CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 66 - Laboratório

Sentimento Zero: Projeto Serafim (SZPS)

Capítulo 66 - Laboratório

Autor: Matheus Freitas | Revisão: Agente SSS

Depois de soltar tudo que tinha nesse grito, Vitor tossiu e uma grande quantidade de sangue apareceu em sua mão. Vendo isso, ele não pôde deixar de sorrir ironicamente, ele estava gravemente ferido e precisava urgentemente de cuidados médicos.

Agora que a luta havia cessado, ele pôde ver os danos que tinha em seu corpo. O braço esquerdo estava quebrado na altura do antebraço, era uma confusão de carne queimada e terra, ele definitivamente corria risco de perder o braço. Seu peito não estava em uma situação muito melhor, se o ataque de Reinaldo tivesse sido mais profundo, era possível que ele tivesse seus pulmões e coração cozinhados, a sorte é que o escudo conseguiu mitigar a força do ataque.

Ele pensou no que aconteceu, ele percebeu que não conhecia nada sobre a real forma da sua habilidade. A medida que se aprofundava nela, mais facetas eram reveladas. Com isso em mente, uma ideia surgiu, mas rapidamente ele acabou por apagá-la de sua mente.

Depois de checar sua condição, Vitor deu uma última olhada no corpo de Reinaldo e resolveu deixar o corpo como estava. Afinal, ele não estava em condições de aniquilar o corpo dele. Vitor então, começou a caminhar vagarosamente para onde sentia a marca na blusa de Letícia. 

Foi uma pequena caminhada, mas exigiu um grande esforço. Ele olhou para a direita e viu o porto onde estava somente um barco, esse era provavelmente aquele que Reinaldo falou.

Vitor entrou na base subterrânea e se deparou com um problema. Ele não sabia o Layout do local, como ele vai descobrir o caminho certo? Ele só pode sentir a direção dela.

Vitor estava pressionado pelo tempo, ele começou a andar procurando as escadas, até finalmente estar no mesmo nível em que ela estava.

Depois de aproximadamente 5 minutos, ele conseguiu encontrar as escadas e desceu até chegar no 5° andar. Ele começou a caminhar e entrou em um grande corredor, cheio de salas com paredes feitas de vidro.

O corredor era cortado por outros corredores, como se fossem ruas e seus cruzamentos.

Os compartimentos estavam cheios de equipamentos, animais e plantas. Vitor não conseguia nem estimar a quantidade de animais presos aqui.

Ele começou a caminhar pelo corredor e entrou em uma sala. Ela estava obviamente vazia, mas Vitor podia imaginar a quantidade de cientistas que eram necessários para mover um laboratório deste tamanho. 

A sala tinha muitos microscópios e outros equipamentos como centrífugas, balanças analíticas, agitador de tubos e outras que Vitor não conseguia nomear.

Ele andou por esses aparelhos e dúvidas começavam a surgir em sua mente.

‘Qual a função dessas coisas? Será que a nossa ativação tem algo a ver com esse laboratório? Se sim, é aqui que eles desenvolveram esse método? Se não, o que eles estão pesquisando aqui? Não me parece ser algo que um laboratório de farmácia faria normalmente. Duvido que eles estão pesquisando algo de bom aqui.’

Vitor sentiu um impulso em destruir todo esse lugar, seu instinto estava avisando que este lugar, mesmo abandonado não deveria cair nas mãos do governo. Ou então, coisas terríveis poderão acontecer.

Mas Vitor mal podia usar seu poder, ele não podia aniquilar nada no momento.

Com um suspiro, ele saiu da sala e continuou a andar pelo corredor. Até que ele parou em outra sala, nela ele viu vários tipos de animais, existiam alguns tipos de primatas e outros mamíferos de pequeno e médio porte.

Ele entrou na sala e a cena o surpreendeu. Todos os animais da sala olharam para a porta, depois de observarem o invasor, eles retornaram de maneira comportada e ordenada ao que estavam fazendo, tratando Vitor como o ar.

Vitor ficou chocado e confuso. ‘Como animais poderiam se tornar assim? Eles... Eles estão muito estranhos, eu não sei explicar, mas isso não é nada bom!’

Ele andou pela sala e ficou em frente a jaula onde estavam alguns chimpanzés, ele tocou a jaula para ver a reação deles. Os chimpanzés simplesmente o olharam, reviraram os olhos e continuaram comendo.

Vitor não sabia o que sentir, desde quando ele começou a ser tão desprezado que nem animais dão um segundo olhar?

Neste momento ele notou algo, a sala estava repleta de animais, mas ela estava estranhamente silenciosa. Sem gritos e sons característicos deles.

A situação estava muito bizarra, Vitor não estava entendendo nada. Pelo que ele sabia, nem o melhor adestrador, poderia mudar o comportamento dos animais a esse ponto.

Mas aqui estavam eles, quase como se tivessem abandonado seus instintos.

Vitor coçou a cabeça, ele não sabia o que pensar. Ele não entendeu o objetivo e muito menos a aplicação de deixar os animais assim.

Respirando fundo, ele deixou essa sala e continuou a andar pelo extenso corredor. Pelas paredes ele viu salas parecidas com a anteriores, com equipamentos e animais. Mas ele parou em outra que chamou sua atenção, o deixando ainda mais confuso.

“Agora são plantas, o que diabos está sendo feito aqui?” Vitor murmurou enquanto abria a porta e entrava na sala.

Essa foi de longe a maior sala desse andar, a luz tinha uma coloração diferente. Vitor supôs que, essa luz era do tipo ultravioleta, que traria mais benefícios para essas plantas.

Ele não entendia nada sobre plantas, então Vitor só pôde fazer uma especulação grosseira. Ele caminhou por essas plantas e viu vários tipos de flores, frutos e vários tipos diferentes de estruturas botânicas.

Vitor tentou correlacionar essas coisas, mas não sabia por onde começar. Ele era advogado e internacionalista de formação, não tinha nada a ver com as coisas que ele tinha visto. Contudo, isso só fortaleceu a sua determinação de destruir esse lugar a qualquer custo. Nem que, seja apenas para dar um dano relativo para eles.

Ele saiu da sala e continuou andando pelo corredor, onde sentia a marca cada vez mais perto.

O corredor tinha acabado, mas Vitor sentia que a marca estava do outro lado.

Segurando suas emoções, ele colocou a mão na parede e a aniquilou, mas como estava muito fraco, somente o espaço suficiente para aproximadamente duas pessoas foi aberto. Além disso, a passagem aniquilada não se transformou em pó como de costume, e sim em algumas pedras pequenas.

Afastando-as, Vitor entrou no compartimento.

O lugar era diferente das outras salas que Vitor entrou, as paredes eram completamente brancas. A decoração era minimalista, como era de se esperar de uma enfermaria.

A sala tinha uma mesa, seis câmaras de recuperação, algumas camas e cadeiras.

Seguindo seu sentido, ele encontrou as roupas de Letícia em cima de uma das camas. Ele então, começou a inspecionar as câmaras de recuperação.

A cada uma que passava, ele ficava mais nervoso, até que finalmente ele a encontrou na quinta máquina.

As bordas dos olhos de Vitor se encheram, ele a encontrou! Foram apenas algumas horas, mas pareceram anos.

Vitor a inspecionou com os olhos, para procurar ferimentos.

Letícia estava nua e respirava por uma espécie de máscara, seu corpo estava dentro de uma solução aquosa. Tirando o ferimento que estava na coxa, ela estava bem.

Vitor olhou para o tempo que era mostrado, restavam por volta de 3 horas para a recuperação, esse era um tempo que ele não podia esperar. Respirando fundo, ele colocou a mão gentilmente na máquina com todo cuidado para não exagerar.

Vitor sabia o básico sobre essa máquina, por segurança do paciente, o processo de recuperação não poderia ser interrompido. Também não adiantava interromper a alimentação energética, já que o processo só iniciava se a própria máquina tiver energia suficiente.

Os vidros eram a prova de balas e o metal também suportava impactos. Basicamente o paciente estava isolado do exterior enquanto estivesse no processo de cura.

“Aniquilar...” Vitor murmurou suavemente.

A máquina rangeu e se decompôs, o líquido em que Letícia estava escorreu para o chão.

Vitor pegou a inconsciente Letícia enquanto ambos caíam, ele a abraçou fortemente. As bordas de seus olhos começaram a encher novamente.

“Consegui te encontrar, querida... Me perdoe por ter sido negligente. Eu prometo não deixar isso acontecer com você novamente!” Vitor sussurrou gentilmente no ouvido dela, ele usou toda a sua força para carregá-la para a cama. Ele deu um beijo em sua testa e foi buscar suas roupas. Agente SSS: Estou sem palavras.

Ele começou a vesti-la lentamente. Mesmo sendo pressionado pelo tempo, ele ainda a vestia delicadamente, como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo inteiro.

Depois de terminar, ele foi em outra cama e pegou um lençol. Sua intenção era amarrá-la em suas costas, já que ela era bem leve.

Ele amarrou suas pernas e fez uma espécie de alavanca, enquanto usava a mão restante para fixar e amarrá-la em sua cintura.

Vitor não sabia de onde tinha encontrado forças, mas ainda sim, ele conseguiu apoiá-la e começou a caminhar para a saída que ele tinha aberto.

Agora que Vitor tinha conseguido resgatar Letícia, ele sentiu como se uma montanha tivesse saído de suas costas.

Mas quando ele voltou para o corredor, ele sentiu que uma cordilheira estava o pressionando.

Afinal, se Vitor não fizesse nada, esse lugar e seus objetos de pesquisa poderiam cair nas mãos erradas. 

Ele olhou para o meio do corredor e um brilho de determinação fria apareceu em seus olhos.

“Eu vou fazer este lugar sumir...” Vitor murmurou.

Por Matheus Freitas (Leia SZPS) | 28/10/20 às 09:30 | Ação, Romance, Ficção Cientifica, Super-Poderes