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Capítulo 05 - Partida

Sentimento Zero: Projeto Serafim (SZPS)

Capítulo 05 - Partida

Autor: Matheus Freitas | Revisão: Agente SSS

Depois do jantar, Vitor saiu para o quarto para fazer uma ligação para Letícia, ela também tinha recebido alta e estava na casa dos pais. O terminal pessoal tocou um pouco até que a chamada foi conectada.

[Olá Vitor, já jantou?] Perguntou Letícia.

[Já! Liguei para avisar para você que estarei longe por alguns dias.] Vitor falou secamente.

[Longe? Por quê? Vai fazer algo perigoso?] Letícia perguntou com preocupação.

[Eu vou com meu pai para resolver uns assuntos nas províncias da Colômbia e Venezuela.]

Letícia pensou um pouco e compreendeu algo.

[Tem a ver com os rebeldes? Mas você não disse que não queria seguir os militares.]

[Eu realmente falei isso, mas eu pensei bem, e acredito que não existe mal algum em acompanhá-lo, o exército pode ser um bom local para mim. De qualquer forma, o sangue pelo visto é mais espesso que a água. Minha família é de militares, talvez seja realmente o destino. Além disso eu tenho outros motivos para entrar para os militares. Também, tem algo que me diz para fazer isso, embora não saiba o por quê, sinto que esse caminho é ideal para mim. Por enquanto não farei nada perigoso certo?] Falou Vitor sentindo uma dor de cabeça chegando.

[Quando você coloca algo na sua cabeça quem nesse mundo pode tirar? Vitor se você fizer algo perigoso você terá que se ver comigo! Entendeu?] Letícia começou a ameaçar Vitor.

[Ok, Ok, querida não seja assim certo, eu prometo a você que tentarei não fazer nada perigoso.] Vitor falou seriamente.

[Certo, vamos parar de falar sobre isso, quando você vai voltar? Não aguento mais ficar longe de você.] Letícia disse fazendo beicinho.

[Não sei, meu pai vai estar no comando então não deve demorar muito, eu irei somente para ver como isso funciona, não irei fazer nada realmente.]

[Tudo bem, quando você voltar eu finalmente poderei ter um tempo com você. A minha mãe não para de falar o quanto está querendo que você venha para passar um tempo com eles...] Letícia suspirou.

[Eu ia chamar você para vir para minha casa, porém como você já falou isso só posso aceitar. Realmente, passar um tempo com os sogros é importante, afinal o sogro é um pouco difícil de lidar, quando chegar vou visitá-los.]

[Não diga que ele é difícil de lidar, ele só me mima bastante.] Letícia sorriu.

[Querida, fique bem, eu vou desligar e ir para a cama.]

[Ok! Eu também vou dormir, beijos, beijos!]

A chamada foi desligada e Vitor foi se deitar. O principal motivo para ele ter aceitado ir com seu pai foi que seus instintos estavam avisando que algo estava errado, e geralmente seus instintos acertavam. Se ele pudesse entrar em contato direto com os militares, talvez ele descobriria algo que pudesse ajudá-lo a solucionar sua inquietação. Ele tinha o conhecimento de que isso poderia levar a lugar algum, todavia ele realmente não tinha opções no momento.

‘Que seja, talvez seja o destino que eu tenha que seguir este caminho, ser militar não é tão ruim assim.’

Enquanto pensava sobre o assunto, ele ouviu batidas na porta.

“Entre!”

A porta se abriu e Marcos apareceu.

“Irmão! Quanto tempo, finalmente podemos falar a sós.” Marcos disse com um sorriso.

“Sim, entre e sente-se, o que você quer falar?”

“Por quê?” Marcos continuou na porta e foi direto ao ponto.

“Por quê? Ficou tão evidente o que eu estou pensando?”

“Quem você acha que eu sou? Eu acredito que nosso pai já sabe também, eu cresci com você, posso tentar adivinhar o que você está pensando.” Nesse momento houve uma pausa na fala de Marcos. “Você realmente vai seguir esse caminho? Irmão... Você é normal.”

“Eu sei que não me desenvolvi como você, mas não precisa se preocupar. Não irei para nenhum lugar perigoso, só irei observar. Além disso, tem algo em mim que diz para fazer isso.” Vitor falou seriamente.

“Certo, eu apoiarei você. Minha habilidade pode não ser muito útil em combates diretos, porém é boa para observação e processamento de dados.” Marcos disse com orgulho.

“Tudo bem eu admito, meu irmãozinho é incrível.” Falou Vitor com uma risada.

“Bem, eu era só isso, já que decidiu, não posso fazer nada. Vou arrumar as minhas coisas, vamos sair cedo amanhã.” Marcos se virou e saiu.

“Boa noite!” Gritou Vitor quando a porta fechou.

Amanheceu e com ele os três foram para a base aérea do Galeão no Rio de Janeiro. Chegando lá Vitor viu 5 pessoas esperando próximo ao avião, quando os homens viram Wilson chegando logo vieram prestar sua saudação.

“Senhor general!” Falaram os homens em uníssono fazendo saudação militar.

“Descansar homens, vocês podem acreditar que é um exagero levar vocês 5. Eu também acredito que seja um exagero, mas diferente dos outros grupos terroristas, esses tem anjos fazendo ataques, então é por isso que vamos para lá. Vamos arrancar tudo o que existe no local, eles têm somente 10 anjos de 2° classe. Comigo aqui, mais os que estão na região nós temos 20 anjos de 2° classe, isso sem falar os que são de 3° classe. Eles estão usando ataques isolados e distantes, tornando difícil para localizá-los.”

“Sim, senhor!” Então eles relaxaram e ficaram ao lado esperando ordens.

Wilson olhou para o avião e então disse:

“Vocês dois, fiquem atrás de mim, não se afastem. Vamos!” Então ele se virou e entrou no avião. Vitor e Marcos seguiram logo em seguida, depois foram os outros cinco homens.

No avião Wilson começou as apresentações: “Carlos, Roberto, Júlio, André e Daniel, esses são meus dois filhos, Vitor e Marcos. Marcos é um anjo de 2° classe intermediária, suas habilidades são muito úteis em um campo de batalha. Sua habilidade é que ele tem uma percepção e cérebro que consegue ver tudo em um raio de 500 metros, se ele focar em uma área ele pode processar tudo em uma área de 2 km. Quanto a taxa de redução de vida vocês não precisam saber.”

Nesse momento Wilson olhou para Vitor e continuou:

“Vitor não possui nenhuma habilidade.” No momento em que disse isso os homens ficaram surpresos. “Mas não se enganem, a capacidade de julgamento e tomada de decisão de Vitor é excelente. Venho tentando trazê-lo para o exército a muito tempo, por causa das suas capacidades. Dessa vez devido a um certo incidente, ele teve que sair da sua carreira e finalmente consegui fazer com que ele me seguisse.”

Quando viram seu general falando do homem assim eles ficaram surpresos, mas não ousaram mostrar desdém ou alguma coisa do tipo. Afinal, eles eram os incomuns em possuir habilidades, e conhecendo seu general, ele não estava falando isso da boca para fora, esse homem realmente tinha alguma capacidade.

“Já apresentei os dois, agora é a vez de vocês.” 

“Sim senhor! Sou major Daniel, minha habilidade é assim como a do general, o controle do fogo, porém é mais fraca que a do general. Sou um Anjo de 2° classe intermediária. Especialista em combate de média e curta distância.” Disse Daniel de forma cortês.

“Sou major Roberto, minha habilidade é o embaralhamento de ondas de rádio. Eu posso em um espaço de 1000 metros embaralhar todas as ondas de rádio ao meu redor, somente frequências que eu permitir podem passar. Sou um Anjo de 2° classe intermediária. Faço parte da inteligência.” Roberto falou enquanto avaliava os dois.

“Sou capitão Carlos, minha habilidade é do tipo percepção, assim como Marcos. Minha visão é muito aguçada, sou especialista em armas de longa distância, e dar cobertura aos meus companheiros. Sou um Anjo de 2° classe baixa!” Disse com um sorriso.

“Sou primeiro tenente Júlio, minha habilidade é controle do gelo, sou um anjo de 2° classe avançada. Especialista em combate de curta e média distância” Falou Júlio secamente.

“Sou coronel André, e tenho a habilidade de controlar a luz, sou um anjo de 2° classe elite. Posso lutar em qualquer lugar.” André falou de forma serena.

Terminada as apresentações, todos conversaram mais um pouco.

A viagem durou cerca de 6 horas, eles chegaram na base aérea militar de La Carlota por volta de 12:30 no horário local.

Por Matheus Freitas (Leia SZPS) | 05/04/20 às 10:04 | Ação, Romance, Ficção Cientifica, Super-Poderes