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Capítulo 1.5 - A Maga Chega na Cidade『Garota, ocasionalmente, Justa』

To Aru Majutsu no Index (Index)

Capítulo 1.5 - A Maga Chega na Cidade『Garota, ocasionalmente, Justa』

Tradução: Sora | Revisão: Ni Yezen

PARTE 5

Ok, eu tenho um comunicado para você. Acompanhe enquanto passamos por esta lição suplementar.

Mesmo depois de passar um período inteiro naquela classe, Kamijou ainda não conseguia acreditar.

A professora da sala de aula do 1º Ano, Classe 7, Tsukuyomi Komoe, era uma professora ridícula que era tão curta que apenas a cabeça dela podia ser vista quando ela estava atrás de sua mesa. Aquela pequena menina e professora era um dos sete mistérios da escola, ela tinha 135 cm de altura, havia uma lenda dizendo que ela foi recusada em uma montanha-russa devido a preocupações de segurança, e ela olhou para o mundo inteiro como uma criança de 12 anos que deveria estar carregando um gravador de soprano, usando um capacete amarelo e um randoseru vermelho. Randoseru é uma espécie de mochila rígida feita de couro ou de couro sintético, comumente usada no Japão por crianças do ensino fundamental.

Eu não vou impedi-los de falarem entre si, mas vocês precisam ouvir o que eu digo. Eu me esforcei muito para fazer um teste, então se vocês forem mal, serão punidos com a lição de ‘Ver Através’. Ni Yezen: Eu chamararia essa professora das sete pessoas mais kawais da escola kukuku

Professora, isso não é quando você joga pôquer com uma venda nos olhos!? Isso faz parte do Currículo para Clarividência! Eu ouvi que você não pode sair até vencer 10 vezes seguidas, apesar de não poder ver suas cartas, então não ficaríamos presos aqui até de manhã!? - protestou Kamijou Touma.

Oh, mas Kamijouzinho,Ni Yezen: Essa parte aqui teria o crucifixo chan que é diminutivo lá no japão você não tem créditos de desenvolvimento suficientes, então você estará fazendo a lição de ‘Ver Através’ independentemente.

Ugh - Kamijou estava sem palavras quando confrontado com o sorriso de vendedor de uma professora assalariada.

Mhh... entendo. Komoezinha te acha tão fofo que ela não consegue se controlar, Kami-yan - disse o de cabelo azul e orelha perfurada, representante da 7ª classe (masculino) que estava sentado ao lado de Kamijou. “O de cabelo azul e orelha perfurada” em inglés está como "Blue-haired piercing-eared"  que em japonês se fala "Aogami Pierce". Isso soa como um nome, então será usado como se fosse seu nome daqui em diante.

Eu sabia que você era um lolicon, mas você é um masoquista também!? Você realmente não tem solução!!

Ah ha! Não é que eu goste de lolis! É que também gosto de lolis!!

Kamijou quase gritou "Você é onívoro!?", mas ele foi interrompido.

Vocês dois ai! Se vocês disserem mais uma palavra, ficarão presos ao Ovo de Colombo.

Assim como seria de se esperar, o Ovo de Colombo envolvia em colocar um ovo cru de cabeça para baixo em uma mesa sem nada que o apoiasse. Aqueles especializados em Psicocinese poderiam evitar que o ovo caísse enquanto trabalhavam até um ponto em que os vasos sanguíneos em seus cérebros quase explodissem. (Na verdade, era um desafio extremamente difícil, porque o ovo quebraria se a Psicocinese fosse muito poderosa.) Como no exemplo anterior, você ficaria preso lá até de manhã se não pudesse fazê-lo.

Kamijou e Aogami Pierce olharam para Tsukuyomi Komoe enquanto esqueciam de respirar.

— Okay?

Seu sorriso era bastante assustador.

Enquanto a professora Komoe amava ser chamada de “fofa”, ela ficava incrivelmente irritada quando chamada de “pequena”.

No entanto, ela não parecia se importar de ser desprezada pelos alunos. Parte disso era apenas algo que não poderia ser ajudado dentro da Cidade Acadêmica. A cidade era uma verdadeira Terra do Nunca, onde mais de 80% da população era de estudantes. A oposição aos professores assalariados era dura mesmo comparada a uma escola normal e, mais importante, a “força” de um estudante baseava-se tanto em sua capacidade acadêmica quanto em seu poder.

Os professores foram os que desenvolveram os alunos, mas os próprios professores não tinham poderes. Alguns, como os professores de educação física e conselheiros de orientação, pareciam ser de alguma unidade estrangeira porque tinham que treinar monstros de Nível 3 com seus próprios punhos, mas seria cruel esperar isso de um professor de química, tal como a Komoe.

— Hey, Kami-yan…

— O que?

— Isso te levaria a ser lecionado pela professora Komoe?

— Eu não sou você! Apenas cale a boca de uma vez, idiota! Se tivermos que brincar com um ovo cru, mesmo que não tenhamos Psicocinese, passaremos todas as nossas férias de verão aqui! Se você conseguir, feche essa boca com esse falso dialeto de Kansai!

— Falso… n-n-n-n-n-n-não chame de falso! Eu sou realmente de Osaka!

— Cala a boca. Eu sei que você é de uma região de arrozal. Estou de mau humor, então não me faça bancar o ‘homem sério’ agora.

— E-E-Eu não sou de uma região de arrozal! Ah. Ahhh! Eu com certeza amo takoyaki.

— Pare de tentar se forçar em um papel de Kansai! Você vai trazer takoyaki para o almoço apenas para exercer este papel?

— Do que você está falando? Nem mesmo alguém de Osaka come apenas takoyaki, certo?

— …

— Certo? Eu acho que está certo ... não, espere. Mas… mas, sim ... mas, hein? Qual é?

— Você está saindo do personagem, senhor Kansai falso - disse Kamijou antes de suspirar e olhar pela janela.

Ele sentiu que deveria estar ao lado da Index, em vez de lidar com essa lição suplementar sem sentido.

O hábito da freira, Igreja Ambulante, que ela usava havia de fato reagido à mão direita de Kamijou (embora "reagido" pudesse ser um eufemismo), mas isso não significava que ele ainda acreditava em magia. Muito provavelmente, a maioria do que Index havia dito era mentira e, mesmo que ela não estivesse mentindo, ela poderia ter confundido algum fenômeno natural com o oculto.

Ainda assim…

“Eu acho que o peixe que escapa sempre parece enorme”.

Kamijou suspirou novamente. Se a alternativa fosse ficar preso na mesa daquela sala de aula que não tinha ar condicionado, entrar em uma fantasia de espadas e magia poderia ter sido melhor. E ele até tinha uma heroína fofa (ele era, de certo modo, hesitante em dizer ‘linda’) para seguir com isso.

— …

Kamijou se lembrou do capuz que Index havia esquecido em seu quarto.

No final, ele não havia devolvido. Ele não viu isso como tendo sido incapaz de devolvê-lo. Mesmo que Index tivesse desaparecido, ele provavelmente a teria encontrado se ele estivesse seriamente procurando por ela. E mesmo que ele não o fizesse, ele ainda poderia estar por aí correndo pela cidade procurando por ela com o capuz em uma mão.

Quando ele pensou sobre isso, ele percebeu que queria algum tipo de conexão. Ele sentiu que ela poderia voltar para pegá-lo algum dia.

Porque aquela garota alva lhe mostrará um sorriso tão perfeito…

Ele sentiu que ela iria desaparecer como uma ilusão se ele não deixasse algum tipo de conexão.

Ele estava com medo.

“Oh, então é isso…”.

Depois de passar por esses pensamentos ligeiramente poéticos, Kamijou finalmente percebeu algo.

Quando chegou a hora, ele não odiou aquela garota que havia sido pega em sua varanda. Ele gostava dela o suficiente para que o pensamento de nunca mais vê-la o deixasse com uma leve pontada de arrependimento.

— Ah, que droga…

Ele estalou a língua. Com o tanto que ela estava ponderando em sua mente, ele desejou que a tivesse impedido de sair.

“Pensando nisso, o que havia com esses 103.000 grimórios que ela mencionou?”.

Index havia dito que o grupo chamado de cabala mágica que estava atrás dela (essa cabala seria algo como uma corporação?) parecia estar a perseguindo porque eles queriam esses 103.000 grimórios. E aparentemente, Index estava fugindo com os 103.000 grimórios que ela possuía.

Não era uma chave ou um mapa para o local onde todos esses livros estavam armazenados.

Quando Kamijou perguntou onde estavam todos esses livros, ela simplesmente disse: “Bem aqui”. No entanto, até onde Kamijou podia ver, ela não tinha um único livro. De qualquer forma, o quarto de Kamijou não era grande o suficiente para acomodar 100.000 livros.

— Sobre o que era tudo isso…?

Kamijou inclinou a cabeça para o lado em perplexidade. Como o hábito da freira, Igreja Ambulante, de Index reagiu ao Imagine Breaker, o que ela estava dizendo não era puramente uma ilusão. Mas…

— Professora? Kamijou-kun está olhando pela janela para as saias esvoaçantes da equipe de tênis feminina.

O dialeto forçado de Kansai de Aogami Pierce enviou o foco de Kamijou em um retorno para a sala de aula.

— …

A professora Komoe ficou em silêncio.

Ela parecia ter sofrido um choque pelo fato de que Kamijou Touma-kun não estava focado na lição. Ela tinha a aparência de uma criança de doze anos que acabara de descobrir a verdade sobre o Papai Noel.

Assim que esse pensamento chegou a sua mente, Kamijou Touma foi perfurado pelos olhares hostis de seus colegas de classe que queriam proteger os direitos humanos daquela “criança”.

Embora fosse chamado de uma lição suplementar, eles ficaram presos até o momento em que todos os alunos deveriam ter saído da escola.

— Quanto azar… - murmurou Kamijou enquanto olhava para as três hélices de uma turbina eólica brilhando no pôr do Sol. Qualquer tipo de vida noturna era proibido, de modo que o último ônibus e trem da Cidade Acadêmica estava programado para sair quando os alunos supostamente deixassem a escola.

Kamijou perdeu o último ônibus, então ele estava caminhando pelo bairro de compras que parecia durar para sempre. Um robô de segurança passou por ele. Também era um tambor sobre rodas e funcionava como uma espécie de câmera de segurança ambulante. Originalmente, eles haviam sido versões aperfeiçoadas de cães-robôs, mas as crianças se reuniam em torno deles e bloqueavam seu caminho. Por essa simples razão, todos os robôs de trabalho foram transformados em formas de contêiner de tambor.

— Ah, aí está você, seu bastardo! Espere… espera! Você! Estou falando com você! Pare!!

O calor do verão tinha feito Kamijou entrar, então ele apenas olhou para o robô de segurança que se movia lentamente e pensou em como a Index tinha fugido de um robô de limpeza. Finalmente, ele percebeu que uma voz estava chamando por ele.

Ele se virou para descobrir o que estava acontecendo.

Era uma garota do ensino médio. Seus cabelos castanhos na altura dos ombros brilhavam com uma chama vermelha no pôr do Sol e seu rosto estava ainda mais vermelho. Ela usava uma saia cinza plissada, uma blusa de manga curta e um suéter de verão... naquele momento, ele repentinamente percebeu quem ela era.

— Ah, é você de novo, a colegial Biri-Biri. “Biri-Biri” é uma onomatopeia japonesa para um choque elétrico. Como o original, manteremos esse apelido dessa forma ;)

— Não me chame de Biri-Biri! Eu tenho um nome! E ele é Misaka Mikoto! Por que você não aprende de uma vez? Você está me chamando de Biri-Biri desde que nos conhecemos!




“Desde que nos conhecemos…?”, Kamijou pensou de volta. “Oh, verdade”.

Quando eles se conheceram, ela havia sido cercada por delinquentes como no outro dia. Quando as crianças se aproximaram dela, ele pensou que elas estavam atrás da carteira dela e deu um passo à frente em um movimento de Urashima Tarou. No entanto, por algum motivo, foi a garota quem ficou brava, dizendo: “Cale a boca! Não fique no caminho das lutas de outras pessoas! Biri-Biri!”. Kamijou tinha bloqueado o seu Biri-Biri com a mão direita e ela respondeu: “Hã? Por que isso não funcionou? Então o que significa isso? Hein?”. Uma situação levou a outra, e as coisas acabaram em seu estado atual.

— Hã…? O quê? Eu não estou triste, então por que estou chorando, mãe?

— Por que você está com um olhar tão distante assim?

Kamijou estava exausto por causa da lição suplementar, então ele decidiu não pensar muito em como lidar com a garota Biri-Biri.

— A garota encarando o rosto de Kamijou com uma expressão atordoada é a garota Railgun de ontem. E ela está tão frustrada por perder uma única luta que voltava para Kamijou de novo e de novo para desafiá-lo para uma revanche. Sora: Eu realmente buguei nessa parte, achando que tava errado como uma fala. Mas, realmente é uma! :oNi Yezen: Também buguei O_O)

— Para quem é essa explicação…? Sora: Para os leitores, ué :p

— Ela é obstinada e odeia perder, mas na verdade é uma pessoa bastante solitária e está encarregada de cuidar de um animal de estimação.

— Não inclua adições estranhas no cenário!!

A garota, Misaka Mikoto, balançou os braços ao redor e todo o foco na rua foi atraído para ela. Isso não foi muito surpreendente. O uniforme de verão completamente normal que ela usava era o uniforme da Escola Secundária Tokiwadai, uma das 5 escolas de maior prestígio e elite da Cidade Acadêmica. Por alguma razão, as garotas explosivas e refinadas de Tokiwadai pareciam se afastar mesmo em uma estação na hora do rush, por isso seria surpreendente de ver alguém sentado no chão de um trem brincando com o celular como qualquer outra pessoa.

— Então o que você quer, Biri-Biri? Na verdade, por que você está vestindo seu uniforme durante as férias de verão? Você está tendo aulas suplementares?

— Gh… ca-cale a boca.

— Você estava preocupado com o coelho da turma?

— Eu te disse para parar de adicionar essa coisa de animais! Além disso, hoje eu vou fazer você se contorcer como pernas de sapo com eletrodos conectados, então coloque sua vontade e herança em ordem!

— Acho que não.

— Por que não!?

— Porque eu não estou no comando do animal de estimação da minha classe.

— Por que você… pare de tirar sarro de mim!!

A garota do ensino médio pisou nos ladrilhos do caminho.

Naquele exato momento, um barulho tremendo veio dos celulares das pessoas andando pela área. Além disso, a transmissão a cabo no distrito comercial foi cortada e um ruído horrível veio do robô de segurança.

O som crepitante da eletricidade estática veio do cabelo da garota do ensino médio.

Aquela garota de Nível 5 que poderia usar um Railgun com nada além de seu próprio corpo, sorria de tal forma que seus caninos estavam à mostra como uma fera.

— Hmph. Que tal isso? Isso mudou sua mente covarde? Mgh…!

Em uma tentativa frenética de cobrir a boca, a mão de Kamijou cobriu todo o rosto sereno de Misaka Mikoto.

“Cala a boca. Por favor, apenas cale a boca! Todos os celulares foram fritos e eles não parecem muito satisfeitos! Se eles descobrirem que fomos nós, eles nos farão pagar, e eu não tenho ideia do quanto custa a transmissão por cabo!!”.

Devido ao seu recente encontro com aquela menina freira de cabelo prateado, Kamijou orou com toda a sua força para o Deus que ele normalmente só pensava em torno do Natal.

Suas orações devem ter realmente alcançado o céu, porque ninguém se aproximou de Kamijou e Mikoto.

“Graças a Deus”.

Kamijou deu um suspiro de alívio (enquanto continuava a sufocar Mikoto).

Mensagem, mensagem. Erro nº 100231-YF. Ondas eletromagnéticas ofensivas em violação de leis de rádio detectadas. Mau funcionamento do sistema detectado. Como isso é um possível terrorismo cibernético, evite usar eletrônicos.

Imagine Breaker e Railgun hesitantemente se viraram.

Um contêiner de tambor estava de lado na trilha, vomitando fumaça enquanto falava sem pensar.

No instante seguinte, o robô de segurança começou a soar um alarme agudo.

Naturalmente, eles correram daquilo.

Eles entraram em um beco, chutaram um balde de plástico sujo e assustaram um gato preto enquanto continuavam correndo.

“Pensando nisso, eu não fiz nada de errado. Por que eu estou fugindo com ela?”.

Mesmo com esse pensamento, ele continuou correndo. Afinal, ele tinha ouvido em um programa de entrevistas que os robôs de segurança custavam 1,2 milhão de ienes cada um.

— Uuhh... q-quanto azar. Por que eu sempre me envolvo com coisas que têm a ver com ela?

— O que você quer dizer com isso!? E meu nome é Misaka Mikoto!

Os dois finalmente pararam em um beco bem distante. Um dos edifícios alinhados deve ter sido demolido porque uma área retangular foi aberta lá. Parecia um bom lugar para o basquete de rua.

— Cale a boca, Biri-Biri! Você é a única que destruiu todos os meus aparelhos eletrônicos com esse raio ontem! O que você poderia precisar depois disso!?

— É sua culpa por me irritar!

— Eu não entendo o motivo de você estar tão zangada! Eu sequer coloquei um dedo em você!

Depois, Mikoto atacou Kamijou com tudo o que ela tinha, mas o garoto parou tudo com a mão direita. Seus ataques não terminaram naquele Railgun. Ela podia torcer a areia de ferro coletada para criar uma espada de aço como um chicote, enviar ondas eletromagnéticas poderosas para mexer com órgãos internos, e ela poderia terminar tudo isso enviando raios reais do céu.

Mas nada disso era páreo para Kamijou Touma.

Enquanto fosse um poder sobrenatural, Kamijou Touma poderia negar isso.

— Você apenas continuou vindo até mim e se desgastou! Não use muito seus poderes e então me culpe quando você não tiver energia suficiente para continuar, Biri-Biri!

— ~ ~ !! - Mikoto rangeu os dentes de trás, juntos - Is-Isso não conta. Não pode contar! Você nunca me atacou! Isso faz com que seja um empate!!

— Uff... tudo bem, tudo bem. Foi uma vitória sua. Socar você não vai consertar meu ar-condicionado.

— Gah…! E-Espere um segundo! Leve isso a sério!! - gritou Mikoto enquanto agitava os braços.

Kamijou suspirou.

Tem certeza de que quer que eu leve isso a sério?

— Ah… - Mikoto parou.

Kamijou cerrou levemente o punho direito e depois o abriu novamente. Um suor frio começou a derramar do corpo inteiro de Misaka Mikoto com aquela ação simples. Ela congelou naquele lugar, incapaz de dar até um passo para trás.

Mikoto não sabia o que o poder de Kamijou realmente era, então o garoto era um horror desconhecido para ela por ter selado todos os seus trunfos sem suar a camisa.

Não foi tão surpreendente assim. Kamijou Touma recebeu os ataques de Misaka Mikoto por mais de duas horas seguidas sem receber um único arranhão. Era natural que ela se perguntasse o que aconteceria se ele ficasse sério.

Kamijou suspirou e desviou o olhar.

Como se as cordas que a seguravam naquele lugar tivessem quebrado, Mikoto finalmente cambaleou alguns passos para trás.

— Qual outra coisa que eu passo senão de ‘infelicidade’? - Kamijou ficou chocado com o quão assustada ela estava - Primeiro os eletrônicos do meu quarto se foram, então eu me encontrei com aquela autoproclamada maga pela manhã, e agora eu encontrei essa Esper Biri-Biri a noite.

— Maga? Quê?

— … - Kamijou pensou por um instante - Sim… isso é o que eu quero saber.

Normalmente, Mikoto provavelmente teria gritado: “Você está tirando sarro de mim!? Sua cabeça está tão confusa quanto seu poder!?” e então faria Biri-Biri. No entanto, ela apenas pulou de susto sempre que ele olhou para ela naquele dia.

Havia sido apenas um blefe para enganá-la, mas ele se sentia mal por quão eficaz tinha sido.

“O que foi todo esse absurdo de magia, afinal?”.

Kamijou relembrou-se do que aconteceu naquela manhã. Aquela freira alva tinha usado essa palavra prontamente, mas agora que ele pensava de volta, o termo definitivamente era distante da realidade.

“Eu me pergunto por que não parecia tão estranho enquanto a Index estava por perto”.

Teria havido alguma coisa misteriosa lá que a fez parecer mais crível?

— Espera, no que eu estou pensando…? - Murmurou Kamijou enquanto ignorava completamente a garota Biri-Biri chamada Misaka Mikoto, que estava tremendo de medo como um cachorrinho.

Ele cortou seus laços com Index e qualquer outro mundo em que ela vivesse. O mundo era um lugar grande, então era improvável que ele a encontrasse novamente em uma coincidência sem sentido. Pensar em magos era totalmente inútil.

Apesar disso, ele não conseguia tirar isso da cabeça.

Ele ainda tinha aquele capuz branco puro que ela havia esquecido em seu quarto.

Aquela conexão restante continuava a alfinetar irritantemente as bordas de sua mente.

Nem mesmo Kamijou Touma sabia por que ele estava pensando tanto nisso.

Afinal, ele tinha o poder de matar até Deus.Ni Yezen: Feliz natal para vcs meus caros leitores e aproveite esse combo e de outras novels também que eu recomendo todas da equipe saikai <3

Por Sora | 25/12/18 às 17:00 | Ficção Cientifica, Ação, Sobrenatural, Seinen, Japonesa, Comédia