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Capítulo 12.2 -『MESMO QUE O SOL CAIA UM DIA』- luz frágil, esperança frágil -

Shuumatsu Nani Shitemasu ka? Isogashii desu ka? Sukutte Moratte Ii desu ka? (SukaSuka)

Capítulo 12.2 -『MESMO QUE O SOL CAIA UM DIA』- luz frágil, esperança frágil -

Tradução: Itsuki Lonely Driver

Parte 02 - O Fim de um Sonho, O Começo de um Sonho

Em Règles Ailés, no fundo das florestas da 68ª ilha flutuante, tem um armazém. De acordo com os documentos, é uma instalação de propriedade da Winged Guard, dentro dela armas importantes são armazenadas. Estritamente falando, isso não é uma mentira. No entanto, não dá uma imagem muito precisa da situação real.

O armazém atua mais como um quartel, que é grande o suficiente para abrigar cerca de 50 pessoas. Armazenadas ali, ou melhor, vivem lá, são mais de 30 jovens. Além disso, as despesas necessárias para manter a instalação são quase todas pagas pela Orlandri, o gerente que realmente faz qualquer coisa é um funcionário da Orlandri, e o lugar é marcado como o 4º armazém da Orlandri no mapa.

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O sol da manhã levantou-se novamente sobre esse armazém.

Os intensos raios de luz do alvorecer penetraram as cortinas e iluminaram a sala. O canto dos pássaros podia ser ouvido alto através das paredes.

Ao levantar a metade superior do corpo da cama, Chtholly olhou fixamente para o teto. Uma camada grossa de névoa parecia envolver sua memória, ela não conseguiu recordar claramente os acontecimentos da noite anterior.

[Nnnn...].

Ela esfregou levemente os olhos. Um arrepio repentino atravessou sua coluna vertebral. Desnecessário será dizer que as manhãs de inverno são frias. Se ela continuasse de pijama por mais tempo, ela poderia ficar com um resfriado.

Acho que vou me levantar. Com sua cabeça ainda nebulosa, Chtholly tentou lembrar seus planos para o dia. No entanto, provou ser uma tarefa difícil. Ela vagamente sentiu como se não houvesse mais batalhas por um tempo, o que significava que estaria livre depois do treino diário. Isso era bom. Ela precisava de todo o tempo e liberdade que poderia ser permitida para ir atrás dele.

- Ele.

Uma imagem de um jovem com cabelo preto apareceu em sua mente. Depois disso, as lembranças da noite passada lentamente começaram a voltar para ela.

[... Ah].

Está certo. Ela desmaiou. Superada pela invasão de sua vida anterior, ela tinha caído em um sono que ela nunca deveria ter acordado. Mas, por algum motivo, ela acordou, agarrou-se a Willem enquanto chorava na frente de todos, então seu estômago ressoou alto, então Lakhesh trouxe-lhe um pouco de mingau aveia, ela o devorou e depois voltou a dormir.

[Ah...].

O que é isso? Um animal cujo único desejo era comer e dormir? Ela só agiu por instinto? Estava desesperadamente agarrando-se a Willem na frente de todos, era um dos instintos dela? O que aconteceu com sua razão e delicadeza? Ela não poderia ter sido mais lamentável. Seu rosto parecia que ia explodir em chamas.

Mas, seu desejo de comer e dormir era prova de que ela estava viva. Era prova de que seu corpo estava tentando viver. Quando pensou nisso, não parecia tão ruim. E se ela não pensou sobre isso dessa forma, ela poderia morrer em breve.

Acariciando suas bochechas coradas, Chtholly olhou em volta mais uma vez. Ela estava na clínica, não em seu próprio quarto. Alguém provavelmente tinha sido gentil o suficiente para carregá-la aqui depois que ela de repente desmaiou no corredor. Esse alguém era provavelmente - Não, definitivamente - Willem, mas ela tentou não pensar muito sobre isso. Um sorriso se espalhou por seu rosto.

Chtholly Nota Seniorious é a fada soldada mais velha do armazém, uma mulher adulta. Ela precisava ser um modelo para as pequenas. Bem, ela pode ter se recuperado um pouco na noite passada, mas isso foi mais uma razão para ter cuidado agora. Ela não podia deixá-las ver seu lado mais vergonhoso. Assim como decidiu levantar-se e lavar o rosto antes que alguém a visse, a porta se abriu.

[Oh?]. Uma mulher de cabelos vermelhos entrou. [Parece que você conseguiu acordar desta vez].

Ela era alta e consideravelmente mais velha do que Chtholly, talvez por volta dos 20 anos de idade. Apesar de ser claramente uma mulher adulta, seu rosto exalava uma sensação um tanto infantil, e os babados na blusa e no avental só tornaram mais proeminentes.

[Willem estava realmente preocupado, sabia? Ele estava como se você estivesse em outro coma, ou como talvez você realmente não voltasse a acordar desta vez, e disse que iria ficar junto de você até você acordar, então eu tive que expulsá-lo]. A mulher entrou no quarto, abriu as cortinas, irrigou os vasos de flores e mudou o calendário. [Bem, você tinha um grande sorriso enquanto estava dormindo e sua respiração parecia boa. Eu o obriguei a colocá-la na clínica apenas por precaução, mas como você está se sentindo agora? Nada piorou, não é?].

[Eh? Ah... Hm...]. Chtholly levou um momento para perceber quem estava falando. Ela olhou fixamente para a mulher e piscou. [Nyg... glatho?].

[Eh?].

[Ah, nada]. Chtholly balançou as mãos para tentar descartar a pergunta. Está certo. O nome dessa mulher é Nygglatho. Ela foi enviada aqui pela Orlandri para administrar o equipamento deste armazém. Ela cuida de nós.

[Algo errado? Meio adormecida?].

[Sim, eu acho]. Sua cabeça ainda não parecia estar funcionando completamente. Aparentemente, o sol da manhã e o nome de Willem não eram suficientes para limpar seu nevoeiro mental. [Não tem nada errado, eu apenas estou um pouco tonta. Vou lavar meu rosto...].

[Chtholly!!]. A porta meio aberta, abriu-se completamente com um barulho alto. [Chtholly! Você não é um fantasma!]. Uma pequena garota de cabelo verde voou como uma flecha e se agarrou em Chtholly.

[Ah!?].

[Ei, não seja tão rude. Ela acabou de recuperar-se de sua enfermidade]. Uma segunda garota com cabelo roxo aproximou-se um pouco mais calmamente.

[Tiat... Pannibal]. Chtholly chamou seus nomes, como se para se certificar de que ela ainda se lembrasse deles. Ela olhou para a garota abraçando a sua barriga.

[Minhas desculpas, Chtholly. Tiat não conseguiu se acalmar durante todo o tempo em que você estava doente. Eu também não acho que ela também tenha dormido muito ontem à noite], explicou Pannibal.

[Isso é verdade?]. Chtholly perguntou a Tiat, mas não recebeu resposta. Ela cutucou o topo da cabeça da menina, mas ainda nada. Ela então agarrou a cabeça da menina e inclinou-a apenas para descobrir se Tiat tinha adormecido enquanto a abraçava.

[Eu acho que sim]. Aparentemente, Tiat realmente não dormiu muito na noite passada. Sabendo que Tiat cuidou tanto dela, Chtholly se sentiu feliz e culpada por Tiat ao mesmo tempo.

[Não é capaz de se acalmar depois de pensar na morte de alguém, hein?]. E também, ela ficou um pouco triste. [Você cresceu, Tiat].

Leprechauns são as almas perdidas de crianças que morreram tão jovens que não conseguiram compreender a morte. Elas não estão estritamente vivas e, portanto, não têm o instinto de temer a morte. O que também significa que elas não se afligem pela morte de outros.

Mas tudo isso se aplica somente em uma idade jovem. À medida que as fadas crescem, seus corações e mentes também mudam. No momento em que elas estão totalmente crescidas e começam a ficarem de pé no campo de batalha, elas são praticamente capazes de entender a morte. Suas mentes são capazes de reconhecer a perda permanente e a imensa tristeza que acompanham esse fenômeno.

Para uma pessoa comum de uma raça comum, isso se chama crescimento. É algo para se alegrar. Mas, para Leprechauns, é um sofrimento. Elas nasceram e foram criadas para um único propósito: serem consumidas no campo de batalha. Lamentar cada vez que uma delas cumpre seu destino seguramente sobrecarregará o coração. Como resultado, muitas fadas fingem não notar os sentimentos que se agitam dentro delas. Negue-os como bagagem desnecessária. Suprima-os como se fossem algo a serem superados, para não serem vividos.

Se Tiat escolher um caminho diferente, se ela optar por enfrentar seus sentimentos desconhecidos de frente, então certamente, um grande sofrimento a espera no futuro.

[Não tem problema em estar feliz pelo seu crescimento].

Surpreendida, Chtholly levantou os olhos e viu Nygglatho de pé com um sorriso gentil. [Eu estava pensando em voz alta?].

[Eu posso dizer isso pelo menos. Quantos anos você acha que eu estive aqui observando vocês pessoal?].

... Ah, está certo. O que Chtholly agora sentia em direção a Tiat eram os mesmos sentimentos que suas sêniores sentiram uma vez por ela. E Nygglatho sempre esteve lá, observando-as.

[De qualquer forma, suponho que vamos deixar Tiat descansar aqui. Você ia... Lavar o rosto, não é?].

[Ah sim].

[Depois disso, você deve parar no refeitório para tomar o café da manhã e mostrar seu rosto sorridente para todos. Então volte aqui], disse Nygglatho. [Você parece bem, mas não podemos ser negligentes. Há um limite para o quanto podemos fazer com o equipamento daqui, mas tentaremos fazer pelo menos um exame físico básico].

[Ah...]. Claro. Por que Chtholly não pensou nisso? Como esperado, sua cabeça ainda não estava funcionando corretamente. Ela precisava se acordar.

[Tudo bem, eu vou fazer isso]. Ela retirou Tiat de cima dela e colocou-a na cama. Então, Chtholly deu um leve tapa em ambas as bochechas e se dirigiu para a porta.

[... Hm? O que é isso?]. Perguntou Pannibal, apontando para o cabelo de Chtholly.

No meio do seu cabelo longo e azul, um único tufo vermelho estava misturado.

[Eh? O que é isso?].

Chtholly tentou esfregar, mas a descoloração permanecia. Ela tentou puxá-lo, mas estava presa a sua cabeça como todo o cabelo normal. Ela examinou mais uma vez na luz do sol, mas ficou claro que o vermelho era simplesmente a cor natural desses fios, e não estava preso por algum tipo de tinta.

[Talvez seja um efeito duradouro de seu coma. Eu não acho que seja algo com o qual deva se preocupar. Há algumas espécies cuja cor do cabelo muda com as estações ou com seu crescimento, sabia?]. Interrompeu Nygglatho. [De qualquer forma, é uma cor bonita, então acho que vai ficar bem].

Será mesmo?

Chtholly nunca gostou muito da cor de seu cabelo para começar, então, se ele mudasse de cor, então isso não a incomodaria. Apenas alguns fios de cabelo vermelho não estragavam suas roupas ou qualquer coisa. Além disso...

[Tenho certeza de que Willem diria que ele gosta de você do jeito que você é].

[Pare de ler minha mente!]. Chtholly quase gritou.

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O que eu sou? Chtholly pensou consigo mesma.

A resposta parecia simples, mas complicada ao mesmo tempo.

Uma Leprechaun. Um espírito que não morreu corretamente. Uma forma de vida que não vive. Uma arma feita para sacrificar tudo e proteger aqueles que estão vivendo.

Ela estava em sintonia com a Dug Weapon Seniorious. 15 anos de idade. Local da aparição: dentro das florestas da 94ª ilha. Duração do amor não correspondido: quase um mês.

Por ScryzZ | 03/08/18 às 10:20 | Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Drama, Protagonismo Feminino, Guerra, Tragédia, Mistério, Sci-fi, Japonesa