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Capítulo 1.3 - Uma Torre de Vidro『A Torre de BABEL』

To Aru Majutsu no Index (Index)

Capítulo 1.3 - Uma Torre de Vidro『A Torre de BABEL』

Tradução: Sora | Revisão: yLoosT

<<PARTE 3>>


Era uma noite de verão.

A fim de esquecer a misteriosa sacerdotisa e os homens vestidos de terno, Kamijou e companhia decidiram voltar para casa como estudantes do ensino fundamental depois da escola e se dispersaram depois das 17h.

Aogami Pierce disse “tchau-tchau” como uma criança e desapareceu nas ruas da noite. Aogami Pierce não morava em um dormitório estudantil como Kamijou, mas vivia a rara vida em uma pensão de uma padaria. Foi dito que ele ficou lá porque o uniforme de padaria parecia uma roupa de empregada.

Kamijou e Index estavam sozinhos perto de uma grande loja de departamentos ao longo da rua principal em frente à estação.

Kamijou suspirou.

Assim como a ideia de que os dois estavam sozinhos aparecera em sua mente, havia uma tensão entorpecedora que se espalhava por todo o corpo dele.

Não havia necessidade de mencionar o porquê.

Qual é o problema, Touma?

Enfrentando uma pergunta com um sorriso tão inocente, ele só podia responder que não era nada.

Ele cuidadosamente manobrou para evitar ser descoberto e suspirou.

Foi porque eles viveram juntos.

E eles estavam mesmo secretamente vivendo em um dormitório de meninos.

E o mais importante, a pessoa agia como uma garotinha.

Passaram-se vários dias desde que ele voltou do hospital e ela dormiu ao lado de Kamijou todos os dias como se fosse algo normal. No entanto, seus hábitos de sono eram terríveis. Talvez fosse por causa de sua antipatia pelo calor que revelaria seus pés ou o umbigo de seu pijama. Não havia escolha a não ser fechar-se no banheiro e trancar a porta para evitar um incidente. Por causa disso, Kamijou Touma foi recentemente privado de sono.

Será que eu sou como um daqueles casos sem esperança que são informados nas notícias…?

Um Kamijou completamente exausto murmurou para si mesmo. Como o Kamijou Touma "antes de perder suas memórias" viu a situação? De fato, a fonte de ambos vivendo juntos foi o Kamijou Touma "antes de perder suas memórias". O que diabos você estava fazendo sem eu saber, Kamijou Touma! Ele rugiu em seu coração.

— Ah!

Andando a meio caminho, Index parou de repente, aparentemente vendo alguma coisa.

—  Hein? - Sentindo-se deprimido, Kamijou ficou observando onde o olhar de Index estava direcionado. Na base de uma turbina de moinho de vento havia uma caixa de papelão amassada com um gatinho ronronando por dentro.

—  Touma! Pod-

—  De jeito nenhum!

Kamijou interrompeu a Index antes que ela pudesse terminar.

—  Touma, eu ainda não disse nada…!

—  Não podemos levá-lo.

—  Por que, por que, por que, por que não podemos levar o Sphinx?

— Porque o nosso dormitório de estudantes não nos permite ter animais de estimação e eu não tenho dinheiro! Além disso, não dê um nome a ele! E o que, Sphinx!? Não dê esse nome a um gato de chita japonês!!

Por que você não guarda um gato! Faça como lhe é dito! Isso foi falado em inglês.

??? Hah…! Acho que não vou ouvir você se continuar pronunciando palavras em inglês!

— De jeito nenhum! Kaukaukaukaukaukaukaukaukaukaukaukaukaauu!!

— Mesmo com um ataque tão estranho, parecido com um Stand, ‘não’ significa que ‘não’! Agora olhe, o gato perdido não ficou com medo e correu para o beco!? Uma referência a Jojo’s Bizarre Adventure

— É tudo culpa do Touma!

— Minha!?

Gugyah!

Os dois gritaram um com o outro na noite de verão.

Kamijou pensou casualmente. "Como o Kamijou Touma da pré-perda de memória tratou essa garota?", foi sua pergunta. Provavelmente não há uma resposta certa para esses sentimentos.

Isso era felicidade.

Mas, ao mesmo tempo, era um pouco solitário.

Afinal, a garota não estava olhando para o Kamijou atual. O que a deixou completamente à vontade e a pessoa a quem ela queria mostrar seu sorriso extraordinário foi o Kamijou Touma da pré-perda de memória

Foi uma coisa dolorosa para dizer.

Mesmo assim, Kamijou ainda pretendia lutar.

— Humph, os shamisen japoneses são feitos de peles de gato arrancadas! Por que esse país deve fazer apenas coisas cruéis para gatos!? O shamisen é um instrumento musical japonês com três cordas, cuja caixa de ressonância tem um tampo de pele de gato ou cobra

— Não critique abertamente as culturas de outros países, sua idiota…! Na verdade, vocês ingleses também gostam de se reunir e perseguir raposas, não é mesmo!?

— O que… caça à raposa é a tradição e o orgulho da Grã-Bretanha——!

Gritando a meio caminho, Index repentinamente notou algo e se afastou.

— O quê? O gato? Você voltará para aquele gato de antes!?

Kamijou olhou em volta. No entanto, a sombra do gato não pôde ser vista.

— Isso é estranho… Touma parece que um fluxo de poder mágico está sendo reunido nas proximidades.

Index olhou para Kamijou e murmurou.

— O atributo é terra, a cor é verde. Este ritual… usa a terra como um meio para introduzir o poder mágico e age através da intervenção consciente…

Parecia que um monólogo do conteúdo de seu pensamento profundo estava deixando sua boca.

O que diabos? Como Kamijou examinou a situação, Index falou uma palavra.

— Runas…?

Girando ao redor e mostrando um brilho afiado em seus olhos que lembrava a ponta de uma faca, Index começou a correr vigorosamente em direção ao beco do vão entre os prédios ao lado da estrada.

— Q-, ei, Index!

— Parece que alguém criou um círculo mágico. Eu vou investigar isso Touma, então volte primeiro! - Assim que ela disse isso, a figura de Index desapareceu no interior do beco.

— Ela me disse para voltar primeiro, mas…

Kamijou pensou que ela era a garota misteriosa. Ele pensou, mas não podia simplesmente deixá-la para trás. Isso porque uma garota entrou em um beco realmente sombrio sozinha. Ele achava que sua taxa de encontro com um incidente era como em um RPG de grau médio de baixa qualidade.

O infortúnio recuou novamente e Kamijou suspirou.

Ele levantou o pé para segui-la até o beco. Mas, no mesmo instante, uma voz veio de trás dele.

— Já faz um tempo, Kamijou Touma.

Seu pé, prestes a entrar no beco, parou.

Foi porque ele ouviu as palavras "Já faz um tempo". Para Kamijou, esses eram essencialmente um tabu. Ele se lembrava de "informações" como a língua japonesa ou matemática de primeiro grau. No entanto, suas recordações eram diferentes. Ele não se lembrava de nada, nem mesmo o trivial de quando ele comprou um jogo importante, como ele ficou em seus exames finais.

Como ele não conseguia lembrar de nomes e rostos, ouvir algo como "Já faz um tempo" fez com que ele apenas desse seu sincero sorriso falso.

Para proteger a "felicidade" de uma certa garota, Kamijou Touma nunca deixaria que os outros percebessem que ele havia perdido suas memórias.

Ele se virou para olhar para trás.

— Ah.

Como esperado, Kamijou não se lembrava do homem parado ali.

Ele era mais um adolescente do que um homem, mas para um homem de mais de dois metros de altura, o termo adolescente poderia ter sido um exagero. Ele usava um manto de padre preto e, como Index, ele não tinha a pele branca clara dos japoneses.

Embora ele fosse um padre, o cheiro de perfume era esmagador. Seus longos cabelos estavam tingidos de vermelho, suas orelhas estavam furadas, cada um de seus dedos estava decorado com anéis e, sob seu olho direito, havia uma tatuagem de código de barras. Essa impressão caída que ele deu era como a de um monge depravado ou mesmo um herege.

Ele não poderia se lembrar dele. Ou melhor, ele não queria se lembrar desse garoto.

— Humph. Nem mesmo uma saudação, mesmo que não tenhamos nos encontrado por um tempo? Hm, tudo bem também. É assim que nosso relacionamento deve ser. Nós não podemos apenas agir como camaradas depois de trabalhar juntos uma vez. - O padre com o perfume fétido falou com sinceridade.

“Afinal, quem é esse cara?”.

Enquanto ponderava a estranha existência do padre na frente de seus olhos, Kamijou sentiu mais um forte sentimento de desconforto em relação ao Kamijou Touma da pré-perda de memória conhecer esse humano de aparência suspeita…

Kamijou olhou e correu para o beco em sua linha de visão. Index havia pulado para aquele beco sozinha. Ele estava ocupado demais para perder tempo de lazer com esse padre suspeito…

— Ah, não se preocupe com a garota. Eu acabei de usar as runas Opila lá, então ela provavelmente só detectou o fluxo de poder mágico e foi dar uma olhada.

Kamijou ficou chocado.

Magia Rúnica. Uma linguagem de magia que o povo germânico adotou no século II d.C. Essencialmente, elas eram “palavras de poder” como “Kenaz”. Com Kenaz no papel, chamas se formariam.

“O que está havendo…?”.

A garganta de Kamijou não conseguia sequer fazer qualquer voz.

Não foi por causa do padre na frente de seus olhos falando sobre uma estranha magia rúnica.

Foi porque esse conhecimento ridículo fluiu naturalmente de sua própria cabeça sem qualquer sensação de desconforto.

Foi claramente anormal. Era como correr em uma moto enferrujada no meio de um rio límpido, como um buraco aberto em um mundo sem anormalidades.

Tinha se misturado em um mundo onde o verde significava ir e as mensagens de texto custavam dinheiro. A anormalidade estava se misturando com a vida cotidiana!

Em que tipo de mundo o Kamijou Touma da pré-perda de memória vivia?

Pela primeira vez, Kamijou Touma tremeu diante da verdadeira natureza de si mesmo.

— Hm?

O padre perfumado pareceu ver algo nos olhos de Kamijou, fechou um olho e sorriu.

Kamijou não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele não podia nem se dar ao luxo de combinar uma conversa com os outros. Ele só podia sorrir ambiguamente e suprimir o sentimento nebuloso. Enquanto Kamijou sorria, o padre ruivo puxou o que parecia ser um cartão e falou.

— Pare de sorrir o tempo todo. Você quer que eu te mate?

O sorriso do padre ruivo era como cera derretida, enquanto seu rosto se estendia para o lado.

Um calafrio.

O conhecimento de que o Kamijou da pré-perda de memória tinha estava lhe dizendo que havia perigo.

Sem ter tempo para pensar, Kamijou levantou a mão direita.

Erguendo rapidamente a mão direita diante dos seus próprios olhos, como se bloqueasse a luz que brilhava neles, no mesmo instante, chamas saíram da mão direita do padre. Como se a gasolina estivesse vomitando de dentro da mão do padre, naquele momento, uma brilhante espada de chamas carmesim foi produzida.

O padre não esperou nem um segundo.

Sem qualquer hesitação, sem um pingo de misericórdia - a espada de fogo foi vigorosamente inclinada na direção do rosto de Kamijou.

No instante em que a espada flamejante se chocou, ela simultaneamente inchou e explodiu como um balão e as chamas se espalharam ao redor. O som atroz das chamas absorvendo o oxigênio ecoou. Os três mil graus Celsius do inferno em chamas que formavam um vórtice que envolvia todos os vizinhos se esgotaram.

Com um boom, as chamas não pararam completamente. Eles brilharam, mas, num instante, se extinguiram como se congelassem e depois se quebrassem.

— Ha… hah…

Kamijou não baixou freneticamente a mão direita que protegera seu rosto enquanto ele continuava com sua respiração pesada.

Imagine Breaker.

O poder incomum de identidade desconhecida que morava na mão direita de Kamijou. Se fosse um poder sobrenatural ou até mesmo um dos milagres de Deus, seria negado no contato.

— Ha… hah…!

Vendo um Kamijou rígido, trêmulo e imóvel, o padre finalmente sorriu.

— É isso aí. Essa expressão. A relação entre Kamijou Touma e Stiyl Magnus não deveria ser assim? Não me faça repetir, nosso relacionamento não é tal que pudéssemos chamar um ao outro de ‘camaradas’ depois de trabalhar juntos uma vez.

O sorriso do padre se esticou como se fosse se romper e derreter.

No entanto, Kamijou não conseguiu responder. Não era que ele temesse o poder anormal que habitava dentro dele. Nem ele temia o padre chamado Stiyl Magnus. De fato, havia apenas um problema.

O que o incomodava era que ele poderia responder a tempo de bloquear o ataque, uma espada de fogo sem pensar nisso. Em outras palavras, ele temia seu conhecimento.

Foi realmente assustador.

— O que… você—

Kamijou freneticamente deu dois ou três passos para trás porque o conhecimento o Kamijou Touma da pré-perda de memória estava lhe dizendo que sua vida estava em perigo.

Kamijou deduziu que não havia tempo livre para ele se preocupar com o inimigo interno. Agora, ele tinha que fazer algo sobre o inimigo do lado de fora.

— —está fazendo? Seu bastardo!!

Talvez, como resultado do conhecimento impresso em sua mente, Kamijou rosnou e entrou em uma posição de luta sem nenhum estilo particular. Ele estava, de fato, bastante surpreso por estar acostumado a lutar.

Por outro lado, o mago que parecia um padre riu.

— Hm? Eu só quero te contar um segredo.

“Que absurdo você está falando?”.

Assim, quando Kamijou estava pensando… Stiyl pegou um envelope.

Parecia que tinha muita informação.

“Ele está realmente pensando em me revelar segredos?”, Kamijou franziu a testa. “Esse cara acabou de criar uma enorme explosão nesta estrada de três pistas de uma direção tão larga quanto uma pista de decolagem. E agora ele está tentando me contar um segredo?”.

“…?”.

Pensando nisso, Kamijou de repente percebeu algo.

Houve uma enorme explosão, e ainda assim o ambiente não estava envolvido na comoção.

“…!?”.

Não. Foi só agora que Kamijou percebeu a verdade.

Em vez de falta de comoção, havia falta de pessoas. Na dita via tão larga quanto uma pista, havia lojas de departamento alinhadas em ambos os lados. Mas, pensando nisso, não havia pessoas nem carros, apenas Kamijou e Stiyl.

As turbinas do moinho de vento ainda estavam ruidosas, ecoando pela rua vazia como um esqueleto rindo.

Longe, ele podia ouvir a sirene soando da travessia vazia.

— Eu acabei de dizer isso antes…

Talvez tentando quebrar o silêncio da costa da noite, Stiyl riu.

— …eu usei a runa Opila. Ehwaz (). - disse Stiyl e sacudiu o grande envelope como uma carta de fã de sua mão com o dedo indicador. O envelope grosso girou como um frisbee e lentamente pousou nas mãos de Kamijou.

Havia personagens misteriosos no envelope, parecendo que queriam selar os documentos lá dentro.

Gebo (Receba).

No momento em que Stiyl murmurou isso, as palavras no envelope começaram a brilhar. O selo se abriu bem no meio, como se tivesse sido cortado por uma faca.

— Você sabe de uma escola preparatória de universidade com o nome de Escola de Cursinho Misawa?

Stiyl perguntou como se estivesse cantando. Um grande número de documentos voou para fora do envelope, um por um, cada um aparentemente com runas gravadas neles e, quase como um tapete mágico, apenas os documentos necessários flutuaram suavemente na frente dos olhos de Kamijou.

— Misawa…?

Kamijou Touma teve suas memórias perdidas.

Não tendo nenhuma lembrança, ele não teve escolha senão escanear o nome através de seu próprio conhecimento. No entanto, ele ainda não tinha nenhuma impressão do nome Misawa. Parecia que a perda de memória anterior lhe faltava interesse em exames de admissão à universidade.

— Aparentemente se gabava de ser a escola preparatória da universidade com a maior participação de mercado neste país, sabe?

Stiyl disse com melancolia.

Uma escola preparatória de universidade, como o nome pode ter sugerido, era baseada em matrícula. Repita os alunos que falharam nos exames de ingresso na universidade reunidos para estudar.

No entanto, a “escola preparatória da universidade” na Cidade Acadêmica tinha outro significado. Era para fornecer aos indivíduos que já tinham o potencial para entrar na faculdade, mas optou por passar um ano para estudar.

Um pedaço de papel flutuou na frente de Kamijou.

Parecia que a Escolha de Cursinho Misawa possuía não apenas “escolas preparatórias para a universidade”, mas “escolas preparatórias ativas” para aqueles alunos que ainda não haviam feito o exame.

— Então, por que você está me contando sobre esta Escola de Cursinho Misawa…? Há algum desconto oferecido quando você o apresenta aos amigos…?

Kamijou perguntou a Stiyl com um olhar que obviamente mostrou que ele não confiava nele.

Isso porque ele não podia imaginar qualquer relacionamento que o padre que fedia a colônia tivesse com uma escola preparatória.

— É simples. - Stiyl explicou despreocupadamente - Uma garota foi aprisionada lá e é meu dever salvá-la.

Atordoado, Kamijou olhou para Stiyl.

Não foi por causa da palavra assustadora "aprisionada", mas porque ele estava suspeitando se aquele homem estava falando sério. Claro, mesmo que Stiyl fosse louco, não era nada para Kamijou. No entanto, esse cara poderia usar chamas como armas, por isso seria perigoso se ele enlouquecesse.

— Hm, eu pensei que você entenderia se eu mostrasse a você a informação.

Stiyl levantou o dedo indicador para cima. O envelope que estava nas mãos de Kamijou deixou sair papel de impressão que continuava a voar em torno de Kamijou como flocos de neve.

- Um deles era o esboço da Escola de Cursinho Misawa.

No entanto, aparentemente, houve uma discrepância com o esboço do desenho em relação ao tamanho exato do desenho ao comparar medidas com varreduras infravermelhas e ultra-sônicas tomadas do lado de fora. Era óbvio que havia quartos ocultos e irregulares em vários lugares, como se o prédio fosse comido.

- O segundo era um gráfico da conta de eletricidade da Escola de Cursinho Misawa.

No entanto, depois de examinar a taxa para todos os quartos e todos os bens elétricos, as taxas não combinavam. Era óbvio que uma grande quantidade de eletricidade estava sendo usada neste prédio como se estivesse sendo escondida dos olhos humanos.

- O próximo era uma lista de pessoas entrando e saindo da Escola de Cursinho Misawa.

No entanto, ficou claro que tanto os alunos quanto os professores estavam comprando grande número de mantimentos. Alguns investigadores, fingindo serem coletores de lixo, examinaram o interior de todas as latas de lixo, mas os números ali também não foram compatíveis. Era óbvio que "alguém" no prédio estava vivendo da comida que estava sendo trazida.

- E a última folha de papel era…

Um relatório de um avistamento de um mês atrás, sobre uma garota que entrava no prédio da Escola de Cursinho Misawa.

De acordo com o gerente do dormitório estudantil, a partir de então a menina nunca mais voltou ao seu quarto.

— A partir de agora, parece que a Escola de Cursinho Misawa se transformou em uma nova religião que é centrada na adoração à ciência. - disse Stiyl com indiferença.

Adoração à ciência…? Kamijou paralisou com a surpresa.

— Você está falando sobre aquelas coisas, certo? Crenças como a verdadeira identidade de Deus é a de um alienígena que veio a bordo de um OVNI ou tentou fazer um clone usando o DNA de um santo, certo…?

A ideia de que ciência e religião não se misturavam era bastante superficial. No mundo ocidental, havia muitos médicos e cientistas que eram cristãos.

No entanto, se tal relacionamento fosse forçado, era um fato que haveria muitas coisas terríveis. Além disso, era comum que as pessoas que possuíam a tecnologia mais avançada produzissem gás venenoso e explosivos.

A Cidade Acadêmica, que era a principal potência em tecnologia científica e também um centro de aprendizado e educação, normalmente seria extremamente cuidadosa com essas coisas científicas e religiosas. Além disso, se os lugares que deveriam ser para fins educacionais tivessem alguns problemas, o lugar se tornaria imediatamente uma planta de lavagem cerebral.

— Eu não sei o que eles estão ensinando. Honestamente, eu nem vou tentar entender o tipo de culto religioso que a Escola de Cursinho Misawa degenerou. A partir do momento atual, já foi dissolvido.

— …?

— Para ser um pouco mais extremo. -Stiyl continuou, não parecendo que ele se importava muito - A Escola de Cursinho Misawa foi assumida. O grupo religioso falso e louco por ciência foi consumido por um mago real e autêntico - não, um alquimista da escola de Zurique, para ser preciso.

— Um autêntico…?

— Sim, eu sei que parece suspeito vindo de mim, mas… espere um minuto.

— O que é isso?

— Desde quando você se tornou tão perspicaz…? Você basicamente está me ignorando porque você não entende nada?

Kamijou ficou chocado.

Não era como o que Stiyl estava dizendo que era fora de marca. Ele estava realmente ouvindo Stiyl e estava tentando entender e responder aos termos desconhecidos.

Mas, foi porque ele fez isso que Stiyl sentiu que algo estava errado.

Era como se uma certa pessoa tivesse percebido que o atual Kamijou Touma era um pouco diferente do Kamijou Touma da pré-perda de memórias.

“Não perceba isso… não perceba isso!”.

O atual Kamijou não sabia qual relação esse mago tinha com aquela garota. Mas, não importava quão distantes fossem seus relacionamentos, Kamijou não queria que os outros soubessem que ele havia perdido suas memórias.

Kamijou viu isso. Ele viu no hospital. Ele viu a garota no hábito da freira branca chorando. As lágrimas de felicidade para o menino que foi tratado como Kamijou Touma da pré-perda de memória.

Ele não podia permitir que a salvação daquela garota fosse destruída.

Por esse motivo, Kamijou enganaria o mundo. Ele até enganaria a mesmo.

— O que? Você me deu isso só porque eu estava ouvindo atentamente? Você é masoquista ou algo assim? Você é do tipo que quer que os outros interrompam suas palavras para a esquerda e para a direita?

Mas agora, o atual Kamijou não sabia o quão diferente ele era de si mesmo da pré-perda de memória. Era como andar enquanto olhava para um mapa; mesmo sabendo que ele estava andando no caminho errado, se ele olhasse em volta e encontrasse o deserto em todos os lugares, ele não poderia dizer onde estava o caminho certo.

Por um tempo, Stiyl olhou desconfiado para o rosto de Kamijou.

— Tudo bem, tanto faz. Não é um problema que esta conversa esteja indo bem de qualquer maneira.

Stiyl finalmente voltou à conversa original.

— O ponto principal são as razões pelas quais aquele alquimista assumiu a Escola de Cursinho Misawa. É claro, a razão mais simples é que ele provavelmente acha que é conveniente usar apenas a escola de cursinho como base. A maioria dos alunos pode não ter percebido que o diretor dessa escola preparatória mudou. No entanto… - Stiyl então exalou levemente e disse - A razão mais importante pela qual o alquimista assumiu foi Deep Blood, que foi capturada na Escola de Cursinho Misawa…

Deep Blood?

Kamijou nunca tinha ouvido falar desse nome antes, e nem ele tinha tal conhecimento sobre isso. No entanto, o próprio nome já parecia aterrorizante.

— Originalmente, parece que a Escola de Cursinho Misawa a confinou para executar os deveres de uma sacerdotisa. Na verdade, a ideia deles não era errada. É um método viável usar uma donzela como sacrifício para convocar seres de nível superior.

— …

— Porém, essa Deep Blood já foi alvo do alquimista, é só que a Escola de Cursinho Misawa a levou embora primeiro. Não, talvez para ele, não pode ser resolvido. Seu plano original deveria ser o de raptar a Deep Blood sem que ninguém percebesse e escapasse da Cidade Acadêmica. No entanto, porque a Escola de Cursinho Misawa deixou as coisas fora de proporções, seus planos foram arruinados.

— Então ele retomou forçadamente tomou que lhe pertence da Escola de Cursinho Misawa?

Era como um ladrão que fazia todo tipo de preparativos para roubar algo de uma galeria de arte, apenas para os terroristas ocuparem o prédio. O ladrão roubou a pintura que ele queria roubar daqueles maníacos destrutivos que não entendiam o valor daquelas pinturas, apenas para descobrir que a galeria de arte estava lotada de policiais. Incapaz de fazer qualquer coisa, o ladrão teve que construir uma barricada na entrada da galeria de arte e se esconder lá dentro.

— Está certo. Para o alquimista, a aquisição desse seria o seu desejo mais querido... não. Se eu for chutar, nesse caso, seria melhor dizer que é o mais desejado anseio para a totalidade dos magos. Ou talvez até toda a humanidade.

— ???

Kamijou não tinha ideia do que ele estava falando e revelou um rosto confuso.

— É uma habilidade que tem como objetivo matar uma 'certa coisa viva'. Não, não apenas isso. Oferece a única chance de capturar aquela certa criatura viva para provar sua existência.

Kamijou ainda não entendeu.

— Bem, se eu tiver que usar a terminologia cristã, essa certa criatura é conhecida como o descendente de Caim. - Stiyl riu, e então ele disse em um sussurro - Basicamente, eles são vampiros…

Ele finalmente disse isso.

— Você está brincando comigo?

Ouvindo tais palavras, essa foi a primeira resposta que Kamijou deu.

Vampiros. Kamijou não sabia onde a lenda sobre eles começou originalmente. No entanto, de acordo com a representação em jogos e mangás…

Vampiros tinham medo de cruzes e luz do Sol.

Vampiros morreriam quando fossem martelados com uma estaca.

Vampiros seriam reduzidos a cinzas depois de morrerem.

Aqueles mordidos por vampiros se tornariam vampiros.

Ele só conhecia esses fatos… e, por algum motivo, as informações que Kamijou sabia eram de mangá e jogos (e jogos de luta no geral). Na realidade, a cruz era inútil.

— Aqueles que podem pensar que é uma piada são considerados sortudos.

Stiyl rangeu os dentes e desviou o olhar.

A partir de então, o mago manipulador de chamas parecia temer alguma coisa.

— Humph. Como a Deep Blood existe para matar vampiros, a conversa não pode continuar se não houver "vampiros para serem mortos". É como os bandidos que existem pelo bem da justiça. É um ciclo vicioso, mas isso é absoluto. Bem, se possível, não quero admitir isso…

— O que você quer dizer? Esses vampiros fictícios realmente existem…?

O coração de Kamijou ainda estava negando isso.

No entanto, o homem na frente dele ainda estava tão severo como sempre, tornando-o incapaz de afastar isso.

— Ninguém jamais viu um vampiro. - Stiyl Magnus parecia a personificação da autoconfiança, quando ele dizia em tom de canto - Porque todos que viram um morreram.

— …

— Claro, eu não vou acreditar em tais coisas tão facilmente. A coisa problemática é que ninguém nunca viu um vampiro antes, mas a existência da Deep Blood confirma a existência de um vampiro. Ninguém sabe o quanto eles são fortes, ninguém sabe quantos são, ninguém sabe onde eles estão, ninguém sabe, ninguém sabe, ninguém sabe… como podemos lidar com eles quando não sabemos nada sobre eles?

Stiyl continuou cantando, mas Kamijou, que ainda não podia aceitar o termo "vampiro", ainda não conseguia entender nada sobre isso. No final, ele só podia pensar que era como se estivessem lidando com terroristas escondidos em todo o mundo.

— Mas, por outro lado, é porque ninguém sabe sobre a verdade por trás deles que há todo tipo de possibilidade desconhecida.

Stiyl zombou com cinismo.

— Kamijou Touma, você já ouviu falar da Árvore de Sephirot? Suponho que não, certo…?

— Você acha que pode estragar meu orgulho assim…?

—  Tanto faz. De qualquer forma, a Árvore de Sephirot descreve o "nível da alma" de Deus, anjos e seres humanos em um diagrama de status de classe. Para simplificar, os humanos podem subir nas fileiras treinando, mas em algum momento eles não conseguirão subir mais.

—  Você está me tratando como um idiota, não é…? O que você está tentando dizer?

— Seu orgulho está ferido? O que estou tentando dizer é… existem algumas disciplinas que os humanos não podem alcançar, não importa o quanto tentem. No entanto, os humanos querem continuar sua ascensão, não importa o quê. Os magos se tornaram magos porque querem superar os limites do humano. Se assim for, o que os humanos devem fazer para superar esse limite? - A expressão de Stiyl parecia prestes a rasgar sua expressão de desprezo - É simples. Eles só precisam emprestar o poder de outra coisa que não seja humanos.

Kamijou não pôde falar nada.

— Os chamados ‘vampiros’ são imortais. Mesmo que você apunhale seus corações com uma espada mágica, eles podem continuar a viver. Quando tudo estiver dito e feito, eu me pergunto se uma ferramenta mágica viva ainda pode sentir as coisas? - Stiyl continuou facilmente - A autenticidade das palavras não é importante. Mesmo que houvesse uma pequena possibilidade, o estudioso iria testá-lo.

Em outras palavras, isso foi o que Stiyl quis dizer.

A existência dos vampiros não era importante. O importante era que algumas pessoas acreditavam que existiam e fizeram barulho. Desde que alguém explodiu as coisas, alguém teria que resolver isso. Esse foi o ponto crucial da situação.

— Em outras palavras, ninguém sabe se os vampiros existem ou não, certo?

Era comum vê-los em filmes de ação; um bando de pessoas brigando por algum tesouro antigo que ninguém sabia se existia ou não. No entanto, era estúpido que tais coisas acontecessem na vida real.

— Isso porque, lidar com as 'existências que não sabemos se realmente existem' é originalmente nosso trabalho. - Stiyl riu cinicamente - Parece que tanto a Escola de Cursinho Misawa, quanto o alquimista estavam falando sério. Eles querem seriamente ter discussões com um vampiro. Para esse propósito, eles precisavam do trunfo essencial chamado Deep Blood.

— …

— Mesmo assim você sabe sobre o passado da Deep Blood? Há rumores de que a menina originalmente vivia em uma aldeia de montanha em Quioto. Mas, um dia, a aldeia foi aniquilada. O último aldeão que relatou o caso estava aparentemente em um estado de desordem, dizendo que um monstro iria matá-lo. Quando o resgate chegou, tudo o que encontraram foi uma aldeia vazia, uma simples moça parada e ferozmente soprando cinzas brancas como se fosse uma nevasca que aparentemente cobria toda a aldeia, ou assim foi dito.

Cinzas.

Dizem que os vampiros se transformariam em cinzas depois de morrerem.

— É verdade que os vampiros são ‘existências que não sabemos se realmente existem’. Mas, tente pensar nisso com mais cuidado. Deep Blood é o "poder de matar vampiros". Se esse é o caso, Deep Blood deve primeiro encontrar vampiros para funcionar. Quanto àqueles que desejam encontrar vampiros por todos os meios possíveis, a melhor maneira é restringir a Deep Blood. Mas, então, a grande questão é como controlar o possuidor do ‘poder absoluto de matar vampiros’.

Era uma discussão completamente sobrenatural.

E era perigoso ouvir, os instintos de Kamijou estavam dizendo a ele. Se ele continuasse a ouvir essa pessoa, seu bom senso seria distorcido. E Kamijou teve uma premonição de que se isso persistisse, poderia acabar em um estado em que ele não poderia reverter isso.

Para terminar essa conversa, ele claramente levantou uma suspeita.

— Tudo bem, você me contou tantos segredos, o que você quer me dizer agora?

— Ah, isso mesmo. Nós não temos muito tempo, então vamos acabar rápido. - Stiyl acenou com a cabeça duas vezes e disse - Basicamente, eu tenho que ir para a Escola de Cursinho Misawa e salvar a Deep Blood.

Kamijou simplesmente assentiu em resposta.

— Não balance a cabeça assim. Você vem comigo.

— ………………….

— Hã!? Maldito, o que você acabou de dizer!?

— Essa foi uma descrição precisa da situação. Além disso, a conversa agora era o briefing. Você ainda se lembra de tudo? Os papéis estão gravados com as runas da chama Kenaz e devem se queimar depois que você as ver, então será ruim se você esquecer.

— Espe…!

“Você está de sacanagem comigo!?”.

Este Stiyl na frente dele era uma pessoa cujo poder era mais adequado para matar e era um assassino impiedoso. Se ele estivesse entrando na fortaleza de algum alquimista inimigo, não seria surpreendente vê-lo se envolver em um incidente matador.

— Além disso, mais uma coisa. - respondeu casualmente Stiyl - Suponho que você não tenha nenhum direito de recusar. Se você não obedecer, nós tiraremos a Index de você.

— !

Por alguma razão, essas palavras foram gravadas profundamente dentro de Kamijou.

O conhecimento estava com medo. Os remanescentes da pré-perda de memória de Kamijou Touma pareciam ter medo de alguma coisa.

— A Necessarius deu a você o papel de “algemas” com o objetivo de evitar que a Index, cujo “colar” foi removido, traísse a organização. No entanto, se você não respeitar a vontade da Igreja, sua eficácia não pode ser antecipada. - Stiyl suspirou - Mas, bem, se você não for mais útil para a Igreja, pessoalmente, seria muito bom para mim. Eu realmente agradeço se você pudesse fazer isso. Como não há sentido em ter "algemas" inúteis, eu também recuperaria essa garota sem hesitação.

Isso foi uma ameaça.

Se ele não obedecesse, eles levariam aquela garota para longe dele.

— …

Ele estava tremendo. Seu coração estava batendo como uma estaca de madeira sendo martelada. Kamijou Touma não tinha nenhuma lembrança. Aquele que conheceu aquela garota foi o Kamijou Touma da pré-perda de memória, e não tinha nada a ver com a seu ‘eu’ atual. A razão pela qual seu coração estava batendo tão loucamente e seu cérebro era incapaz de pensar deve ter sido por causa dos restos da memória perdida pelo ‘antigo’ Kamijou Touma, e isso não tinha nada a ver com seu ‘eu’ atual da mesma forma.

Mas...

Por algum motivo...

— Desgraçado. Você está falando sério…?

Por que ele acreditava tão fortemente que sua ansiedade era uma resposta correta?

Kamijou se perguntou.

Era verdade que a Index conheceu o Kamijou Touma da pré-perda de memória e a Index em que ela confiou e sorriu não foi o Kamijou que estava atualmente lá

Mas, mesmo assim, tudo bem.

Ele uma vez viu a garota no quarto branco, chorando ao ver o Kamijou desgastado e fatigado. Para não fazê-la chorar.

Mesmo que ele tivesse que enganar o mundo inteiro, até ele mesmo, tudo bem. Kamijou já jurou aderir à sua própria mentira!

— Humph.

Stiyl olhou desinteressadamente.

Sua expressão era como um ator cujo papel foi roubado; era inexplicável.

— Se você quiser lidar comigo, espere até que nós lidemos com o alquimista escondido na Escola de Cursinho Misawa primeiro. Além disso, esqueci de mencionar, o verdadeiro nome da Deep Blood é Himegami Aisa. Tem uma foto aqui, e é melhor você dar uma olhada. Vai ser ruim se você não consegue nem lembrar o rosto da pessoa que você vai salvar.

Uma foto saiu do envelope.

A foto parecia ser alimentada pelas runas de Stiyl, assim como dançou no ar e parou bem na frente de Kamijou.

Kamijou olhou para a foto.

“Deep Blood. Que tipo de rosto o Esper que possui um nome tão perigoso tem?”.

Lá ele encontrou o rosto da sacerdotisa que ele havia conhecido durante o dia.

— Hein…?

A respiração de Kamijou congelou.

A pessoa na foto, que parecia ter sido tirada de um manual do aluno e depois ampliada, era certamente Himegami Aisa - e o rosto da sacerdotisa que conhecera durante o dia.

Kamijou lembrou o que Stiyl disse.

—Originalmente, parece que a Escola de Cursinho Misawa a confinou para executar as tarefas de uma sacerdotisa.

Ele se lembrou do que a garota dissera durante o dia.

"Eu não sou uma sacerdotisa".

Kamijou lembrou o que o mago havia dito.

—Uma garota foi aprisionada lá, e é meu dever salvá-la.

Ele havia se lembrado das palavras de Himegami Aisa.


—Meus, eles são professores da escola de cursinho.

“…!"

“Mas, por que?”.

Kamijou se perguntou. De acordo com a explicação de Stiyl, Himegami Aisa deveria estar presa na Escola de Cursinho Misawa. Se aquela sacerdotisa realmente era Deep Blood, por que ela poderia entrar em um restaurante de fast food e comer hambúrgueres?

—Trem de volta para casa, quatrocentos ienes.

“Teria ela escapado?”.

A única razão possível pela qual a aprisionada Himegami Aisa estaria do lado de fora era porque ela havia escapado da Escola de Cursinho Misawa.

—Minha fortuna total, trezentos ienes.

Se fosse esse o caso, poderia explicar por que Himegami tinha tão pouco dinheiro com ela. Além disso, se ela tivesse escapado sem trazer muito dinheiro, o dinheiro seria gradualmente menor se ela pegasse trens e ônibus.

Mas, por que ela apareceu em um restaurante de fast food, Kamijou se perguntou. Desde que ela escapou da Escola de Cursinho Misawa, como ela poderia estar parada ali?

—Refeição de frustração.

— Ah!

De repente, Kamijou se lembrou disso.

E se ela não pudesse correr mais porque ficou sem dinheiro? Quando ela não podia correr mais, pelo menos ela tentava fazer uma lembrança final?

A garota desejou cem ienes.

Então, se ela tivesse cem ienes mais, ela poderia escapar do controle da Escola de Cursinho Misawa?

Nesse caso.

O único e somente desejo da garota.

Quem diabos foi o idiota que recusou?

—Então, é por isso que estou tendo uma refeição de frustração.

— Droga…

Além disso, Himegami não resistiu quando ela estava cercada pelos professores da escola. Obviamente, ela deve ter querido resistir. Como ela poderia estar tão disposta a voltar assim depois de escapar da Escola de Cursinho Misawa?

Qualquer outra pessoa teria escolhido fugir.

Se ela não tivesse conseguido escapar com seu próprio poder, ela teria pedido ajuda a outros.

Contudo…

Pedir ajuda significaria que as pessoas que foram convidadas a ajudar se envolvessem.

— Mas que droga!!

Kamijou estava extremamente infeliz com isso. Ele estava tão frustrado que ele não conseguia pensar. Ele ficou indignado porque a Escola de Cursinho Misawa não tratou aquela garota como uma humana e a trancou. Ele estava revoltado com o alquimista que havia arrebatado a menina. Ele ficou furioso com Stiyl, que disse que Deep Blood era o trunfo usado para manter os vampiros sob controle.

Mas, com quem Kamijou ficou extremamente irritado foi Himegami Aisa que se sacrificou para salva-lo.

Isso é porque aquilo estava errado. Se Kamijou tivesse dado a ela cem ienes, ele poderia ter mudado o destino da garota. No entanto, a menina estava realmente disposta a sacrificar todo o trabalho duro que ela colocou para escapar da Escola de Cursinho Misawa apenas para salvar um menino que a enviou de volta ao desespero. Isso estava errado.

Ele não sabia que tipo de "nova religião" era. Mas, ela era apenas uma simples garota. Ele não podia imaginar que tipo de tratamento alguém confinado a tal lugar receberia. Ele não queria imaginar isso.

Aquela dor era originalmente algo que Kamijou deveria provar.

“Não apenas sobrecarregue-se involuntariamente--”.

Kamijou mordeu os lábios e sentiu o gosto de sangue em seus caninos.

“--com o infortúnio de outra pessoa!”.

Na realidade, esta foi a raiz da frustração de Kamijou, um fato que fez sua mente ferver.

Kamijou não tinha lembranças.

No entanto, como Himegami se via, ela sempre achava que estava tudo bem, embora todos a estivessem tratando como uma ferramenta.

Ignorando sua própria dor para ajudar os outros e pensando que isso era uma forma de felicidade.

Uma garota que ainda conseguia sorrir mesmo depois de tirar a dor dos outros.

No passado, Kamijou parecia conhecer uma garota assim. Por que ele não se lembrava?

Kamijou estava realmente irritado consigo mesmo.

Ele tinha que salvá-la. O que ele deveria dizer? Kamijou Touma não seria capaz de aliviar a raiva nele se ele não socasse a egoísta e teimosa Himegami Aisa.


Por Sora | 10/02/19 às 18:41 | Ficção Cientifica, Ação, Sobrenatural, Seinen, Japonesa, Comédia