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Capítulo 244 - Uma Batalha De Cada Vez

O Último Herdeiro Da Luz (UHL)

Capítulo 244 - Uma Batalha De Cada Vez

Autor: Rafael Batista | Revisão: Eu, de novo!

No centro de Turop...

O Major Stener finalmente chegou ao centro da cidade, porém, a situação no local era bem pior do que ele imaginava...

Diversas batalhas estavam sendo travas enquanto os residentes, vítimas, e até mesmo alguns guardas corriam e gritavam desesperados.

"Desgraçados!!!" Enquanto sobrevoava o centro da cidade, o Major Stener não pôde deixar de soltar um murmúrio de raiva, pois a cidade a qual ele jurou proteger estava em uma situação que nem em seus piores pesadelos ele imaginou vê-la.

Enquanto visualizava todo o caos que tinha se instaurado na cidade, o Major Stener conseguiu avistar o Capitão Pierre, que se movimentava constantemente, de um lado para o outro, tentando auxiliar os seus comandados.

*Vuppp...* Imediatamente, o Major Stener franziu os cenhos e disparou na direção do Capitão Pierre...

*Swoosh.* Enquanto ia ao auxílio de um grupo de guardas o Capitão Pierre parou repentinamente, porque o Major Stener tinha acabado de surgir na sua frente.

"Major... O senhor voltou..." Assim que viu o Major Stener, o Capitão Pierre demonstrou um misto de alívio e pressa.

"Pierre qual é a dimensão de tudo isso? E por que você saiu da 'Montanha Sagrada'?" Tentando entender a situação, mas demonstrando um clara insatisfação, o Major Stener perguntou.

"Senhor... Eu... Foram ordens do Coronel Vargas!" O capitão Pierre simplesmente se esqueceu de responder a primeira pergunta depois ser questionado sobre o porquê dele estar lá.

"Entendo... Onde ele está?" O Major Stener perguntou.

"Ele está protegendo a 'Montanha Sagrada', pessoalmente!" Prontamente, o Capitão Pierre respondeu.

"Isso é mau..." O Major Stener deixou escapar um murmúrio de pesar.

"Senhor...?" Confuso, o Capitão Pierre questionou.

Sem dar muitas explicações, o Major Stener olhou ao redor e perguntou: "Quantos homens ainda estão em condições de batalha?"

Apesar de não entender aquela repentina mudança de rumo da conversa, o Capitão Pierre imediatamente respondeu: "Senhor, dois terços das nossas tropas estão presas na dimensão da arena; Do terço que está aqui, eu calculo que um quinto dos soldados estão seriamente feridos ou infelizmente... Morreram..."

"Quais são as nossas maiores dificuldades no momento?" O Major Stener perguntou.

Capitão Pierre: "As batalhas estão se espalhando por toda a cidade, nos forçando a dividir as tropas; Muitos dos nossos soldados estão de mãos atadas, porque devemos manter um cerco à cidade, para impedir que as pessoas saiam; Os rebeldes estão fazendo vários reféns e se espalhando... Parece que eles querem ganhar tempo... Também, as nossas comunicações estão prejudicadas, pois os inimigos estão de posse de alguns dos nossos amuletos de transmissão sonora..."

 Assim que recebeu aquela sinopse, o Major Stener finalmente ficou a par de tudo o que estava acontecendo na cidade, portanto, ele pegou um amuleto de transmissão sonora e falou para todos os guardas da cidade: "Atenção... Quem está transmitindo é o Major Stener... Toda a 'Guarda de Turop' deve entrar em código roxo! Repetindo... Toda a Guarda de Turop deve entrar em código roxo!"

Assim que o Major Stener terminou de dar aquelas ordens, o Capitão Pierre imediatamente demonstrou estar confuso, e perguntou: "Major, o senhor tem certeza disso? O código roxo não é uma ordem para que todas as tropas sejam empenhadas no cerco à cidade?"

Com firmeza, o Major Stener respondeu: "É exatamente isso o que eu ordenei!"

"Mas... Major... e os residentes? E o povo de Turop?" O Capitão Pierre tinha que perguntar, pois se todas a tropas se deslocassem para um cerco, não haveria ninguém para proteger os cidadãos de Turop e os viajantes. Todos ficariam à mercê dos rebeldes.

Mesmo entendendo os motivos do Capitão Pierre, o Major Stener permaneceu inflexível, mas explicou: "Pierre, nós devemos vencer uma batalha de cada vez! Primeiro, nós devemos parar de perder soldados e reunir as nossas tropas; Depois... Nós contra-atacaremos!"

Assim que terminou de dizer aquilo, O Major Stener pegou outro amuleto de transmissão sonora, olhou para o Capitão Pierre e comentou: "Pierre, seja paciente! Você verá que nenhum soldado ficará preso à um cerco..."

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Nas fronteiras de Turop...

"Aaaarrrrrghhhh..." Ao redor de toda Turop, grande parte dos soldados do exército de Murac estavam berrando, pois todos eles sentiram os seus pés e pernas sendo perfurados por afiadas e resistentes estalagmites de diamante, que atravessaram os seus membros e expandiram, travando todos no chão.

"O que está acontecendo aqui?" Assustados, aqueles podiam voar estavam plainando sobre o terreno, tentando entender de onde vinham aquelas coisas.

"De onde estão vindo essas..." *Splaaaasshhh...* Enquanto um daqueles homens tentava fazer uma pergunta, ele foi atravessado por um pequeno objeto de diamante que após passar pelo seu peito, deixou um buraco de uns 50 centímetros de circunferência.

"O que..." *Splaaassshhh...*  *Splaaassshhh...* *Splaaassshhh...* *Splaaassshhh...* Quase que imediatamente, dezenas de outros objetos daqueles atingiram diversos dos soldados que estavam voando.

"Recuaaaaaaaaaarrrrrr!!!" Enquanto toda a tropa era abatida sem nem mesmo saber de onde vinham os ataques ou quem estavam atacando-os, todos os que ainda estavam vivos berravam uma estridente ordem de recuo.

No solo, Gaspar, que era o responsável pelo massacre que estava acontecendo, se preparava para perseguir e eliminar os soldados que fugiam, porém, antes que ele disparasse na direção dos homens, o amuleto de transmissão sonora que ele carregava consigo soou...

"Senhor Gaspar... Nós precisamos lacrar a cidade..." A voz do Major Stener transmitiu um pedido.

Imediatamente, Gaspar olhou para os homens que fugiam, antes de fazer uma expressão insatisfeita e murmurar: "Vocês ganharam mais alguns dias de vida... Mas eu prometo que irei caçá-los depois que eu terminar aqui!"

Depois daqueles murmúrios, Gaspar colocou as duas mãos sobre o solo, se concentrou e começou a liberar uma quantidade descomunal de energia espiritual.

*Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...* O solo sob toda a cidade Turop balançou enquanto tudo ao redor do Gaspar era esmagado pela pressão espiritual que ele emanava.

*Craaaassshhhhh...* De repente, a partir do Gaspar, uma enorme fenda se expandiu em duas direções, até que em menos de um minuto, ele se reencontrassem, formando um gigantesco círculo ao redor de toda a cidade.

"Aaaarrrrghhh..." Todos os soldados do exército de Murac que estavam presos ao solo foram engolidos pela fenda e caíram em um abismo que parecia não ter fim.

Depois que aquele círculo se formou, uma breve calmaria se formou na cidade, pois após aqueles intensos tremores, todas a batalhas sofreram uma parada brusca. Até mesmo os rebeldes, que pareciam não ter medo de morrer, demonstraram muita preocupação com o que poderia estar por vir.

*Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...* De repente, de dentro da fenda, uma imensa parede de diamante emergiu e seguiu adiante, dando a impressão de que ela tocaria o céu...

*Baaaaaaaaannnnnnnnnnggg...* Por fim, todos os lados da parede se encontraram, causando um estrondoso som de pancada e selando o céu sobre toda Turop.

"O que é isso?"

"Quem fez isso?"

De cada canto da cidade, as pessoas olhavam para cima e demonstravam espanto enquanto viam toda Turop envolvida por imenso domo de diamante.

Após erguer aquele domo sobre a cidade, Gaspar estalou o pescoço enquanto uma gota de suor escorria pelo seu rosto...

"Eu acho que estou ficando enferrujado..." Gaspar murmurou enquanto dava um riso de canto e limpava aquela gota de suor no seu rosto.

"Obrigado, senhor Gaspar!" Imediatamente, a voz do Major Stener soou do seu amuleto de transmissão sonora, agradecendo pelo feito.

Gaspar por sua vez, pegou o amuleto de transmissão sonora e respondeu com uma pergunta: "Stener, você está mesmo enviando todas as suas tropas para os arredores da cidade?"

Major Stener: "Sim... Eu planejo reunir todos ao redor da cidade e agir de fora para dentro, encurralando todos os rebeldes no centro da cidade!"

"Entendi..." Gaspar fez uma expressão de compreensão, mas questionou: "Você sabe que o centro da cidade se tornará uma praça de guerra, não sabe!? Certamente, todo o centro de Turop será dizimado... Você está mesmo disposto a seguir com essa estratégia?"

Major Stener: "Eu não tenho muitas opções, infelizmente! Eu prefiro perder o centro da cidade do que perder toda a cidade aos poucos..."

Gaspar concordou com a cabeça, mas sugeriu: "Eu posso reabrir o portal da dimensão da arena... Se eu fizer isso, você terá os soldados necessários para evitar esse fim! Você não quer tentar isso?"

Major Stener: "O criador sabe como eu queria fazer isso, mas.. . Se há mesmo uma epidemia de 'Peste Pútrida' acontecendo lá... Nós não podemos abrir aquele portal! Isso causaria uma carnificina muito maior do que as batalhas que estão por vir!"

Compreendendo o Major Stener, mas claramente insatisfeito por não ter muitas opções, Gaspar respirou fundo e respondeu: "Eu te entendo... Só me deixe ajudá-lo um pouco com esse fardo..."

Assim que terminou de dizer aquilo Gaspar abaixou o amuleto de transmissão sonora, encheu os pulmões de ar e falou: "Povo de Turop... O meu nome é Gaspar... E eu estou aqui para ajudá-los!"

Imediatamente, a voz do Gaspar pôde ser ouvida por cada alma viva em Turop...

Assim que ouviram o nome 'Gaspar', até mesmo as pessoas mais apavoradas na cidade sentiram uma confortável sensação de alívio. Já os rebeldes... eles se entreolharam e demonstraram um alto grau de alarme enquanto a voz do Gaspar continuava ecoando pela cidade...

"Toda a cidade está sela, sendo assim, eu sugiro que vocês parem de tentar fugir da cidade e colaborem com a 'Guarda De Turop'!"

"Neste momento, as forças da guarda estão se reunindo nos arredores da cidade, afim de fazer uma varredura em cada canto possível! Por isso... Eu peço para que confiem em mim e naqueles que juraram protegê-los, para que tudo chegue à uma breve solução!"

"Reúnam-se com os guardas, que irão protegê-los e designá-los a um local seguro!"

"Todos passarão por uma checagem, para garantir que não há nenhum rebelde entre vocês!"

"Não há nenhuma peste circulando pela cidade! Infelizmente... O Coronel Vargas mentiu para todos vocês! Então, acalmem-se e retornem à sanidade!"

"Aos rebeldes... Desistam e entreguem-se! Antes do próximo amanhecer... Todos vocês estarão presos ou mortos!" Gaspar encerrou, dando um claro aviso aos rebeldes e àqueles que cogitavam a hipótese de se juntar a eles.

Apesar do respeito que as pessoas tinham pelo Coronel Vargas, Gaspar era quase uma divindade no continente Hill, portanto, o que quer que ele dissesse seria visto como uma verdade irrefutável. E foi isso o que aconteceu...

Assim que aquelas palavras terminaram de ser ditas, milhares de pessoas começaram a seguir as orientações do Gaspar e deixaram as suas casas e bens para trás; Muitos dos que se rebelaram contra a guarda desistiram, haja vista que, com aquele domo a redor da cidade, a idéia de sair da Turop já não era mais possível; Aqueles que começaram todo o caos não seguiram as ordens do Gaspar, porém, apesar de eles tentarem impedir e até capturar alguns dos cidadãos que fugiam, eles somente puderam ranger os dentes de raiva enquanto toda aquela multidão apavorada e caótica corria organizadamente para onde os guardas se reuniam.

Quem observasse aquilo, diria que tudo tinha acabado, mas... Apesar de grande parte das pessoas terem conseguido fugir das principais zonas de batalha e, por muitas vezes, os mais fracos serem auxiliados por aqueles que eram mais capazes, muitas pessoas foram deixadas para trás e se tornaram reféns dos rebeldes.

A situação ainda era extremamente complexa, mas a 'Guarda de Turop' e o Gaspar precisavam vencer uma batalha de cada vez. E a princípio, a primeira batalha estava se encaminhando para uma vitória.

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Na dimensão da arena...

À medida que os estoques de medicinas e materiais à disposição de Zao Tian e o 'Clã Da Graça' diminuíam, mais e mais pessoas eram curadas ou imunizadas contra a 'Peste Pútrida'. Também, outra coisa que aumentava a cada segundo e a cada curado, era o respeito e a gratidão das pessoas ao redor para com aqueles jovens. No momento atual, praticamente todos na dimensão da arena já não questionavam mais os jovens, pelo contrário, a confiança neles e a torcida por eles se aproximava de um consenso.

Até aqui, 76 pessoas tinham sucumbido à peste, mas comparados às centenas de milhares de pessoas que ali estavam, esse números era ínfimos.

Sem saber que tão poucas pessoas tinham morrido, Zao Tian fazia de tudo para acelerar ainda mas a sua velocidade de refino, porque na sua cabeça, alguns milhares já tinham caído. A fim de perder o mínimo de vidas possível, Zao Tian estava refinando quase ao dobro da velocidade inicial dele.

Graças aos esforços de Zao Tian e dos jovens do 'Clã Da Graça', o grupo do Tenente Jones conseguia mais e mais pessoas para ajudar. Afinal... Se foi Zao Tian quem sugeriu aquilo, o mínimo que eles poderiam fazer era acreditar e ajudar.

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Na 'Montanha Sagrada'...

Após descerem por quilômetros, Murdoc e o Coronel Vargas deram sorrisos largos, pois o objetivo deles finalmente estava diante dos seus olhos...

No centro de uma imensa formação de cristais vermelhos, havia o cadáver perfeitamente preservado de um homem robusto, com cabelos castanhos e longas tranças, diversas tatuagens e cicatrizes pelo corpo e rosto, de rosto raivoso, e apesar de sem vida, os seus olhos ainda possuíam um olhar perfurante e amedrontador.

A imagem daquele homem, por si só, já era intimidadora, porém, o conjunto de tudo era ainda mais assustador...

O homem esmurrava o chão e, aquele golpe foi a causa toda a formação de cristais na 'Montanha Sagrada'; Na frente do homem, havia outra figura petrificada e perfeitamente preservada...

Uma criatura ou ser humano que usava uma armadura negra e dourada, com asas azuis e douradas e empunhava um cajado negro e dourado, parecia ser o alvo de toda a fúria do primeiro homem. O elmo daquela coisa protegia cada milímetro do seu rosto, mas mesmo sem saber o que ou quem estava por trás daquele elmo, qualquer sentiria arrepios ao olhar para ele.

Com um simples olhar, qualquer um era capaz de concluir que após uma intensa batalha, os dois sucumbiram devido ao sacrifício do homem robusto e todos aqueles cristais vermelhos que os rodeavam foram criados a partir do sangue e da energia vital dele.

Apesar de aquela ser uma cena admirável, Murdoc e o Coronel Vargas não demonstram nenhum respeito quando o primeiro apontou para o homem robusto e disse: "Aquele ali é meu! Como combinado, você fica com o outro..." E  outro concordou: "Perfeito!"

De repente, enquanto os dois falavam das figuras dentro da formação, eles sentiram um perfurante e raivoso olhar vindo da criatura de armadura...

"Hoho... O seu ainda está vivo..." Murdoc comentou num tom debochado, antes de completar: "É uma pena que ele está preso dentro daqueles cristais... Pelo menos para ele... Hahahahahahaha..."

Assim que o Murdoc terminou de dizer aquilo, o Coronel Vagas olhou para a criatura de armadura e falou: "Vamos começar a fazer as matrizes!"

Murdoc, por sua vez, olhou de cima a baixo para o Coronel Vargas e respondeu: "Eu mesmo farei a sua matriz... Eu não quero que você faça alguma coisa errada e, por acidente, solte aquela coisa!"

Imediatamente, o Coronel Vargas fez uma expressão séria, mas surpreendentemente respondeu: "Você pode até cuidar disso, mas eu estarei de olho em você, o tempo todo! Eu não confio em você!"

"Inteligente... Se eu fosse você, eu também não confiaria em mim..." Murdoc sorriu e respondeu, antes de continuar: "Contudo... Nós devemos saber os limites das nossas capacidades! Você é infinitamente mais forte do que eu, mas eu sou infinitamente melhor do que você quando o assunto é alquimia e selos..."

Assim que terminou de dizer aquilo, Murdoc começou a desenhar alguns selos ao redor do Coronel Vargas.

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Nota: As imagens dos dois homens estão nos comentários.

Um abraço a todos!!!

 

 

 

 

 

Por Rafael Batista R. Ferreira | 20/11/19 às 18:57 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Romance, Harém, Maduro, Seinen, Adulto, Comédia