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Capítulo 04 - Entrando Para o Exército

Sentimento Zero: Projeto Serafim (SZPS)

Capítulo 04 - Entrando Para o Exército

Autor: Matheus Freitas | Revisão: Agente SSS

3 dias depois, Vitor e Letícia ainda estavam em recuperação, Vitor já conseguia fazer pequenas caminhadas enquanto Letícia ainda precisava de um tempo. Ela já se comunicava normalmente e conseguia se sentar na cama. Vitor veio visitá-la como sempre fazia desde quando conseguiu sair do quarto, embora precisasse se esforçar bastante.

“Letícia, temos que conversar.” Falou Vitor quando entrou no quarto.

Letícia já esperava que isso aconteceria e também tinha várias perguntas para Vitor.

“Sente-se, também quero conversar.” Respondeu Letícia.

Vitor sentou-se e observou a mulher em sua frente, ele ainda estava achando que tudo era irreal. Um naufrágio no meio do pacífico terminou com eles aparecendo 3 meses depois em Fortaleza, suas memórias não encontravam nada nesse meio tempo.

“Letícia, eu vou direto ao ponto. O que você se lembra de uns instantes antes das explosões até a hora que acordou?” Perguntou Vitor com uma cara séria.

“Eu não sei.” Letícia balançou a cabeça e continuou.

“Tudo o que me lembro é que antes das explosões começarem eu estava com você, elas começaram e todo mundo entrou em pânico. Poucas pessoas conseguiram manter a calma como nós dois, então eu me lembro que nós fomos para o deck externo do navio, e tivemos uma noção do que estava acontecendo.”

Letícia fez uma pausa, respirou fundo e continuou:

“O navio começou a afundar e você me disse para ir buscar suprimentos. A maioria das pessoas se descontrolou, mas tinha um grupo de pessoas que usavam ternos pretos que estavam muito calmos, calmos ao ponto de ser anormal. Porém, eu acho que eles poderiam estar em estado de choque talvez, o que você se lembra?”

“Grupo? Que grupo era esse?” Perguntou Vitor.

“Você se lembra o dia em que começamos o cruzeiro? Tinha um grupo de homens nos olhando, era esse grupo.”

“Eles?” Vitor forçou a mente para se lembrar, até que conseguiu. “Sim! eu lembrei, sempre que andávamos pelo navio tinha pelo menos um deles por perto. Agora que você falou. Isso está muito misterioso.” Vitor tentou analisar a situação, mas ele não tinha informações o suficiente. Com tudo que tinha ele só podia fazer palpites.

“Outra coisa que acabei de lembrar é que durante o caos só 4 deles estavam juntos, estava faltando 3 deles.”

“Faltando? Eles estavam com menos pessoas. Será, que eles não conseguiram se reagrupar?” Nesse momento um flash passou pela cabeça de Vitor.

“E se, eles forem anjos?” Perguntou Vitor.

“Anjos? Mas a maioria estão sob controle dos governos ou sob os militares, por qual motivo eles poderiam ter para fazer isso? Querem provocar outro país? Mas, se for isso, nós estávamos em águas internacionais.” Letícia havia analisado bem a situação, havia formas melhores de iniciar um conflito.

“É, você pode estar certa.”

“Talvez nós estamos pensando de mais, pode ser que tudo tenha sido um acidente.” Falou Letícia.

“Eu acho toda essa situação muito esquisita. Naquele dia, eu acordei a noite, mas antes que eu pudesse fazer algo eu fui derrubado. Eu estou acreditando que isso não foi um acidente, com nossa tecnologia é basicamente impossível a casa de máquinas explodir sem aviso. Além disso, todas essas explosões pareceram coordenadas, alguém planejou isso!” Vitor falou de forma solene.

“Não tenho ideia do que aconteceu. Por que sobrevivemos? Por que afundaram o navio? Quantas pessoas morreram? Qual é o objetivo? Será que tiveram outros sobreviventes?” Vitor continuou pensando em voz alta.

Letícia ficou em silêncio, ela tinha as mesmas perguntas, mas agora o mais importante era focar em sua recuperação.

“Enfim, vamos falar disso depois, o mais importante agora é nos recuperarmos e voltarmos a ativa.” Disse Letícia com um sorriso.

“Sim, você está certa.” Vitor concordou.

A recuperação continuou e uma semana e meia depois eles finalmente receberam alta, depois de 3 meses e meio muitas coisas mudaram, Vitor havia sido exonerado de seu cargo de diplomata, o mesmo aconteceu com Letícia.

A notícia da morte pegou todos de surpresa e como uma grande brincadeira, eles reaparecem e não se lembram de nada do que aconteceu. Vitor e Letícia ainda estavam discutindo se deveriam voltar para suas carreiras ou não.

Vitor chegou na casa onde morou por boa parte da sua vida, e foi recebido por sua mãe. Eles moravam no Rio de Janeiro, depois da guerra, as favelas foram extintas, já que boa parte da população foi para a guerra. O governo assumiu as propriedades das pessoas que morreram na guerra, e realocou as pessoas que viviam nos morros para essas moradias que ficaram livres. A população ainda crescia, todavia os governos aprenderam com seus erros, e começaram a colocar um controle de natalidade. O número de filhos que você poderia ter dependia de suas posses.

Os morros onde ficavam as favelas se tornaram grandes condomínios. Porém, existiam diferenças desde os populares aos de altíssimo padrão, a família de Vitor morava em um desses condomínios onde antes ficava a favela do alemão. Não existia mais o problema de deslizamentos, já que todo o local era preparado para absorver a água da chuva e evitar que a água provoque deslizamentos.

“Oi mãe, como tem estado as coisas, onde está o pai?”

Ana suspirou e disse: “Seu pai está em uma reunião com o ministro da defesa, parece que rebeldes estão dando problemas nas províncias da Colômbia e Venezuela.”

“Problemas? Que problemas?”

“Eu não sei, só o que seu pai me disse foi isso, não deve ser nada de grave.”

“Ok, Mãe eu chamei Letícia para morar aqui por um tempo, até eu decidir o que vou fazer.” Vitor se virou para sair, mas parou e perguntou.

“A propósito, Marcos está em casa?”

“Não, ele está no quartel, disse que não tinha nada para fazer aqui e que não sabia quando você iria voltar então ele saiu, não se preocupe eu vou ligar para ele.”

“Obrigado, mãe!” Vitor saiu e foi para o seu antigo quarto.

O quarto era grande, tinha tudo que era necessário, tinha uma decoração minimalista, paredes brancas, um grande guarda-roupas, uma escrivaninha e outras poucas coisas estavam no quarto. Fazia um tempo que ele tinha estado aqui, todavia tudo estava do jeito que ele havia deixado. Ele então foi até a cama e se deitou para tentar dormir.

Já era noite quando Vitor acordou, ele escutou sons na sala de jantar, Marcos e Wilson estavam conversando sobre a reunião de hoje. Embora fosse jovem, Marcos era um talento que o exército estava cultivando com todo fervor. Seus conhecimentos em informática ajudaram a melhorar o sistema de defesa do país, era uma carta trunfo que o exército mantinha no caso de uma guerra cibernética. Por isso, seu pai podia conversar sobre esses assuntos das reuniões contanto que não fosse ultrassecreto.

Marcos era muito parecido com Vitor, embora fosse mais magro. Seus olhos eram castanhos e tinha o mesmo tipo de sobrancelhas que Vitor, ele tinha uma aura descontraída em volta dele. Contudo, quando ele ficava sério, ele tinha a mesma presença sufocante que Wilson e Vitor.

Respeito, essa era uma coisa que era exigida naturalmente ao se olhar para Wilson. General de exército, responsável pela região sul e sudeste do continente, o comandante do 3° exército. Contudo, seu escopo de atuação não se limitava a sua jurisdição, se fosse requisitado pelo ministro, poderia atuar em qualquer zona de comando do exército. Ele é um homem alto, aparentando ter entre 45 e 50 anos, usava como de costume, seu uniforme militar, ele tinha olhos verdes e herdou de seu pai boa parte da sua aparência.

“Pai, já chegou? Como foi sua reunião?”

Wilson realmente adorava seus dois excelentes filhos, seu sonho era trazer os dois para o exército, mas Vitor escolheu seguir a carreira diplomática. Talvez, agora ele tivesse a chance de trazer Vitor para o exército.

“Nada de mais, só que a situação nas províncias da Venezuela e Colômbia têm estado mais ativa ultimamente. Parece que a liderança desses rebeldes foi unificada pela Venezuela. Esses ratos realmente pensam que somos cegos?” Wilson falou com desdém.

“Sério? Quando eu estava no Japão esses rebeldes não estavam de joelhos? Como eles conseguiram força para conseguir se reerguer?”

“Acreditamos que esses rebeldes estão recebendo ajuda externa, parece que eles receberam dez anjos de 2° classe e trinta anjos de 3° classe. Nossa segurança no local não foi capaz de conter rapidamente, então eles conseguiram fazer alguma bagunça.” Respondeu Marcos.

“Anjos? Não conseguiram determinar de onde eles vieram? Eles não podem ter aparecido do nada.” Vitor falou um pouco interessado.

“Não, ainda não. Mas não interessa, eu fui designado para aniquilá-los, irei arrancar essas ervas daninhas. Já que o comandante da região está de licença.” Falou Wilson, enquanto olhava para Vitor, neste instante, uma ideia surgiu em sua mente, ele já esperava uma recusa, mas não custava nada perguntar. “A propósito, o que acha de vir comigo dessa vez? Estou levando Marcos comigo para ele ter uma noção do campo de batalha.”

Vitor pensou um pouco, se ele fosse fazer uma investigação sobre esse incidente. Era necessário contatos e mão de obra, Vitor tinha alguns contatos no Japão que poderia ajudá-lo nessa busca, mas ele não tinha nenhum poder real. Talvez entrar no exército seja realmente a melhor escolha para ele no momento. Mesmo sabendo disso, Vitor ainda teria que recusar. Porém, quando ia fazer isso, um start e um pensamento aconteceram em sua mente, isso o fez mudar completamente de ideia.

“Se eu for, só irei como apoio tudo bem?” Perguntou Vitor.

“Sim, contudo se você quiser entrar no exército eu tenho meios de colocar você, mas não posso fazer nada além de colocar você como capitão, embora eu possa indicar você como um major, não será benéfico para você. O exército é um ótimo lugar para você, embora não tenha nenhuma habilidade, suas capacidades tornarão você uma grande pessoa.” Wilson falou o que realmente queria.

“Certo, eu aceito o que você disse, mas quero estar sob o seu comando, não quero receber ordens de outros!”

Wilson deu um raro sorriso e disse: “Você é um Alencar, quem em todo exército pode mandar em você?”

“Tudo bem, quando vamos?” Vitor falou.

“Amanhã de manhã.” Wilson respondeu.

“Já que decidimos, vão se preparar.” Completou Wilson.

“Sim!” os dois responderam em uníssono.

Por Matheus Freitas (Leia SZPS) | 01/04/20 às 23:47 | Ação, Romance, Ficção Cientifica, Super-Poderes