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Capítulo 245 - Irmãos!

O Último Herdeiro Da Luz (UHL)

Capítulo 245 - Irmãos!

Autor: Rafael Batista | Revisão: Estou precisando de um revisor!

Em Turop, as tropas da guarda estavam reunidas próximas às paredes do domo. Boca a boca, os planos de ações e posições eram repassados até que todos soubessem quais seriam as suas funções.

A estratégia era simples, porém difícil de ser executada: Cada grupamento cobrirá uma certa região, mas um grupo sempre terá que manter contato ou visualizar os dois grupamentos aos lados; Após fazer esse cordão em volta da cidade, os grupamentos, avançarão lentamente, vilarejo a vilarejo e bosque a bosque, eliminando qualquer força inimiga; A medida que o avanço é feito, os cidadãos e populares inocentes serão checados e se manterão à retaguarda da tropa enquanto a tropa continua avançando, até que esse círculo se feche.

Essa seria uma boa estratégia para uma guerra, onde as baixas civis são um pouco mais aceitáveis, porém, para uma luta como aquela, não era a mais adequada. Contudo, devido ao baixo efetivo disponível, não haviam outras opções para o Major Stener.

A medida que o círculo se fecha e os inimigos são encurralados, eles tendem a ficar mais agressivos e perigosos, seja contra os guardas ou contra as pessoas a mercê deles. E esse era um risco ou, talvez, um sacrifício, que o Major Stener tinha que aceitar.

Naquele momento, era mais matemática do que coração. E a matemática era extremamente favorável.

Enquanto as ordens eram transmitidas para a tropa, o Major Stener se reencontrou com o Gaspar...

"Senhor Gaspar... nós avançaremos em cinco minutos!" O Major Stener anunciou.

Gaspar acenou em concordância e respondeu: "Eu irei para a 'Montanha Sagrada'! Seja lá o que for que o Vargas pretende fazer, eu não posso deixar que ele termine!"

O Major Stener imediatamente estendeu a mão e disse: "Obrigado e boa sorte! Eu conto com você!"

*Tap.* Gaspar apertou a mão do Major Stener e respondeu: "Eu também conto com vocês aqui!"

Ao cair daquelas palavras, o Major Stener fez uma expressão preocupada e alertou: "Tenha cuidado... O Vargas é extremamente frio e perigoso!"

Com um aceno de cabeça, Gaspar concordou e respondeu, tentando acalmar o major: "Eu já lidei com ele antes! Aquele idiota é uma bomba que está sempre com o pavio aceso!"

Assim que terminou de dizer aquilo, Gaspar soltou a mão do major Stener e disparou para o céu, em direção à 'Montanha Sagrada'.

Em segundos, Gaspar cruzou quase toda a cidade Turop e chegou ao seu objetivo...

Quando perceberam que havia alguém se aproximando deles, os homens do Murdoc que guardavam a entrada da 'Montanha Sagrada' não tiveram sequer o tempo de sacar as suas armas, porque o Gaspar era tão rápido que já tinha passado por eles.

Após passar direto por aqueles homens, o Gaspar seguiu na direção da montanha...

*Woosh...* De repente, quando o Gaspar estava prestes a tocar a montanha, ele simplesmente desapareceu, como se alguma coisa invisível o tivesse engolido...

"O que..." Gaspar não conseguia ver ou sentir nada. Ele estava em ambiente sem nenhum chão e desprovido de qualquer luz. A escuridão era tanta que, o Gaspar não conseguia ver sequer o seu próprio corpo.

"Vargas... Seu desgraçado! Você criou uma barreira dimensional ao redor da 'Montanha Sagrada'!" Gaspar xingou assim que percebeu do que aquilo se tratava.

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Dentro da 'Montanha Sagrada'...

Murdoc estava a um selo de terminar as matrizes, quando o Coronel Vargas percebeu que a sua barreira foi ativada...

"Apresse-se com isso! O Gaspar está aqui!"

Ao escutar aquilo, Murdoc fez uma expressão preocupada e perguntou: "O que? A sua barreira funcionou?"

O Coronel Vargas respondeu: "Sim, mas ela não o segurará por muito tempo!"

"Quem diabos trouxe ele para cá? É cedo demais para ele ter chegado!" Irritado e preocupado, Murdoc resmungou enquanto se apressava para acionar as matrizes.

O Coronel Vargas, por sua vez, franziu os cenhos e murmurou: "Gaspar, seu maldito pau mandado... Hoje será você quem ficará de joelhos!"

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Há 126 anos, em Duluth, uma das cidades mais poderosas e ricas de todo o continente Hill...

Um belo jovem se arrumava em um quarto de hotel enquanto lia um noticiário.

As vestes brancas e finas do jovem indicavam que ele estava se preparando para ir algum grande e sério evento, porém, a expressão dele não era condizente com aqueles trajes, porque ela estava repleta de empolgação e ansiedade...

*Tap* "O Momoa é incrível!" O jovem socou a mão esquerda empolgadamente enquanto gritava e fantasiava: "Mesmo depois de uma luta como essa, ele veio me ver!"

O noticiário em questão, informava que o Momoa, sozinho, derrotou e feriu seriamente três poderosos Santos que tentaram matá-lo e reinar sobre Hill.

Com uma ansiedade que transbordava pelo seu rosto, o garoto terminou de se arrumar e abriu a porta do quarto enquanto murmurava: "É hoje! Eu finalmente conhecerei o grande Momoa!"

"Uaaaaaaaaaa..." Assim que abriu a porta do seu quarto, o jovem foi ovacionado pelos funcionários do hotel e diversos fãs que lá estavam.

"Obrigado, pessoal!" O jovem agradeceu enquanto ostentava um olhar gentil e acenava para todos.

Enquanto descia para o saguão do hotel, o jovem foi abordado pelo dono do estabelecimento, que colocou as mãos sobre os seus ombros e falou: "Assim como o seu pai foi um herói para todos nós, eu tenho certeza que o seu futuro será ainda mais grandioso do que o dele,  jovem Vargas!"

O jovem em questão era o, hoje, Coronel Vargas. Naquela época ele se preparava para um dos maiores eventos da sua vida. Um evento que o mudaria para sempre.

"Obrigado, senhor! Eu prometo que honrarei a memória do meu pai e o carinho de todos vocês!" Com o seu semblante gentil de sempre, o jovem Vargas agradeceu ao dono do hotel e fez uma promessa para ele e para si mesmo.

O dono do hotel sorriu enquanto retirava as mãos do jovem e este caminhava pela multidão até a saída do hotel.

"Faça uma boa escolha hoje, jovem Vargas!" As pessoas gritavam e torciam por ele.

Lentamente, o jovem saiu do hotel e caminhou pelas ruas da belíssima cidade, que estava bem mais movimentada do que o normal.

"Jovem Vargas, escolha a 'Escola Do Dragão Furioso', por favor!"

"O seu futuro será melhor na 'Escola Da Lua Crescente'!"

"No exército de Hill será onde você alcançará o seu verdadeiro potencial!"

"Escolha com o coração, jovem Vargas! Nós torcemos por você!"

Por onde passava, o jovem Vargas era reconhecido pelas pessoas, que faziam pedidos e torciam por ele.

Apesar de todo aquele assédio,  jovem Vagas não demonstrava nenhuma arrogância. Isso era uma qualidade dele, que sempre escolheu fazer o bem para aqueles ao seu redor.

Vargas só chegou àquela idade graças à caridade dos cidadãos de Duluth. Órfão desde os 3 anos de idade, Vargas perdeu a sua mãe, por causa de uma depressão pós parto, que a fez ceifar a sua própria vida; Seu pai, que era um capitão do exército de Hill, o criou depois desse fatídico acontecimento, porém, em uma de suas batalhas, o pai do jovem Vargas sacrificou a sua vida, para salvar toda uma cidade da destruição.

Vargas tinha sentimentos complexos quanto à sua mãe, mas quanto ao seu pai... Bem... Apesar de tê-lo deixado aos três anos de idade, Vargas nutria uma adoração pela figura daquele homem que deu a sua própria vida para que outras milhares fossem salvas.

Filho de um herói de guerra, Vargas foi criado e auxiliado pelos cidadãos de Duluth, que também admiravam o seu pai. Graças à isso, Vargas teve uma ótima criação e se tornou uma pessoa tão boa quanto.

O talento do jovem Vargas para o Dao Marcial era ainda superior ao do seu pai. Na verdade, o jovem Vargas era um talento raríssimo entre qualquer cidade do continente, talento que só surgia uma vez em dezenas de anos.

Seu crescimento rápido no Dao marcial assustou até mesmo os seus tutores. Também, o seu potencial chegou aos ouvidos de inúmeras escolas e organizações, que começaram a cobiçá-lo.

Hoje, com 15 anos de idade, no 7° nível do reino Atroz, Vargas finalmente decidiu escolher uma dentre as tantas escolas marciais que o cobiçavam.

Esse era um evento que acontecia todos anos. Para divulgar as escolas marciais ou para uma espécie de combate de forças, Duluth sediava um evento de seleção, que contava com os maiores gênios da geração.

Os jovens mais cobiçados, de 15 anos de idade, escolhiam qual escola ou organização desejariam fazer parte e, dependendo da escolha, o nome da instituição poderia ir às alturas.

Todos anos, esse evento atraía muitas pessoas para Duluth e agitava a cidade, porém, nessa seleção, havia um favorito por todos... O jovem Vargas!

O talento do Vargas era reconhecido até mesmo pelos outros jovens que fariam as suas escolhas, porque absolutamente todas as escolas e forças de combate que participavam do evento queriam que ele os escolhesse.

Esse evento era muito especial para o Vargas, mas não era devido ao fato de ele ser a principal atração... Era por causa de alguém que, pela primeira vez na história, decidiu comparecer ao evento... Ele era o maior ídolo do Vargas, alguém que ele adorava mais do que ao seu próprio pai... O protetor do continente Hill, Momoa!

Por algum motivo, Momoa decidiu comparecer a este evento e ao que tudo indicava, ele veio para conhecer um daqueles jovens. Todos, absolutamente todos na cidade, tinham certeza de que o jovem em questão era o Vargas.

Depois de caminhar pela cidade e chegar a uma enorme praça onde foi ovacionado pelos populares, Vargas pôde ver os diretores das principais escolas marciais e chefes das forças de combate do país, além de outros que ele nem imaginava de onde eram.

Assim que o Vargas chegou à praça, todas essas personalidades olharam para ele e sorriram, a fim de conseguir alguma simpatia dele e até mesmo convencê-lo a escolhê-los.

Vargas se posicionou ao lado dos outros jovens que estavam ali pelo mesmo motivo que ele e os cumprimentou.

Todos cumprimentaram de volta, pois, como já foi dito, Vargas era uma pessoa querida por todos.

Na praça, atrás de onde estavam os representantes das escolas, havia uma pequena casa, usada pelos zeladores do local.

Dentro daquele casinha, estava o Momoa, que naquele dia não queria se mostrar para o público.

Foi quando todos o jovens se reuniram na praça e, coincidentemente, quando o Vargas chegou, que um ancião saiu da casa e caminhou lentamente até o centro da praça.

Todos acompanharam ao ancião com olhos; Os corações dos jovens aceleraram a cada passo do homem; Quando ele parou, Vargas estava quase sofrendo um infarto de ansiedade... Aquele seria o momento em que ele finalmente conheceria o seu grande ídolo!

Após parar no centro da praça, o ancião olhou para todos os jovens e finalmente falou: "Gaspar, jovem Gaspar... Por favor, o senhor Momoa quer vê-lo!"

Aquelas palavras deram um banho de água fria em todos os presentes, principalmente no Vargas, que sentiu-se como se tivesse perdido o chão.  

Longe, na extremidade direita da praça, o jovem Gaspar, que já era bastante alto e robusto naquela época, caminhou lentamente à frente, deixando para trás um pequeno grupo de pessoas de aparências bastante simples.

"O que está acontecendo aqui?"

"Quem é aquele cara?"

"Por que o Momoa quer ver logo ele?"

"Era o Vargas quem deveria estar caminhando para lá!"

As pessoas lançavam olhares perfurantes e confusos para aquele jovem enquanto questionavam o porquê daquela escolha.

"Eu acho que conheço aquelas pessoas... Eles são do 'Clã Da Rocha Cinzenta'!"

"Eu acho que você está certo..."

Finalmente alguém reconheceu de onde eram aquelas pessoas, mas isso não amenizou a surpresa deles, porque aquele era um clã praticamente sem expressão na região.

Sem se importar com aquele olhares, Gaspar, que também tinha 15 aos de idade naquela época, caminhou junto ao ancião e adentrou a casa.

Um silêncio repentino pairou pela praça enquanto todos tentavam escutar o que estava acontecendo dentro daquela casa. A seleção que ainda nem tinha começado, foi adiada por mais quinze minutos, que foi tempo que o Gaspar permaneceu na casa. Todos queriam saber o desfecho daquilo.

Vargas ficou mudo por todo o tempo. Desolado, ele viu o seu sonho e as suas expectativas escorrendo por entre os seus dedos.

Por quinze minutos, Gaspar ficou reunido com Momoa e quando ele saiu, ninguém ali fazia idéia do que eles poderiam ter conversado. A única coisa que eles puderam sentir foi uma pequena flutuação de energia espiritual vindo da casa durante aquele período.

Após sair da casa, Gaspar se prostrou à frente das personalidades e disse: "Senhores, muito obrigado àqueles que me escolheram e àqueles não me escolheram! Seria uma honra ser ensinado por qualquer um dos senhores, mas... Neste momento, eu anuncio a minha desistência da seleção! Eu continuarei a treinar em meu clã!"

As palavras do Gaspar chocaram a todos na praça.

Ele não era reconhecidamente um grande talento, ele estava apenas no 9°nível do reino Da Alma e, por isso, apenas duas escolas tinham escolhido ele. Mesmo assim, ele acabara de recusar a todos.

Imediatamente após o Gaspar dizer aquilo, uma flutuação de energia espiritual veio de dentro da casa e o espaço ondulou, indicando que o Momoa tinha acabado de deixar a cidade.

A surpresa estava estampada nas faces de todos ali, porém, algo ainda mais surpreendente aconteceu...

Enquanto o Gaspar caminhava de volta para o seu grupo, Vargas, que até então estava mudo, finalmente falou: "Eu escolho o 'Clã Da Rocha Cinzenta'!"

Aquelas palavras atordoaram absolutamente todos os presentes. Todos os olhares, até mesmo dos membros do 'Clã Da Rocha Cinzenta', caíram sobre o Vargas.

Gaspar, que também tinha se virado abruptamente para o Vargas, agradeceu a ele, mas disse: "Eu agradeço, Vargas... Contudo, nós não somos uma escola marcial e um potencial como o seu não pode ser desperdiçado! Nós somos apenas um pequeno clã que em nada contribuiríamos para o seu crescimento..."

"Você está louco, jovem Vargas?"

"Não jogue o seu futuro fora!"

"Era você quem deveria ter ido para aquela casa!"

Os residentes de Duluth começaram a gritar para o Vargas, tentando convencê-lo a desistir daquela idéia.

Apesar de todos aqueles pedidos e da negativa do Gaspar, Vargas manteve-se firme e falou: "Não me puna pelo meu talento! Eu estou pedindo para treinar com você!"

Assim que escutou aquilo, Gaspar ficou desarmado. Alguém muito superior a ele estava fazendo um pedido como aquele... Como ele poderia recusar?

Olhando para o Vargas, Gaspar sentiu-se confiante de que eles se dariam bem e disse: "Será uma honra tê-lo conosco, Vargas!"

Enquanto todos suplicavam para que aquilo não acontecesse, Vargas se juntou ao 'Clã Da Rocha Cinzenta' e partiu de Duluth.

Aos poucos, Vargas e Gaspar se conheceram e se tornaram irmãos...

No começo dos treinamentos, a disparidade de forças entre eles pendia unicamente para o Vargas, que continuava a subir de nível rapidamente.

Pouco a pouco, Gaspar começou a ganhar poder num ritmo alucinante! Ano após ano, a diferença de poder entre eles ficava cada vez menor.

Aos 34 anos de idade, Gaspar e Vargas chegaram ao reino Profano, juntos!

Naquele dia, os dois finalmente conversaram sobre o dia em que tudo começou...

Gaspar: "Vargas... Eu nunca te perguntei isso, mas... Por que você tomou aquela decisão no dia da seleção? Era para você estar me odiando, como todos naquela praça!"

Vargas: "Eu vou confessar que, no momento que você foi chamado, eu quis te estrangular! Hahahahaha... Mas... Eu sempre admirei o Momoa, e, se ele te escolheu, quem sou eu para questionar?"

"A única coisa que eu queria era entender quem era você e porquê você foi escolhido, mas... Hoje, eu entendo!"

Gaspar: "Por que você nunca me perguntou sobre o que houve naquela casa?"

Vargas: "Não sei, mas... Seja lá o que for, fez bem para você! Eu nunca vi alguém avançar no Dao Marcial tão rápido quanto você! Em breve, você me superará!"

Gaspar: "Vargas... Você sempre foi muito mais talentoso do que eu! Lembre-se sempre disso!"

Vargas: "Do que você está falando?"

Gaspar: "Até aquele dia, eu nunca tive um talento que sequer chegasse aos seus pés! Eu só mudei depois que eu saí daquela casa!"

Vargas: "Do que você está falando?"

Gaspar: "O Momoa só foi me ver, porque eu tinha um poder latente selado em mim, e de alguma forma, ele libertou esse poder! Se não fosse por isso... Eu ainda estaria entre os mais comuns cultivadores do mundo!"

"Naquele dia, depois de liberar o selo dentro de mim, o Momoa teve que se retirar, porque ele ainda estava ferido da batalha contra aqueles três Santos!"

"Porém, ele me disse que, custe o que custar, eu precisaria ficar poderoso, porque essa seria a única forma de honrar um antepassado meu, que garantiu que este mundo ainda esteja aqui..."

Tanto o Vargas quanto o Gaspar ficaram anos sem entender o que aquelas palavras significavam e eles sempre caminharam juntos, até que uma cidade mudou isso...

A pedido do Vargas, os dois foram conhecer Nashua, uma cidade com duzentos mil habitantes.

Aquela foi a cidade salva pelo sacrifício do pai do Vargas.

O que era para ser um momento de alegria e lembranças para o Vargas, se tornou um momento de fúria e ódio jamais vivido, pois... Nashua era uma cidade suja, de todos os modos possíveis!

Grupos mercenários andavam livremente por toda a parte; Prostituição infantil, atos obscenos e até mesmo estupros aconteciam ao ar livre, na frente de crianças ou de qualquer um; Roubos, assassinatos... Todos os tipos de violência eram praticados constantemente; A prefeitura da cidade e as forças de segurança eram extremamente corruptas e pareciam viver luxuosamente às custas de toda a 'merda' que era a cidade; Pessoas vinham de longe, só para desfrutar dos prazeres bizarros que a cidade proporcionava.

Ver tudo aquilo revoltou o Vagas, mas o que mais o irritou foi ver que no local onde havia uma pequena e única estátua de seu pai, havia um bordel infantil que foi construído ao redor.

Gaspar também estava enojado com aquela cidade, mas ele não conseguia sequer ter idéia do quanto o Vargas estava irritado com aquilo.

Naquele momento, no centro de Nashua, Vargas mudou a sua visão das pessoas...

"DESGRAÇADOS!!!" Vargas gritou a plenos pulmões.

As pessoas sequer olharam para ele. Gritos eram comuns pelas ruas da cidade.

*Boooooooooooooommmmm...* De repente, sem nenhum aviso, Vargas explodiu e liberou uma insana quantidade de energia espiritual e poderosos ventos que dizimaram tudo num raio de dois quilômetros.

Gaspar não pôde sequer tentar impedi-lo, porque antes que ele percebesse, pedaços de construções, pessoas, crianças, e até mesmo a estátua do pai do Vargas estavam se espalhando por todas as partes.

"VOCÊS NÃO MERECEM VIVER!!!" *Booooooommm...* Vargas gritou enquanto disparava violentamente para o céu e se preparava para varrer toda a cidade do mapa.

*Vuuuuuuuuuuuuuuuuuu...* Um violento furacão se formou ao redor do Vargas, que liberou toda aquela fúria sobre a cidade.

*Boooooooooooooooooommmm...* Outra violenta explosão aconteceu, porém o furacão atingiu em cheio uma gigantesca parede de diamantes que se formou acima da cidade...

"GASPAAAAAAAARRRR... SAIA DA FRENTE!!! TODOS ELES MERECEM MORRER!!!" Vargas berrou enquanto todas as veias do seu rosto saltavam.

Gaspar, que nunca tinha visto o Vargas daquele jeito, tentou acalmá-lo: "Vargas, vamos conversar... Eu preciso que você se acalme!"

"Saia... Da minha... FREEEEENTE!!! *Booooooooooommmmm...* Vargas estreitou os olhos e dessa vez, ativou cada fragmento de poder que tinha em seu corpo.

Os cabelos do Gaspar esvoaçavam devido aos poderosos ventos que saíam do corpo do Vargas enquanto ele dizia: "Vargas... Têm inocentes aqui! Não perca a cabeça!"

*Swoosh.* *Baaaaaaaaaannnggg...* Vargas, por sua vez, disparou contra o Gaspar e acertou um poderoso soco em sua face enquanto falava: "Não existem inocentes!!! O mundo inteiro precisa aprender uma lição!"

Uma luta de proporções incríveis aconteceu em Nashua... Vargas e Gaspar travaram um embate ferrenho em que o primeiro tentava destruir a cidade e o segundo tentava protegê-la.

O combate durou dois dias, até que finalmente fosse encerrado por uma força que superava os dois juntos... O próprio Momoa!

Após nocautear o Vargas, Momoa o levou para julgamento. E aquilo só serviu para fazer com que Vargas sentisse ainda mais ódio das pessoas, porque além de tudo o que fizeram à memória do seu pai, agora ele era olhado com desprezo pela pessoa que ele mais idolatrava.

Apesar da raiva que agora dominava o semblante do Vargas, a alta cúpula do exército de Hill decidiu integrá-lo às suas fileiras, como forma de pena. E foi assim que ele ascendeu ao poder...

As batalhas que ele comandava eram vencidas com uma superioridade avassaladora. Ele não tinha nenhuma compaixão ou empatia contra os inimigos.

Gaspar, a pessoa que cresceu ao seu lado, tentou por várias vezes se reaproximar dele, mas nunca teve sucesso.

Enquanto o Vargas ficava reconhecido pela sua ferocidade, Gaspar ficou mais próximo do Momoa e se juntou aos generais do Yan Chihuo.

Aquilo só fez aumentar a raiva do Vargas, que passou a odiar o seu antigo amigo e irmão. Na cabeça dele, o mundo precisava ser mudado, mas isso só seria possível depois de uma grande 'limpeza'!

Hoje, os dois Santos têm visões opostas do mundo... Gaspar é dedicado à proteger as pessoas e lutar pelo certo... Vargas, bem... O ódio que ele sentiu em Nashua o cegou para o bem do mundo e ele esqueceu de todo o bem que as pessoas fizeram por ele.

Depois de quase cem anos, esses dois finalmente estão prestes a se reencontrar...

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Nota: O espírito da maldade, quis me fazer dividir o capítulo e ter um guardado, mas eu acho que não dava para dividi-lo! kkkkkkkkkkkk



Por Rafael Batista R. Ferreira | 02/12/19 às 20:03 | Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Romance, Harém, Maduro, Seinen, Adulto, Comédia