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Capítulo 26.1 - 『NESTE MUNDO CREPUSCULAR, MESMO AGORA』 - tudo nas minhas mãos -

Shuumatsu Nani Shitemasu ka? Isogashii desu ka? Sukutte Moratte Ii desu ka? (SukaSuka)

Capítulo 26.1 - 『NESTE MUNDO CREPUSCULAR, MESMO AGORA』 - tudo nas minhas mãos -

Tradução: Itsuki Lonely Driver


Parte 01 - As Fadas de Collinadiluche

Depois de ter sido tocada e apertada por todo o corpo, Ithea então teve uma luz brilhando contra seus olhos para verificar seus movimentos, foi forçada a tomar remédios para fins de teste e responder a perguntas sobre seu humor e, enquanto isso uma pequena quantidade de sangue foi retirada.

[Uhhh, tendo o meu corpo tocado desse jeito, não posso mais me casar...].

Com apenas um vestido sobre a pele nua, Ithea sentou-se na cama hospitalar.

[De qualquer forma, a inspeção acabou agora, certo?].

Sem resposta. O médico Ciclope fez um rosto preocupado enquanto olhava seus registros médicos. Como regra geral, ler as expressões de outras raças com diferentes estruturas faciais não era uma tarefa fácil, mas, ainda assim, havia momentos em que a mensagem atravessava.

[... Você realmente se esforçou], disse o médico fracamente, como se estivesse lutando para falar.

[Ahaha, bem, minha teimosia é a única coisa em que eu sempre tenho confiança]. Ithea encolheu os ombros com seu habitual riso enquanto abotoava o vestido.

[Sua força vital está todo murchada. Seu corpo está esquecendo o que significa viver. Se você receber uma ferida, provavelmente não vai curar. A força que se esvaziou ao inflamar o Venenum nunca mais retornará].

[Mhm, tive a sensação de que era o caso]. Ela respondeu ao tom sério do Ciclope com a voz mais alegre que conseguiu.

[Da próxima vez que você estiver no campo de batalha, não sei se você poderá voltar para casa].

[Eu acho. Bem, é finalmente minha vez, hein].

Ainda sentada na cama hospitalar, Ithea balançou os pés para frente e para trás.

[Para ser sincera, vivendo tanto tempo, minha mente tem sofrido ultimamente. Os que eu quero viver continuam morrendo e, enquanto isso eu continuo vivendo essa vida sem sentido].

[Não existe tal coisa como vida sem sentido].

[Ah... Verdade, nem somos vivas].

[Isso não foi o que eu quis dizer].

[Não seria melhor dizer isso dessa forma? Não é bom simpatizar com uma ferramenta descartável].

[É verdade que muitas pessoas pensam dessa maneira, mas são todas as pessoas que não conhecem vocês diretamente, pessoas que nem sequer dizem que as fadas possuem personalidades individuais. Nós não pensamos em vocês como-].

[Se você não nos envia para nossas mortes, Règles Ailés não pode ser protegida]. Ithea cortou as palavras do Ciclope no meio do caminho.

[É por isso que não somos reconhecidas como uma raça. É por isso que somos tratadas como armas sem direitos. É necessário, porque todos precisam poder usar e nos descartar sem hesitação, estou certa?].

[Sim], o médico disse com uma voz amarga com um suspiro pesado.

[Eu vou reconhecer isso. Mas o que pensamos individualmente é nossa própria escolha].

[Se muitos adultos nos mimam, podemos começar a dizer ‘Não quero morrer, então não vou lutar’, sabia?].

[... Eu suponho]. O único olho do Ciclope desviou.

[Hm. Você está agindo um pouco desconfiado. Você está escondendo algo?].

[Bem, não é nada importante, mas... Se, apenas hipoteticamente, vocês talvez não tivessem que lutar mais, talvez você pudesse continuar vivendo, o que você queria fazer?].

[Ah, uma pergunta muito súbita]. Ithea pensou por um pouco. [Se isso é apenas hipotético, então, eu acho que praticamente só o que eu venho fazendo esse tempo todo].

[Esse tempo todo?].

[Passar todos os dias vagarosamente no armazém da floresta. As pequeninas brincando de forma barulhenta, nossa figura infantil de mãe correndo ao redor... Assistindo tudo isso enquanto relaxava com um livro. É tão livre de estresse, minha vida continuaria ficando mais longa].

[... Haha, entendo. Sim, entendo]. O Ciclope assentiu repetidamente.

[Como eu pensei, você deveria viver uma vida longa], ele disse, derrotando todo o propósito de sua conversa.

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O ajuste do corpo de Lakhesh terminou. Os bons números indicando sua habilidade natural impressionante ganhavam o louvor dos médicos. E com cada elogio, o humor de Nygglatho afundava cada vez mais e mais fundo. Afinal, como uma menina poderia ser feliz depois de ouvir elogios sobre sua alta funcionalidade como uma lâmina ou uma bomba? Se Lakhesh tivesse talento, seria melhor que uma oportunidade de usar esse talento nunca chegasse. Nygglatho desejava que isso não acontecesse. Fique longe!

[Ooh!].

[Ahh...].

Tiat e Lakhesh soltaram suspiros sincronizados de admiração.

O Mercado Barley, uma das principais atrações turísticas de Collinadiluche. Originalmente, era, como o nome indicava, um mercado de atacado que lidava apenas com cevada. Um outro mercado foi construído perto do distrito do porto, perdendo seu papel e tornando-se apenas uma praça popular. Vários artistas exibindo seus talentos se espalhavam no espaço aberto. Um palhaço Ballman manipulava inúmeras facas, um mago Frogger soprava uma fina coluna de fogo, e um grupo que usava máscaras combinando enchia o ar de música viva.

[Uau, uau, uau!].

A curiosidade de uma criança, uma vez desencadeada, não conhece limites. Tiat correu dessa maneira e partiu para uma multidão próxima. Ela puxou Lakhesh junto, que soltou gritos quando elas foram.

[H-Hey, não corram tão rápido! Não se esqueça de que vocês estão sendo vigiadas!].

Por causa dos procedimentos formais para manusear armas na Winged Guard, quando as Leprechauns foram para fora, elas precisavam de um oficial de acompanhamento pelo menos. O deplorável 4º oficial que ficou preso a este trabalho perseguiu as duas enquanto ele gritava atrás delas miseravelmente.

Nygglatho observou com sentimentos mistos.

[... Teria sido bom se realmente tivéssemos vindo aqui apenas para fazer turismo].

Ela sabia que era um desejo sem esperança. As meninas estavam aqui para se preparar para uma batalha, uma batalha na qual elas não deveriam ter necessidade de se envolver. Mas só por isso era permitido um pouco de turismo, um pedido egoísta que normalmente nunca seria aceito.

Falando em egoísmo, havia Nephren, que, como Nygglatho viu anteriormente, não estava morta afinal de contas. No entanto, ela também não estava bem. Tendo passado por uma transformação em um significado diferente de Chtholly, Nephren nunca mais voltaria ao armazém de fadas. Nygglatho sentiu-se solitária, mas não triste. O mundo é um lugar grande, e o céu é uma parte estreita dela. Poder confiar que ela estará sempre saudável em algum lugar, deu a Nygglatho conforto suficiente. Para aqueles que já se foram, no entanto, ela nem sequer podia desejar.

[Ei, Nygglatho, por aqui! Eles estão fazendo uma competição queda de braço! Quer entrar contra esse cara?].

Olhando por cima, Nygglatho viu Tiat acenando com entusiasmo, o 4º oficial gerenciando um sorriso confuso e ainda arregaçando as mangas, e Lakhesh se curvando em desculpas.

Tão alegres, sem a menor ideia do que está passando pela minha cabeça... Isso é muito bom.

[... Tudo bem, mas...]. Nygglatho acenou sua mão em troca.

[Se eu entrar, a competição terminaria imediatamente!], ela disse, então correu para onde as crianças estavam de pé.

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Para todas as coisas, sempre tente perguntar. Ao perguntar se ela poderia entrar na Grande Biblioteca Central com a expectativa de receber um ‘não’, Rhantolk ganhou uma afirmação ‘ok’ da filha do prefeito, Phyracorlybia... Ou Phyr, como preferia ser chamada. Então, antes do meio dia havia passar, Rhantolk obteve permissão para entrar.

Isso deu a Rhantolk, aquela que perguntou, uma grande surpresa. Afinal, elas eram fadas caipiras sem direitos. Por outro lado, a Grande Biblioteca Central de Collinadiluche era um dos principais lugares onde a sabedoria de tudo em Règles Ailés se reunia. A enorme diferença no calibre fez Rhantolk sentir como se algum castigo fosse cair sobre ela apenas por estar perto da biblioteca.

O cartão de permissão de entrada, entregue a ela em um envelope, também parecia um pouco como uma arma perigosa. Debaixo de muitos selos imponentes estavam as palavras misteriosas ‘O titular tem permissão para ver até o arquivo secreto B-47’. O que diabos é o B-47? Será algum tipo de segredo, que quem descobrir deverá ser eliminado?

[... Você também pensa em coisas imprudentes, Rhan], murmurou Ithea, segurando o mesmo cartão de permissão de entrada.

[Por favor, não fale mais isso. Eu já estou bem ciente, e isso está me sobrecarregando].

[Bem, então, vamos! Talvez eu não seja muito útil, mas vou ajudá-la com suas pesquisas com o melhor da minha habilidade!].

Phyr, ficando entusiasmada sozinha e avançou com grandes passos.

[Não posso ajudar em sua batalha original. Mesmo tentando seria um insulto à determinação das fadas. Então, para coisas que eu posso fazer, vou fazer o meu melhor!]. Uma chama vermelha queimava em seus olhos.

[Quando ela fica assim, ela é realmente problemática...], observou Ithea.

[Isso aconteceu antes?].

[O técnico bagunçou um pouco as coisas...].

Esse cara novamente? Por que todos revelam seu lado irritante quando se trata dele?

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Elas lutavam com inúmeros livros. Rhantolk achou que a cabeça dela ferveria. Gostava de ler livros. Ela também não odiava pensar. Mas todas as coisas têm um limite. Depois de estar cheia de informações além de sua capacidade, sua cabeça ficou muito febril.

[Devemos sair um pouco para descansar e organizar nossas anotações?], ela sugeriu.

[Hmm, acho que vou ficar com este livro um pouco mais. Você pode ir primeiro], respondeu Ithea.

[Eu vou ajudar a Ithea, então você pode ir. Ah, há uma cafeteria com um bom pudim por trás desta biblioteca, então você pode nos esperar lá e nos encontraremos lá?], disse Phyr.

Elas são mais duronas do que parecem.

 [Não, provavelmente não deveríamos nos dividir. Como somos fadas e tudo mais], disse Rhantolk, então olhou para o homem de uniforme militar parado ao seu lado.

[O 1º oficial me disse que você poderia agir livremente o máximo possível. Mas não vá muito longe].

Inesperadamente, ele lhes deu permissão. Rhantolk tinha dúvidas sobre se estava ou não bem, mas, se ele dizia que estava bem, ela não iria discutir.

[… Entendo. Bem, eu também posso], disse ela, então com o caderno na mão, levantou-se.

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 Ela encontrou rapidamente a cafeteria que Phyr mencionou. Talvez porque estava localizada fora da rua principal, não havia muitos clientes presentes. No entanto, aparentemente, quase todos esses clientes não eram turistas, mas locais, o que significa que a cafeteria era boa o suficiente para atrair pessoas comuns.

Depois de pegar um assento em um terraço ao ar livre, Rhantolk escolheu um chá de leite e uma torta de maçã no cardápio cheio de opções aparentemente deliciosas. Ela então abriu seu caderno e analisou algumas das coisas que ela copiou de vários livros.

 [Hmmm...].

O que são Leprechauns em primeiro lugar? Por que elas existem? De onde elas vêm, e para onde elas vão? Essas foram as perguntas que Ithea levantou um dia no armazém de fadas. A lista deu a impressão dos problemas de uma adolescente na puberdade. E, infelizmente, elas eram adolescentes precisamente na puberdade. Os filhos de outras raças provavelmente buscariam respostas a essas questões em livros de filosofia ou ficção, mas elas estavam investigando os livros de pesquisa de necromancia e os mais avançados disponíveis em toda Règles Ailés.

 [Nós realmente somos coisas suspeitas, não somos...]. Rhantolk murmurou, então lembrou que estava sozinha.

Desde que estavam juntas há tanto tempo, ela sempre teve a sensação de que Nopht estava ali ao seu lado. Nopht ela mesma não penava muito sobre as coisas e no geral não era exatamente a mais brilhante, mas ela era boa em ouvir. Nopht poderia tirar palavras de Rhantolk, mesmo quando ela estava pensativa. Como resultado, Rhantolk pegou o hábito de falar consigo mesma. Bem, isso não é bom, ela pensou. Ela pretendia ser uma mulher independente com tudo junto, mas não parecia estar indo muito bem.

 [Parece que não estou chegando a lugar algum, não importa o que eu faça...]. Rhantolk mordeu um bocado da torta de maçã. Deliciosa. Naquele momento, um forte vento soprou. Tirou algumas páginas das anotações da mão de Rhantolk e as levou para o céu.

[Ah...].

 [Hã?]

Não é alto? Como se instantaneamente o tempo tivesse sido congelado no lugar, todos os papéis de repente pararam de se mover.

[O que…].

 Após uma breve pausa, as anotações começaram a se mover de novo. No entanto, desta vez, ignoraram o vento e, como se estivessem sendo rebobinadas, se juntaram nas mãos de um homem de pé na rua, um homem velho com um rosto imponente vestindo um manto branco bastante notável.

[A-Ah!? Você!?].

 [Oh, a menina do outro dia! Que coincidência!]. Não parecia particularmente surpreso, o velho da rua começou a abrir caminho, com o maço de anotações na mão.

 [Estudando duro, mesmo em um lugar como este? Muito bom, muito bom. As coisas que você aprende enquanto jovens se tornarão suas armas no futuro. Claro, você também deve aprender a usá-las ou então não tem sentido... Hm?]. O velho olhou para o maço de anotações e franziu a testa.

 [Obrigado. São anotações muito importantes], respondeu Rhantolk.

[Hm, necromancia avançada? Um assunto bastante estranho para uma estudante escolher para um projeto de pesquisa].

[Bem, eu não sou uma estudante, e não estou exatamente fazendo nada tão nobre quanto ‘estudar’. Eu também não estou tentando me preparar para o futuro. Eu só quero saber alguma coisa agora].

[O quê?]. O velho passou as anotações.

 [… Entendo. Sua cor de cabelo. Você também é uma Leprechaun].

[Sim].

 Por um momento, várias emoções rodearam a cabeça de Rhantolk. Aqueles que conheciam as Leprechauns não tinham necessariamente uma boa impressão delas. Ela se preparou, com medo de que aquela expressão apareceria no rosto do velho.

[Oh, então a outra jovem deve ser a sua gerente. Me desculpe. Uma vez eu decidi nunca vê-las pessoalmente, mas agora acabei te conhecendo e conversando].

O que isso poderia significar? O rosto do velho torcia levemente com dor, mas com certeza. Nem ódio, nem discriminação, mas sim culpa escoou para fora daquela expressão.

[Hum, você está bem?].

Rhantolk achou que era uma pergunta tola. Se o homem não estava bem, era claramente culpa dela. Ela não estava na posição de colocar um rosto agradável e agir preocupada.

[... Haha. Você está preocupada comigo? Você é uma garota gentil].

[Uh...].

Por algum motivo, ele a elogiou. Bem, desde que se conheceram pela primeira vez, Rhantolk teve a sensação de que eles não estavam realmente na mesma página durante suas conversas. Era uma espécie de sentimento frustrante, como se algumas engrenagens importantes não combinassem, mas continuavam girando.

[Acho que não há como desencontrar com alguém que já se encontrou. As coincidências são coincidências. Se você as leva como boa ou má sorte só depende de como você lida com a situação].

[Uh...].

O que esse cara está dizendo? Em frente a Rhantolk desconcertada, o velho tirou uma cadeira e sentou-se em frente a ela. Seu corpo grande parecia um pouco estranho na pequena cadeira do café.

[Há algo que você quer saber envolvendo necromancia, não é? Me pergunte e responderei].

[Ah, a coisa que estamos tentando pesquisar é um pouco difícil...]

[Eu imagino. Não me importo, então pergunte].

Ele não vai desistir. Mais cedo, o velho examinou as anotações de Rhantolk e entendeu que elas eram sobre necromancia. Com isso, ela adivinhou que ele era bastante experiente. No entanto, o que elas queriam saber, definitivamente não era algo que qualquer velho sábio conhecesse.

[... O que são Leprechauns?]. Rhantolk tentou perguntar de qualquer maneira, duvidando que ele pudesse responder.

[Entendo. Você está indo direto ao ponto. Muito bom, muito bom].

O velho acenou alegremente por algum motivo.

[Agora, de onde devo começar].

Ele pensou por um momento.

[Há muito tempo, os Visitantes pediram ao Poteau que criassem o Emnetwyte].

[Huh?].

Isso não tem nada a ver com a minha pergunta, pensou Rhantolk.

Não prestando atenção a sua confusão aparente, o velho continuou.

[Eles não os criaram a partir do nada. Eles prepararam materiais base e os modificaram. Havia aproximadamente dois tipos desses materiais base. Um consistiu na única vida que existia no planeta antes da chegada dos visitantes, as ‘bestas primitivas’. O outro consistia nas almas dos próprios Visitantes, cansados de viver uma vida de desânimo sem fim. Quanto ao método de modificação...].

O velho apontou para a torta de maçã comida pela metade no prato de Rhantolk.

[Foi o mesmo que isso. Eles envolveram as ‘bestas primitivas’ com suas almas, que se fragmentaram em vários fragmentos. As almas violentaram a carne das bestas, lançando uma grande maldição sobre elas. O que antes eram ‘bestas’ transformaram-se em seres inteiramente diferentes, com figuras semelhantes às dos visitantes, ou seja, o Emnetwyte].

[Uh... Hum, ehh?].

Não coincidia com o mito de criação mundial comumente aceito. A grande escala de tudo isso confundiu Rhantolk. E, em primeiro lugar, ele ainda não respondeu sua pergunta. Ela nem sabia por onde começar. No entanto, houve uma parte que chamou sua atenção: os Visitantes usaram as ‘bestas primitivas’ para criar o Emnetwyte.

[Mas, bem, depois disso, o Emnetwyte cresceu demais. O número de tortas aumentou, mas, infelizmente, a quantidade de casca não. A casca, as almas dos Visitantes, nunca aumentou além da quantidade original presente quando foram quebradas. Então, com cada dia que passava, a casca ficou mais fina e mais fina].

[... Poderia ser o que se entende por 'as bestas foram liberadas a partir de dentro’...?].

Essa foi uma hipótese que Rhantolk chegou no outro dia na terra. No entanto, esse pensamento veio de um livro antigo que ela acabou de encontrar. Por que o velho, que não teve a chance de ler o mesmo livro, disse algo parecido?

[Sim, muito bom. Você já descobriu isso?].

Impressionado, o velho olhou as anotações sobre a mesa.

[As ‘bestas primitivas’ eram originalmente seres eternos e indestrutíveis. Ao ser selado dentro do Emnetwyte mortal, elas mudaram. Arrependimento. Esperança. Impaciência. Justiça. Bondade. Medo. Desinteresse. Ignorância. Arrastadas por uma infinidade de coisas que levam os seres humanos à morte, elas se tornaram seres que representavam 17 tipos de morte. Se essas coisas fossem liberadas, o Emnetwyte seria extinto. Os humanos, percebendo isso, pensaram em um plano. Por sorte, na época, os visitantes ainda estavam por aqui, embora apenas dois deles].

Os visitantes. Mesmo agora que a lenda é transmitida, como, um pouco mais de 500 anos atrás, os Braves Emnetwyte matou o último Visitante.

[Eles queriam usar essas almas para criar uma nova casca de torta. No entanto, eles falharam. Eles não podiam recriar o que o Poteau fez com a tecnologia humana. A alma do visitante não quebrou de forma limpa e acabou em uma bagunça de inúmeros pedaços dispersos. Sem forma de cozinhar toda a nova torta, o fim chegou conforme o esperado. Bem, deixei um pouco, mas essa é a essência disso].

[... Hum].

Hesitantemente, Rhantolk ergueu a mão.

[Essa foi uma história muito interessante, mas apenas explicou o que são os Emnetwyte, certo? Perguntei sobre as Leprechauns].

[É claro, eu também respondi].

Argh, realmente não estamos na mesma página. No entanto, mesmo que não estivessem na mesma página, eles ainda estavam tendo uma conversa adequada. Tudo o que Rhantolk precisava fazer era decifrar suas palavras como se estivesse lendo um livro antigo difícil. Se ela fizesse isso, então certamente entenderia. Com isso em mente, ela pensou em sua história.

[... Poderia ser...].

Então, Rhantolk percebeu. A alma do último Visitante não quebrou suavemente. A nova torta permaneceu mal cozida, e os ingredientes, os fragmentos da alma, permaneceram dispersos.

[A próxima geração de Emnetwyte falhou que o Emnetwyte não pôde completar. Essa é a nossa verdadeira natureza?].

[Hm. Seu entendimento não está errado].

O velho acenou com a cabeça.

[No entanto, eu não diria 'falhou'. Bem, a interpretação depende da pessoa. Você pode tomá-la de forma otimista ou pessimista].

Antes disso, havia algo mais importante. Se o que o velho disse era realmente verdadeiro, então isso respondia muitos mistérios que permaneciam sem solução em Règles Ailés durante séculos. Isso não poderia estar certo, mas Rhantolk de alguma forma sentiu o que era.

[Por que você sabe disso?].

[Eu vivi uma vida um pouco longa], o velho respondeu com um encolher de ombros.

[Se o que você disse é verdade, não é conhecido neste mundo. Por que você contaria algo assim a alguém como eu?].

[Eu devo a vocês meninas alguma coisa]. Ele sorriu com apenas uma ligeira sugestão de tristeza.

[Não posso me desculpar nem trazer nada de volta. Nem eu seria qualificado para fazer. Mas eu posso pelo menos fazer isso. Enfim, não é mais do que um homem covarde e egoísta que se consola].

Ele levantou-se.

[Eu duvido que nos encontremos novamente, mas este foi um momento valioso].

[Ah...].

Tentando impedir o velho de ir, Rhantolk levantou-se com pressa, mas, naquele momento, uma rajada de vento soprou. Preocupada com o fato de suas anotações voltarem a sair voando, ela entrou em pânico e fechou o caderno. Quando ela olhou de novo, o velho não estava mais na sua vista.

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[Nossa... Estou exausta].

Como uma aluna no caminho de casa da escola, Ithea caminhou com os olhos girando pelo excesso de trabalho. Phyr, sua condição ilegível sob seu pelo de Licantropo, a seguia muito atrás.

[O que aconteceu, Rhan? Você parece meio desorientada].

[... O que somos nós? Por que nós existimos? De onde viemos e para onde vamos?].

[Rhaaan?].

[Na verdade, a resposta parece... Inesperadamente vazia...].

[Rhaan? Olá? Rhantolk?].

Ithea acenou com as mãos para frente e para trás na frente do rosto de Rhantolk.

O garfo apoiado no prato da torta de maçã comida pela metade tiniu ligeiramente.

Por ScryzZ | 03/08/18 às 15:00 | Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Romance, Drama, Protagonismo Feminino, Guerra, Tragédia, Mistério, Sci-fi, Japonesa