy… — Ele gaguejou ao vê-la sentada, com a cabeça baixa. A pobre garota havia lutado bravamente contra o sono, mas além disso ainda havia o cansaço. O tempo que passou inconsciente foi muito diferente de dormir, ao invés de repor suas forças ela as perdia. O sono foi mais forte que a garota que acordou assustada ao ouvir seu nome ser chamado repetidas vezes.

— Oh… Ícaro, você acordou… — Ela o encarava com os olhos brilhando, seria impossível dizer que acabara de acordar estando tão radiante. — Céus… Você está realmente bem? — Perguntou ela ao notar seus ferimentos suturados.

— Sim, estou, ainda mais agora. — Ícaro pegou a delicada mão de Mercy fazendo-a corar. — Pensei que não poderia ver seu rosto nunca mais.

Mercy sentiu um grande desejo de abraçá-lo, mas se continha devido aos seus ferimentos. Porém ele o fez. Ela tentou não encostar nele, pois temia romper a sutura.

— Eu vou acabar te machucando assim… — Disse ela com sua voz delicada.

— O que é uma dorzinha perto da alegria de poder te ter de volta. — Neste momento Mercy cedeu, e o abraçou da maneira mais delicada que encontrou, buscando evitar tocar seus ferimentos.

Após isso Ícaro foi levado até Eulália que estava junto de Guiscard e Azhar em sua tenda. O rapaz recebeu uma grande bronca, Palavras extremamente duras foram proferidas e ele ficou encarregado de erguer as tendas de Kotaru e Shin e de Dana e Arien, além da tenda de Guiscard. Isso obviamente não era necessário, já que dentre todos os membro da caravana Ícaro era um dos que mais respeitava Eulália e levava suas palavras em consideração.

Ele sabia que havia errado ao agir precipitadamente, mas também tinha consigo o pensamento de que faria novamente se fosse necessário. E não haveria punição que o faria pensar de maneira diferente ou fazê-lo se arrepender do que fez.

Após ter sido punido de maneira bem leve, mas ainda assim punido, Chester adentrou a tenda, convocado por Eulália. Ela já sabia o que tinha acontecido, mas mesmo assim lhe perguntou como se estivesse ignorante sobre o assunto.

Após ouvir de Chester tudo que já sabia ela começou a questioná-lo sobre outras coisas, querendo conhecer melhor sua história. Em meio a tantas perguntas ela descobriu que o rosto que a Dama havia roubado tinha sido de sua irmã caçula, ainda uma criança. Ele também lhe contou que vinha de longe, e que perseguia a Dama sem rosto há algum tempo.

— Bem, acho que já ficou nítido que minha próxima pergunta não será uma pergunta, mas sim um convite para você se unir a nós, ao menos até chegar à sua cidade, a não ser, é claro, que ela fique no sentido oposto do nosso caminho. Mas antes de meu convite eu preciso saber o que você tem evitado me dizer, ou eu estou enganada? — Eulália era extremamente sagaz, embora não parecesse, ela era capaz de dizer se uma pessoa estava mentindo ou não apenas ao observá-la falar, e foi notório para Eulália o maneira como Chester respondia tentando evitar dizer alguma coisa.

— Você está certa, mas antes eu preciso saber para onde vocês vão, afinal, se não for benéfico para mim permanecer, então não há necessidade de lhes esclarecer nada. — De maneira sábia Chester mantinha o que quer que fosse em oculto, até que fosse realmente necessário revelar.

— Estamos a caminho de Tavira, não fez parte de sua pergunta, mas acho importante deixar claro nosso objetivo. Estamos a caminho da capital com a intenção de destruir o Rei e tomar o trono. O Reino Central não seguirá as leis do Conselho dos Seis, isso, obviamente, só será possível graças a esta guerra, iremos nos aproveitar dela para construir um Reino no qual possamos viver em paz com todas as raças.

— Meu destino é um pouco mais além de Tavira, mas o caminho é o mesmo. Espero poder chegar até lá e seguir meu caminho sem participar desta sua guerra, que embora possua aparentemente bons motivos, não me interessa. — Chester foi objetivo e claro ao dizer que seguiria viagem apenas até o lugar que lhe convinhesse e após isso se separaria deles, e Eulália consentiu com a cabeça. — Bem, sendo assim seguirei viagem com vocês e direi o que pretendia manter em oculto… — Ele respirou um pouco, estava um tanto temeroso em revelar sua verdade. — Eu sou um druida.

— Oh, então é isto… Bem, você já deve ter visto ao menos uma meia dúzia de drows lá fora, alguns elfos e com sorte uma ou duas ninfas, então deve saber que sua raça não mudará meu julgamento sobre você, certo? — Chester acenou com a cabeça aliviado, ele realmente havia visto drows e elfos, mas mesmo assim achou que poderia não ser bem aceito.

Logo após ter ouvido essas palavras Chester se retirou. A primeira coisa que fez foi ir contar a Kotaru e Shin que estavam ali por perto que agora ele fazia parte da caravana. Ao se aproximar deles sentiu uma dor aguda em seu corpo, só então Shin se lembrou que ele havia sido encontrado ferido, e o levou às pressas para que Vilian cuidasse dele. Demorou um pouco, mas sua situação era menos grave que a de Ícaro e mais fácil de se tratar, pois Shin tinha tido mais tempo para cuidar dele.

Eles passaram a manhã e à tarde naquele lugar. Calliope e Aludra foram até Hamra para comprar suprimentos para a viagem até a próxima cidade e quando retornaram já estava escuro e as tendas desarmadas. Todos já estavam prontos para seguir viagem, esperavam apenas algumas pessoas que estavam terminando de fazer algumas coisas, como Guiscard e ícaro que alimentavam os cavalos, e Shin que estava no lago enchendo as botijas que carregava na cintura com água em caso de uma necessidade.

Longe dali estava um homem que o observava. Seus cabelos eram negros e compridos, caindo sobre seus ombros e preso atrás. Em cada uma de suas mãos havia um par de anéis. Usava um manto azul marinho, bem próximo do preto que cobria seus ombros, peitoral e parte dos braços. Sua roupa era justa, porém, parecia resistente e em seu rosto havia se apoderado um sorriso satisfatório ao ver Shin. — Finalmente te encontrei seu bastardo maldito

Por LiamGt | 06/10/18 às 21:38 | Ação, Aventura, Fantasia, Romance, Brasileira, Magia, Drama