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Capítulo 2.2 -『A Princesa Brave do Reino Caído』-sobre uma flor selvagem-

Shuumatsu Nani Shitemasu ka? Isogashii desu ka? Sukutte Moratte Ii desu ka? (SukaSuka)

Capítulo 2.2 -『A Princesa Brave do Reino Caído』-sobre uma flor selvagem-

Tradução: Itsuki Lonely Driver | Revisão: Ergon

Parte 2 - O Sol que Nunca se Põe

Alguns anos depois daquele encontro fatídico, Lillia estava caminhando penosamente pela neve.

Não há o que se fazer, mas que situação absolutamente decepcionante, ela murmurou para si mesma....Mesmo assim, ficar bravo prova que eu estava correta. Quando alguém é criticado, não se deve ficar com raiva. Curvar a cabeça e silenciosamente aceitar a crítica com um “Sim, Sua Majestade” essa seria a resposta correta. Hmph.

Embora Lillia tivesse se acostumado a viajar sozinha, sua solidão a levava-a irritante tendência de falar consigo mesma. Egron: Eu e minha consciência BFF :)

… Bem, isso é uma coisa que eu posso mudar. Mesmo que eu esteja acostumada a ficar sozinha, é melhor parar de murmurar... pelo menos sabendo que isso significa que eu ainda sou autoconsciente. O problema com tal hábito é provavelmente que é anormal… ou muito embaraçoso… ou talvez diminua o misticismo que cerca os Regal Braves? Sim, algo assim.

Continuando a discutir consigo mesma, ela olhou para cima. Tudo ao redor dela era de um branco nevado que contrastava nitidamente com a escuridão do céu noturno.

Estava frio. Extremamente, dolorosamente, um frio congelante.

Um famoso poeta que certa vez visitou aquela região descreveu-a como uma extensão infinita área deserta, com apenas algumas árvores ocasionalmente se destacando na neve sem fim. Os ventos constantemente uivantes eram como os gritos dos mortos, condenando os vivos a se juntarem a eles na morte congelada. Se o mundo tivesse um fim, estaria sem dúvida aqui.

Naturalmente, tal poema não era uma descrição precisa da realidade. A área deserta não era grande o suficiente para ser chamada de infinita, e as árvores curvadas e tortas eram na verdade bem adaptadas às condições locais. Havia até alguns dias no ano sem nevascas. De acordo com os relatos de aventureiros de fronteira, supostamente havia uma região ainda maior ao norte.

Se nada mais, Lillia poderia pelo menos concordar com a descrição do poeta dos ventos uivantes. Às vezes soprando rapidamente e às vezes soprando lentamente, o vento sempre parecia cercá-la como uma cacofonia de vozes ricas ao seu redor. Era como se alguém estivesse tocando um instrumento atrás dela. Se isso era o trabalho de espíritos, deuses ou elfos, o vento era provavelmente de origens sobrenaturais–

Atchim!

Lillia esfregou o nariz, sentindo o frio que penetrava em suas várias camadas de roupas de inverno que ela vestia. Está tão frio…

Ela olhou para a estrada à frente. No centro de seu campo de visão, através de um mundo de flocos de neve macios, ela podia ver inúmeras tendas cinza-chá armadas ao longe.

- Deve ser aquilo!Amparada pela visão de seu objetivo, Lillia voltou a levantar a bagagem ao sem ombro e avançou mais uma vez.

* * *

A história da humanidade é de conflito com outras raças.Embora seu passado não pudesse ser inteiramente resumido desta maneira, tais conflitos certamente desempenharam um papel importante.

As raças aliadas em oposição à humanidade eram todas imensamente poderosas. Algumas utilizavam a pura força esmagadora de seus enormes corpos; outras se camuflavam nos arredores e montavam armadilhas; outras ainda lançavam magias estranhas e enfeitiçavam seus inimigos. Alguns tinham o impulso primordial de consumir humanos; outros gostavam de brincar com eles; ainda mais foram impulsionados por um desejo distorcido de matar. Desde tempos antigos, criaturas de várias raças existiram intimamente ao lado da humanidade como estas.

Os humanos, por outro lado, não eram de modo algum poderosos. Seus membros eram magros, corriam devagar e morriam facilmente, se fossem esfaqueados, queimados, afogados, jogados de certa altura ou morriam de fome.

Pode-se dizer que os seres humanos não estavam faltando em um aspecto: seus números. No entanto, só era preciso observar os Orcs, que eram produzidos em massa, para ver que a diferença em termos de capacidade reprodutiva era simplesmente grande demais. Além disso, no que se refere à capacidade de lutar, os civis medianos não sabiam quase nada sobre como lutar e até mesmo o número de pessoas prontas para o combate não merecia um olhar.

Os humanos sabiam como usar armas e braços, mas perdiam para outras raças em termos de técnica ou números; até mesmo aquelas armas das quais dependiam foram modeladas de acordo com aquelas usadas pelos Dragões da Terra.

Apesar desses fatores, a humanidade vivia em prosperidade. Através dos processos de eliminar o perigo, abrir novas fronteiras e expandir seu território, a humanidade desenvolveu técnicas que lhes permitiram se igualar ao mais forte dos adversários, dando origem a vários grupos que aprimoraram essas técnicas ao extremo.

Os Aventureiros, que buscavam o auto aperfeiçoamento por meio de treinamento implacável. Os soldados do exército, guardando as nações com determinação inabalável. Os estudiosos da Torre do Sábio, estudando e transmitindo conhecimento desde os tempos antigos. Os golems que agiam como guardiões usando suas ligações etéreas e seus mestres, os Warlocks.

Finalmente, aqueles santos de aço escolhidos pela Igreja da Luz Sagrada, as lendas vivas destinadas a levar a humanidade à vitória. Os guerreiros conhecidos como Braves.

Eles lutaram para preservar a vida das pessoas comuns. Ou melhor, cada um deles tinha suas próprias razões para lutar, e o resultado de suas batalhas salvava vidas. Por causa deles, a humanidade sobreviveu até os dias atuais.

Ultimamente, um boato se espalhou pelo continente.

‘Um dos visitantes de antigamente acordou de seu sono.’

Os visitantes eram seres transcendentais que haviam criado o mundo. Há muito tempo, eles viajaram pelas estrelas - mas agora só restava um deles. Acontece que este visitante em particular decidiu entrar em guerra com a humanidade. Seus subordinados, os três Poteau observavam o mundo, cumpriam suas ordens e se preparavam para atacar os centros da civilização humana. Naturalmente, tal crise foi uma enorme ameaça à sobrevivência da humanidade.

No entanto, embora a situação parecesse sem esperança, os que espalharam o rumor não o fizeram em desespero. Então, e se um monte de monstros poderosos aparecesse? Monstros sempre apareceram desde eras passadas para ameaçar a humanidade, mas os protetores da humanidade sempre se levantaram para a ocasião. Sempre haveria algum guerreiro inacreditavelmente poderoso para lutar pelas massas.

A raça humana não perderia para ninguém - era assim que era, e continuaria a ser.

Portanto, não havia necessidade de se preocupar com nada.

* * *

O ar na tenda de comando era sombrio.

Um mapa de batalha da área ao redor foi colocado em uma mesa feita de forma grosseira, com cavalos de madeira vermelhos e azuis colocados aqui e ali para indicar as posições das forças de ambos os lados. Três homens estavam sentados ao redor da mesa, olhando para o mapa. Cada um usava uma expressão que correspondia à atmosfera sombria.

... Se continuar assim, não conseguiremos vencer. Um dos homens, um conselheiro do Exército do Norte, quebrou o silêncio.

Nós estávamos confiantes demais em julgar a força do inimigo, e a longa batalha esgotou nossos soldados. Como é agora, será tarde demais, mesmo que solicitemos reforços. O curso de ação mais prático… seria procurar ajuda da Guilda dos Aventureiros.

Mas se fizermos isso, o exército será totalmente humilhado! Essa amarga objeção veio do general, que detinha a maior autoridade entre os três presentes.

Sua objeção não era surpreendente. Os exércitos eram, estritamente falando, sistemas que exerciam poder através da força. Sem suas responsabilidades de vinculá-los, eles seriam vistos como pouco melhores do que grupos violentos de encrenqueiros. Por causa disso, a maioria dos exércitos se esforçava para manter uma imagem honrada, valorizando muito a preservação de sua dignidade. O Exército do Norte não era uma exceção.

Você está disposto a permitir que o inimigo arrase suas terras por causa de seu orgulho?O general se viu incapaz de desafiar a pergunta do orientador.

O silencioso comandante de campo cruzou as mãos, murmurando algo indistinto.

Na verdade, eles enfrentavam uma situação terrível. O inimigo que eles estavam combatendo era uma tribo de Elfos cujos os anciões exerciam maldições que lhes concediam controle sobre a terra e o solo. Seu território, corrompido pelas substâncias púrpuras venenosas geradas por suas maldições, era conhecido como a Floresta Turva.

Sabendo disso, poderia se especular como os humanos viam os Elfos: temíveis adversários que espalhavam veneno pelas florestas, expurgando toda a vida animal e vegetal, apagando qualquer traço de vegetação outrora verdejante.

No entanto, esse palpite seria errado.

De fato, todos os humanos cujas terras foram invadidas entenderam que as maldições que os Elfos usavam agiam alterando a realidade.

Uma teoria dizia que há muito tempo os ancestrais dos Elfos ajudaram os Visitantes na criação do mundo. Essa foi a verdadeira razão por trás de seu título como a "Raça Fantasma". Acreditava-se que aqueles ancestrais, tendo estado em contato próximo aos Visitantes, haviam tomado sua magia criadora do mundo para seu próprio uso.

Os Elfos não precisavam de florestas preexistentes nas terras que pretendiam ocupar. Se o alvo era uma planície, uma cadeia de montanhas ou até mesmo o mar, eles transformavam o terreno em outra Floresta Turva. Durante suas invasões, florestas inteiras de árvores tortas rasgariam o solo e cresceriam rapidamente. Enxames de insetos saíam do nada e começavam a construir ninhos, permanecendo teimosamente na terra invadida como se estivessem lá nos últimos milênios.

Atacar as florestas sob o controle dos Elfos significava enfrentar um perigo selvagem e antinatural muito além da compreensão de qualquer humano. Lançar um ataque nas áreas mais profundas da Floresta seria suicídio.

O conselheiro falou novamente.

Nossa guerra é fundamentalmente diferente das disputas territoriais travadas entre os humanos. Concedendo a derrota significa permitir que este pedaço de terra vire um pântano tóxico. Não importa como, o fracasso não é uma opção.

Mas, respondeu o general, será que haveria algum ponto para pedir ajuda aos Aventureiros?

O que você quer dizer?

Mesmo sozinho, um Elfo do Anoitecer é mais forte do que qualquer um de nós, e um grupo inteiro deles estão escondidos neste pedaço de território contestado. Para piorar a situação, eles são Anciãos que provavelmente podem cobrir por completo toda a região com a Floresta. Esses aventureiros são diferentes de nós. Eles lutam apenas por si mesmos, e nunca considerariam, por um momento, entregar suas vidas pelo bem maior, precipitando-se nessa armadilha mortal.

Ambos os homens ficaram em silêncio. O comandante de campo continuou resmungando. Um braço magro despercebido alcançou a tigela de docinhos assados colocado na borda da mesa.

O general continuou.Francamente, não há muitas pessoas com a capacidade de serem úteis em um campo de batalha como este, mesmo entre os aventureiros. Mesmo se houvesse, algum deles estaria convenientemente posicionado tão ao norte?

Vamos apenas esperar até morrermos, então?

Não, precisamos encontrar uma maneira de sobreviver pelo bem dos outros...

Mastigando os docinhos metodicamente enquanto mexia com a roupas de inverno cheia de neve, a pessoa sentada ao lado olhou para o mapa da batalha.

Se nada for feito, nada vai mudar!

Como não fizemos nada, não temos mais energia a desperdiçar com ações tão inúteis! Eu já não disse isso?

Os dois homens iam para frente e para trás, incapazes de concordarem. Suas vozes ficaram mais altas, espantando o argumento em confusão enquanto o comandante de campo continuava resmungando para si mesmo.

Outro docinho desapareceu.

As vozes altas se transformaram em um súbito silêncio. Os homens agora estavam todos olhando para uma quarta pessoa que parecia ter aparecido do nada.

Ela parou de mastigar o docinho e olhou para cima. O assessor, selecionado como representante dos presentes, perguntou: Quem é você?

Obrigada pelos docinhos., a pessoa suspeita falou com uma voz feminina, removendo seu equipamento de inverno. Viajar até aqui com esse clima frio me deixou muuito faminta...

Ela era uma menina com um cabelo vermelho flamejante e parecia ter cerca de 15 anos e ainda não tinha amadurecido. No entanto, ela usava uma expressão inexplicavelmente relaxada que a fazia parecer mais uma mulher idosa do que alguém de sua idade.

Olá! A menina agarrou suas bochechas com ambos os braços, tremendo de frio quando ela cumprimentou os três homens. Eu sou da Igreja da Luz Sagrada.

O general parecia cético. O que? Você está aqui para preparar nossa extrema unção? Desculpe, mas não precisamos dos seus serviços.

Não, não é bem assim.

Esta é a linha de frente de uma guerra sem esperança, onde apenas a morte aguarda. Não há lugar para as crianças trabalharem para ganhar a vida, disse o general.

Ele estava se referindo aos sacerdotes atingidos pela pobreza que trabalhavam a serviço da Igreja, que eram incapazes de ganhar a vida apenas com a realização de cerimônias. Assim, muitos sacerdotes que se preocupavam em fazer face às despesas iam para campos de batalha terríveis, a fim de arrecadar dinheiro com a realização de rituais fúnebres.

Por favor, saia enquanto puder, a menos que você queira ser enterrada conosco.

Ah,qual é. Não coloque assim.A garota bufou a acusação do general e continuou a examinar o mapa da batalha.

Sua pequena-

Oh?

O comandante de campo arqueou as sobrancelhas, interrompendo o general irritado.

Jovem senhorita, posso perguntar o que é esse objeto pesado que você está carregando?

É uma espada.A garota respondeu sem rodeios.

Isso não parece um pouco grande demais para ser uma espada?

Sim.

- Por acaso, seria a espada sagrada Seniorious?

A garota assentiu. Sim.

O general congelou, o semblante tenso do seu conselheiro relaxou e a tenda ficou subitamente quieta. Uma reação comum, apesar de tudo.

Existia no mundo um grupo de humanos conhecido como Braves, que jurou lealdade a nenhum país, mas lutava pela sobrevivência da raça humana. De qualquer acordo, eles eram indiscutivelmente a maior arma da humanidade contra os Monstruosos. Os Braves manejavam os Carillons mais poderosos e utilizavam técnicas de combate inigualáveis. Alguns eram incrivelmente talentosos, alguns guardavam o passado, alguns tinham sangue de heróis e alguns vinham de origens trágicas. Sobrecarregado pelas razões de sua força, os Braves eram inquestionavelmente os mais fortes guerreiros, seus nomes falados com um peso que falava de seu status como lendas vivas.

Dos Carillons criados pela humanidade, Seniorious era considerado o mais poderoso. Tendo visto incontáveis campos de batalha, ficou no topo, mesmo entre as cinco espadas sagradas nível mais alto do mundo. Sua atual usuária era a 20ª geração Regal Brave selecionada pela Igreja da Luz Sagrada-

Lillia Asplay…?

Como é que isso é possível?O conselheiro balançou a cabeça fracamente.

Lillia, a Princesa Brave, é considerada de beleza inigualável, com cabelos ruivos. Ela definitivamente não é essa garota de aparência arrogante!

Rumores espalhados não são da minha conta...

Todos os retratos a descrevem como uma beleza intensamente trágica!

É um incômodo, mas eu não posso realmente reclamar se as pessoas decidirem fazer retratos meus baseados em um tipo de imagem mental.

Aqueles retratos eram realmente caros, sabia!

Humm... Desculpe pela sua perda, eu acho...?

Silêncio desconfortável retornou. O comandante de campo manteve as mãos cruzadas, murmurando baixinho.

Oh, aqui está a prova da minha identidade!Parecendo que ela tinha acabado de se lembrar, a menina tirou um distintivo de ouro e cobre do bolso para mostrar aos três homens. Era um meio de proteção que a Igreja dava a padres de alta patente, servindo como prova irrefutável de sua identidade.

...Bem, então senhorita Asplay o que o traz para este campo de batalha?, perguntou o general, relutante.

Se você está aqui para ajudar, sugiro que saia o mais rápido possível.

Hmm... Engolindo o que sobrou de sua massa, Lillia examinou o mapa da batalha mais uma vez. Uma vez que os Elfos estão posicionados aqui, isso significa que a área circundante se transformou em uma floresta, certo?

Sim, de fato.

Você não precisa dizer nada, Comandante. Então, se esse é o caso, isso significa que os Elfos da classe anciã estão perto daqui, e aqui também... a situação parece bastante sombria.

Ela inclinou a cabeça entre os dois pontos no mapa, fechando os olhos para pensar.

Agora, General, eu tenho um favor para pedir a você-

Eu não vou dar a você nenhuma das minhas tropas, interveio o general em questão.

Não se preocupe com isso, mas espero que você possa mudar todo o seu exército para longe deste acampamento. A nevasca vai te atrapalhar um pouco, mas se você marchar dessa maneira, daqui- Lillia empurrou uma das peças de madeira no mapa,-para cá, essa rota funcionaria?

O conselheiro olhou para as novas posições, mas um segundo antes ele sorriu e zombou. Não me venha com bobagens.

Não, você não me venha com essa bobagem.

Ele soltou seu sorriso. Isso não é o mesmo que nos pedir para nos retirarmos do campo de batalha e colocar alguma distância entre o nosso exército e os Elfos? Se formos nessa direção, vamos nos retirar de volta para a cidade...O conselheiro fez uma pausa. Espera, esse não é o caso também. As direções estão todas erradas.

Sim. Lillia assentiu. No caminho pra cá, ouvi dizer que a situação na Cidade Represa de Narvant está ficando muito crítica.

O que você quer dizer?

Os inimigos lá são principalmente Orcs. Apesar de não serem tão fortes sozinhos, há muitos deles e a linha de frente é enorme, por isso tem sido difícil fazer uma defesa consistente. Mas para todos vocês, a situação não será mais administrável comparada à luta contra os Elfos aqui?

Bem, é definitivamente...Embora o conselheiro parecesse levar as palavras de Lillia mais a sério, ele ainda se opunha a sugestão dela. Não, esse não é o problema. É impossível desistirmos dessa batalha.  

Oh, é assim? Vocês têm negócios inacabados aqui?

Não especialmente, mas não podemos abandonar nossa missão de expulsar os Elfos de seu território...

Ah, você não precisa se preocupar com isso, respondeu Lillia irritada, esticando os braços atrás dela. Eu vou lidar com eles. Isso deve levar três dias ou mais.

* * *

Três dias se passaram.

A caminho de Narvant para o local de encontro com as tropas de lá, o Exército do Norte recebeu um despacho.

Aquela floresta horrivelmente corrompida, o domínio sempre em expansão dos Elfos, de repente começou a murchar em uma velocidade assustadora.

As notícias logo se espalharam entre os soldados, e com isso vieram aplausos:

É Lillia Asplay!, gritou um soldado. É Lillia Asplay! A Regal Brave fez isso!

Em face de um inimigo incrivelmente poderoso, não havia fim à vista para a guerra. Lutas amargas e prolongadas haviam exaurido todos os soldados. Muitos deles tinham visto seus amigos consumidos por ácidos corrosivos ou devorados pelos Elfos diante de seus olhos, e constantemente preocupados que eles seriam os próximos. Em sua situação sombria, havia muitos que haviam desistido de toda esperança.

Então uma garota correu sozinha e trouxe um fim rápido para a guerra.

Nem todo mundo ficou satisfeito com isso.

Não consigo encontrar nenhum motivo para comemorar, o general reclamou amargamente. Aquela garota terminou a guerra como se fosse brincadeira de criança. Nós estabelecemos nossas vidas uma após a outra sem chegar perto de alcançar os mesmos resultados. Que significado há então para essa guerra - não, para nossa existência?Egron:Bbzão -.-

Todos, inclusive o general, tinham algum conhecimento básico das existências conhecidas como Braves. Alguns foram ainda mais longe e conduziram investigações, cujos resultados provaram que a força inigualável dos Braves não era infundada. De fato, uma correlação frequentemente surgiu entre os fortes e aqueles que possuíam um passado trágico ou uma origem parecida com uma história.

E aquela garota, a 20ª Geração Regal Brave Lillia Asplay, carregou a tristeza e a raiva de perder sua cidade natal. Essas emoções eram o motivo pelo qual a jovem princesa havia se jogado em uma vida de batalhas sem fim.

Ela nascera da tragédia e encontrou forças para seguir em frente, apesar de sua tristeza, para ficar de pé diante do desespero, para superar o ódio que sentia. Assim, ela exercia força apenas concedida àqueles que atendiam a todos esses critérios. Todas essas qualidades estavam presas dentro de seu pequeno corpo, as mesmas qualidades que criaram a arma glorificada pela Igreja da Luz Sagrada - a arma conhecida como Regal Brave.

O general bufou. Hmph. Claro que não posso estar feliz com esse resultado.

Em algum outro lugar, o conselheiro confirmou que não havia ninguém o observando. Ele então tirou um pequeno pedaço de pano do bolso, abrindo-o para revelar o papel escondido no interior. Retratado nele era uma beleza com cabelo vermelho ardente e um sorriso amável.

O conselheiro pegou o retrato em suas mãos e a começou rasgar. Ele hesitou, então cuidadosamente redobrou e colocou de volta no bolso.

Hmph.  Usando o rosto de alguém que tinha sido muito enganado, o conselheiro levantou a cabeça e olhou para o céu.

Não havia neve aqui. Nos céus azuis claros, uma andorinha de cauda longa voava vagarosamente.

Por ScryzZ | 28/02/19 às 09:14 | Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Drama, Protagonismo Feminino, Guerra, Tragédia, Mistério, Sci-fi, Japonesa